Markirat

Grupo vinculado ao Irã esconde ferramentas de vigilância em aplicativos falsos

Um novo relatório do Insikt Group da Recorded Future revela que um grupo de ameaças vinculado ao Irã, identificado como TAG-182, está utilizando aplicativos falsos de VPN e reprodutores de mídia para disseminar um software de vigilância chamado MarkiRAT. Esses aplicativos, como o Pis2ray VPN e o YESHICA YEPlayer, não estão disponíveis nas lojas oficiais, como Google Play ou App Store, e têm como alvo principal usuários iranianos, tanto dentro quanto fora do país. O MarkiRAT é um Trojan de acesso remoto que permite que atacantes capturem telas e controlem dispositivos de forma discreta, utilizando técnicas que disfarçam suas atividades como processos normais do sistema. A campanha de distribuição se intensificou após protestos nas ruas do Irã e durante períodos de interrupção da internet, quando os usuários mais necessitam de soluções de privacidade. O relatório destaca a importância de baixar aplicativos apenas de fontes confiáveis e alerta para os riscos de aplicativos promovidos em redes sociais. Essa situação serve como um lembrete da vulnerabilidade de usuários em ambientes censurados e da necessidade de uma vigilância constante em relação a ferramentas de segurança.

Kitten Ferocidade usa MarkiRAT para roubar dados de teclado e clipboard

O grupo de ciberespionagem conhecido como Ferocious Kitten tem atuado de forma encoberta desde 2015, focando em dissidentes e ativistas persas no Irã. Recentemente, o grupo ganhou destaque por utilizar uma ferramenta de vigilância chamada MarkiRAT, que é distribuída através de e-mails de spearphishing contendo documentos maliciosos do Microsoft Office. Esses documentos exploram vulnerabilidades, como a CVE-2021-40444, para implantar o malware. Uma vez ativo, o MarkiRAT registra teclas digitadas, captura dados da área de transferência, realiza buscas em arquivos e rouba credenciais, especialmente de arquivos KeePass. O malware se destaca por suas táticas de persistência, se infiltrando em aplicativos legítimos como Telegram e Chrome, garantindo que o software malicioso seja executado sempre que o usuário inicia esses programas. Além disso, utiliza técnicas de engenharia social para disfarçar arquivos executáveis como imagens ou vídeos, dificultando a detecção. O Ferocious Kitten demonstra agilidade operacional, adaptando-se rapidamente e priorizando a coleta de dados em vez de ataques disruptivos. Organizações são aconselhadas a testar suas defesas contra as táticas em evolução desse grupo, especialmente em plataformas de simulação de segurança.