Malware

Microsoft alerta sobre nova tática de engenharia social ClickFix

A Microsoft revelou uma nova versão da tática de engenharia social chamada ClickFix, onde atacantes induzem usuários a executar comandos que realizam consultas DNS para obter um payload malicioso. O ataque utiliza o comando ’nslookup’ através do diálogo de execução do Windows, permitindo que os criminosos contornem controles de segurança. O ClickFix é frequentemente disseminado por meio de phishing, malvertising ou downloads automáticos, redirecionando as vítimas para páginas falsas que simulam verificações de CAPTCHA ou instruções para resolver problemas inexistentes. Essa técnica tem se tornado comum nos últimos dois anos, levando os usuários a infectarem suas próprias máquinas. A nova variante usa DNS como um canal leve de sinalização, reduzindo a dependência de requisições web tradicionais e misturando atividades maliciosas ao tráfego normal da rede. O payload baixado inicia uma cadeia de ataque que resulta na execução de um trojan de acesso remoto, ModeloRAT. Além disso, a Bitdefender reportou um aumento na atividade do Lumma Stealer, impulsionado por campanhas de ClickFix que utilizam verificações de CAPTCHA falsas. O artigo destaca a resiliência das operações de Lumma Stealer, que continuam a evoluir apesar de esforços de interrupção por parte das autoridades.

Nova campanha de recrutamento falso da Coreia do Norte ataca desenvolvedores

Uma nova variação da campanha de recrutamento falso, atribuída a atores de ameaça da Coreia do Norte, está focando em desenvolvedores de JavaScript e Python com tarefas relacionadas a criptomoedas. Desde maio de 2025, essa atividade se caracteriza pela modularidade, permitindo que os atacantes retomem rapidamente as operações após uma possível comprometimento. Os criminosos utilizam pacotes publicados nos repositórios npm e PyPi como downloaders para um trojan de acesso remoto (RAT). Pesquisadores identificaram 192 pacotes maliciosos, nomeados ‘Graphalgo’, que se disfarçam como ofertas de emprego em empresas fictícias do setor de blockchain e comércio de criptomoedas. Os desenvolvedores que se candidatam são induzidos a executar códigos que instalam dependências maliciosas em seus sistemas. Um exemplo notável é o pacote ‘bigmathutils’, que, após 10.000 downloads, introduziu cargas maliciosas em sua versão 1.1.0. A campanha é atribuída ao grupo Lazarus, com base em sua abordagem e no foco em criptomoedas, além de evidências de que os commits no GitHub seguem o fuso horário da Coreia do Norte. Os desenvolvedores que instalaram esses pacotes devem rotacionar tokens e senhas de conta e reinstalar seus sistemas operacionais.

Atores de ameaças abusam de artefatos Claude para disseminar malware

A recente pesquisa revela que atores de ameaças estão explorando artefatos gerados pelo modelo de linguagem Claude, da Antropic, e anúncios do Google em campanhas ClickFix para distribuir malware infostealer a usuários de macOS. Observou-se pelo menos duas variantes dessa atividade maliciosa, com mais de 10.000 acessos a conteúdos que orientam os usuários a executar comandos perigosos no Terminal. Os artefatos, que podem incluir instruções e guias, não são verificados quanto à precisão, o que aumenta o risco. As campanhas maliciosas direcionam os usuários a executar comandos que baixam um loader de malware, o MacSync, que exfiltra informações sensíveis do sistema. O malware se comunica com a infraestrutura de comando e controle (C2) utilizando um token codificado e um key API, disfarçando-se como atividade normal do macOS. A pesquisa indica que a mesma ameaça pode estar por trás de outras campanhas semelhantes, ampliando a preocupação sobre o uso indevido de modelos de linguagem. Especialistas recomendam que os usuários evitem executar comandos desconhecidos e verifiquem a segurança das instruções antes de qualquer execução.

Ameaças cibernéticas ao setor de defesa industrial em 2026

Um relatório do Google Threat Intelligence Group (GTIG) revela que diversos grupos patrocinados por estados, entidades hacktivistas e organizações criminosas de países como China, Irã, Coreia do Norte e Rússia estão focando suas atividades no setor de defesa industrial (DIB). As táticas observadas incluem a exploração de processos de contratação, ataques a dispositivos de ponta e riscos na cadeia de suprimentos. Os grupos têm demonstrado interesse crescente em veículos autônomos e drones, que são cada vez mais utilizados em conflitos modernos, como a guerra na Ucrânia. Entre os atores notáveis estão o APT44, que tentou extrair informações de aplicativos de mensagens criptografadas, e o UNC5125, que realizou campanhas direcionadas a operadores de drones na Ucrânia. O relatório destaca que o setor de defesa está sob um cerco constante, com intrusões frequentes e ameaças de extorsão, o que exige atenção redobrada dos profissionais de segurança cibernética.

Grupo de hackers utiliza malware CANFAIL em ataques à Ucrânia

Um novo ator de ameaças, ainda não documentado, foi identificado em ataques direcionados a organizações ucranianas, utilizando um malware chamado CANFAIL. O Google Threat Intelligence Group (GTIG) sugere que esse grupo pode estar associado a serviços de inteligência russos e tem como alvos principais instituições de defesa, governo e energia na Ucrânia. Recentemente, o grupo ampliou seu foco para incluir organizações de aeroespacial, manufatura militar, e até mesmo empresas de pesquisa nuclear e química.

Malwares utilizam trigonometria do mouse para identificar humanos

Um novo relatório da Picus Security, intitulado The Red Report 2026, revela que malwares estão adotando técnicas sofisticadas para se infiltrar em sistemas e evitar detecções. A pesquisa analisou mais de 1,1 milhão de arquivos maliciosos e 15,5 milhões de ações hackers em 2025, destacando uma mudança de foco dos ransomwares para a extração silenciosa de dados. Os hackers estão utilizando serviços confiáveis, como OpenAI e AWS, para ocultar suas atividades, e em 25% dos ataques, senhas roubadas de navegadores são usadas para se passar por usuários legítimos. O cofundador da Picus, Süleyman Özarslan, descreve essa abordagem como a de um ‘parasita digital’, onde a permanência no sistema da vítima é mais lucrativa do que a destruição. Além disso, malwares como o LummaC2 estão utilizando trigonometria para detectar a movimentação do mouse, evitando ataques quando o usuário está em ambientes de segurança. O relatório também aponta que os malwares agora possuem em média 14 capacidades maliciosas e 12 técnicas anti-antivírus, exigindo que as empresas de segurança aprimorem suas defesas.

Hackers utilizam Gemini para criar e monitorar ciberataques

Grupos de cibercriminosos estão explorando ferramentas do Gemini para realizar ciberataques sofisticados, conforme revela uma análise do Google. Os hackers, que operam com apoio de governos como os da China, Irã, Coreia do Norte e Rússia, utilizam o Gemini para criar iscas de phishing, traduzir textos, programar e testar vulnerabilidades. Um caso notável envolveu o sequestro do perfil de um especialista em cibersegurança, que foi usado para automatizar análises de vulnerabilidades e desenvolver estratégias de ataque. Além disso, hackers iranianos têm utilizado o Gemini para criar ferramentas maliciosas personalizadas rapidamente. A automação de ataques e a personalização de malware são preocupações crescentes, pois permitem que os criminosos ampliem o alcance de suas campanhas, como as que induzem vítimas a executar comandos maliciosos através de anúncios. Embora o Gemini em si não represente uma ameaça direta, a utilização de suas ferramentas por hackers evidencia a evolução das táticas de cibercrime e a necessidade de vigilância constante por parte de usuários e empresas.

Grupo de Ameaça UAT-9921 Explora Nova Malware VoidLink

Um novo ator de ameaças, identificado como UAT-9921, tem utilizado um framework modular chamado VoidLink em campanhas direcionadas aos setores de tecnologia e serviços financeiros. De acordo com a Cisco Talos, essa ameaça pode estar ativa desde 2019, mas o uso do VoidLink parece ser recente. O malware, escrito em Zig, foi projetado para acesso furtivo a ambientes de nuvem baseados em Linux e é considerado o trabalho de um único desenvolvedor, possivelmente assistido por um modelo de linguagem grande (LLM). O VoidLink permite que os invasores instalem um comando e controle (C2) em hosts comprometidos, facilitando atividades de varredura e movimentação lateral na rede. Além disso, o framework possui mecanismos de furtividade que dificultam a detecção e a remoção. A análise sugere que o UAT-9921 pode ter conhecimento da língua chinesa, o que levanta preocupações sobre suas origens. A Cisco Talos também observou que o VoidLink pode ser utilizado para explorar vulnerabilidades em servidores internos, aumentando o risco para organizações que utilizam tecnologias vulneráveis. Com a capacidade de compilar plugins sob demanda, o VoidLink representa uma nova e significativa ameaça no cenário de cibersegurança.

Pesquisador revela vulnerabilidades em arquivos de atalho do Windows

Durante o Wild West Hackin’ Fest, o pesquisador de segurança Wietze Beukema apresentou várias vulnerabilidades em arquivos de atalho (.LNK) do Windows, que permitem a execução de payloads maliciosos. Beukema documentou quatro técnicas desconhecidas que manipulam esses arquivos para ocultar alvos maliciosos, enganando os usuários que verificam as propriedades do arquivo. Os arquivos LNK, introduzidos no Windows 95, utilizam um formato binário complexo que possibilita a criação de arquivos enganosos que parecem legítimos no Windows Explorer, mas que executam programas diferentes ao serem abertos. As falhas exploram inconsistências na priorização de caminhos de destino conflitantes dentro dos arquivos de atalho. A técnica mais poderosa envolve a manipulação da estrutura EnvironmentVariableDataBlock, permitindo que um alvo falso, como “invoice.pdf”, seja exibido, enquanto comandos maliciosos são executados. Apesar da gravidade das falhas, a Microsoft não as classificou como vulnerabilidades de segurança, argumentando que a exploração requer interação do usuário. Beukema, por sua vez, destacou que os usuários frequentemente ignoram avisos de segurança, o que torna esses ataques viáveis. Ele também lançou uma ferramenta de código aberto chamada “lnk-it-up” para testar e identificar arquivos LNK potencialmente maliciosos.

Grupo Lazarus usa pacotes maliciosos para atacar desenvolvedores

Pesquisadores em cibersegurança identificaram uma nova campanha maliciosa ligada ao grupo Lazarus, da Coreia do Norte, que utiliza pacotes maliciosos no npm e no PyPI. Nomeada de ‘graphalgo’, a campanha tem como alvo desenvolvedores através de plataformas como LinkedIn e Reddit, oferecendo falsas oportunidades de emprego em uma empresa fictícia de blockchain. Os pacotes, como ‘bigmathutils’, atraíram mais de 10.000 downloads antes de serem atualizados com cargas maliciosas. A estratégia envolve a criação de repositórios no GitHub que parecem legítimos, mas que contêm dependências maliciosas. Uma vez instaladas, essas dependências permitem que um trojan de acesso remoto (RAT) colete informações do sistema e execute comandos. Além disso, outra descoberta revelou um pacote chamado ‘duer-js’, que rouba informações sensíveis e extorque pagamentos em criptomoedas. Essa situação destaca a crescente sofisticação das ameaças cibernéticas, especialmente em ecossistemas de código aberto, e a necessidade de vigilância constante por parte dos desenvolvedores e empresas.

Grupo ligado à Coreia do Norte usa IA para espionagem cibernética

O Google revelou que o grupo de hackers UNC2970, vinculado à Coreia do Norte, está utilizando seu modelo de inteligência artificial generativa, Gemini, para realizar atividades de reconhecimento em alvos estratégicos. De acordo com o relatório do Google Threat Intelligence Group (GTIG), o grupo tem se concentrado em mapear informações sobre empresas de cibersegurança e defesa, além de perfis de cargos técnicos e dados salariais. Essa prática, que mistura pesquisa profissional com reconhecimento malicioso, permite que o grupo crie personas de phishing personalizadas e identifique alvos vulneráveis para compromissos iniciais.

Infostealers A Nova Fronteira da Cibercriminalidade

Os infostealers, como o Atomic MacOS Stealer (AMOS), são mais do que simples malwares; eles são componentes fundamentais de uma economia de cibercrime que se concentra na coleta e comercialização de identidades digitais roubadas. Esses malwares atuam como motores de coleta de dados em larga escala, alimentando mercados subterrâneos onde credenciais, sessões e dados financeiros são comprados e vendidos, facilitando fraudes e invasões subsequentes. A eficácia dessas campanhas se deve à sua abordagem oportunista de engenharia social, que se adapta constantemente às tendências tecnológicas e explora plataformas confiáveis e softwares populares para enganar os usuários. O relatório de 2026 sobre a exposição de identidade de infostealers destaca o crescente domínio desses malwares na economia do cibercrime e seu impacto nas organizações. O AMOS, que apareceu pela primeira vez em maio de 2023, utiliza técnicas de disseminação sofisticadas, como campanhas de phishing e a exploração de assistentes pessoais de IA, para infectar usuários e roubar dados sensíveis. A pesquisa revela que a distribuição de AMOS se aproveita da popularidade de softwares como o OpenClaw, demonstrando como a engenharia social e a monetização de dados se entrelaçam para criar um ambiente de cibercrime altamente eficaz.

Ameaças cibernéticas ataques se intensificam e evoluem

A atividade de ameaças cibernéticas nesta semana revela um padrão preocupante: os atacantes estão se concentrando em métodos já conhecidos, utilizando ferramentas confiáveis e explorando vulnerabilidades negligenciadas. A entrada inicial em sistemas está se tornando mais simples, enquanto as atividades pós-comprometimento estão mais estruturadas e persistentes, com o objetivo de permanecer infiltrado e extrair valor. Um exemplo é a falha de injeção de comando no Notepad da Microsoft (CVE-2026-20841), que permite a execução remota de código. Além disso, Taiwan se tornou um alvo frequente de ataques APT, com 173 operações registradas em 2025, refletindo sua importância geopolítica. Novos malwares, como LTX Stealer e Marco Stealer, estão sendo usados para roubo de credenciais e dados sensíveis. Uma campanha de engenharia social também está em andamento, visando contas do Telegram através do abuso de fluxos de autenticação. Por fim, a Discord anunciou um novo sistema de verificação de idade, levantando preocupações sobre a privacidade dos usuários após um incidente anterior que resultou no vazamento de dados de 70 mil usuários. Esses eventos destacam a necessidade urgente de vigilância e atualização das defesas cibernéticas.

Hackers apoiados por Estados usam IA do Google para ataques cibernéticos

Hackers apoiados por estados, incluindo grupos da China, Irã, Coreia do Norte e Rússia, estão utilizando o modelo de IA Gemini do Google para facilitar todas as etapas de ataques cibernéticos, desde a fase de reconhecimento até ações pós-comprometimento. O relatório do Google Threat Intelligence Group (GTIG) revela que esses atores maliciosos empregam a IA para criar perfis de alvos, gerar iscas de phishing, traduzir textos, realizar testes de vulnerabilidades e até desenvolver malware. Por exemplo, um ator da China simulou um cenário para automatizar a análise de vulnerabilidades, enquanto um grupo iraniano usou a IA para acelerar a criação de ferramentas maliciosas personalizadas. Além disso, a IA está sendo utilizada em campanhas de engenharia social, como as campanhas ClickFix, que distribuem malware para roubo de informações. O relatório também destaca tentativas de extração e destilação do modelo de IA, o que representa um risco significativo para a propriedade intelectual e o modelo de negócios de IA como serviço. O Google está tomando medidas para mitigar esses abusos, mas a ameaça continua crescente, especialmente com o aumento do interesse de cibercriminosos por ferramentas de IA.

Aumento de infecções por LummaStealer impulsionado por engenharia social

Recentemente, observou-se um aumento nas infecções por LummaStealer, um malware do tipo infostealer que opera como uma plataforma de malware-as-a-service (MaaS). Essa onda de infecções é impulsionada por campanhas de engenharia social que utilizam a técnica ClickFix para entregar o malware CastleLoader. O LummaStealer, que foi severamente interrompido em maio de 2025 após a apreensão de 2.300 domínios por autoridades, voltou a operar em julho do mesmo ano. O CastleLoader, que surgiu em 2025, é um loader de malware que distribui diversas famílias de infostealers e trojans de acesso remoto, utilizando um modelo de execução modular e ofuscação extensiva. Ele realiza verificações de ambiente para evitar detecções e garante persistência ao se instalar no sistema. As campanhas atuais de LummaStealer visam usuários em todo o mundo, utilizando métodos como instaladores de software trojanizados e arquivos de mídia falsos. A técnica ClickFix, que envolve a apresentação de páginas falsas de verificação, tem se mostrado um vetor de infecção eficaz. Para se proteger, especialistas recomendam evitar downloads de fontes não confiáveis e não executar comandos desconhecidos em PowerShell.

Antivírus falso no Android rouba senhas bancárias em vez de proteger

Um novo malware disfarçado de aplicativo de antivírus, chamado ‘TrustBastion’, tem enganado usuários de dispositivos Android, oferecendo uma falsa sensação de segurança enquanto rouba informações sensíveis. Especialistas da Bitdefender alertam que o aplicativo, que se apresenta como uma solução de proteção, na verdade monitora o aparelho em tempo real, coletando senhas e credenciais de login de aplicativos de mensagens e bancos. O golpe começa com anúncios que alertam sobre uma suposta infecção no smartphone, levando o usuário a instalar o TrustBastion para ‘remover’ a ameaça. Após a instalação, o aplicativo solicita uma atualização que instala um arquivo APK malicioso, permitindo que os hackers monitorem a tela do dispositivo e capturem dados sensíveis, como PINs e padrões de desbloqueio. A situação é agravada pela capacidade dos criminosos de gerar novas variantes do malware a cada 15 minutos, dificultando sua detecção. Para se proteger, os especialistas recomendam que os usuários instalem aplicativos apenas na Play Store, a loja oficial do Google.

Nova botnet SSHStalker utiliza IRC para controle de sistemas Linux

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre uma nova operação de botnet chamada SSHStalker, que utiliza o protocolo de comunicação Internet Relay Chat (IRC) para fins de comando e controle. A operação combina técnicas de exploração de sistemas Linux mais antigos com ferramentas de automação para comprometer em massa servidores vulneráveis, principalmente aqueles que ainda operam com versões do kernel Linux 2.6.x. O SSHStalker se destaca por manter acesso persistente aos sistemas comprometidos sem realizar ações de exploração subsequentes, sugerindo que a infraestrutura comprometida pode ser utilizada para testes ou retenção estratégica de acesso.

Campanhas de espionagem cibernética visam setor de defesa da Índia

Organizações do setor de defesa e alinhadas ao governo indiano têm sido alvo de diversas campanhas de espionagem cibernética, que visam comprometer ambientes Windows e Linux por meio de trojans de acesso remoto. Os ataques utilizam famílias de malware como Geta RAT, Ares RAT e DeskRAT, frequentemente atribuídos a grupos de ameaças alinhados ao Paquistão, como SideCopy e APT36. Essas campanhas se caracterizam pelo uso de e-mails de phishing com anexos maliciosos ou links de download que direcionam as vítimas a infraestruturas controladas pelos atacantes. Uma das cadeias de ataque envolve um arquivo LNK malicioso que executa um arquivo HTA para baixar e instalar o malware. O Geta RAT, por exemplo, permite acesso remoto persistente e coleta de dados sensíveis, enquanto o Ares RAT é uma variante para Linux que também executa comandos para roubar informações. A utilização do DeskRAT, entregue via um complemento PowerPoint malicioso, demonstra a evolução das táticas de espionagem, focando em setores estratégicos como defesa, pesquisa e infraestrutura crítica. Essas atividades ressaltam a necessidade de vigilância contínua e medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis.

Grupo ligado à Coreia do Norte ataca setor de criptomoedas

O grupo de ameaças conhecido como UNC1069, vinculado à Coreia do Norte, tem se concentrado em atacar o setor de criptomoedas, visando roubar dados sensíveis de sistemas Windows e macOS para facilitar o furto financeiro. A intrusão utiliza uma sofisticada engenharia social, que envolve uma conta do Telegram comprometida, reuniões falsas no Zoom, e vetores de infecção como ClickFix. Pesquisadores da Google Mandiant relataram que o grupo tem utilizado ferramentas de inteligência artificial, como o Gemini, para criar materiais de isca e mensagens relacionadas a criptomoedas. Desde 2023, UNC1069 tem mudado seu foco de técnicas de spear-phishing tradicionais para a indústria Web3, atacando exchanges centralizadas, desenvolvedores de software e empresas de capital de risco. A última campanha documentada revelou o uso de até sete famílias únicas de malware, incluindo SILENCELIFT e DEEPBREATH, que são projetados para roubar credenciais e dados de navegadores. O ataque começa com uma abordagem no Telegram, onde o ator se passa por investidores, e leva a vítima a um site falso do Zoom, onde um vídeo enganoso é apresentado. A complexidade e a variedade de ferramentas utilizadas indicam um esforço determinado para coletar dados e facilitar o roubo financeiro.

Site falso do 7-Zip distribui instalador trojanizado

Um site falso do 7-Zip está distribuindo um instalador trojanizado da popular ferramenta de compactação, transformando computadores de usuários em nós de proxy residencial. Esses proxies são utilizados para contornar bloqueios e realizar atividades maliciosas, como phishing e distribuição de malware. A campanha ganhou notoriedade após um usuário relatar o download do instalador malicioso ao seguir um tutorial no YouTube. O site 7zip[.]com, que imita o legítimo 7-zip.org, ainda está ativo. O instalador, analisado pela Malwarebytes, contém arquivos maliciosos que criam um serviço no Windows para gerenciar o proxy. O malware coleta informações do sistema e se comunica com servidores de comando e controle (C2) utilizando técnicas de ofuscação. Além do 7-Zip, a campanha também utiliza instaladores trojanizados de outros softwares populares. Os pesquisadores alertam os usuários a evitarem links de download de vídeos do YouTube e recomendam que salvem os sites oficiais dos softwares que utilizam frequentemente.

Hackers norte-coreanos usam IA para atacar setor de criptomoedas

Hackers da Coreia do Norte estão realizando campanhas direcionadas utilizando vídeos gerados por IA e a técnica ClickFix para distribuir malware em sistemas macOS e Windows, visando alvos no setor de criptomoedas. O objetivo financeiro das ações foi evidenciado em um ataque a uma empresa fintech, conforme investigado pela Mandiant, que identificou sete famílias distintas de malware para macOS atribuídas ao grupo UNC1069, ativo desde 2018.

O ataque começou com engenharia social, onde a vítima foi contatada via Telegram por uma conta comprometida de um executivo de uma empresa de criptomoedas. Após estabelecer um relacionamento, os hackers enviaram um link para uma reunião falsa no Zoom, onde apresentaram um vídeo deepfake de um CEO de outra empresa do setor. Durante a ‘reunião’, os hackers induziram a vítima a executar comandos que iniciaram a cadeia de infecção.

Trabalhadores de TI da Coreia do Norte usam perfis falsos no LinkedIn

Recentemente, trabalhadores de TI associados à Coreia do Norte têm utilizado contas reais do LinkedIn de indivíduos que estão imitando para se candidatar a vagas remotas, representando uma escalada nas fraudes. Esses perfis frequentemente possuem e-mails de trabalho verificados e crachás de identidade, o que torna as aplicações fraudulentas mais convincentes. O objetivo é gerar receita para financiar programas de armamento e realizar espionagem ao roubar dados sensíveis. A empresa de cibersegurança Silent Push descreveu o programa de trabalhadores remotos da Coreia do Norte como uma ‘máquina de receita de alto volume’. Os trabalhadores transferem criptomoedas através de técnicas de lavagem de dinheiro, como a troca de tokens, para ocultar a origem dos fundos. Para se proteger, indivíduos que suspeitam de roubo de identidade devem alertar suas redes sociais e validar contas de candidatos. A Polícia de Segurança da Noruega também emitiu um alerta sobre casos em que empresas norueguesas foram enganadas a contratar esses trabalhadores. Além disso, uma campanha de engenharia social chamada ‘Contagious Interview’ tem sido usada para atrair alvos para entrevistas falsas, levando à execução de código malicioso. O cenário é alarmante, pois a Coreia do Norte continua a desenvolver suas capacidades cibernéticas e a explorar vulnerabilidades em empresas ocidentais.

Mais de um bilhão de celulares Android vulneráveis após atualização

Um comunicado da Google revelou que mais de 40% dos celulares Android estão vulneráveis a ataques de malwares e spywares devido à recente atualização do sistema operacional, o Android 16. Isso representa mais de um bilhão de dispositivos sem atualizações de segurança críticas. Atualmente, apenas 7,5% dos celulares estão com o Android 16 instalado, enquanto a maioria ainda opera com versões anteriores, como Android 15, 14 e 13, que também não recebem suporte adequado. A fragmentação do sistema Android, causada pela diversidade de fabricantes, contribui para essa situação, já que muitos modelos mais antigos não recebem atualizações de segurança após dois ou três anos de uso. Isso gera uma vulnerabilidade de patch, onde falhas conhecidas são exploradas por hackers. A Google tenta mitigar esse problema com o Project Mainline, que atualiza componentes específicos do Android diretamente pela Play Store, mas essa solução é limitada. Para os usuários de dispositivos que não receberão mais suporte, a recomendação é considerar a troca de aparelho para evitar riscos de segurança, como ataques de ransomware e roubo de dados pessoais.

Ministério de Minas e Energia do Brasil sofre ataque de espionagem

O Ministério de Minas e Energia do Brasil foi alvo de uma campanha de espionagem global conhecida como Shadow Campaign, que afetou redes governamentais e infraestrutura crítica em 37 países. A pesquisa da Unit 42, da Palo Alto Networks, revelou que os hackers, identificados como TGR-STA-1030/UNC6619, realizaram reconhecimento dos sistemas internos do ministério e roubaram informações sensíveis. Desde janeiro de 2024, os cibercriminosos têm atacado entidades governamentais em 155 países, com foco em ministérios, polícias e setores financeiros. As ações dos hackers coincidiram com eventos significativos, como eleições e crises políticas. No Brasil, o ataque ocorreu após conversas entre o ministério e o governo dos EUA sobre investimentos em mineração. Os hackers utilizaram técnicas de phishing, enviando e-mails maliciosos que continham um loader de malware chamado Diaoyu e um arquivo de imagem que baixava o malware Cobalt Strike. A Palo Alto Networks lançou um guia para ajudar as vítimas a identificar e bloquear ataques. Este incidente destaca a vulnerabilidade das instituições governamentais e a necessidade de medidas de segurança robustas.

Ransomware e Criptografia A Nova Era dos Ataques Cibernéticos

O relatório Red Report 2026 da Picus Labs revela uma mudança significativa nas estratégias de ataque cibernético, onde o foco não está mais em ataques destrutivos, como ransomware, mas sim em acessos prolongados e invisíveis. Embora o ransomware continue a ser uma ameaça, a pesquisa indica que a criptografia de dados para causar impacto caiu 38% em um ano, com os atacantes agora preferindo a extorsão de dados como modelo principal de monetização. Isso permite que os sistemas permaneçam operacionais enquanto os atacantes exfiltram informações sensíveis e coletam credenciais. O relatório destaca que a extração de credenciais de armazenamentos de senhas é uma das táticas mais comuns, representando quase 25% dos ataques. Além disso, 80% das técnicas mais utilizadas pelos atacantes priorizam a evasão e a persistência, com malware se comportando como parasitas digitais, operando silenciosamente e evitando detecções. A evolução do malware, que agora é capaz de evitar ambientes de análise, reflete uma lógica mais sofisticada dos atacantes, que se adaptam rapidamente às defesas. Apesar das expectativas em torno da inteligência artificial, os dados mostram que as técnicas tradicionais ainda dominam, com pouca inovação significativa no uso de IA para ataques.

Grupo Bloody Wolf ataca sistemas na Rússia e Uzbequistão com malware

O grupo de cibercriminosos conhecido como Bloody Wolf está vinculado a uma campanha de ataques direcionados a sistemas na Rússia e no Uzbequistão, utilizando um trojan de acesso remoto chamado NetSupport RAT. A empresa de cibersegurança Kaspersky, que monitora a atividade sob o nome de Stan Ghouls, relata que o grupo tem atuado desde pelo menos 2023, realizando ataques de spear-phishing em setores como manufatura, finanças e TI. Estima-se que cerca de 50 vítimas tenham sido registradas no Uzbequistão, além de 10 dispositivos na Rússia e outras infecções em países como Cazaquistão, Turquia, Sérvia e Bielorrússia. Os ataques são realizados através de e-mails de phishing que contêm PDFs maliciosos, levando à instalação do NetSupport RAT e à configuração de scripts para garantir a persistência do malware. Além disso, a Kaspersky identificou que o grupo pode estar ampliando seu arsenal para incluir payloads da botnet Mirai, visando dispositivos IoT. A campanha destaca a capacidade do grupo em realizar ataques sofisticados e bem-orquestrados, levantando preocupações sobre a segurança cibernética na região.

Por que TVs e TV Box são alvos preferidos de hackers?

As TVs conectadas à internet, especialmente aquelas com sistema Android, tornaram-se alvos preferidos de hackers devido à sua vulnerabilidade e à falta de medidas de segurança adequadas. Diferente de computadores e smartphones, as TVs geralmente não recebem atualizações de segurança regulares, o que as torna um terreno fértil para ataques cibernéticos. Um exemplo alarmante é a botnet Aisuru, que utilizou TVs Android hackeadas para realizar um dos maiores ataques DDoS da história, com 200 milhões de solicitações maliciosas por segundo.

OpenClaw e VirusTotal Parceria para Aumentar a Segurança de Skills

A OpenClaw, plataforma de inteligência artificial, anunciou uma parceria com o VirusTotal, pertencente ao Google, para aumentar a segurança de seu marketplace, o ClawHub. Todas as habilidades (skills) publicadas na plataforma agora passam por uma verificação utilizando a inteligência de ameaças do VirusTotal, incluindo a nova funcionalidade Code Insight. Cada skill é convertida em um hash SHA-256 e verificada em um banco de dados. Skills com avaliação ‘benigna’ são aprovadas automaticamente, enquanto as suspeitas recebem um alerta e as maliciosas são bloqueadas. A OpenClaw também reavalia diariamente todas as skills ativas para identificar possíveis mudanças de status. Apesar dessas medidas, os mantenedores alertam que a verificação não é infalível, pois algumas habilidades maliciosas podem escapar da detecção. A plataforma também planeja divulgar um modelo de ameaças abrangente e um roteiro de segurança público, após a descoberta de centenas de skills maliciosas que se disfarçam como ferramentas legítimas. A crescente popularidade do OpenClaw levanta preocupações sobre a segurança, especialmente em ambientes corporativos, onde a falta de controle de TI pode facilitar o acesso não autorizado a dados sensíveis.

Toolkit DKnife Malware chinês ataca dispositivos de rede desde 2019

O DKnife é um novo toolkit de cibersegurança, descoberto por pesquisadores da Cisco Talos, que tem sido utilizado desde 2019 para sequestrar tráfego em dispositivos de borda e entregar malware em campanhas de espionagem. Este framework atua como uma plataforma pós-compromisso para monitoramento de tráfego e atividades de adversário no meio (AitM), interceptando e manipulando dados destinados a dispositivos finais, como computadores, dispositivos móveis e IoTs.

Composto por sete módulos baseados em Linux, o DKnife é projetado para inspeção profunda de pacotes (DPI), manipulação de tráfego e coleta de credenciais. Os pesquisadores identificaram que o malware possui artefatos em chinês simplificado e visa especificamente serviços chineses, como provedores de e-mail e aplicativos móveis. Embora não tenham conseguido determinar como os equipamentos de rede são comprometidos, o DKnife interage com backdoors conhecidos, como ShadowPad e DarkNimbus, ambos associados a atores de ameaças da China.

Hackers usam proteção de tela do Windows para aplicar golpes

Um novo tipo de ataque de spear-phishing está utilizando arquivos de proteção de tela do Windows (.scr) para contornar sistemas de segurança e infectar instituições. De acordo com uma pesquisa da ReliaQuest, os cibercriminosos estão enganando usuários ao enviar arquivos maliciosos disfarçados de documentos corporativos, como recibos ou resumos de projetos. Quando a vítima baixa e executa o arquivo .scr, que é um executável, as ferramentas de segurança geralmente não detectam a ameaça, pois essa extensão é menos monitorada em comparação com arquivos mais comuns, como .exe.

Hackers alugam ransomware sob medida por R 1.300 para atacar o Brasil

O Brasil enfrenta uma nova ameaça cibernética com o surgimento do ransomware Vect, que começou a operar em janeiro de 2026. Este malware, desenvolvido em C++ e sem reaproveitamento de códigos antigos, é parte do modelo Ransomware-as-a-Service (RaaS), permitindo que hackers aluguem suas capacidades por R$ 1.300 em criptomoeda Monero. O Vect se destaca por sua sofisticação técnica, utilizando o algoritmo de encriptação AEAD ChaCha20-Poly1305, que é significativamente mais rápido que o AES-256-GCM. Ele é capaz de afetar sistemas operacionais como Windows e Linux, além de ambientes de virtualização VMware ESXi.

Grupo de ciberespionagem ataca 70 organizações governamentais

Um novo grupo de ciberespionagem, identificado como TGR-STA-1030, comprometeu redes de pelo menos 70 organizações governamentais e de infraestrutura crítica em 37 países ao longo do último ano, conforme relatado pela Palo Alto Networks. O grupo, que parece operar a partir da Ásia, tem se concentrado em entidades como ministérios de finanças e agências de controle de fronteiras. Entre novembro e dezembro de 2025, foram realizadas atividades de reconhecimento ativo contra infraestruturas governamentais em 155 países.

Grupo de Ameaça Chinesa Lança Framework DKnife para Ataques Cibernéticos

Pesquisadores de cibersegurança revelaram a existência do DKnife, um framework de monitoramento de gateways e ataque do tipo adversário no meio (AitM), operado por atores de ameaça com vínculos à China desde 2019. O DKnife é composto por sete implantes baseados em Linux, projetados para realizar inspeção profunda de pacotes, manipular tráfego e entregar malware através de roteadores e dispositivos de borda. Os principais alvos são usuários de língua chinesa, evidenciado pela presença de páginas de phishing para serviços de e-mail chineses e módulos de exfiltração para aplicativos populares como o WeChat. O framework é capaz de interceptar downloads e atualizações de aplicativos Android, além de monitorar atividades de usuários em tempo real. A Cisco Talos, que identificou o DKnife, destaca que a infraestrutura do framework está conectada a outras atividades de ameaças, como o grupo Earth Minotaur. A descoberta do DKnife ressalta as capacidades avançadas das ameaças AitM modernas, que combinam inspeção profunda de pacotes, manipulação de tráfego e entrega personalizada de malware em uma ampla gama de dispositivos.

Novo ataque à cadeia de suprimentos compromete pacotes npm e PyPI

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo ataque à cadeia de suprimentos que comprometeu pacotes legítimos nos repositórios npm e Python Package Index (PyPI). As versões comprometidas dos pacotes @dydxprotocol/v4-client-js (npm) e dydx-v4-client (PyPI) foram utilizadas para roubo de credenciais de carteiras e execução remota de código. Os atacantes, que aparentemente obtiveram acesso às credenciais de publicação legítimas, introduziram códigos maliciosos que visam operações sensíveis de criptomoedas. O pacote npm contém um ladrão de carteiras que coleta frases-semente e informações do dispositivo, enquanto a versão do PyPI inclui um trojan de acesso remoto (RAT) que se conecta a um servidor externo para executar comandos. O incidente destaca a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos de software e a necessidade de vigilância constante. Após a divulgação responsável do ataque, a dYdX alertou os usuários para isolarem máquinas afetadas e moverem fundos para novas carteiras. Este não é o primeiro ataque à dYdX, que já enfrentou incidentes semelhantes no passado, evidenciando um padrão persistente de ameaças direcionadas a ativos relacionados à plataforma.

Operadores de ransomware abusam de VMs legítimas para ataques

Pesquisadores da Sophos identificaram uma nova tática utilizada por operadores de ransomware, que consiste em abusar de máquinas virtuais (VMs) fornecidas pela ISPsystem, uma empresa legítima de gerenciamento de infraestrutura virtual. Durante a investigação de incidentes recentes relacionados ao ransomware ‘WantToCry’, foi observado que os atacantes utilizavam VMs Windows com nomes de host idênticos, indicando o uso de templates padrão do VMmanager da ISPsystem. Essa prática foi encontrada em várias infraestruturas de grupos de ransomware conhecidos, como LockBit e Conti. A ISPsystem, que oferece uma plataforma de gerenciamento de virtualização, não parece estar ciente do uso indevido de seus templates, que reutilizam nomes de host e identificadores de sistema, facilitando a operação de cibercriminosos. A maioria das VMs maliciosas foi hospedada por provedores com má reputação, o que complica a atribuição de responsabilidades e torna a remoção rápida dessas infraestruturas improvável. A Sophos destaca que quatro nomes de host da ISPsystem representam mais de 95% das VMs expostas à internet associadas a atividades cibercriminosas.

Campanhas de phishing exploram plataformas de nuvem usadas por empresas

Pesquisadores da ANY.RUN identificaram um aumento significativo em campanhas de phishing que utilizam plataformas de nuvem legítimas, como Google, Microsoft e Cloudflare, visando o ambiente corporativo. Essas campanhas se aproveitam de vulnerabilidades de segurança para distribuir kits de phishing, contornando sistemas de segurança corporativos e comprometendo contas de funcionários para fraudes financeiras e disseminação de malware. A nova abordagem dos criminosos envolve o uso de URLs de provedores reais e uma entrega padrão em HTML, dificultando a detecção por ferramentas de segurança, que consideram as ações como legítimas. Além disso, os ataques frequentemente utilizam páginas de login falsas, especialmente direcionadas a usuários do Microsoft 365, para coletar dados sensíveis. O problema se agrava, pois a malícia só se revela quando os softwares comprometidos são executados, levando a infecções que podem passar despercebidas até que seja tarde demais. Essa evolução nas táticas de phishing representa um desafio crescente para a segurança cibernética das empresas, exigindo atenção redobrada dos profissionais da área.

Microsoft alerta para aumento de infostealers no macOS

A Microsoft identificou um aumento alarmante de ataques de infostealers direcionados ao sistema operacional macOS, uma prática que antes se concentrava principalmente em usuários do Windows. Desde o final de 2025, hackers têm utilizado uma combinação de engenharia social, correções falsas e arquivos DMG maliciosos para disseminar malware. O infostealer, que opera em conjunto com ferramentas como DigitStealer, MacSync e Atomic Stealer, é capaz de contornar as barreiras de segurança do macOS e roubar informações sensíveis, como senhas e dados bancários. Os ataques são frequentemente facilitados por meio de sites falsos promovidos em anúncios do Google e e-mails de phishing que induzem as vítimas a instalar o software malicioso. Além disso, a linguagem de programação Python tem sido utilizada para desenvolver esses malwares, aumentando a eficácia dos ataques. A situação é preocupante, pois os criminosos não apenas coletam dados, mas também apagam rastros digitais, dificultando a detecção de suas atividades. Essa nova onda de ataques representa um risco significativo para usuários de macOS, que historicamente se consideravam menos vulneráveis a esse tipo de ameaça.

Grupo de hackers iraniano Infy evolui táticas para evitar detecção

O grupo de ameaças iraniano conhecido como Infy, também chamado de Príncipe da Pérsia, tem aprimorado suas táticas para ocultar suas atividades maliciosas. Após um apagão de internet imposto pelo governo iraniano em janeiro de 2026, o grupo interrompeu a manutenção de seus servidores de comando e controle (C2) pela primeira vez em anos. No entanto, a atividade foi retomada em 26 de janeiro, com a configuração de novos servidores C2, indicando que o grupo está se adaptando rapidamente às mudanças no ambiente digital. O Infy, ativo desde 2004, é um dos grupos patrocinados pelo estado iraniano que realiza operações de espionagem e sabotagem. Recentemente, foram identificadas novas versões de suas ferramentas de ataque, como Foudre e Tonnerre, que agora utilizam um bot do Telegram para comunicação. A análise revelou que o grupo também explorou uma vulnerabilidade no WinRAR para implantar seu malware. O uso de técnicas como a geração de nomes de domínio por meio de algoritmos DGA e a desofuscação de dados em blockchain demonstra a sofisticação das operações do Infy, que continua a ser uma ameaça significativa no cenário de cibersegurança.

Sinais de cibersegurança novas táticas e ameaças emergentes

Nesta semana, diversos pequenos sinais indicam mudanças nas táticas de ataque cibernético. Pesquisadores observaram intrusões que começam em locais comuns, como fluxos de trabalho de desenvolvedores e ferramentas remotas, tornando a entrada menos visível e o impacto mais escalável. O grupo APT36, alinhado ao Paquistão, expandiu suas operações para o ecossistema de startups da Índia, utilizando e-mails de spear-phishing com arquivos ISO maliciosos para implantar o Crimson RAT, permitindo vigilância e exfiltração de dados. Além disso, o grupo ShadowSyndicate tem utilizado uma infraestrutura compartilhada para realizar uma variedade de atividades maliciosas, enquanto a CISA identificou 59 CVEs exploradas em ataques de ransomware, incluindo vulnerabilidades da Microsoft e Fortinet. Por outro lado, a operação Rublevka Team tem se destacado na drenagem de criptomoedas, gerando mais de $10 milhões através de campanhas de engenharia social. Essas tendências mostram como os ataques estão se tornando mais sofisticados e organizados, exigindo atenção redobrada das empresas.

Campanha maliciosa compromete servidores NGINX e redireciona tráfego

Pesquisadores do DataDog Security Labs descobriram uma campanha de ciberataques que compromete servidores NGINX, redirecionando o tráfego de usuários por meio da infraestrutura do atacante. O NGINX, um software de gerenciamento de tráfego web amplamente utilizado, é alvo de modificações em seus arquivos de configuração, onde blocos maliciosos são injetados. Esses blocos capturam requisições em URLs selecionadas e as redirecionam para domínios controlados pelos atacantes, utilizando a diretiva ‘proxy_pass’, que normalmente é usada para balanceamento de carga e, portanto, não aciona alertas de segurança.

Campanha de malware DEADVAX utiliza técnicas avançadas para infiltração

Pesquisadores de segurança cibernética revelaram detalhes sobre uma nova campanha de malware chamada DEAD#VAX, que utiliza uma combinação de técnicas sofisticadas para contornar mecanismos tradicionais de detecção. O ataque utiliza arquivos de disco virtual (VHD) hospedados na rede descentralizada InterPlanetary Filesystem (IPFS), disfarçados como arquivos PDF, para enganar as vítimas. O malware AsyncRAT, um trojan de acesso remoto, é injetado diretamente em processos confiáveis do Windows, operando totalmente na memória e evitando a criação de artefatos forenses no disco. A campanha é iniciada por meio de um e-mail de phishing que entrega o arquivo VHD. Uma vez montado, um script WSF é executado, que verifica as condições do ambiente antes de liberar o AsyncRAT. Essa abordagem de execução em memória e o uso de scripts ofuscados dificultam a detecção e a resposta a incidentes, tornando a campanha altamente eficaz. Os pesquisadores alertam que a evolução das campanhas de malware, que agora dependem de formatos de arquivo confiáveis e execução residente na memória, representa um desafio significativo para a segurança cibernética.

Microsoft corrige falha no Office, mas hackers continuam a explorar

Uma vulnerabilidade crítica no Microsoft Office, identificada como CVE-2026-21509, está sendo ativamente explorada por hackers, especialmente um grupo conhecido como APT28. Apesar de a Microsoft ter lançado um patch para corrigir a falha, a exploração da vulnerabilidade foi detectada apenas três dias após a atualização. A Equipe de Resposta a Emergências Cibernéticas da Ucrânia (CERT) relatou que documentos maliciosos estão sendo distribuídos, com alvos principais em organizações governamentais ucranianas e instituições na União Europeia. O ataque envolve a abertura de arquivos DOC corrompidos que desencadeiam downloads de malware, utilizando técnicas como sequestro de COM e shellcode oculto. Especialistas recomendam que as organizações atualizem imediatamente seus sistemas Microsoft Office e outros aplicativos do Microsoft 365 para evitar compromissos de segurança. A situação é alarmante, pois a falha pode ter repercussões mais amplas do que inicialmente previsto, afetando a segurança de dados em várias regiões.

Microsoft alerta sobre malware infostealer que atinge dispositivos Mac

A Microsoft emitiu um alerta sobre a crescente ameaça de malware infostealer que agora se expande além das campanhas tradicionais focadas em Windows, atingindo também dispositivos macOS. Segundo um relatório da empresa, os cibercriminosos estão utilizando técnicas de engenharia social e anúncios maliciosos para distribuir instaladores DMG que contêm variantes como DigitStealer, MacSync e AMOS (Atomic macOS Stealer). Esses malwares visam roubar dados sensíveis, incluindo sessões de navegador, credenciais de desenvolvedor e tokens de nuvem, facilitando ataques como sequestro de contas e ransomware.

Hackers exploram driver revogado para desativar ferramentas de segurança

Pesquisadores da Huntress identificaram um novo ataque cibernético que utiliza um driver de kernel legítimo, mas revogado, do EnCase para criar uma ferramenta maliciosa conhecida como EDR killer. Essa ferramenta é projetada para desativar soluções de detecção e resposta em endpoints (EDR) e outros softwares de segurança, utilizando a técnica ‘Bring Your Own Vulnerable Driver’ (BYOVD). O ataque começou com a violação de uma rede através de credenciais comprometidas do SonicWall SSL VPN, explorando a falta de autenticação multifatorial (MFA). Após a invasão, os atacantes realizaram uma varredura interna agressiva e implantaram um executável de 64 bits que abusava do driver ‘EnPortv.sys’, que possui um certificado expirado e revogado, mas ainda é aceito pelo Windows devido a falhas na verificação de certificados. A ferramenta maliciosa consegue desativar 59 processos relacionados a EDR e antivírus, estabelecendo uma persistência resistente a reinicializações. Apesar de a atividade estar relacionada a um possível ataque de ransomware, a ação foi interrompida antes da entrega do payload final. Recomendações de defesa incluem a habilitação de MFA em serviços de acesso remoto e monitoramento de logs do VPN para atividades suspeitas.

Campanhas de espionagem cibernética da China na Ásia Sudeste

Em 2025, um novo conjunto de campanhas de espionagem cibernética, atribuído a atores de ameaças ligados à China, foi identificado, visando agências governamentais e de segurança na região do Sudeste Asiático. O grupo, denominado Amaranth-Dragon, está associado ao ecossistema APT 41 e tem como alvos países como Camboja, Tailândia, Laos, Indonésia, Cingapura e Filipinas. As campanhas foram estrategicamente sincronizadas com eventos políticos e de segurança locais, aumentando a probabilidade de que as vítimas interagissem com o conteúdo malicioso. Os ataques, que demonstram um alto grau de furtividade, exploraram uma vulnerabilidade específica (CVE-2025-8088) no WinRAR, permitindo a execução de código arbitrário. Os invasores utilizaram arquivos RAR maliciosos distribuídos via e-mails de spear-phishing, hospedados em plataformas de nuvem conhecidas para evitar detecções. O Amaranth Loader, um componente central dos ataques, foi projetado para estabelecer uma comunicação com servidores externos e executar cargas úteis de forma discreta. A infraestrutura de comando e controle (C2) é protegida e configurada para aceitar tráfego apenas de IPs dos países-alvo, evidenciando a sofisticação dos atacantes. Este cenário destaca a necessidade de vigilância contínua e de ações proativas por parte das organizações na região.

Microsoft alerta sobre ataques de roubo de informações em macOS

A Microsoft alertou que ataques de roubo de informações estão se expandindo rapidamente para ambientes macOS, utilizando linguagens de programação multiplataforma como Python e explorando plataformas confiáveis para distribuição em larga escala. Desde o final de 2025, campanhas de infostealers direcionadas ao macOS têm utilizado técnicas de engenharia social, como o ClickFix, para distribuir instaladores maliciosos que implantam famílias de malware como Atomic macOS Stealer (AMOS) e DigitStealer. Esses ataques frequentemente começam com anúncios maliciosos, muitas vezes veiculados pelo Google Ads, que redirecionam usuários em busca de ferramentas populares para sites falsos, levando-os a infectar suas próprias máquinas. Os atacantes têm utilizado execução sem arquivos e automação via AppleScript para facilitar o roubo de dados, incluindo credenciais de navegadores e informações financeiras. A Microsoft identificou campanhas específicas, como a do PXA Stealer, que coleta dados sensíveis através de e-mails de phishing. Para mitigar esses riscos, as organizações devem educar seus usuários sobre ataques de engenharia social e monitorar atividades suspeitas.

Malware se disfarça de Tinder Grátis para roubar dados

Pesquisadores da ESET identificaram uma nova campanha de spyware no Android, que se disfarça como um aplicativo de relacionamento chamado GhostChat. Este malware, que não está disponível na Google Play Store, é distribuído clandestinamente e se apresenta como uma plataforma de chat de relacionamento sem custos. O golpe utiliza perfis falsos de mulheres, que ficam ‘bloqueados’ até que a vítima forneça um código, gerando uma sensação de exclusividade. Durante a interação, o GhostChat opera em segundo plano, roubando documentos, fotos, contatos e informações do dispositivo da vítima. Além disso, o malware utiliza uma técnica chamada ClickFix, que simula falhas para enganar o usuário a interagir e permitir acesso a mais dados. Os pesquisadores alertam que o ataque é sofisticado e utiliza engenharia social, QR Codes e spoofing de autoridades para aumentar sua eficácia. A campanha tem como alvo principal usuários no Paquistão, mas a técnica pode ser replicada em outros contextos, incluindo o Brasil, onde aplicativos de relacionamento são populares.

Grupo APT28 explora vulnerabilidade do Microsoft Office em nova campanha

O grupo de ameaças APT28, vinculado ao governo russo, está explorando uma nova vulnerabilidade no Microsoft Office, identificada como CVE-2026-21509, com um escore CVSS de 7.8. Essa falha permite que atacantes não autorizados enviem arquivos maliciosos que podem comprometer sistemas. A campanha, chamada Operation Neusploit, foi observada em ataques direcionados a usuários na Ucrânia, Eslováquia e Romênia, logo após a divulgação pública da vulnerabilidade pela Microsoft. Os pesquisadores da Zscaler relataram que os atacantes utilizaram técnicas de engenharia social em múltiplas línguas para enganar as vítimas. A exploração envolve o uso de arquivos RTF maliciosos que instalam dois tipos de droppers: MiniDoor, que rouba e-mails, e PixyNetLoader, que ativa um implante chamado Grunt, associado ao framework de comando e controle COVENANT. A CERT-UA, equipe de resposta a emergências da Ucrânia, confirmou que documentos do Word foram utilizados para atacar mais de 60 endereços de e-mail de autoridades governamentais. A vulnerabilidade representa um risco significativo, especialmente para organizações que utilizam o Microsoft Office em suas operações diárias.

Atualize agora Notepad corrige falha que distribuiu malware por meses

O Notepad++, popular editor de texto e código, enfrentou uma grave falha de segurança que permitiu a hackers redirecionar atualizações do aplicativo para distribuir malware a usuários. Segundo Don Ho, um dos desenvolvedores, a vulnerabilidade não estava no código do Notepad++, mas sim na infraestrutura do provedor de serviços que hospeda as atualizações. O ataque, que começou em junho de 2025, foi descoberto apenas em setembro do mesmo ano, e envolveu hackers chineses que conseguiram interceptar o tráfego do atualizador WinGUp, redirecionando-o para domínios maliciosos. Apesar de o aplicativo verificar a autenticidade dos arquivos baixados, os cibercriminosos conseguiram enganar essa verificação, resultando em downloads de arquivos binários não oficiais. A falha foi corrigida na versão 8.8.9 do Notepad++, lançada em agosto de 2025, mas os hackers mantiveram acesso até dezembro do mesmo ano. Este incidente destaca a importância de manter sistemas atualizados e a necessidade de vigilância constante em relação a possíveis vulnerabilidades em provedores de serviços.

Mais de 230 pacotes maliciosos afetam assistente de IA OpenClaw

Recentemente, mais de 230 pacotes maliciosos foram publicados no registro oficial do assistente de IA OpenClaw, anteriormente conhecido como Moltbot e ClawdBot. Esses pacotes, chamados de ‘skills’, se disfarçam como ferramentas legítimas, mas têm como objetivo injetar malware que rouba dados sensíveis, como chaves de API, credenciais de SSH e senhas de navegadores. O projeto, que é um assistente de IA de código aberto projetado para rodar localmente, apresenta riscos de segurança se não for configurado corretamente. Pesquisadores de segurança alertaram que muitas interfaces administrativas do OpenClaw estão mal configuradas e expostas na web pública. A infecção ocorre quando os usuários seguem instruções enganosas contidas na documentação dos pacotes, que incluem um mecanismo de entrega de malware disfarçado de uma ferramenta chamada ‘AuthTool’. O malware, identificado como uma variante do NovaStealer, é capaz de contornar proteções do sistema e roubar informações críticas. A situação é agravada por uma campanha em larga escala que visa usuários do OpenClaw, com a necessidade urgente de os usuários verificarem a segurança dos pacotes antes da instalação.