Malware

Campanha de ataque à cadeia de suprimentos compromete npm, PyPI e Crates.io

Uma nova campanha de ataque coordenada, chamada TrapDoor, tem como alvo as plataformas npm, PyPI e Crates.io, distribuindo malware que rouba credenciais. Desde 22 de maio de 2026, mais de 34 pacotes maliciosos foram identificados, com 384 versões diferentes. O foco principal do ataque são desenvolvedores nas comunidades de criptomoedas, DeFi, Solana e IA. Os pacotes maliciosos visam roubar segredos de desenvolvedores, carteiras de criptomoedas, chaves SSH e credenciais de nuvem. A operação utiliza métodos sofisticados, como hooks de pós-instalação e scripts de construção maliciosos, para se infiltrar em ambientes de desenvolvimento. Um aspecto notável é a inclusão de instruções ocultas em arquivos que enganam assistentes de IA para realizar varreduras de segurança, resultando na descoberta e exfiltração de segredos. A campanha destaca a crescente tendência de atacantes que visam fluxos de trabalho de desenvolvedores, utilizando técnicas de typosquatting e caminhos de ataque específicos do ecossistema.

Malware AMOS no macOS se espalha por truques simples no terminal

O malware AMOS, também conhecido como Atomic macOS Stealer, representa uma ameaça persistente para dispositivos macOS, explorando comportamentos comuns dos usuários em vez de vulnerabilidades complexas. Recentemente, a Sophos MDR identificou que o AMOS utiliza engenharia social para induzir os usuários a executar comandos maliciosos no Terminal, como parte de uma estratégia de ataque que se tornou mais comum em campanhas de infostealers no macOS. Em 2025, o AMOS foi responsável por quase 40% das atualizações de proteção para macOS da Sophos, evidenciando seu impacto crescente. O malware coleta informações sensíveis, como senhas do Keychain e credenciais de navegadores, armazenando-as em arquivos ocultos. Além disso, ele pode instalar um LaunchDaemon para garantir sua execução após reinicializações do sistema. Apesar de sua gravidade, a eficácia do AMOS pode ser limitada pela necessidade de consentimento do usuário para a execução do comando malicioso. A Apple tem implementado melhorias em suas ferramentas de segurança, o que pode reduzir a eficácia do AMOS em atualizações futuras do sistema operacional.

Ataque à cadeia de suprimentos compromete pacotes de localização do Laravel

Um ataque à cadeia de suprimentos visando os pacotes de localização Laravel Lang expôs desenvolvedores a uma sofisticada campanha de malware que rouba credenciais. Os atacantes abusaram de tags de versão do GitHub para distribuir código malicioso através de pacotes do Composer. As empresas de segurança StepSecurity, Aikido Security e Socket alertaram sobre a violação, que afetou quatro repositórios da organização Laravel Lang. Os pacotes comprometidos incluem laravel-lang/lang, laravel-lang/http-statuses, laravel-lang/attributes e possivelmente laravel-lang/actions. Os atacantes reescreveram 233 versões em três repositórios, com Socket indicando que cerca de 700 versões históricas podem ter sido afetadas. O ataque se destacou por não modificar o código-fonte original, mas sim por redirecionar tags existentes para um commit malicioso. Quando os desenvolvedores instalavam os pacotes, o código malicioso era baixado disfarçado de versões legítimas. O malware introduziu um arquivo chamado ‘src/helpers.php’, que atuava como um dropper, baixando um segundo payload de um servidor de controle. Este payload era um ladrão de credenciais que coletava dados sensíveis de várias plataformas, incluindo chaves de acesso à nuvem e credenciais de Git. A Aikido informou o Packagist, que rapidamente removeu as versões maliciosas e deslistou os pacotes afetados para evitar novas instalações.

Campanha de ataque à cadeia de suprimentos afeta pacotes do Packagist

Uma nova campanha de ataque coordenado à cadeia de suprimentos impactou oito pacotes no Packagist, incluindo código malicioso que executa um binário Linux a partir de uma URL do GitHub. Os pacotes afetados, todos relacionados ao Composer, tiveram o código malicioso inserido no arquivo package.json, em vez do composer.json, o que pode passar despercebido por desenvolvedores e equipes de segurança que focam apenas nas dependências do Composer. O código malicioso, que foi removido do Packagist, inclui um script postinstall que baixa um binário Linux, altera suas permissões e o executa em segundo plano. A análise revelou que o mesmo payload foi encontrado em 777 arquivos no GitHub, sugerindo uma campanha mais ampla. O nome do malware, ‘gvfsd-network’, é uma referência a um daemon do GNOME, e a natureza exata do payload baixado permanece desconhecida, pois a conta do GitHub associada foi desativada. A instalação maliciosa pode permitir execução remota de código e tenta ocultar suas atividades desativando a verificação TLS e suprimindo erros.

Campanha de ataque à cadeia de suprimentos compromete pacotes PHP do Laravel

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha de ataque à cadeia de suprimentos que comprometeu múltiplos pacotes PHP pertencentes ao Laravel-Lang, visando implantar um framework abrangente para roubo de credenciais. Os pacotes afetados incluem ’laravel-lang/lang’, ’laravel-lang/http-statuses’, entre outros, com mais de 700 versões identificadas, sugerindo um comprometimento automatizado do processo de liberação da organização. O arquivo malicioso, ‘src/helpers.php’, é executado automaticamente em cada requisição PHP, permitindo que o malware colete uma vasta gama de dados, como credenciais de serviços em nuvem, tokens de autenticação e informações de navegadores. O ataque foi realizado entre 22 e 23 de maio de 2026, e o malware se comunica com um servidor externo para exfiltrar dados. Este incidente destaca a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos de software e a necessidade de vigilância constante por parte das organizações que utilizam essas tecnologias.

Campanha automatizada Megalodon compromete repositórios do GitHub

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova campanha automatizada chamada Megalodon, que injetou 5.718 commits maliciosos em 5.561 repositórios do GitHub em um intervalo de seis horas. Os atacantes utilizaram contas descartáveis e identidades forjadas para inserir fluxos de trabalho do GitHub Actions que continham payloads em bash codificados em base64. Esses payloads têm a capacidade de exfiltrar segredos de CI, credenciais de nuvem, chaves SSH e outros dados sensíveis para um servidor de comando e controle. Entre os dados coletados estão variáveis de ambiente do CI, credenciais da AWS e do Google Cloud, chaves privadas SSH, tokens OIDC e arquivos de configuração. A campanha foi caracterizada por um uso astuto de nomes de autores e mensagens de commit que imitavam manutenção rotineira. O impacto é significativo, pois uma vez que um repositório é comprometido, o malware pode se espalhar ainda mais, aumentando o risco de roubo de credenciais em larga escala. O grupo TeamPCP, responsável por essa campanha, já comprometeu várias ferramentas de código aberto e parece estar motivado financeiramente, além de ter uma agenda geopolítica, como evidenciado pelo uso de malware destrutivo em máquinas localizadas no Irã e em Israel.

Grupo Ghostwriter usa phishing para atacar governo da Ucrânia

O grupo de ameaças alinhado à Bielorrússia, conhecido como Ghostwriter, tem utilizado iscas relacionadas à plataforma de aprendizado online Prometheus para atacar organizações governamentais na Ucrânia. Desde a primavera de 2026, o grupo tem enviado e-mails de phishing a entidades governamentais, utilizando contas comprometidas. Os e-mails geralmente contêm um anexo PDF que, ao ser clicado, leva ao download de um arquivo ZIP com um script JavaScript chamado OYSTERFRESH. Este script exibe um documento de distração enquanto escreve um payload ofuscado e criptografado, denominado OYSTERBLUES, no Registro do Windows. OYSTERBLUES coleta informações do sistema, como nome do computador e versão do sistema operacional, enviando esses dados para um servidor de comando e controle. O payload final é avaliado como Cobalt Strike, uma ferramenta amplamente utilizada para simulações de adversários e atividades pós-exploração. Para mitigar essa ameaça, o CERT-UA recomenda restringir a execução do wscript.exe para contas de usuários padrão. Além disso, o Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia revelou que a Rússia tem utilizado ferramentas de inteligência artificial para aprimorar suas operações cibernéticas, destacando a crescente sofisticação das ameaças.

Usuários de Android em alerta campanha de fraude atinge milhões globalmente

Pesquisadores de segurança cibernética descobriram uma grande campanha de fraude publicitária chamada Trapdoor, que afetou milhões de usuários de Android em todo o mundo. A operação utilizou 455 aplicativos disponíveis no Google Play Store, que pareciam inofensivos, como leitores de PDF, mas que, após a instalação, solicitavam uma atualização falsa. Essa atualização, na verdade, baixava um aplicativo oculto que gerava 659 milhões de solicitações de anúncios fraudulentos diariamente, resultando em perdas significativas para anunciantes e empresas que utilizam redes de anúncios. Os aplicativos maliciosos foram baixados mais de 24 milhões de vezes antes de serem removidos pelo Google após a notificação dos pesquisadores. A campanha destaca a interconexão entre malvertising e fraudes publicitárias, onde cada etapa do processo alimenta a próxima, criando um ciclo vicioso de exploração e lucro para os atacantes. Os usuários devem desinstalar qualquer aplicativo suspeito e manter vigilância sobre suas instalações para evitar serem vítimas dessa fraude.

Campanha de ciberespionagem chinesa ataca provedores de telecomunicações

Uma campanha de ciberespionagem atribuída ao grupo de ameaças Calypso, também conhecido como Red Lamassu, tem como alvo provedores de telecomunicações na Ásia-Pacífico e partes do Oriente Médio desde meados de 2022. Os pesquisadores da Lumen’s Black Lotus Labs e da PwC Threat Intelligence identificaram dois tipos de malware: Showboat, para sistemas Linux, e JFMBackdoor, para Windows. O Showboat é um framework modular que permite a persistência após a infecção inicial, coletando informações do sistema comprometido e enviando-as a um servidor de comando e controle. Uma de suas funcionalidades notáveis é a capacidade de atuar como um proxy SOCKS5, facilitando o movimento lateral na rede interna. Por outro lado, o JFMBackdoor é um implante de espionagem completo para Windows, que permite acesso remoto, gerenciamento de arquivos, manipulação do registro e captura de telas. A infraestrutura dos atacantes sugere um modelo operacional descentralizado, com clusters que compartilham ferramentas e padrões de certificação, mas que visam conjuntos de vítimas distintos. A análise indica que as ferramentas podem ser utilizadas por vários grupos de ameaças alinhados à China, aumentando a preocupação com a segurança em telecomunicações.

Novo malware Showboat ataca provedores de telecomunicações no Oriente Médio

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre um novo malware para Linux chamado Showboat, que tem sido utilizado em uma campanha direcionada a um provedor de telecomunicações no Oriente Médio desde pelo menos meados de 2022. O Showboat é um framework modular de pós-exploração, capaz de criar um shell remoto, transferir arquivos e atuar como um proxy SOCKS5. Acredita-se que o malware esteja associado a grupos de ameaças vinculados à China, com conexões identificadas entre servidores de comando e controle (C2) e endereços IP localizados em Chengdu, na China. Um dos grupos envolvidos é o Calypso, ativo desde 2016, que já atacou instituições estatais em diversos países, incluindo Brasil e Índia. O malware foi classificado como um backdoor sofisticado com capacidades semelhantes a rootkits, e sua entrega ainda não foi determinada. O Showboat é projetado para coletar informações do sistema e se esconder no dispositivo infectado, utilizando um código hospedado no Pastebin. Além disso, a análise da infraestrutura revelou vítimas em Afeganistão e Azerbaijão, além de possíveis compromissos nos EUA e na Ucrânia. A presença de tal malware é um sinal de alerta para problemas de segurança mais amplos nas redes afetadas.

Golpe do Imposto de Renda utiliza app falso e IA para enganar usuários

Um aplicativo que imitava o oficial da Receita Federal acumulou mais de 16 mil downloads em lojas não oficiais antes de ser removido. Segundo a INGENI, divisão da Redbelt Security, durante a temporada de Imposto de Renda 2026, foram identificadas 80 páginas falsas, 26 perfis fraudulentos em redes sociais e cerca de 10 aplicativos maliciosos relacionados ao tema fiscal. Wagner Farias, engenheiro de ameaças da INGENI, destaca que o volume de downloads não reflete diretamente o número de vítimas, mas indica a amplitude da campanha. Os criminosos evitam lojas oficiais, como Google Play e App Store, que utilizam inteligência artificial para detectar comportamentos suspeitos. A engenharia social é o principal gatilho do golpe, aproveitando a urgência da entrega da declaração. A inteligência artificial também tem facilitado a criação de aplicativos falsos com alta fidelidade visual. O malware pode atuar como infostealer, roubando credenciais, ou como trojan de acesso remoto, permitindo controle do dispositivo. Para quem caiu no golpe, recomenda-se restaurar o dispositivo e trocar credenciais em outro aparelho. A prevenção envolve desconfiar de domínios que não terminam em gov.br.

Polícia Cibernética da Ucrânia identifica jovem por malware infostealer

A polícia cibernética da Ucrânia, em colaboração com autoridades dos EUA, identificou um homem de 18 anos de Odesa como suspeito de operar um malware infostealer que visava usuários de uma loja online na Califórnia. Entre 2024 e 2025, o suspeito utilizou malware para infectar dispositivos e roubar sessões de navegador e credenciais de contas. Os infostealers são conhecidos por coletar dados sensíveis, como senhas e informações de pagamento, que são enviados a cibercriminosos para roubo de contas e fraudes. Os ataques afetaram 28 mil contas de clientes, resultando em 5.800 compras não autorizadas que totalizaram cerca de 721 mil dólares. A operação causou perdas diretas de 250 mil dólares. A polícia informou que o suspeito gerenciava a infraestrutura online usada para processar e vender os dados roubados, além de realizar transações em criptomoedas com cúmplices. Embora as buscas tenham sido realizadas e dispositivos confiscados, ainda não houve prisão, indicando que as investigações continuam. O caso destaca a crescente ameaça de malware e a importância de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis.

Grupo Webworm utiliza Discord e Microsoft Graph para ataques

Pesquisadores de cibersegurança identificaram atividades recentes do grupo de ameaças alinhado à China, conhecido como Webworm, que tem utilizado backdoors personalizados para comunicação de comando e controle (C2) via Discord e Microsoft Graph API. O Webworm, ativo desde pelo menos 2022, tem como alvo agências governamentais e empresas em setores como serviços de TI, aeroespacial e energia elétrica, principalmente na Rússia, Geórgia, Mongólia e outros países asiáticos. Em 2025, o grupo introduziu novas ferramentas, como EchoCreep e GraphWorm, que permitem upload e download de arquivos e execução de comandos. O uso de um repositório do GitHub que se disfarça de um fork do WordPress para distribuir malware é uma tática que visa evitar detecções. Além disso, o grupo tem se afastado de backdoors tradicionais, adotando ferramentas de proxy mais discretas. A análise indica que o Webworm está se expandindo para alvos na Europa e na África do Sul, o que pode representar um risco crescente para organizações em todo o mundo.

Microsoft desmantela operação de malware como serviço global

A Microsoft anunciou a interrupção de uma operação de malware-signing-as-a-service (MSaaS) que utilizava seu sistema Artifact Signing para distribuir códigos maliciosos, incluindo ransomware. A operação, atribuída ao grupo Fox Tempest, comprometeu milhares de máquinas em todo o mundo desde maio de 2025. A Microsoft, através da operação codinome OpFauxSign, tomou medidas drásticas, como a apreensão do site signspace[.]cloud e a desativação de centenas de máquinas virtuais associadas. O esquema permitia que cibercriminosos disfarçassem malware como software legítimo, utilizando certificados de assinatura fraudulentos válidos por apenas 72 horas. Entre os malwares distribuídos estão o ransomware Rhysida e outras famílias como Oyster e Lumma Stealer. A operação também revelou conexões com grupos de ransomware conhecidos, como INC e BlackByte, que atacaram setores críticos como saúde e finanças em países como EUA, França, Índia e China. A Microsoft destacou que a capacidade de fazer software malicioso parecer legítimo é uma ameaça significativa à segurança cibernética, tornando essencial a interrupção dessa prática.

GitHub investiga acesso não autorizado a repositórios internos

O GitHub anunciou que está investigando um acesso não autorizado a seus repositórios internos, após o grupo de cibercriminosos conhecido como TeamPCP listar o código-fonte da plataforma e informações internas à venda em um fórum de crimes cibernéticos. Embora a empresa não tenha encontrado evidências de que informações de clientes tenham sido comprometidas, está monitorando sua infraestrutura para possíveis atividades subsequentes. O TeamPCP, conhecido por ataques à cadeia de suprimentos de software, está pedindo pelo menos US$ 50.000 pelo acesso a cerca de 4.000 repositórios. O GitHub também revelou que um dispositivo de um funcionário foi comprometido por uma extensão maliciosa do Microsoft Visual Studio Code, levando à rotação de segredos críticos. Além disso, o grupo está por trás da campanha de malware Mini Shai-Hulud, que comprometeu o pacote durabletask, permitindo a exfiltração de credenciais de provedores de nuvem e ferramentas de desenvolvimento. O ataque destaca a vulnerabilidade de ambientes de desenvolvimento e a necessidade de vigilância contínua em relação a ameaças emergentes.

Microsoft desmantela operação de assinatura de malware como serviço

A Microsoft anunciou a interrupção de uma operação de malware-signing-as-a-service (MSaaS) que explorava seu serviço de assinatura de artefatos para gerar certificados de assinatura de código fraudulentos, utilizados por gangues de ransomware e outros cibercriminosos. O grupo, identificado como Fox Tempest, criou mais de 1.000 certificados e centenas de assinaturas na plataforma Azure Artifact Signing, permitindo que malware fosse assinado digitalmente e reconhecido como software legítimo. A operação foi desmantelada em maio de 2026, com a ajuda de parceiros da indústria, e resultou na revogação de mais de mil certificados. A Microsoft também bloqueou o domínio signspace[.]cloud, utilizado para a operação, e tomou medidas contra a infraestrutura que suportava a plataforma criminosa. O malware assinado foi associado a diversas campanhas de ransomware, incluindo Rhysida e BlackByte, e permitiu que os atacantes disfarçassem software malicioso como aplicativos legítimos, como Microsoft Teams e AnyDesk. A operação gerou milhões de dólares em lucros e utilizou identidades roubadas para obter os certificados de assinatura.

Microsoft desmantela esquema que transformava malware em software confiável

A Microsoft anunciou uma ação global contra o grupo Fox Tempest, que operava um esquema de ‘Malware Signing-as-a-Service’ (MSaaS). Este grupo ajudava cibercriminosos a distribuir malwares disfarçados de softwares legítimos, utilizando certificados digitais fraudulentos. Esses certificados permitiam que arquivos maliciosos fossem instalados sem levantar suspeitas, burlando sistemas de segurança e aumentando as taxas de infecção. O esquema, que funcionava como uma plataforma clandestina, oferecia suporte via Telegram e tinha um sistema de filas para atendimento, cobrando até US$ 9,5 mil por serviços prioritários. A operação da Microsoft resultou na desativação de cerca de mil contas e na transferência de domínios maliciosos para controle da empresa, em colaboração com o FBI e Europol. O Brasil foi identificado como um dos países mais afetados, ocupando a quinta posição no ranking global de alvos. A ação destaca a evolução do cibercrime, que agora se apresenta como uma economia de serviços digitalizada, exigindo uma colaboração mais estreita entre a indústria e as autoridades para combater essas ameaças.

Campanha Shai-Hulud compromete mais de 600 pacotes npm

Um novo ataque da campanha Shai-Hulud resultou na publicação de mais de 600 pacotes maliciosos no Node Package Manager (npm), afetando principalmente o ecossistema @antv, que inclui bibliotecas para visualização de gráficos e fluxogramas. O ataque, que ocorreu em uma janela de apenas uma hora, coletou segredos de ambientes de desenvolvedores e CI/CD, exfiltrando-os através da rede Session P2P para dificultar a detecção. Os hackers comprometeram a conta npm de um mantenedor e injetaram um código malicioso em pacotes populares, como echarts-for-react e @antv/g2plot. A exfiltração de dados foi realizada utilizando o GitHub como um mecanismo de fallback, onde dados roubados foram publicados em repositórios sob as contas das vítimas. A nova variante do malware é capaz de gerar atestações de proveniência válidas, fazendo com que pacotes maliciosos pareçam legítimos. Especialistas recomendam que desenvolvedores que baixaram pacotes infectados removam ou revertam para versões seguras e revoguem credenciais expostas. A campanha Shai-Hulud, que começou em setembro do ano passado, continua a afetar diversos ecossistemas de software, incluindo npm, PyPI e Composer.

Operação Trapdoor Fraude publicitária atinge usuários de Android

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova operação de fraude publicitária e malvertising chamada Trapdoor, que visa usuários de dispositivos Android. A operação, identificada pela equipe Satori Threat Intelligence da HUMAN, envolve 455 aplicativos maliciosos e 183 domínios de comando e controle (C2) controlados por criminosos. Os usuários baixam aplicativos que parecem ser utilitários, como visualizadores de PDF ou ferramentas de limpeza de dispositivos, sem saber que estão instalando um software malicioso. Esses aplicativos iniciam campanhas de malvertising, levando os usuários a baixar outros aplicativos maliciosos que carregam anúncios indesejados. A operação é autossustentável, transformando a instalação de um aplicativo em um ciclo de geração de receita ilícita. Em seu auge, a Trapdoor gerou 659 milhões de solicitações de lances por dia, com mais de 24 milhões de downloads de aplicativos associados. A campanha se destaca pelo uso de sites de cashout baseados em HTML5 e técnicas de ativação seletiva que evitam a detecção. Após a divulgação responsável, o Google removeu todos os aplicativos maliciosos identificados da Play Store, neutralizando a operação.

Ataque à Cadeia de Suprimentos Extensão Nx Console Comprometida

Pesquisadores de cibersegurança alertaram sobre uma versão comprometida da extensão Nx Console, publicada no Marketplace do Microsoft Visual Studio Code (VS Code). A extensão rwl.angular-console (versão 18.95.0), que possui mais de 2,2 milhões de instalações, foi afetada por um ataque que permitiu a execução silenciosa de um payload ofuscado assim que um desenvolvedor abria qualquer espaço de trabalho. Esse payload, descrito como um ‘stealer de credenciais multi-estágio’, coleta segredos de desenvolvedores e os exfiltra via HTTPS, API do GitHub e tunelamento DNS. Além disso, instala um backdoor em sistemas macOS. O ataque foi possibilitado por credenciais de um desenvolvedor que foram comprometidas em um incidente anterior. Os mantenedores da extensão alertaram que alguns usuários foram comprometidos e recomendaram a atualização para a versão 18.100.0 ou superior. O incidente destaca a vulnerabilidade das cadeias de suprimentos de software e a necessidade de vigilância constante contra ataques semelhantes, especialmente em um cenário onde pacotes maliciosos têm se proliferado em repositórios de código aberto.

Nova campanha de ataque à cadeia de suprimentos compromete pacotes npm

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova campanha de ataque à cadeia de suprimentos que comprometeu diversos pacotes npm associados ao ecossistema @antv, parte da onda de ataques Mini Shai-Hulud. O ataque afeta pacotes vinculados à conta de mantenedor npm atool, incluindo o popular echarts-for-react, que possui cerca de 1,1 milhão de downloads semanais. A campanha resultou na publicação de 639 versões maliciosas em 323 pacotes únicos, com um foco em roubo de credenciais de mais de 20 tipos, incluindo AWS, Google Cloud e GitHub. Os dados coletados são criptografados e enviados para um domínio controlado pelos atacantes. Além disso, a campanha utiliza uma lógica de propagação que abusa de tokens npm roubados para injetar cargas maliciosas em pacotes legítimos. O grupo responsável, TeamPCP, agora liberou o código-fonte do seu framework ofensivo, permitindo que outros atores maliciosos adotem suas técnicas. Este incidente destaca a vulnerabilidade das ferramentas de desenvolvimento confiáveis e a necessidade de vigilância constante em ambientes de CI/CD.

Ataque à cadeia de suprimentos compromete GitHub Actions

Um novo ataque à cadeia de suprimentos de software comprometeu o popular fluxo de trabalho do GitHub Actions, actions-cool/issues-helper, permitindo que atores maliciosos executassem código que coleta credenciais sensíveis e as exfiltra para um servidor controlado por atacantes. Segundo Varun Sharma, pesquisador da StepSecurity, todos os tags existentes no repositório foram redirecionados para um commit falso que não aparece no histórico normal do projeto. Esse commit contém código malicioso que, ao ser executado, baixa o runtime Bun JavaScript, lê a memória do processo Runner.Worker para extrair credenciais e faz uma chamada HTTPS para um domínio controlado por atacantes. Além disso, 15 tags de outra ação do GitHub, actions-cool/maintain-one-comment, também foram comprometidas com a mesma funcionalidade. O GitHub desativou o acesso ao repositório devido a uma violação dos termos de serviço, mas ainda não se sabe o que levou a essa decisão. O domínio de exfiltração observado está relacionado a uma campanha maior, Mini Shai-Hulud, que visa pacotes npm do ecossistema @antv, indicando que as atividades podem estar interligadas. A StepSecurity alerta que qualquer fluxo de trabalho que referencie a ação por versão puxará o código malicioso em sua próxima execução, a menos que esteja fixado em um SHA de commit conhecido como seguro.

Nova variante do infostealer SHub para macOS usa AppleScript

Uma nova variante do infostealer SHub, chamada Reaper, foi identificada como uma ameaça significativa para usuários de macOS. Utilizando AppleScript, o malware exibe uma mensagem falsa de atualização de segurança e instala uma backdoor no sistema. Ao contrário das campanhas anteriores que dependiam de táticas de ‘ClickFix’, o Reaper utiliza o esquema de URL applescript:// para lançar o Editor de Script do macOS com um AppleScript malicioso. Essa abordagem contorna as mitig ações introduzidas pela Apple em março de 2023, que bloqueavam comandos potencialmente prejudiciais no Terminal.

Mais de 200 presos em operação da INTERPOL contra cibercrime

Durante a Operação Ramz, a INTERPOL prendeu mais de 200 indivíduos envolvidos em atividades de cibercrime no Oriente Médio e Norte da África. A operação, que abrangeu 13 países, resultou na identificação de 382 suspeitos e na apreensão de 53 servidores utilizados para phishing, malware e fraudes online, afetando pelo menos 3.867 vítimas confirmadas. A INTERPOL destacou que a operação visou neutralizar ameaças de phishing e malware, além de combater fraudes cibernéticas que causam danos significativos à região. Entre as ações realizadas, destaca-se a desarticulação de uma operação de golpe de investimento na Jordânia e o fechamento de uma plataforma de phishing na Argélia. A INTERPOL colaborou com empresas de cibersegurança, como Kaspersky e Group-IB, para rastrear a infraestrutura maliciosa. Esta é a terceira grande operação contra cibercrime realizada pela INTERPOL em 2023, refletindo um aumento na atividade criminosa online e a necessidade de ações coordenadas entre países e setores privados.

INTERPOL realiza operação contra cibercrime no Oriente Médio e Norte da África

A INTERPOL coordenou uma operação inédita de combate ao cibercrime na região do Oriente Médio e Norte da África (MENA), resultando em 201 prisões e a identificação de 382 suspeitos entre outubro de 2025 e fevereiro de 2026. A operação, chamada Ramz, teve como foco a neutralização de ameaças de phishing e malware, além de fraudes cibernéticas que causam prejuízos significativos à região. Durante a ação, 3.867 vítimas foram identificadas e 53 servidores foram apreendidos. As autoridades da Argélia desmantelaram uma infraestrutura de phishing como serviço (PhaaS), enquanto no Marrocos foram confiscados dispositivos com dados bancários. Em Omã, um servidor legítimo foi encontrado com vulnerabilidades críticas e infectado por malware. A operação também revelou que dispositivos comprometidos estavam sendo usados no Catar sem o conhecimento dos proprietários. Além disso, a polícia da Jordânia prendeu 15 indivíduos envolvidos em fraudes financeiras, que eram, na verdade, vítimas de tráfico humano. A operação envolveu 13 países e destacou a importância da colaboração internacional no combate ao cibercrime.

Malware Shai-Hulud ataca pacotes do npm e compromete credenciais

Recentemente, o malware Shai-Hulud, que vazou na semana passada, foi utilizado em novos ataques ao índice do Node Package Manager (npm). Um ator de ameaça, utilizando a conta deadcode09284814, publicou quatro pacotes maliciosos, sendo que um deles continha uma versão não ofuscada do Shai-Hulud, visando credenciais de desenvolvedores, segredos, dados de carteiras de criptomoedas e informações de contas. Os pacotes infectados exfiltravam informações, como credenciais e arquivos de configuração, e um deles transformava o sistema em um bot para atividades de negação de serviço distribuído (DDoS). Pesquisadores da OXsecurity identificaram esses uploads maliciosos e notaram que o ator utilizou nomes com erros de digitação (typosquatting) para enganar usuários do Axios. O pacote chalk-tempalte, que contém um clone do malware, é o primeiro caso documentado de uma cópia do Shai-Hulud implantada no npm. O código malicioso ainda mantém a funcionalidade de publicação no GitHub, o que permite o upload de credenciais roubadas em repositórios públicos. Os pesquisadores recomendam que desenvolvedores que baixaram pacotes infectados os removam imediatamente e rotacionem suas credenciais e chaves de API.

Malware fast16 ferramenta de sabotagem cibernética em simulações nucleares

Uma nova análise do malware fast16, baseado em Lua, confirmou que se trata de uma ferramenta de sabotagem cibernética projetada para interferir em simulações de testes de armas nucleares. De acordo com as equipes da Symantec e Carbon Black, o malware foi desenvolvido para corromper simulações de compressão de urânio, essenciais para o design de armas nucleares. O fast16 atua especificamente em simulações de explosivos de alta potência nos softwares LS-DYNA e AUTODYN, ativando-se apenas quando a densidade do material simulado ultrapassa 30 g/cm³, um valor que só pode ser alcançado sob compressão de choque de um dispositivo de implosão. A pesquisa revela que o fast16 pode ter sido desenvolvido em 2005, dois anos antes do Stuxnet, e possui um conjunto de 101 regras para manipular cálculos matemáticos em programas de engenharia. O malware é projetado para não infectar máquinas com certos produtos de segurança e se espalha automaticamente por outros dispositivos na mesma rede. Essa descoberta indica que a sabotagem industrial por meio de malware é uma prática que pode ter começado há duas décadas, levantando preocupações sobre a segurança cibernética em setores críticos, como o nuclear.

Novos pacotes npm contêm malware que rouba informações

Pesquisadores de cibersegurança identificaram quatro novos pacotes npm que contêm malware projetado para roubar informações. Um dos pacotes, chamado ‘chalk-tempalte’, é uma cópia do worm Shai-Hulud, que foi vazado recentemente. Os pacotes foram publicados por um usuário identificado como ‘deadcode09284814’ e, embora todos contenham cargas maliciosas, suas funcionalidades variam. O pacote ‘axois-utils’ é destinado a criar um botnet de negação de serviço distribuído (DDoS) chamado Phantom Bot, capaz de inundar sites com tráfego. Os outros três pacotes, incluindo ‘chalk-tempalte’, são projetados para extrair credenciais como chaves SSH, variáveis de ambiente e dados de carteiras de criptomoedas. Os pesquisadores alertam que esses ataques estão se tornando mais comuns, especialmente com a disponibilização do código do Shai-Hulud como open source. Os usuários que baixaram esses pacotes devem desinstalá-los imediatamente e tomar medidas para proteger suas credenciais e sistemas. Até o momento, os pacotes ainda estão disponíveis para download no npm.

Grupo de hackers russo desenvolve botnet modular Kazuar

O grupo de hackers russo Secret Blizzard aprimorou seu malware Kazuar, transformando-o em uma botnet modular de peer-to-peer (P2P) com foco em persistência a longo prazo, furtividade e coleta de dados. Associado ao serviço de inteligência russo (FSB), o Secret Blizzard tem como alvo organizações governamentais, diplomáticas e sistemas críticos na Europa, Ásia e Ucrânia. Desde 2017, o Kazuar tem sido utilizado em ataques, com uma variante recente operando com três módulos distintos: kernel, bridge e worker. O módulo Kernel coordena as tarefas e controla a comunicação entre os sistemas infectados, enquanto o módulo Bridge atua como um proxy de comunicação externo. O Worker realiza operações de espionagem, como captura de telas e coleta de dados do sistema. A versatilidade do Kazuar é destacada, com 150 opções de configuração que permitem aos operadores ajustar a coleta de dados e contornar medidas de segurança. A Microsoft recomenda que as empresas priorizem a detecção comportamental em vez de assinaturas estáticas, dada a natureza evasiva do malware.

Grupo de hackers russo transforma backdoor Kazuar em botnet modular

O grupo de hackers russo Turla, vinculado ao serviço de segurança FSB, atualizou seu backdoor Kazuar, transformando-o em uma botnet modular e peer-to-peer (P2P) projetada para acesso furtivo e persistente a sistemas comprometidos. Essa evolução, conforme relatado pela Microsoft, visa garantir acesso de longo prazo para coleta de inteligência, especialmente em setores governamentais e de defesa na Europa e na Ásia Central.

O Kazuar agora possui uma arquitetura modular composta por três tipos de módulos: o Kernel, que coordena as atividades da botnet; o Bridge, que atua como um proxy entre o Kernel e o servidor de comando e controle (C2); e o Worker, responsável por coletar dados e executar tarefas. Essa estrutura modular permite uma configuração flexível e reduz a visibilidade das operações, aumentando a eficácia do malware.

Funcionários da OpenAI têm dados roubados em ataque hacker

A OpenAI confirmou que dois de seus funcionários foram alvo de um ataque de cadeia de suprimentos, onde a biblioteca open source TanStack foi utilizada como vetor. Em um curto espaço de tempo, hackers distribuíram 84 versões maliciosas do software, resultando na infecção dos dispositivos dos funcionários antes que o problema fosse identificado. O malware tinha como objetivo roubar credenciais e se propagar para outros sistemas. Com as credenciais comprometidas, os invasores conseguiram acessar repositórios internos de código-fonte, embora a OpenAI tenha afirmado que apenas ‘material de credenciais limitado’ foi extraído e não houve acesso a dados de usuários ou alteração de software. Como medida de precaução, a empresa rotacionou os certificados digitais usados para assinar seus produtos e isolou os sistemas afetados. Este incidente destaca a crescente preocupação com ataques à cadeia de suprimentos, que têm se tornado uma tática comum entre hackers, permitindo comprometer múltiplos alvos simultaneamente.

Malware REMUS A Nova Ameaça de Infostealer no Cenário Cibernético

Nos últimos meses, o malware REMUS, um novo infostealer, tem chamado a atenção de pesquisadores de segurança e analistas de malware. Com capacidades avançadas de roubo de credenciais e um foco crescente na comercialização, o REMUS se destaca por sua evolução rápida e agressiva. Análises de postagens da operação underground revelam que, desde seu lançamento comercial em fevereiro de 2026, o REMUS tem se posicionado como uma plataforma de malware como serviço (MaaS), com atualizações frequentes e um forte foco na usabilidade. O malware não apenas coleta senhas, mas também cookies e tokens de sessão, permitindo o acesso a contas sem a necessidade de autenticação multifatorial (MFA). Essa mudança reflete uma tendência crescente no mercado underground, onde sessões autenticadas se tornam um ativo valioso. Além disso, o REMUS tem como alvo gerenciadores de senhas, como 1Password e LastPass, aumentando ainda mais seu potencial de dano. A operação sugere que o REMUS não é apenas uma ferramenta de roubo, mas uma plataforma em constante evolução, semelhante a um negócio de software legítimo, o que representa um risco significativo para empresas e usuários.

Ataque de cadeia de suprimentos compromete pacote node-ipc no npm

Recentemente, hackers injetaram malware que rouba credenciais em versões do pacote node-ipc, uma ferramenta popular para comunicação entre processos no Node.js. Este ataque de cadeia de suprimentos, que afeta o repositório npm, foi detectado por empresas de segurança como Socket e Ox Security, que identificaram três versões maliciosas: node-ipc@9.1.6, node-ipc@9.2.3 e node-ipc@12.0.1. O malware, que se esconde no ponto de entrada CommonJS do pacote, é capaz de coletar informações sensíveis, como credenciais de serviços em nuvem (AWS, Azure, GCP), chaves SSH, tokens de GitHub e arquivos .env. A exfiltração de dados é realizada através de consultas DNS TXT, utilizando um domínio falso para disfarçar o tráfego. O ataque foi atribuído a um ator externo que comprometeu a conta de um mantenedor inativo. Desenvolvedores afetados devem remover as versões comprometidas, rotacionar credenciais expostas e inspecionar arquivos de bloqueio e caches do npm.

Ataque à Cadeia de Suprimentos Impacta Dispositivos da OpenAI

A OpenAI revelou que dois dispositivos de seus funcionários foram afetados por um ataque à cadeia de suprimentos, conhecido como Mini Shai-Hulud, que comprometeu o TanStack. Apesar do incidente, a empresa afirmou que não houve comprometimento de dados de usuários, sistemas de produção ou propriedade intelectual. A atividade maliciosa observada incluiu acesso não autorizado e exfiltração de credenciais em um subconjunto limitado de repositórios de código interno. Em resposta, a OpenAI isolou os sistemas afetados, revogou sessões de usuários e rotacionou credenciais. Além disso, a empresa revogou certificados de assinatura para produtos iOS, macOS e Windows, exigindo que usuários de macOS atualizassem seus aplicativos. O ataque destaca uma tendência crescente em que atacantes visam dependências de software compartilhadas, refletindo uma mudança no cenário de ameaças. O grupo TeamPCP, responsável por ataques semelhantes, anunciou um concurso para comprometer pacotes de código aberto, aumentando a preocupação com a segurança na cadeia de suprimentos. A análise técnica revelou que o malware possui um servidor de comando e controle codificado e um mecanismo de fallback que busca URLs alternativas em mensagens de commit do GitHub. O ataque também apresenta comportamentos destrutivos em regiões específicas, como Israel e Irã.

OpenAI sofre ataque na cadeia de suprimentos e troca certificados

A OpenAI confirmou que dispositivos de dois de seus funcionários foram comprometidos em um recente ataque à cadeia de suprimentos, conhecido como TanStack, que afetou centenas de pacotes do npm e PyPI. Apesar da gravidade do incidente, a empresa assegurou que não houve impacto em dados de clientes, sistemas de produção ou propriedade intelectual. O ataque está associado à campanha de extorsão ‘Mini Shai-Hulud’, que introduziu atualizações maliciosas em pacotes de software confiáveis. A OpenAI observou atividades de malware, incluindo acesso não autorizado e exfiltração de credenciais, em um subconjunto limitado de repositórios de código interno. Embora algumas credenciais tenham sido roubadas, não há evidências de que tenham sido utilizadas em ataques adicionais. Como medida de precaução, a OpenAI isolou os sistemas afetados, revogou sessões e rotacionou credenciais. A empresa também está trocando certificados de assinatura de código, exigindo que usuários do macOS atualizem seus aplicativos até junho de 2026. O ataque destaca uma tendência crescente de atacantes visando a cadeia de suprimentos de software, o que pode ter um impacto amplo e rápido nas organizações.

Pacotes npm node-ipc comprometidos com malware

Pesquisadores de cibersegurança alertam sobre a presença de atividades maliciosas em versões recentes do pacote npm node-ipc. Três versões específicas – node-ipc@9.1.6, node-ipc@9.2.3 e node-ipc@12.0.1 – foram identificadas como comprometidas, contendo comportamentos de roubo de dados e backdoor. O malware é capaz de coletar informações sensíveis, como credenciais de serviços em nuvem (AWS, Google Cloud, Azure), chaves SSH e senhas de banco de dados, e tenta exfiltrar esses dados para um servidor de comando e controle (C2) através de um domínio falso. A análise revela que o código malicioso é ativado quando o pacote é requisitado em tempo de execução, utilizando técnicas de ofuscação para evitar detecções. Além disso, o malware implementa um canal de exfiltração alternativo, codificando dados roubados em registros DNS TXT, o que dificulta a identificação do tráfego malicioso. Os usuários são aconselhados a remover as versões comprometidas e reinstalar versões seguras, além de auditar suas credenciais e atividades de publicação no npm. Este incidente destaca a vulnerabilidade de pacotes de código aberto e a necessidade de vigilância constante na segurança da cadeia de suprimentos de software.

Grupo Ghostwriter intensifica ataques cibernéticos na Ucrânia

O grupo de ameaças alinhado à Bielorrússia, conhecido como Ghostwriter, está realizando uma nova onda de ataques direcionados a organizações governamentais na Ucrânia. Desde 2016, o grupo tem sido associado a operações de espionagem cibernética e influência, especialmente em países vizinhos. Recentemente, foram identificados ataques que utilizam um malware chamado PicassoLoader, que serve como um canal para o Cobalt Strike Beacon e njRAT. Em 2023, o Ghostwriter explorou uma vulnerabilidade no WinRAR (CVE-2023-38831) para implantar seu malware. Além disso, uma campanha de phishing em 2024 utilizou uma falha no Roundcube (CVE-2024-42009) para capturar credenciais de e-mail. Os ataques mais recentes, iniciados em março de 2026, envolvem o envio de PDFs maliciosos que disfarçam links para arquivos RAR contendo um payload JavaScript, visando entidades governamentais ucranianas. O grupo também implementou técnicas de anti-análise, como verificação de geolocalização, para evitar detecções. A atividade do Ghostwriter é uma preocupação crescente, especialmente para setores críticos como defesa e governo na Ucrânia, mas também pode ter implicações para organizações no Brasil, dada a natureza global das ameaças cibernéticas.

Grupo de hackers ligado à China ataca empresa de petróleo no Azerbaijão

Um grupo de hackers associado à China, conhecido como FamousSparrow, está vinculado a uma série de intrusões em uma empresa de petróleo e gás do Azerbaijão entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026. A Bitdefender, empresa de cibersegurança, atribui a atividade com confiança moderada a alta a esse grupo, que já possui um histórico de ataques em outras regiões. A campanha de ataque foi caracterizada por uma ‘intrusão em múltiplas ondas’, utilizando dois tipos distintos de backdoors: Deed RAT e TernDoor. Os atacantes exploraram uma vulnerabilidade no Microsoft Exchange Server, utilizando a cadeia ProxyNotShell para obter acesso inicial. O que chama a atenção é a persistência dos atacantes em reutilizar o mesmo ponto de entrada vulnerável, mesmo após tentativas de remediação. Além disso, a técnica de side-loading de DLL foi aprimorada para evitar detecções. O ataque destaca a importância de uma vigilância contínua e a necessidade de remediação eficaz de vulnerabilidades, especialmente em um contexto onde a segurança energética da Europa está em jogo.

Cuidado, usuários de Mac golpistas estão usando chats do Claude para espalhar malware

Recentemente, especialistas em cibersegurança alertaram sobre uma nova campanha de malware que visa usuários de Mac, utilizando chats do Claude e anúncios do Google para enganar as vítimas. Os golpistas exploraram a funcionalidade de ‘Shared Chats’ do Claude, criando conversas fraudulentas que fornecem instruções falsas para a instalação de um assistente de codificação chamado Claude Code. Essas instruções, na verdade, são um golpe do tipo ClickFix, que leva à infecção por malware do tipo infostealer. Para aumentar a credibilidade, os golpistas se apresentaram como ‘Apple Support’ e usaram anúncios pagos no Google para garantir que suas conversas fraudulentas aparecessem no topo dos resultados de busca. O link parecia legítimo, levando os usuários a acreditar que estavam acessando um conteúdo seguro. Embora o número de vítimas não tenha sido especificado, a pesquisa indicou que o malware não funciona em sistemas com idioma russo, sugerindo que os criminosos estão evitando esse público. Essa situação destaca a necessidade de vigilância constante e educação sobre segurança cibernética entre os usuários de Mac.

Nova variante do trojan TrickMo usa blockchain para controle remoto

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova versão do trojan bancário TrickMo, que utiliza a blockchain TON para suas comunicações de comando e controle. Observada entre janeiro e fevereiro de 2026, essa variante tem como alvo usuários de bancos e carteiras de criptomoedas na França, Itália e Áustria. O TrickMo, ativo desde 2019, é um malware que se aproveita dos serviços de acessibilidade do Android para sequestrar senhas de uso único (OTPs) e possui uma gama de funcionalidades, como phishing de credenciais, registro de teclas e interceptação de mensagens SMS. A nova versão, chamada TrickMo C, é distribuída por meio de aplicativos dropper que se disfarçam como versões de TikTok e Google Play Services. Uma mudança significativa na arquitetura do malware é a implementação de um proxy SOCKS5, que transforma dispositivos comprometidos em nós de saída de rede, permitindo que o tráfego malicioso seja roteado sem ser detectado. Além disso, o TrickMo inclui funcionalidades inativas que podem ser ativadas no futuro, indicando uma intenção de expandir suas capacidades. Essa evolução no malware representa um risco elevado, especialmente para instituições financeiras e usuários de criptomoedas, devido à sua capacidade de operar de forma furtiva e eficiente.

Ataque Malicioso Leva RubyGems a Suspender Cadastro de Contas

O RubyGems, gerenciador de pacotes padrão da linguagem de programação Ruby, suspendeu temporariamente o cadastro de novas contas após um ataque malicioso significativo. Maciej Mensfeld, gerente de produto sênior da Mend.io, responsável pela segurança do RubyGems, confirmou que o ataque envolve centenas de pacotes, com foco principal na plataforma, mas também com alguns pacotes que carregam exploits. A página de cadastro do RubyGems agora exibe uma mensagem informando que o registro de novas contas está temporariamente desativado. A Mend.io planeja fornecer mais detalhes assim que a situação for controlada. Este incidente ocorre em um contexto de aumento de ataques à cadeia de suprimentos de software, onde grupos de ameaças, como o TeamPCP, têm comprometido pacotes amplamente utilizados para distribuir malware que rouba credenciais e dados sensíveis. Um relatório do Google revelou que as credenciais roubadas estão sendo monetizadas através de parcerias com grupos de ransomware e extorsão de dados. O impacto total do ataque ainda não é conhecido, e a situação está em desenvolvimento.

Campanha Shai-Hulud compromete pacotes npm e PyPI com malware

Uma nova campanha de supply-chain chamada Shai-Hulud comprometeu centenas de pacotes nas plataformas npm e PyPI, visando roubar credenciais de desenvolvedores. O ataque, atribuído ao grupo de ameaças TeamPCP, começou com pacotes da TanStack e Mistral AI, mas rapidamente se espalhou para projetos populares como Guardrails AI e UiPath. Os atacantes utilizaram tokens OpenID Connect (OIDC) válidos para publicar versões maliciosas de pacotes, que aparentavam ter origem legítima devido a atestações de proveniência. Entre os pacotes comprometidos estão o Bitwarden CLI e pacotes oficiais da SAP. A última onda de ataques ocorreu recentemente, com a publicação de pacotes infectados na namespace TanStack no npm. Os atacantes exploraram vulnerabilidades em workflows do GitHub, resultando na publicação de 84 versões maliciosas em 42 pacotes da TanStack. O malware é projetado para roubar segredos de desenvolvedores, incluindo tokens do GitHub Actions, credenciais do AWS e tokens do HashiCorp Vault. Para mitigar os riscos, especialistas recomendam que equipes de segurança verifiquem versões afetadas, rotacionem credenciais e bloqueiem a infraestrutura de comando e controle dos atacantes.

Campanha de Ataque à Cadeia de Suprimentos Afeta Pacotes npm e PyPI

O grupo de ameaças TeamPCP está por trás de uma recente onda de ataques à cadeia de suprimentos, comprometendo pacotes npm e PyPI de empresas como TanStack, UiPath e Mistral AI. Os pacotes npm afetados foram alterados para incluir um arquivo JavaScript ofuscado, projetado para roubar credenciais de provedores de nuvem, carteiras de criptomoedas e ferramentas de IA. Os dados são exfiltrados para um domínio que parece legítimo, dificultando a detecção. O ataque utiliza infraestrutura do Session Protocol, o que torna a detecção ainda mais desafiadora. Além disso, o malware é capaz de se manter ativo mesmo após reinicializações, injetando serviços maliciosos em ambientes de desenvolvimento como o Visual Studio Code. A TanStack identificou que o ataque envolveu um comprometimento em um fork do GitHub, permitindo que o código malicioso fosse publicado como parte de versões legítimas. Este incidente, classificado como CVE-2026-45321, possui uma pontuação CVSS de 9.6, indicando severidade crítica, afetando 42 pacotes e 84 versões no ecossistema TanStack. A campanha Mini Shai-Hulud também se espalhou para outros pacotes, incluindo alguns no PyPI, destacando a gravidade e a abrangência do ataque.

Site falso do Claude entrega backdoor de Windows via Google

Um site falso que imita a IA Claude, da Anthropic, está sendo utilizado para disseminar a backdoor Beagle, que afeta sistemas Windows. A Malwarebytes identificou a ameaça, e a Sophos X-Ops aprofundou a investigação. O domínio malicioso, claude-pro.com, apresenta uma interface semelhante à da IA original e oferece um programa fictício chamado Claude-Pro Relay, destinado a desenvolvedores. Ao baixar o arquivo ZIP de 505MB, os usuários instalam um instalador MSI que, além de um atualizador de antivírus legítimo disfarçado, contém um arquivo DLL malicioso. Este DLL carrega um payload que instala a backdoor Beagle, capaz de executar comandos, transferir arquivos e até se autodeletar. A campanha está ativa desde abril de 2026 e utiliza anúncios patrocinados no Google para atrair vítimas. Este é o terceiro incidente em 2026 em que ferramentas de IA são exploradas para fins maliciosos.

Versão maliciosa de plugin da Checkmarx é publicada no Jenkins Marketplace

A Checkmarx alertou sobre a publicação de uma versão comprometida de seu plugin Jenkins Application Security Testing (AST) no Jenkins Marketplace, atribuída ao grupo hacker TeamPCP. Este incidente faz parte de uma série de ataques à cadeia de suprimentos, que também afetaram outras ferramentas como npm e Trivy. O plugin AST da Checkmarx é amplamente utilizado para integrar a segurança em pipelines automatizados de desenvolvimento. Os hackers conseguiram acessar os repositórios do GitHub da Checkmarx e injetar código malicioso, utilizando credenciais obtidas em um ataque anterior ao Trivy. A Checkmarx confirmou que a versão maliciosa do plugin foi publicada fora do pipeline oficial e não seguiu os padrões de versionamento adequados. A empresa recomendou que os usuários verifiquem se estão utilizando a versão correta do plugin e alertou que aqueles que baixaram a versão comprometida devem considerar suas credenciais como comprometidas e realizar uma rotação de segredos. A Checkmarx também disponibilizou indicadores de comprometimento (IoCs) para ajudar na detecção de possíveis infecções em ambientes de desenvolvimento.

Ataque à cadeia de suprimentos compromete plugin do Jenkins

A Checkmarx confirmou a publicação de uma versão modificada do plugin Jenkins AST no Jenkins Marketplace, alertando os usuários para utilizarem a versão 2.0.13-829.vc72453fa_1c16, lançada em 17 de dezembro de 2025, ou versões anteriores. A nova versão, 2.0.13-848.v76e89de8a_053, foi disponibilizada, mas a empresa ainda está trabalhando em uma nova atualização. O ataque foi atribuído ao grupo cibercriminoso TeamPCP, que já havia comprometido anteriormente a imagem Docker KICS da Checkmarx, extensões do VS Code e um fluxo de trabalho do GitHub Actions para implantar malware que rouba credenciais. O acesso não autorizado ao repositório do plugin no GitHub permitiu que o grupo renomeasse o repositório para uma mensagem provocativa, evidenciando a falha na rotação de segredos por parte da Checkmarx. A rápida reentrada do TeamPCP sugere que a remediação inicial pode ter sido incompleta ou que o grupo ainda mantém um ponto de acesso não identificado. Este incidente destaca a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos de software e a necessidade de vigilância contínua contra tais ameaças.

Falhas de Segurança em Sistemas de Nuvem e Malware Emergente

O cenário de cibersegurança continua a ser alarmante, com novas vulnerabilidades sendo exploradas ativamente. Recentemente, a Ivanti alertou sobre a exploração de uma falha crítica (CVE-2026-6973) em seu Endpoint Manager Mobile, permitindo que usuários autenticados executem código remotamente. Além disso, uma vulnerabilidade zero-day em firewalls da Palo Alto Networks (CVE-2026-0300) também está sendo explorada, afetando cerca de 263 mil hosts expostos na Internet.

Outro destaque é o surgimento do Quasar Linux RAT, um trojan modular que transforma sistemas Linux em pontos de entrada para ataques em cadeia, utilizando uma rede P2P para comunicação entre sistemas comprometidos. A campanha PCPJack, que substitui o malware TeamPCP, visa roubar credenciais de serviços em nuvem, propagando-se lateralmente em redes.

Google revela uso de IA em exploração de vulnerabilidades

O Google anunciou a descoberta de um ator de ameaças desconhecido utilizando um exploit de zero-day, supostamente desenvolvido com um sistema de inteligência artificial (IA). Esta é a primeira vez que a tecnologia é empregada em um contexto malicioso para a descoberta e geração de exploits. A operação, descrita como uma “operação de exploração de vulnerabilidades em massa”, envolveu a colaboração de grupos de cibercrime. O exploit, que permite contornar a autenticação de dois fatores (2FA) em uma ferramenta de administração de sistemas web de código aberto, foi implementado em um script Python. O Google trabalhou com o fornecedor afetado para divulgar a falha de forma responsável e garantir sua correção. Embora não haja evidências de que o Google Gemini tenha sido usado, a análise sugere que um modelo de IA foi instrumental na descoberta da vulnerabilidade. Além disso, a IA está acelerando a descoberta de vulnerabilidades e permitindo o desenvolvimento de malware polimórfico, como o PromptSpy, que pode monitorar atividades do usuário e capturar dados biométricos. O uso de IA por grupos de ameaças, incluindo grupos ligados à China e à Coreia do Norte, tem se intensificado, levantando preocupações sobre a segurança cibernética em um cenário global cada vez mais complexo.

Ataque de cadeia de suprimentos compromete usuários do Hugging Face

Um repositório malicioso no Hugging Face conseguiu enganar usuários ao se passar pelo modelo Privacy Filter da OpenAI, resultando na distribuição de um malware ladrão de informações para usuários do Windows. O projeto, intitulado Open-OSS/privacy-filter, copiou a descrição do modelo legítimo da OpenAI para atrair downloads. Após a descoberta, o acesso ao repositório foi desativado. O malware, que utiliza um script Python para executar código malicioso, desativa a verificação SSL e baixa um script adicional que eleva privilégios e configura exclusões no Microsoft Defender. O ladrão de informações coleta dados sensíveis, como capturas de tela e informações de carteiras de criptomoedas, e exfiltra os dados para um domínio controlado pelos atacantes. O repositório malicioso alcançou rapidamente a primeira posição na lista de tendências do Hugging Face, com cerca de 244 mil downloads em apenas 18 horas, sugerindo que os números foram manipulados para criar uma falsa sensação de confiança. Além disso, foram identificados outros seis repositórios com características semelhantes, indicando uma operação mais ampla de ataque a ecossistemas de código aberto.

Campanha de malvertising usa Google Ads e chats do Claude.ai

Uma nova campanha de malvertising está explorando o Google Ads e chats compartilhados do Claude.ai para disseminar malware entre usuários de macOS. Pesquisadores identificaram que ao buscar por ‘Claude mac download’, os usuários podem encontrar anúncios patrocinados que direcionam para um guia de instalação malicioso disfarçado de suporte oficial da Apple. O ataque foi descoberto por Berk Albayrak, engenheiro de segurança do Trendyol Group, que alertou sobre a presença de chats compartilhados que contêm instruções para executar comandos no Terminal do macOS, resultando na instalação silenciosa de malware.