Maduro

Operação contra Maduro ataque hacker pode ter causado apagão na Venezuela

A recente operação militar dos Estados Unidos que resultou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro pode ter envolvido recursos cibernéticos, conforme sugerido por declarações do ex-presidente Donald Trump. Durante uma coletiva, Trump mencionou que ‘uma certa expertise’ foi utilizada, o que levantou especulações sobre a atuação do Comando Cibernético dos EUA. Especialistas, no entanto, alertam que a conexão entre a operação e um ciberataque ainda é incerta. A NetBlocks, uma rede de monitoramento, registrou perda de conexão de internet em Caracas durante a ação, mas seu diretor, Alp Toker, afirmou que isso não necessariamente indica um ataque cibernético, podendo ser resultado de explosões. O histórico dos EUA em operações cibernéticas, como o ataque ao programa nuclear do Irã em 2010, alimenta desconfianças sobre a possibilidade de um ciberataque. O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, confirmou que houve uma ‘sobreposição’ de medidas para facilitar a operação, mas não forneceu detalhes sobre a atuação das agências envolvidas.

Aumento de VPNs e aplicativos de segurança na Venezuela após ações dos EUA

Após a captura e deposição do presidente Nicolás Maduro, a Venezuela viu um aumento significativo no uso de VPNs, proxies e carteiras digitais. O clima de insegurança gerado pela invasão estadunidense levou os cidadãos a buscarem formas de proteger suas comunicações e transações financeiras, especialmente em relação a criptomoedas. De acordo com dados da SimilarWeb e Appfigures, o volume de downloads de aplicativos de segurança cresceu exponencialmente, com destaque para o LatLon VPN e ThetaProxy no Android, e Proton VPN e X (antigo Twitter) no iOS. Essa busca por privacidade e acesso à informação não é nova, pois o país já enfrenta restrições de internet há anos, com bloqueios a serviços de DNS e plataformas como TikTok. O aumento no uso de tecnologias de evasão de censura reflete a necessidade urgente dos venezuelanos de contornar a censura e garantir a segurança em um ambiente digital cada vez mais hostil.

Maduro afirma que presente da Huawei é inhackeável por espiões dos EUA

Durante uma coletiva de imprensa em 1º de setembro de 2025, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou um smartphone Huawei Mate X6, presente do presidente chinês Xi Jinping, e fez declarações audaciosas sobre a segurança do dispositivo. Maduro afirmou que o telefone é ‘inhackeável’ por agências de inteligência dos EUA, incluindo suas aeronaves de espionagem e satélites. Essa afirmação se insere em um contexto de tensões geopolíticas entre China e Estados Unidos, onde a Huawei, fabricante de equipamentos de telecomunicações, enfrenta restrições severas desde 2020 devido a preocupações de segurança nacional. As alegações de Maduro podem estar relacionadas ao sistema operacional HarmonyOS e aos processadores Kirin da Huawei, que visam reduzir a dependência de tecnologias controladas pelos EUA. No entanto, especialistas em cibersegurança expressam ceticismo quanto à possibilidade de qualquer dispositivo ser realmente ‘inhackeável’, dado que smartphones modernos apresentam múltiplas vulnerabilidades. Além disso, vários países europeus, como a Alemanha, impuseram restrições ao uso de equipamentos da Huawei em infraestruturas críticas, citando preocupações sobre a possibilidade de a empresa ser obrigada a colaborar com atividades de espionagem. A exibição do dispositivo por Maduro simboliza a busca da Venezuela por independência tecnológica e seu alinhamento com os interesses geopolíticos da China.