Macsync

Campanhas ClickFix distribuem malware MacSync em macOS

Pesquisadores da Sophos identificaram três campanhas distintas de ClickFix que atuam como vetores de entrega para um malware chamado MacSync, um ladrão de informações para macOS. Diferente de ataques tradicionais que dependem de exploits, essa técnica se baseia na interação do usuário, como copiar e executar comandos no terminal, tornando-a eficaz contra aqueles que não compreendem os riscos de executar comandos desconhecidos. As campanhas ocorreram entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026, utilizando iscas como resultados patrocinados no Google e conversas do ChatGPT para enganar os usuários. O malware é projetado para coletar uma variedade de dados, incluindo credenciais e informações de carteiras de criptomoedas, e suas variantes mais recentes adaptam-se às medidas de segurança do sistema operacional. A técnica ClickFix tem sido amplamente adotada por diferentes grupos de ameaças, refletindo uma evolução nas táticas de engenharia social. Com o aumento do uso de ferramentas de IA e codificação, a ameaça se torna ainda mais relevante, especialmente para usuários de macOS, que frequentemente possuem credenciais de alto valor.

Nova variante de malware MacSync ataca macOS com aplicativo falso

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma nova variante do malware MacSync, um ladrão de informações para macOS, que é distribuído por meio de um aplicativo Swift assinado digitalmente e notariado, disfarçado como instalador de um aplicativo de mensagens. Essa abordagem visa contornar as verificações de segurança da Apple, como o Gatekeeper. Ao contrário de variantes anteriores que utilizavam técnicas de arrastar para o terminal, esta versão adota uma abordagem mais enganosa e automatizada. O instalador, nomeado ‘zk-call-messenger-installer-3.9.2-lts.dmg’, foi encontrado em um site específico e, apesar de ser assinado, exibe instruções para que os usuários abram o aplicativo manualmente, uma tática comum para evitar bloqueios. O dropper em Swift realiza várias verificações antes de baixar e executar um script codificado, incluindo a validação da conectividade com a internet e a remoção de atributos de quarentena. Além disso, a nova variante apresenta mudanças significativas na forma como o payload é recuperado, utilizando comandos que visam melhorar a confiabilidade e evitar detecções. A inclusão de documentos PDF irrelevantes no DMG também serve como uma técnica de evasão, aumentando o tamanho do arquivo para 25,5 MB. O MacSync, uma versão rebranded do Mac.c, possui capacidades de controle remoto além do roubo de dados, refletindo uma tendência crescente de malware que se disfarça como aplicativos legítimos.