Machine Learning

Falha no Google Cloud permite sequestro de modelos de ML

Uma vulnerabilidade no SDK do Google Cloud Vertex AI para Python permitiu que um atacante, sem acesso ao projeto da vítima, sequestrasse modelos de aprendizado de máquina e executasse código na infraestrutura de serviços do Google. A técnica, chamada de “Pickle in the Middle” pela Palo Alto Networks Unit 42, foi descoberta e relatada através do programa de recompensas por vulnerabilidades do Google. O problema estava na forma como o SDK gerava nomes de buckets temporários para uploads de modelos. Se o usuário não especificasse um bucket, o SDK criava um nome previsível a partir do ID do projeto e da região, permitindo que um atacante criasse o bucket esperado em seu próprio projeto. Assim, o modelo da vítima era enviado para o bucket do atacante, que poderia substituí-lo por um modelo malicioso. Esse modelo, ao ser carregado pelo Vertex AI, executava código malicioso, permitindo o roubo de tokens OAuth e acesso a outros artefatos do projeto. A falha foi corrigida nas versões 1.148.0 e posteriores do SDK, e recomenda-se que os usuários atualizem e especifiquem um bucket de armazenamento controlado ao fazer uploads de modelos.

Detalhes Técnicos do LummaStealer com Detecção por Machine Learning

Em 2025, o LummaStealer se destacou como um ladrão de informações, atacando setores como telecomunicações, saúde, bancos e marketing. Apesar de uma operação policial em maio que interrompeu suas atividades, novas variantes do malware surgiram. A análise do Netskope Threat Labs revelou que o LummaStealer utiliza técnicas avançadas de ofuscação e evasão, dificultando a detecção por métodos tradicionais. O instalador do malware se disfarça como um instalador NSIS e, ao ser descompactado, revela um script ofuscado que executa um payload em AutoIt. Este script implementa várias verificações para evitar ambientes de análise, como a verificação de variáveis de ambiente e processos de virtualização. Além disso, o LummaStealer utiliza técnicas de persistência, como a criação de atalhos na pasta de inicialização do Windows. A detecção do malware é aprimorada por um modelo de machine learning que analisa comportamentos em um ambiente isolado, permitindo identificar ameaças novas com alta confiança. Essa abordagem demonstra a eficácia da inteligência artificial na luta contra malware sofisticado.