Lummastealer

Aumento de infecções por LummaStealer impulsionado por engenharia social

Recentemente, observou-se um aumento nas infecções por LummaStealer, um malware do tipo infostealer que opera como uma plataforma de malware-as-a-service (MaaS). Essa onda de infecções é impulsionada por campanhas de engenharia social que utilizam a técnica ClickFix para entregar o malware CastleLoader. O LummaStealer, que foi severamente interrompido em maio de 2025 após a apreensão de 2.300 domínios por autoridades, voltou a operar em julho do mesmo ano. O CastleLoader, que surgiu em 2025, é um loader de malware que distribui diversas famílias de infostealers e trojans de acesso remoto, utilizando um modelo de execução modular e ofuscação extensiva. Ele realiza verificações de ambiente para evitar detecções e garante persistência ao se instalar no sistema. As campanhas atuais de LummaStealer visam usuários em todo o mundo, utilizando métodos como instaladores de software trojanizados e arquivos de mídia falsos. A técnica ClickFix, que envolve a apresentação de páginas falsas de verificação, tem se mostrado um vetor de infecção eficaz. Para se proteger, especialistas recomendam evitar downloads de fontes não confiáveis e não executar comandos desconhecidos em PowerShell.

Malware GhostSocks como Serviço Transforma Dispositivos Comprometidos em Proxies

O GhostSocks é um novo serviço de Malware-as-a-Service (MaaS) que ganhou destaque entre cibercriminosos, permitindo que dispositivos comprometidos operem como proxies residenciais. Lançado em 15 de outubro de 2023 em um fórum russo, o GhostSocks utiliza endereços IP legítimos para redirecionar tráfego fraudulento, burlando sistemas de segurança e controle anti-fraude. A facilidade de uso e a integração com outros frameworks de malware tornaram o GhostSocks popular tanto entre fraudadores iniciantes quanto entre grupos de ransomware mais sofisticados.

Detalhes Técnicos do LummaStealer com Detecção por Machine Learning

Em 2025, o LummaStealer se destacou como um ladrão de informações, atacando setores como telecomunicações, saúde, bancos e marketing. Apesar de uma operação policial em maio que interrompeu suas atividades, novas variantes do malware surgiram. A análise do Netskope Threat Labs revelou que o LummaStealer utiliza técnicas avançadas de ofuscação e evasão, dificultando a detecção por métodos tradicionais. O instalador do malware se disfarça como um instalador NSIS e, ao ser descompactado, revela um script ofuscado que executa um payload em AutoIt. Este script implementa várias verificações para evitar ambientes de análise, como a verificação de variáveis de ambiente e processos de virtualização. Além disso, o LummaStealer utiliza técnicas de persistência, como a criação de atalhos na pasta de inicialização do Windows. A detecção do malware é aprimorada por um modelo de machine learning que analisa comportamentos em um ambiente isolado, permitindo identificar ameaças novas com alta confiança. Essa abordagem demonstra a eficácia da inteligência artificial na luta contra malware sofisticado.