Liberdade De Imprensa

Surfshark e Internews oferecem VPN gratuita para jornalistas e ativistas

A Surfshark, em parceria com a Internews, lançou uma iniciativa para fornecer acesso gratuito a VPNs para jornalistas e ativistas em nove países de alto risco. Essa colaboração visa proteger a liberdade de imprensa em regiões afetadas por conflitos e repressão, oferecendo conexões criptografadas que ocultam endereços IP e permitem contornar bloqueios impostos por governos. A Surfshark fornecerá assinaturas do Surfshark One, que inclui ferramentas de segurança como antivírus e alertas de vazamento de dados, tudo protegido por criptografia AES de 256 bits. Além disso, a Internews organizou um treinamento em segurança digital para jornalistas sudaneses, capacitando-os a utilizar essas ferramentas em suas práticas diárias de reportagem. A VPN não apenas protege a identidade dos jornalistas, mas também garante a integridade das informações que eles transmitem, permitindo que verifiquem fatos e publiquem conteúdos sem medo de represálias. Essa iniciativa se junta a outros programas humanitários de VPN, como os da NordVPN e ExpressVPN, que também oferecem suporte a jornalistas em zonas de crise, reforçando a importância do acesso à internet segura e irrestrita para a liberdade de expressão.

Spyware FlexiSPY instalado em cineastas quenianos para monitoramento

Um recente incidente de cibersegurança levantou preocupações sobre a liberdade de imprensa no Quênia, após a descoberta de que o spyware FlexiSPY foi instalado secretamente em dispositivos de cineastas enquanto estavam sob custódia policial. A análise forense realizada pelo Citizen Lab da Universidade de Toronto revelou que os dispositivos, confiscados durante a prisão de quatro cineastas em 2 de maio de 2025, foram monitorados sem o seu conhecimento. Os cineastas, acusados de publicar informações falsas relacionadas a um documentário da BBC, foram liberados sem acusações, mas seus dispositivos permaneceram sob controle policial por 68 dias. O FlexiSPY é um software de vigilância comercial que permite acesso a mensagens, e-mails, redes sociais, gravação de chamadas e até mesmo ativação de microfones. A instalação do spyware foi considerada uma violação grave da privacidade e um ataque à liberdade de expressão, levando a Comissão para Proteger Jornalistas a exigir explicações das autoridades quenianas. O caso continua em andamento nos tribunais do Quênia, refletindo as crescentes ameaças à segurança digital enfrentadas por jornalistas em todo o mundo.