Legislação

Bloqueio do Pornhub nos EUA e França devido à verificação de idade

O Pornhub foi bloqueado em 23 estados dos EUA e na França em resposta a novas legislações que exigem a verificação de idade para acesso a conteúdos adultos. A empresa controladora, Aylo, decidiu retirar o site do ar em locais onde as leis foram implementadas, alegando que a forma como as legislações estão sendo executadas é ineficaz e coloca em risco a privacidade dos usuários. A legislação, que já foi aprovada em estados como Louisiana, Alabama e Texas, visa proteger menores de idade, mas o Pornhub argumenta que isso não impede o acesso a conteúdos impróprios, pois usuários estão migrando para sites piratas sem medidas de segurança. A União Europeia também está investigando a conformidade de sites pornográficos com a Lei de Serviços Digitais (DSA). A procuradora-geral do Missouri defendeu a lei, afirmando que a decisão do Pornhub de se retirar do mercado revela suas prioridades em relação à proteção de crianças. A situação levanta questões sobre a eficácia das legislações e os impactos na privacidade e segurança online.

Comissão Europeia propõe nova legislação de cibersegurança

A Comissão Europeia apresentou uma nova proposta de legislação em cibersegurança que visa a remoção de fornecedores considerados de alto risco das redes de telecomunicações, com o objetivo de fortalecer a proteção contra grupos de cibercrime e ameaças estatais que visam a infraestrutura crítica. Essa iniciativa surge após anos de aplicação desigual da ‘5G Security Toolbox’, que incentivava os Estados-membros a reduzirem a dependência de fornecedores de alto risco, como empresas de tecnologia chinesas. O novo pacote de cibersegurança permitirá que a Comissão organize avaliações de risco em toda a UE e apoie restrições ou proibições de equipamentos utilizados em infraestruturas sensíveis. Além disso, a proposta inclui uma revisão da Lei de Cibersegurança, que facilitará os procedimentos de certificação para empresas e permitirá que a Agência da UE para a Cibersegurança (ENISA) emita alertas de ameaças e ajude na resposta a ataques de ransomware. A nova legislação entrará em vigor imediatamente após a aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da UE, com um ano para que os Estados-membros implementem as alterações em suas legislações nacionais.

Dinamarca quer proibir VPNs para desbloquear streams ilegais

O governo dinamarquês propôs uma nova legislação que visa proibir o uso de VPNs para acessar conteúdos de streaming geoblocados ou contornar restrições em sites ilegais. A proposta, parte de um esforço mais amplo para combater a pirataria online, gerou preocupações entre defensores dos direitos digitais, que consideram a redação do projeto como excessivamente ampla e com um ’toque totalitário’. O ministro da Cultura da Dinamarca, Jakob Engel-Schmidt, defendeu a proposta, afirmando que o objetivo é combater a pirataria, não tornar as VPNs ilegais. Atualmente, cerca de 9% da população dinamarquesa utiliza VPNs para acessar bibliotecas de streaming de outros países, como o Netflix americano. Se aprovada, a lei entrará em vigor em 1º de julho de 2026, e os infratores poderão enfrentar multas. A proposta se insere em um contexto mais amplo de legislação que tem sido criticada por especialistas em privacidade, incluindo tentativas de implementar o polêmico projeto de ‘Chat Control’ na UE, que visa monitorar mensagens digitais privadas. A proposta dinamarquesa representa uma escalada significativa, transferindo a responsabilidade legal dos provedores para os usuários finais.

Regras de Cibersegurança no Reino Unido e Novas Ameaças Digitais

O cenário de cibersegurança está em constante evolução, com hackers utilizando técnicas cada vez mais sofisticadas para comprometer sistemas confiáveis. O governo do Reino Unido propôs um novo projeto de lei, o Cyber Security and Resilience Bill, que visa fortalecer a segurança nacional e proteger serviços públicos essenciais, como saúde e energia, de ataques cibernéticos. Empresas de médio e grande porte que oferecem serviços de TI deverão relatar incidentes cibernéticos significativos em até 24 horas, com penalidades severas para violações. Além disso, um ex-funcionário da Intel foi acusado de roubar documentos classificados como ‘Top Secret’, levantando preocupações sobre a proteção de dados sensíveis. O OWASP atualizou sua lista das 10 principais ameaças a aplicações web, incluindo falhas na cadeia de suprimentos de software. Um estudo revelou que 65% das principais empresas de IA vazaram segredos no GitHub, destacando a vulnerabilidade de dados sensíveis. Uma nova campanha de phishing, que se disfarça como notificações do Facebook, já enviou mais de 40 mil e-mails fraudulentos, demonstrando como os atacantes exploram a confiança em plataformas conhecidas. Por fim, o navegador Firefox implementou novas defesas contra rastreamento online, enquanto um kit de phishing chamado Quantum Route Redirect está facilitando o roubo de credenciais do Microsoft 365, afetando usuários em 90 países.

Controle de Chats é comparado a malware pela Signal em proposta da UE

O aplicativo de mensagens Signal criticou a proposta de legislação da União Europeia, conhecida como ‘Chat Control’, que visa escanear mensagens privadas de cidadãos em busca de material de abuso sexual infantil (CSAM). Segundo a Signal, essa exigência funcionaria como spyware, comprometendo a segurança dos dispositivos dos usuários. A proposta exige que plataformas de mensagens realizem a varredura de URLs, imagens e vídeos antes que as mensagens sejam criptografadas, o que, segundo a Signal, anula o propósito da criptografia. A empresa já sinalizou que pode deixar o mercado europeu se a legislação for aprovada, pois isso representaria um risco existencial para seus serviços. A discussão sobre a proposta está marcada para 14 de outubro, e a Alemanha, que tem se mostrado indecisa, é vista como um voto crucial. Especialistas em segurança digital alertam que a implementação de escaneamento em dispositivos pode criar vulnerabilidades que poderiam ser exploradas por agentes maliciosos, além de abrir precedentes para a vigilância em massa. A Signal e outros críticos argumentam que a proposta pode ter consequências globais, permitindo que governos autoritários restrinjam ainda mais os direitos dos cidadãos.

Projeto de lei em Michigan ameaça o discurso político e o uso de VPNs

Um projeto de lei em Michigan, conhecido como ‘Anticorruption of Public Morals Act’, propõe a proibição do uso e promoção de ferramentas de contorno, como VPNs, para acessar conteúdos restritos. Essa legislação, que visa a verificação de idade para acesso a conteúdos adultos, pode transformar provedores de serviços de internet (ISPs) em responsáveis por monitorar e bloquear o acesso a essas ferramentas, resultando em multas de até $500.000 por não conformidade. A proposta gera preocupações sobre a segurança na internet e a liberdade de expressão, pois pode criar um precedente perigoso para a censura online nos Estados Unidos. A Proton VPN expressou sua preocupação, afirmando que a medida pode prejudicar a privacidade e segurança dos usuários, além de potencialmente abrir caminho para legislações mais restritivas em outros estados. Embora a proposta ainda não tenha sido aprovada, seu impacto pode ser significativo, afetando a forma como os cidadãos acessam informações e se comunicam online.

Controle de Chats Alemanha se opõe à varredura obrigatória de conversas privadas

A Alemanha e Luxemburgo se juntaram a um crescente grupo de países que se opõem ao projeto de lei controverso que propõe a varredura obrigatória de mensagens privadas em busca de material de abuso sexual infantil (CSAM). O projeto, conhecido como ‘Chat Control’, exige que serviços de mensagens na Europa escaneiem chats, mesmo que criptografados, para identificar conteúdos conhecidos e desconhecidos relacionados a CSAM. O escaneamento deve ocorrer diretamente nos dispositivos antes da criptografia das mensagens, o que levanta preocupações sobre a privacidade e segurança das comunicações dos cidadãos. O governo alemão, que anteriormente apoiava a criptografia, agora expressa resistência a quebrar essa proteção, destacando que a introdução de ‘backdoors’ para facilitar a vigilância pode resultar em vulnerabilidades de segurança. O debate sobre a proposta está se intensificando, com 15 países da UE apoiando a medida, enquanto oito, incluindo Alemanha e Luxemburgo, se opõem. A decisão da Alemanha pode influenciar significativamente o resultado das votações futuras sobre o projeto.