Kongtuke

Novo backdoor Mistic é usado em ataques cibernéticos financeiros

Desde abril de 2026, um novo backdoor chamado Mistic tem sido utilizado em ataques cibernéticos direcionados a diversas organizações, incluindo setores de seguros, educação, TI e serviços profissionais. De acordo com a equipe de Threat Hunter da Symantec e Carbon Black, o Mistic, também conhecido como MLTBackdoor, está associado a um broker de acesso inicial (IAB) chamado KongTuke. Este backdoor é notável por operar em memória, sem deixar rastros no disco, e possui um mecanismo de autodestruição, características que permitem acesso furtivo e de longo prazo.

Novo backdoor Mistic ataca setores financeiros e educacionais

Um novo backdoor chamado Mistic foi identificado em ataques cibernéticos motivados financeiramente, visando organizações nos setores de seguros, educação, TI e serviços profissionais. Acredita-se que o malware esteja vinculado ao grupo KongTuke/Woodgnat, ativo desde 2024, que se especializa em comprometer redes corporativas e vender acesso a grupos de ransomware. Pesquisadores da Symantec relataram que o Mistic tem sido utilizado em intrusões desde abril de 2024. O ataque começa com a execução de um arquivo legítimo, MpExtMs.exe, que carrega uma DLL maliciosa, version.dll, que por sua vez carrega o Mistic. Este malware é projetado para operar de forma furtiva, permitindo que os atacantes mantenham um acesso persistente nas redes comprometidas. Entre suas capacidades estão a manipulação de arquivos, execução de código na memória e a possibilidade de se autodestruir. A análise sugere que o Mistic é uma ferramenta customizada, refletindo uma tendência crescente de uso de ferramentas específicas em ataques de ransomware. As empresas devem estar atentas a essa nova ameaça e considerar a implementação de medidas de segurança robustas para proteger suas redes.

KongTuke usa Microsoft Teams para ataques de engenharia social

O grupo de cibercriminosos KongTuke, conhecido como um corretor de acesso inicial, começou a utilizar o Microsoft Teams para realizar ataques de engenharia social, conseguindo acesso persistente a redes corporativas em apenas cinco minutos. Os atacantes convencem os usuários a executar um comando PowerShell que instala o malware ModeloRAT, já observado em ataques anteriores. Essa mudança de tática marca a primeira vez que KongTuke utiliza uma plataforma de colaboração para obter acesso inicial, além de suas abordagens anteriores baseadas na web. Os pesquisadores da ReliaQuest notaram que a campanha está ativa desde pelo menos abril de 2026, com o grupo alternando entre cinco locatários do Microsoft 365 para evitar bloqueios. O comando PowerShell malicioso baixa um arquivo ZIP do Dropbox que contém um ambiente WinPython portátil, que por sua vez executa o malware. O ModeloRAT evoluiu, apresentando uma arquitetura de comando e controle mais resiliente, múltiplos caminhos de acesso independentes e mecanismos de persistência expandidos. Para se proteger contra esses ataques, recomenda-se restringir a federação externa do Microsoft Teams e utilizar indicadores de comprometimento para detectar atividades suspeitas.

Campanha de malvertising usa extensão falsa para atacar navegadores

Uma nova campanha de malvertising está utilizando uma extensão falsa de bloqueio de anúncios chamada NexShield, que causa falhas intencionais nos navegadores Chrome e Edge. Essa extensão, que foi removida da Chrome Web Store, é promovida como uma ferramenta de privacidade, mas na verdade cria uma condição de negação de serviço (DoS) ao gerar conexões em um loop infinito, esgotando os recursos de memória do navegador. Isso resulta em abas congeladas e uso elevado de CPU e RAM, levando o navegador a travar ou falhar. Após a falha, um pop-up enganoso sugere que o usuário escaneie o sistema para localizar problemas, levando-o a executar comandos maliciosos no prompt de comando do Windows. Esses comandos ativam um script PowerShell ofuscado que baixa e executa um malware chamado ModeloRAT, que permite acesso remoto ao sistema. A campanha, atribuída ao ator de ameaças ‘KongTuke’, destaca a evolução das táticas de ataque, visando ambientes corporativos. Para se proteger, os usuários devem evitar instalar extensões de fontes não confiáveis e realizar uma limpeza completa do sistema se a extensão NexShield foi instalada.