Jornalismo

Surfshark e Internews oferecem VPN gratuita para jornalistas e ativistas

A Surfshark, em parceria com a Internews, lançou uma iniciativa para fornecer acesso gratuito a VPNs para jornalistas e ativistas em nove países de alto risco. Essa colaboração visa proteger a liberdade de imprensa em regiões afetadas por conflitos e repressão, oferecendo conexões criptografadas que ocultam endereços IP e permitem contornar bloqueios impostos por governos. A Surfshark fornecerá assinaturas do Surfshark One, que inclui ferramentas de segurança como antivírus e alertas de vazamento de dados, tudo protegido por criptografia AES de 256 bits. Além disso, a Internews organizou um treinamento em segurança digital para jornalistas sudaneses, capacitando-os a utilizar essas ferramentas em suas práticas diárias de reportagem. A VPN não apenas protege a identidade dos jornalistas, mas também garante a integridade das informações que eles transmitem, permitindo que verifiquem fatos e publiquem conteúdos sem medo de represálias. Essa iniciativa se junta a outros programas humanitários de VPN, como os da NordVPN e ExpressVPN, que também oferecem suporte a jornalistas em zonas de crise, reforçando a importância do acesso à internet segura e irrestrita para a liberdade de expressão.

Spywares governamentais espionam jornalistas e opositores

O uso de spywares por governos para monitorar indivíduos, como jornalistas e ativistas, tem se tornado uma prática comum em diversas nações. Embora esses softwares sejam frequentemente justificados como ferramentas de combate ao crime e ao terrorismo, evidências apontam que muitos alvos são inocentes. Um exemplo recente é o caso de um consultor político italiano que foi espionado pelo spyware Paragon. Especialistas, como Eva Galperin da Electronic Frontier Foundation, destacam que a facilidade de uso desses softwares permite abusos, uma vez que agentes governamentais podem simplesmente inserir um número de telefone e iniciar a vigilância. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Itália e Marrocos têm sido citados por direcionar suas ferramentas de espionagem contra jornalistas e opositores. Apesar de alguns avanços, como a Paragon rompendo laços com o governo italiano, a falta de regulamentação e transparência continua a ser um desafio. A situação exige uma abordagem global para mitigar os riscos associados ao uso de spywares, especialmente em contextos onde os direitos humanos são frequentemente violados.