Jornalismo

Campanha de espionagem cibernética atinge jornalistas no MENA

Uma campanha de hack-for-hire, supostamente ligada ao governo indiano, visou jornalistas, ativistas e oficiais do governo no Oriente Médio e Norte da África (MENA). Entre os alvos estavam os jornalistas egípcios Mostafa Al-A’sar e Ahmed Eltantawy, que sofreram ataques de spear-phishing em 2023 e 2024, tentando comprometer suas contas da Apple e Google. Os ataques incluíram mensagens fraudulentas que redirecionavam os alvos a páginas falsas para coletar credenciais e códigos de autenticação de dois fatores (2FA). Um jornalista libanês também foi alvo de uma campanha de phishing em 2025, que resultou na violação total de sua conta Apple. Embora os ataques não tenham conseguido comprometer as contas dos jornalistas egípcios, a evidência sugere que os atores de ameaça podem usar essas táticas para entregar malwares e exfiltrar dados sensíveis. A análise da Lookout atribui essas atividades a um grupo de espionagem conhecido como Bitter, que tem estado ativo desde 2022, levantando preocupações sobre a vigilância regional e a segurança de dados pessoais. A campanha destaca a crescente utilização de malware móvel como uma ferramenta de espionagem contra a sociedade civil.

Surfshark e Internews oferecem VPN gratuita para jornalistas e ativistas

A Surfshark, em parceria com a Internews, lançou uma iniciativa para fornecer acesso gratuito a VPNs para jornalistas e ativistas em nove países de alto risco. Essa colaboração visa proteger a liberdade de imprensa em regiões afetadas por conflitos e repressão, oferecendo conexões criptografadas que ocultam endereços IP e permitem contornar bloqueios impostos por governos. A Surfshark fornecerá assinaturas do Surfshark One, que inclui ferramentas de segurança como antivírus e alertas de vazamento de dados, tudo protegido por criptografia AES de 256 bits. Além disso, a Internews organizou um treinamento em segurança digital para jornalistas sudaneses, capacitando-os a utilizar essas ferramentas em suas práticas diárias de reportagem. A VPN não apenas protege a identidade dos jornalistas, mas também garante a integridade das informações que eles transmitem, permitindo que verifiquem fatos e publiquem conteúdos sem medo de represálias. Essa iniciativa se junta a outros programas humanitários de VPN, como os da NordVPN e ExpressVPN, que também oferecem suporte a jornalistas em zonas de crise, reforçando a importância do acesso à internet segura e irrestrita para a liberdade de expressão.

Spywares governamentais espionam jornalistas e opositores

O uso de spywares por governos para monitorar indivíduos, como jornalistas e ativistas, tem se tornado uma prática comum em diversas nações. Embora esses softwares sejam frequentemente justificados como ferramentas de combate ao crime e ao terrorismo, evidências apontam que muitos alvos são inocentes. Um exemplo recente é o caso de um consultor político italiano que foi espionado pelo spyware Paragon. Especialistas, como Eva Galperin da Electronic Frontier Foundation, destacam que a facilidade de uso desses softwares permite abusos, uma vez que agentes governamentais podem simplesmente inserir um número de telefone e iniciar a vigilância. Países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Itália e Marrocos têm sido citados por direcionar suas ferramentas de espionagem contra jornalistas e opositores. Apesar de alguns avanços, como a Paragon rompendo laços com o governo italiano, a falta de regulamentação e transparência continua a ser um desafio. A situação exige uma abordagem global para mitigar os riscos associados ao uso de spywares, especialmente em contextos onde os direitos humanos são frequentemente violados.