Jenkins

Versão maliciosa de plugin da Checkmarx é publicada no Jenkins Marketplace

A Checkmarx alertou sobre a publicação de uma versão comprometida de seu plugin Jenkins Application Security Testing (AST) no Jenkins Marketplace, atribuída ao grupo hacker TeamPCP. Este incidente faz parte de uma série de ataques à cadeia de suprimentos, que também afetaram outras ferramentas como npm e Trivy. O plugin AST da Checkmarx é amplamente utilizado para integrar a segurança em pipelines automatizados de desenvolvimento. Os hackers conseguiram acessar os repositórios do GitHub da Checkmarx e injetar código malicioso, utilizando credenciais obtidas em um ataque anterior ao Trivy. A Checkmarx confirmou que a versão maliciosa do plugin foi publicada fora do pipeline oficial e não seguiu os padrões de versionamento adequados. A empresa recomendou que os usuários verifiquem se estão utilizando a versão correta do plugin e alertou que aqueles que baixaram a versão comprometida devem considerar suas credenciais como comprometidas e realizar uma rotação de segredos. A Checkmarx também disponibilizou indicadores de comprometimento (IoCs) para ajudar na detecção de possíveis infecções em ambientes de desenvolvimento.

Ataque à cadeia de suprimentos compromete plugin do Jenkins

A Checkmarx confirmou a publicação de uma versão modificada do plugin Jenkins AST no Jenkins Marketplace, alertando os usuários para utilizarem a versão 2.0.13-829.vc72453fa_1c16, lançada em 17 de dezembro de 2025, ou versões anteriores. A nova versão, 2.0.13-848.v76e89de8a_053, foi disponibilizada, mas a empresa ainda está trabalhando em uma nova atualização. O ataque foi atribuído ao grupo cibercriminoso TeamPCP, que já havia comprometido anteriormente a imagem Docker KICS da Checkmarx, extensões do VS Code e um fluxo de trabalho do GitHub Actions para implantar malware que rouba credenciais. O acesso não autorizado ao repositório do plugin no GitHub permitiu que o grupo renomeasse o repositório para uma mensagem provocativa, evidenciando a falha na rotação de segredos por parte da Checkmarx. A rápida reentrada do TeamPCP sugere que a remediação inicial pode ter sido incompleta ou que o grupo ainda mantém um ponto de acesso não identificado. Este incidente destaca a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos de software e a necessidade de vigilância contínua contra tais ameaças.

Múltiplas Falhas no Jenkins Incluem Bypass de Autenticação SAML

Recentemente, foram divulgadas 14 vulnerabilidades críticas no Jenkins, um servidor de automação amplamente utilizado, que expõem as infraestruturas de CI/CD de empresas a riscos significativos. Entre as falhas, destaca-se o bypass de autenticação SAML, identificado como CVE-2025-64131, com uma pontuação CVSS de 8.4. Essa vulnerabilidade permite que atacantes interceptem e reproduzam requisições de autenticação SAML, obtendo acesso total a contas de usuários sem a necessidade de credenciais válidas. Além disso, o plugin MCP Server apresenta falhas de autorização que permitem a escalada de privilégios, enquanto o plugin Azure CLI possibilita a execução de comandos de sistema arbitrários. Outras vulnerabilidades incluem injeções de comandos, armazenamento em texto simples de tokens de autenticação e problemas de verificação de permissões. As organizações que utilizam versões afetadas devem priorizar a aplicação de patches para mitigar esses riscos e proteger suas operações. A atualização para versões corrigidas é essencial para evitar acessos não autorizados e ataques de escalada de privilégios.