Jadepuffer

Ataque de ransomware JADEPUFFER compromete servidores Langflow

Pesquisadores da Sysdig identificaram um segundo ataque ao servidor Langflow, vinculado ao operador JADEPUFFER, que já havia sido documentado anteriormente. O novo ataque utiliza o ransomware ENCFORGE, desenvolvido em Go, que tem como alvo arquivos críticos de infraestrutura de IA, como pesos de modelos e conjuntos de dados de treinamento. A vulnerabilidade explorada, CVE-2025-3248, permite a execução remota de código em versões do Langflow anteriores à 1.3.0, apresentando um CVSS de 9.8. O ransomware não apenas criptografa arquivos, mas também renomeia-os com a extensão .locked e elimina processos que mantêm arquivos abertos antes da criptografia. O ataque foi realizado através da exploração do Docker socket, permitindo que o operador criasse um contêiner privilegiado para executar o ransomware no host. A Sysdig estima que a recuperação de um modelo de IA criptografado pode custar entre R$ 375 mil e R$ 2,5 milhões, considerando o tempo de engenharia e computação em nuvem necessários. A recomendação é atualizar o Langflow para a versão 1.9.1 ou superior e rotacionar credenciais de acesso.

Ransomware com IA acelera ataques, mas ainda depende de ação humana

Pesquisadores da Sysdig identificaram um ataque de ransomware inovador, atribuído ao operador JadePuffer, que utiliza inteligência artificial para automatizar etapas do sequestro de dados. Embora o ataque tenha sido facilitado pela IA, ele ainda requer a intervenção humana para configuração e direcionamento. O ataque começou com a exploração de uma vulnerabilidade no Langflow, uma ferramenta para criar aplicações com modelos de linguagem, e culminou em um ataque a um servidor de produção com banco de dados MySQL. Durante a operação, o agente de IA executou mais de 600 ações, adaptando-se a falhas e ajustando comandos em tempo real. O resultado foi a criptografia de aproximadamente 1.300 itens de configuração e a criação de um usuário administrador malicioso, seguido de uma mensagem de resgate. Notavelmente, a chave de criptografia gerada não foi preservada, o que pode inviabilizar a recuperação dos dados mesmo que o resgate seja pago. Este incidente destaca a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos e a necessidade de vigilância constante por parte das empresas.