Investigação

Por que aumentar a equipe de segurança não fecha a lacuna de alertas

O artigo de Rich Perkins, da Prophet Security, aborda a crescente disparidade entre o investimento em segurança cibernética e a eficácia na resposta a incidentes. Apesar de os gastos em segurança terem dobrado nos últimos seis anos, o tempo para investigar e responder a alertas permanece estagnado. A raiz do problema está na arquitetura do Centro de Operações de Segurança (SOC), que não se adaptou ao volume atual de alertas, resultando em um backlog que compromete a segurança. O texto apresenta um diagnóstico em quatro perguntas que os líderes de segurança devem considerar para avaliar a eficácia de suas operações. Além disso, destaca que simplesmente contratar mais analistas não resolverá a questão, pois a demanda por investigações supera a capacidade humana. Exemplos de empresas que implementaram soluções de inteligência artificial mostram que a mudança no modelo operacional pode resultar em investigações mais rápidas e eficientes, liberando tempo valioso para os analistas. O artigo conclui que a verdadeira solução reside em repensar o modelo de operação do SOC, em vez de apenas aumentar a equipe.

Trellix revela violação de dados após acesso não autorizado ao código-fonte

A empresa de cibersegurança Trellix anunciou uma violação de dados após atacantes acessarem uma parte de seu repositório de código-fonte. Formada pela fusão da McAfee Enterprise e FireEye em outubro de 2021, a Trellix atende mais de 50 mil clientes em todo o mundo, protegendo mais de 200 milhões de endpoints. Em um comunicado oficial, a empresa informou que está investigando o incidente com a ajuda de especialistas forenses externos e que, até o momento, não encontrou evidências de que o código-fonte acessado tenha sido explorado ou alterado. A Trellix também notificou as autoridades policiais sobre o ocorrido. A empresa ainda não respondeu a perguntas adicionais sobre o incidente, como a data de detecção ou se dados corporativos ou de clientes foram roubados. Este não é o primeiro caso de violação em uma empresa de cibersegurança este ano, com outros incidentes envolvendo empresas como Checkmarx e Cisco. A Trellix promete compartilhar mais detalhes assim que a investigação for concluída.

Trellix sofre violação de segurança com acesso não autorizado ao código-fonte

A empresa de cibersegurança Trellix anunciou que sofreu uma violação de segurança que permitiu o acesso não autorizado a uma parte de seu repositório de código-fonte. A companhia, que foi formada em janeiro de 2022 pela fusão da McAfee Enterprise e FireEye, informou que identificou recentemente a violação e começou a trabalhar com especialistas forenses para resolver a situação. Embora a Trellix não tenha revelado a natureza exata dos dados acessados, garantiu que não há indícios de que seu código-fonte tenha sido afetado ou explorado. A empresa também notificou as autoridades policiais sobre o incidente. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre a identidade dos atacantes ou a duração do acesso não autorizado. A Trellix se comprometeu a compartilhar mais informações assim que a investigação for concluída, destacando que não encontrou evidências de que seu processo de distribuição de código-fonte tenha sido comprometido.

Ofcom investiga Telegram por compartilhamento de CSAM

A Ofcom, reguladora independente de comunicações do Reino Unido, iniciou uma investigação sobre o Telegram devido a evidências de que a plataforma está sendo utilizada para compartilhar material de abuso sexual infantil (CSAM). A investigação foi motivada por informações recebidas do Canadian Centre for Child Protection e pela própria avaliação da Ofcom sobre a plataforma. A Ofcom está avaliando se o Telegram está cumprindo suas obrigações de segurança em relação a conteúdos ilegais, conforme estipulado pela Lei de Segurança Online do Reino Unido. Em resposta, o Telegram negou as acusações, afirmando que desde 2018 eliminou praticamente a disseminação pública de CSAM em sua plataforma. Além disso, a Ofcom também está investigando outros sites de bate-papo voltados para adolescentes e a plataforma X, em relação a conteúdos sexualmente explícitos não consensuais. Caso a Ofcom identifique falhas de conformidade, poderá impor multas de até £18 milhões ou 10% da receita mundial qualificada, além de solicitar ordens judiciais que podem resultar na proibição da plataforma no Reino Unido.

Adidas pode ter sofrido vazamento de 815 mil registros após ataque hacker

A Adidas pode ter sido vítima de um ataque hacker que resultou na exposição de aproximadamente 815 mil registros de usuários. A informação foi divulgada pelo Daily Dark Web, que reportou que o grupo Lapsus$ reivindicou a responsabilidade pela violação, afirmando ter acessado a extranet do site oficial da empresa. Os dados vazados incluem nomes completos, endereços de e-mail, senhas, datas de nascimento e informações de empresas. A Adidas, em resposta, declarou estar ciente da situação e iniciou uma investigação, sugerindo que a violação pode estar relacionada a uma empresa parceira que lida com licenciamento de produtos. Embora a empresa não tenha fornecido muitos detalhes sobre a investigação, garantiu que não há evidências de que sua infraestrutura de TI ou dados de consumidores tenham sido comprometidos. Este não é o primeiro incidente de segurança enfrentado pela Adidas, que já sofreu um ataque semelhante em 2025, envolvendo uma empresa terceirizada.

Polícia da Holanda prende homem por vender acesso a ferramenta de phishing

A Polícia da Holanda prendeu um homem de 21 anos em Dordrecht, suspeito de vender acesso à ferramenta de automação de phishing JokerOTP, que intercepta senhas temporárias (OTP) para roubo de contas. Esta prisão é a terceira em uma investigação de três anos que resultou na desarticulação da operação JokerOTP em abril de 2025. O serviço malicioso causou perdas financeiras de pelo menos 10 milhões de dólares em mais de 28 mil ataques em 13 países. O suspeito anunciava o acesso à plataforma por meio de chaves de licença em uma conta do Telegram. Os cibercriminosos que se inscreviam no serviço podiam automatizar chamadas para as vítimas, solicitando OTPs e outros dados sensíveis, como PINs e informações de cartões. O bot JokerOTP visava usuários de serviços populares como PayPal e Amazon. A polícia continua a investigação e já identificou dezenas de compradores da ferramenta na Holanda, que serão processados. Especialistas alertam que as vítimas não devem se sentir envergonhadas por caírem em fraudes sofisticadas e devem estar atentas a sinais de golpe, como pedidos urgentes de informações sensíveis. Além disso, recomenda-se que os usuários verifiquem possíveis vazamentos de dados que possam afetá-los.

Por que equipes de SOC enfrentam burnout e como resolver isso

As equipes de Segurança Operacional (SOC) estão enfrentando um aumento no burnout e na dificuldade em cumprir os Acordos de Nível de Serviço (SLAs), mesmo após investimentos significativos em ferramentas de segurança. O problema se agrava com a acumulação de triagens rotineiras e a necessidade de especialistas seniores se envolverem em validações básicas, resultando em um aumento no Tempo Médio de Resposta (MTTR). Para combater essa situação, os principais Diretores de Segurança da Informação (CISOs) estão adotando uma abordagem de investigação que prioriza a execução em sandbox. Essa técnica permite que arquivos e links suspeitos sejam analisados em um ambiente isolado, proporcionando evidências comportamentais claras e rápidas, o que acelera a tomada de decisões. Além disso, a automação da triagem reduz a carga de trabalho manual, permitindo que os analistas júnior resolvam mais alertas de forma independente, o que diminui a pressão sobre os especialistas seniores. Com essas mudanças, as equipes estão reportando um aumento de até três vezes na capacidade de resposta e uma redução de até 50% no MTTR, além de uma diminuição significativa no burnout e na carga de trabalho imprevisível.

Investigação no Reino Unido sobre uso indevido de dados pela X

A Autoridade de Proteção de Dados do Reino Unido (ICO) iniciou uma investigação formal contra a X e sua subsidiária irlandesa, xAI, após relatos de que o assistente de IA Grok foi utilizado para gerar imagens sexuais não consensuais. A ICO busca determinar se a X Internet Unlimited Company (XIUC) e a X.AI LLC (X.AI) processaram dados pessoais de forma legal e se implementaram salvaguardas adequadas para evitar a criação de imagens prejudiciais. O órgão destacou que a perda de controle sobre dados pessoais pode causar danos imediatos e significativos, especialmente quando crianças estão envolvidas. Além disso, a investigação coincide com ações de autoridades francesas que estão apurando se o Grok gerou material de abuso sexual infantil e conteúdo de negação do Holocausto. A Comissão Europeia também lançou uma investigação para avaliar se a X cumpriu as normas do Digital Services Act antes de implementar o Grok. A ICO pode impor multas de até £17,5 milhões ou 4% do faturamento global da empresa, o que ressalta a gravidade da situação e a necessidade de conformidade com a legislação de proteção de dados.

Autoridades identificam suspeitos de ransomware Black Basta

Autoridades de segurança da Ucrânia e da Alemanha identificaram dois ucranianos suspeitos de atuar no grupo de ransomware Black Basta, vinculado à Rússia. O líder do grupo, Oleg Evgenievich Nefedov, foi incluído na lista dos mais procurados da União Europeia e no Aviso Vermelho da INTERPOL. Os suspeitos eram especializados em hacking técnico e na extração de senhas, permitindo que o grupo invadisse redes corporativas e extorquisse dinheiro por meio de ransomware. As investigações resultaram em buscas nas residências dos acusados, onde foram apreendidos dispositivos digitais e ativos em criptomoedas. O Black Basta, que surgiu em abril de 2022, é responsável por ataques a mais de 500 empresas em várias regiões, acumulando centenas de milhões de dólares em pagamentos ilícitos. Apesar de uma aparente queda após vazamentos de informações internas, a possibilidade de rebranding e reemergência do grupo é alta, com suspeitas de que ex-membros possam ter migrado para outras operações de ransomware, como a CACTUS.