Spyware Predator monitora usuários, revela análise de segurança
Um estudo da empresa de segurança Jamf revelou que o spyware Predator, da Intellexa, possui um nível de monitoramento e controle sobre seus usuários muito maior do que o alegado pelos vendedores do software. Tradicionalmente, esses fornecedores afirmam que suas ferramentas são utilizadas apenas por governos e entidades legais para monitorar atividades criminosas e ameaças à segurança nacional. No entanto, a pesquisa indicou que o Predator utiliza técnicas de anti-análise para coletar dados sobre falhas de uso, permitindo que operadores ajustem suas estratégias de ataque. O software é capaz de relatar erros específicos a um servidor de comando e controle (C2), que, embora não esteja claro se é operado pela Intellexa ou por seus clientes, sugere um controle centralizado. A falta de transparência em relação ao funcionamento do Predator levanta preocupações sobre seu uso em ciberataques a ativistas de direitos humanos e jornalistas, como evidenciado pelo caso do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, cujas comunicações foram comprometidas por outro spyware, o Pegasus. A Intellexa, por sua vez, não possui presença online visível, o que agrava a falta de clareza sobre suas operações.
