Intellexa

Spyware Predator monitora usuários, revela análise de segurança

Um estudo da empresa de segurança Jamf revelou que o spyware Predator, da Intellexa, possui um nível de monitoramento e controle sobre seus usuários muito maior do que o alegado pelos vendedores do software. Tradicionalmente, esses fornecedores afirmam que suas ferramentas são utilizadas apenas por governos e entidades legais para monitorar atividades criminosas e ameaças à segurança nacional. No entanto, a pesquisa indicou que o Predator utiliza técnicas de anti-análise para coletar dados sobre falhas de uso, permitindo que operadores ajustem suas estratégias de ataque. O software é capaz de relatar erros específicos a um servidor de comando e controle (C2), que, embora não esteja claro se é operado pela Intellexa ou por seus clientes, sugere um controle centralizado. A falta de transparência em relação ao funcionamento do Predator levanta preocupações sobre seu uso em ciberataques a ativistas de direitos humanos e jornalistas, como evidenciado pelo caso do assassinato do jornalista Jamal Khashoggi, cujas comunicações foram comprometidas por outro spyware, o Pegasus. A Intellexa, por sua vez, não possui presença online visível, o que agrava a falta de clareza sobre suas operações.

EUA removem indivíduos ligados a spyware Predator da lista de sanções

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA (OFAC) retirou três indivíduos associados ao Consórcio Intellexa, responsável pelo spyware comercial Predator, da lista de nacionais designados. Os indivíduos são Merom Harpaz, Andrea Nicola Constantino Hermes Gambazzi e Sara Aleksandra Fayssal Hamou. Harpaz e Gambazzi foram sancionados em 2024 por desenvolver e distribuir o Predator, que é conhecido por sua capacidade de operar de forma furtiva e coletar dados sensíveis de dispositivos infectados. O motivo da remoção dos nomes da lista não foi esclarecido. O Predator é frequentemente utilizado em ataques direcionados a jornalistas, ativistas e políticos, levantando preocupações sobre a segurança e os direitos humanos. Recentemente, um relatório da Anistia Internacional destacou um ataque a um advogado de direitos humanos no Paquistão via WhatsApp, utilizando o Predator. A crescente proliferação de spyware comercial, como o Predator, representa um risco significativo à segurança nacional dos EUA e de seus cidadãos, conforme alertado pelo OFAC, que enfatiza a necessidade de regulamentações para o uso responsável dessas tecnologias.

Novo spyware infecta celular apenas ao visualizar anúncios

Um novo spyware chamado Predator, desenvolvido pela empresa de vigilância Intellexa, está gerando preocupações entre especialistas em cibersegurança. Este software malicioso utiliza um mecanismo de ‘clique zero’, permitindo que dispositivos sejam infectados apenas pela visualização de anúncios maliciosos. O spyware, identificado como Aladdin, foi descoberto em uma investigação que revelou como empresas ao redor do mundo serviam como fachada para a disseminação do malware. Os anúncios maliciosos são exibidos em sites e aplicativos confiáveis, disfarçados entre propagandas legítimas. A técnica utilizada pelo Aladdin força a exibição de anúncios direcionados a alvos específicos, identificados por seus endereços IP, através de uma Plataforma de Demanda (DSP) que automatiza a compra de publicidade digital. Isso levanta um alerta significativo, pois o usuário não precisa interagir com o anúncio para ser afetado; a simples visualização é suficiente para comprometer o dispositivo. Até o momento, não há informações detalhadas sobre como o spyware compromete os sistemas, mas especula-se que isso possa ocorrer por meio de redirecionamentos para servidores de exploração da Intellexa.

Spyware Predator ataca advogado de direitos humanos no Paquistão

Um advogado de direitos humanos da província de Balochistan, no Paquistão, foi alvo de um ataque de spyware chamado Predator, desenvolvido pela empresa Intellexa. Este é o primeiro caso documentado de um membro da sociedade civil paquistanesa sendo atacado por essa ferramenta, que é capaz de coletar dados sensíveis de dispositivos Android e iOS sem o conhecimento do usuário. O ataque foi realizado através de um link malicioso enviado via WhatsApp, que, ao ser clicado, explorou vulnerabilidades conhecidas, como CVE-2025-48543 e CVE-2023-41993, para instalar o spyware. O Predator é semelhante ao Pegasus, da NSO Group, e é comercializado sob diferentes nomes, incluindo Helios e Nova. A Intellexa foi sancionada pelos EUA por suas práticas que comprometem as liberdades civis. O relatório da Anistia Internacional, que inclui colaborações com veículos de imprensa, revela que a empresa pode ter acesso remoto aos sistemas de vigilância de seus clientes, levantando preocupações sobre a responsabilidade em casos de abuso de direitos humanos. O uso de vetores de ataque sofisticados, como injeções de rede e anúncios maliciosos, destaca a crescente demanda por ferramentas de spyware em várias regiões, incluindo a África.