Inteligência Artificial

A Inteligência Artificial e a Segurança Ofensiva Desafios e Oportunidades

A inteligência artificial (IA) está transformando a segurança ofensiva, mas a qualidade das descobertas continua sendo crucial. Ferramentas assistidas por IA podem acelerar a leitura de códigos, gerar payloads e realizar testes repetitivos rapidamente, oferecendo vantagens significativas para as equipes de segurança. No entanto, a produção de relatórios gerados por IA, muitas vezes superficiais e com evidências fracas, tem gerado um aumento na carga de triagem para programas de recompensas por bugs. A distinção entre um relatório que parece vulnerável e uma vulnerabilidade real é fundamental. A validação das descobertas ainda depende do conhecimento profundo dos sistemas e da capacidade de demonstrar a exploração e o impacto real de uma falha. A dependência excessiva de ferramentas de IA pode levar à perda de habilidades críticas entre os profissionais de segurança, uma vez que a prática e a experiência são essenciais para a eficácia na identificação de vulnerabilidades. Portanto, a segurança ofensiva do futuro pertencerá a aqueles que conseguem provar a existência e a gravidade das falhas, e não apenas a quem gera o maior número de relatórios.

A Lacuna de Aprovação Riscos Ocultos em Tags de Marketing

Um único código de marketing aprovado pode carregar scripts de terceiros que nunca foram avaliados pela equipe de segurança, permitindo acesso total a dados sensíveis. Este fenômeno, chamado de Lacuna de Aprovação, ocorre quando um fornecedor aprovado carrega outro, que por sua vez pode carregar mais scripts, resultando em códigos de quarto nível que não foram verificados. A situação é preocupante, pois esses scripts têm acesso às mesmas informações que o código desenvolvido internamente. O webinar apresentado por Idan Cohen, da Reflectiz, e Omri Ariav, da Taboola, discute a importância de monitorar continuamente esses códigos, uma vez que a aprovação inicial não é suficiente. Eles sugerem cinco perguntas essenciais que as equipes de segurança devem fazer aos fornecedores de marketing para mitigar riscos. Além disso, a rápida evolução da tecnologia de anúncios impulsionada por inteligência artificial está ampliando a superfície de ataque, tornando a visibilidade contínua ainda mais crucial. O relatório da Reflectiz de 2026 indica que 53% das exposições de risco no varejo estão ligadas ao uso excessivo de ferramentas de rastreamento, destacando a necessidade de uma abordagem mais integrada entre as equipes de marketing e segurança.

Agentes de Segurança com IA A Nova Fronteira na Cibersegurança

Os agentes de segurança baseados em inteligência artificial (IA) estão começando a influenciar decisões reais de segurança, resumindo descobertas, priorizando remediações e recomendando próximos passos. No entanto, muitos ainda dependem de sinais de risco fragmentados, como saídas de scanners e dados de exposição, o que limita sua eficácia. Os atacantes não operam em silos, e a falta de uma visão integrada pode impedir a identificação de caminhos de ataque reais. A validação de segurança se torna crucial, pois permite que as equipes de segurança confirmem se as vulnerabilidades podem ser exploradas em seus ambientes. A plataforma de validação de segurança da Pentera, por exemplo, emula técnicas de ataque do mundo real para validar exposições e gerar caminhos de ataque comprovados. Isso transforma o fluxo de trabalho de segurança, passando de uma abordagem reativa para uma proativa, onde as equipes podem priorizar e remediar vulnerabilidades com base em evidências concretas. A integração de dados de validação com assistentes de IA pode melhorar ainda mais a eficiência, permitindo que as equipes respondam rapidamente a ameaças reais. Essa mudança de paradigma é essencial para enfrentar a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos.

Grok Build da xAI vaza repositórios inteiros para o Google Cloud

Um incidente de segurança envolvendo o Grok Build da xAI revelou que o sistema estava enviando repositórios Git inteiros, incluindo todo o histórico de commits, para um bucket do Google Cloud, em vez de apenas os arquivos necessários para as tarefas de codificação. O pesquisador conhecido como cereblab, ao testar a versão 0.2.93, interceptou um desses uploads e conseguiu recuperar um arquivo que o agente deveria ter ignorado. A análise mostrou que, enquanto o tráfego necessário para o modelo era de apenas 192 KB, o upload para o armazenamento alcançou 5,10 GiB, evidenciando uma discrepância significativa. Embora a xAI tenha desativado os uploads de armazenamento em uma atualização subsequente, a questão central permanece: a falta de controle do usuário sobre o que é enviado para a nuvem. Isso levanta preocupações sobre a segurança de dados sensíveis, como códigos proprietários e credenciais, que podem estar expostos. A xAI afirmou que todos os dados enviados antes da correção seriam completamente deletados, mas a falta de clareza sobre o que foi armazenado e por quanto tempo ainda gera incertezas. Para desenvolvedores que utilizaram a ferramenta, é recomendado que rotacionem quaisquer credenciais que possam ter sido expostas durante o uso do Grok Build.

Operação de phishing como serviço ataca contas do Microsoft 365

Um novo serviço de phishing, chamado Forg365, está utilizando uma combinação de técnicas avançadas para comprometer contas do Microsoft 365. Este serviço, que custa $400 por mês e é distribuído via Telegram, emprega phishing com código de dispositivo, táticas de adversário no meio (AitM), evasão de antibots e criação de iscas assistida por inteligência artificial (IA). As campanhas de ataque utilizam infraestrutura de entrega de e-mails legítimos, como Amazon SES e Twilio SendGrid, para disfarçar links maliciosos. O Forg365 oferece um painel de controle acessível na clearnet, onde os operadores podem gerar iscas e gerenciar tokens capturados. A plataforma também inclui uma extensão para navegadores que facilita o acesso contínuo a contas comprometidas. Além disso, o Forg365 permite ações pós-compromisso, como monitoramento de e-mails e respostas automáticas a mensagens. A operação reflete a industrialização do modelo de negócios de phishing, permitindo que até mesmo indivíduos com pouca experiência técnica realizem campanhas em larga escala. Diante desse cenário, recomenda-se que as empresas bloqueiem a autenticação por código de dispositivo, revisem regras de fluxo de e-mails e auditem atividades suspeitas em caixas de entrada.

Ameaça de cibersegurança invasão com script PowerShell e IA

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma intrusão em que um ator desconhecido utilizou um script PowerShell codificado para enumeração do Active Directory (AD). O ataque, ocorrido em junho de 2026, envolveu o uso de credenciais pré-comprometidas para acessar um servidor Windows e mapear usuários, computadores e domínios. O script, descrito como ‘altamente agressivo’, empregou uma abordagem de cinco etapas para coletar informações do AD, culminando na criação de um relatório HTML sobre a tentativa de enumeração. Além disso, o atacante utilizou ferramentas legítimas como s5cmd e SharpShares para buscar repositórios de dados acessíveis. A pesquisa sugere que a utilização de inteligência artificial (IA) por parte dos atacantes está facilitando a execução de ataques complexos, permitindo que indivíduos menos experientes realizem ações de cibercrime com maior eficácia. A velocidade e a escala dos ataques estão aumentando, tornando mais difícil para as defesas se manterem atualizadas. Este incidente destaca a necessidade urgente de que as organizações revisem suas práticas de segurança e implementem medidas proativas para proteger seus ambientes de TI.

A Importância da Inteligência Artificial na Segurança Cibernética

Recentemente, um CISO de uma empresa Fortune 50 discutiu a integração de agentes de IA em sua equipe de segurança cibernética. Embora a equipe tenha obtido resultados positivos ao conectar ferramentas de detecção a um modelo de IA, a arquitetura proposta não abordava adequadamente a maioria dos alertas, que exigem processamento automático. O psicólogo Daniel Kahneman, em seu livro ‘Thinking, Fast and Slow’, argumenta que o cérebro humano opera em dois sistemas: o Sistema 1, que é rápido e automático, e o Sistema 2, que é lento e deliberativo. Estudos mostram que 98% dos alertas de segurança podem ser resolvidos autonomamente, enquanto apenas 2% realmente necessitam de análise humana. A proposta é que as equipes de segurança cibernética utilizem IA para lidar com a maioria dos alertas, permitindo que os analistas humanos se concentrem em casos que realmente exigem julgamento crítico. Essa abordagem não só melhora a eficiência, mas também reduz a exaustão dos analistas, aumentando a capacidade de identificar ameaças reais que podem estar escondidas entre alertas de baixa severidade.

Meta registra patente de IA para análise emocional e coaching

A Meta, empresa controladora do Facebook, apresentou uma solicitação de patente para uma tecnologia de inteligência artificial (IA) que escuta a voz do usuário ao longo do dia, analisando seu estado emocional com base no tom e na forma de falar. A patente, registrada em dezembro de 2025 e publicada em julho de 2026, descreve um dispositivo que pode ser um smartphone, óculos inteligentes ou um assistente de voz, que registra e transcreve a fala do usuário, associando-a a dados contextuais como localização e atividades. A IA não apenas identifica emoções, mas também fornece um resumo das emoções ao longo do tempo, incluindo dados biométricos como tamanho da pupila e taxa de piscar. Além disso, a patente inclui um sistema de coaching de exercícios que ajusta o feedback com base no estado emocional do usuário. Embora a Meta ainda não tenha lançado um produto baseado nessa tecnologia, a proposta levanta preocupações sobre privacidade e regulamentação, especialmente em relação à coleta de dados sensíveis. A União Europeia já impôs restrições ao uso de IA que inferem emoções em ambientes de trabalho e escolares, destacando a necessidade de regulamentação rigorosa nesse campo.

OpenAI remove limite de uso do GPT-5.6 Sol temporariamente

A OpenAI anunciou a remoção temporária do limite de uso de cinco horas para os planos Plus, Pro e Business do modelo GPT-5.6 Sol, após um aumento significativo na demanda. Essa mudança, que foi confirmada no último domingo, também inclui um reset de uso para todos os usuários. O líder de produto da OpenAI, Tibo, destacou que as últimas 48 horas foram intensas para os serviços Codex e ChatGPT, levando à decisão de eliminar a restrição de tempo. Normalmente, o ChatGPT opera com uma janela de cinco horas, mas agora os usuários não precisarão interromper suas atividades ao atingir esse limite. Além disso, a OpenAI está implementando melhorias para tornar o GPT-5.6 Sol mais eficiente, reduzindo o consumo de tokens e permitindo que os usuários realizem mais tarefas antes de atingir o limite de uso. Embora a OpenAI não tenha detalhado como exatamente a eficiência foi aumentada, a expectativa é que isso proporcione uma experiência mais fluida e produtiva para os usuários. Essa atualização é particularmente relevante para desenvolvedores e empresas que utilizam o modelo para tarefas de programação e automação.

Operação de phishing como serviço visa contas do Microsoft 365

Um novo serviço de phishing como serviço (PhaaS) chamado Forg365 tem como alvo contas do Microsoft 365, utilizando métodos de adversário no meio (AiTM) e códigos de dispositivo, além de geração de iscas assistida por inteligência artificial. A plataforma oferece uma extensão de navegador que permite acesso contínuo aos serviços da Microsoft sem necessidade de reautenticação. Pesquisadores da ZeroBEC identificaram que muitos recursos do Forg365 são semelhantes a outras plataformas de PhaaS, como Kali365 e Sneaky2FA. A investigação começou com e-mails de phishing disfarçados de documentos empresariais, utilizando serviços legítimos como Amazon SES e SendGrid para entrega. O Forg365 permite a criação de campanhas de phishing, gerenciamento de links e tokens, e geração de e-mails maliciosos a partir de um painel centralizado. A plataforma também possui um recurso de monitoramento de palavras-chave em caixas de entrada comprometidas e uma extensão chamada ForgCookie, que captura cookies de sessão para acesso persistente. As principais rotas de ataque incluem phishing por código de dispositivo e phishing AiTM, ambos projetados para enganar as vítimas e capturar credenciais sem solicitar diretamente a senha. A ZeroBEC recomenda que as organizações restrinjam a autenticação por código de dispositivo e monitorem logs do Microsoft Entra para eventos suspeitos.

Microsoft aumenta atualizações de segurança no Windows com IA

A Microsoft anunciou que os usuários do Windows devem esperar um aumento nas atualizações de segurança, impulsionado pelo uso crescente de inteligência artificial (IA) para descobrir vulnerabilidades em seu código. Em um post de blog, a empresa destacou que os avanços em IA aceleraram significativamente a descoberta de falhas, permitindo que engenheiros identifiquem mais problemas de segurança antes que possam ser explorados em ataques de dia zero. Para isso, a Microsoft está utilizando um sistema de descoberta de vulnerabilidades chamado MDASH, que realiza varreduras em binários críticos do Windows e valida as descobertas com múltiplos modelos de IA. Além disso, a IA também auxilia os engenheiros a entender falhas mais rapidamente e sugerir correções. A empresa enfatizou que, apesar do uso de IA, engenheiros humanos ainda revisarão todas as propostas de código antes da implementação. Com essa abordagem, os clientes devem observar um volume maior de atualizações de segurança a cada Patch Tuesday. A Microsoft também atualizou suas práticas de Ciclo de Vida de Desenvolvimento Seguro (SDL) para considerar técnicas de ataque habilitadas por IA, visando identificar problemas de segurança antes do lançamento de novas funcionalidades.

Ataques impulsionados por IA como se proteger com Zero Trust

O artigo da Hacker News destaca como a inteligência artificial (IA) está acelerando a velocidade dos ataques cibernéticos, permitindo que invasores realizem ações que antes levavam dias em apenas minutos. Utilizando modelos como o Mythos, os atacantes conseguem criar iscas personalizadas, selecionar alvos e testar suas estratégias rapidamente, o que coloca as equipes de segurança em desvantagem. Para enfrentar essa nova realidade, o artigo sugere a adoção de uma abordagem de Zero Trust, que visa restringir o acesso e a movimentação lateral dentro da rede. As três principais recomendações incluem: reduzir o que os atacantes podem acessar, eliminando pontos de entrada expostos e aplicando o princípio do menor privilégio; impedir a movimentação lateral, permitindo apenas conexões necessárias; e detectar ataques precocemente, utilizando ’tripwires’ que acionam contenções automáticas antes que um incidente se concretize. O webinar gratuito oferecido pela Zscaler promete fornecer um guia prático para implementar essas estratégias, ajudando as organizações a se prepararem para ataques impulsionados por IA.

Meta lança modelo de IA que utiliza conteúdo público do Instagram

A Meta anunciou o lançamento do Muse Image, um novo modelo de inteligência artificial (IA) que permite aos usuários gerar conteúdo visual a partir de postagens e reels públicos do Instagram. Essa funcionalidade, que está habilitada por padrão, possibilita que os usuários mencionem contas do Instagram no aplicativo Meta AI, integrando perfis específicos nas imagens geradas. O Muse Image, desenvolvido pelos Superintelligence Labs da Meta, utiliza raciocínio avançado para compreender prompts complexos e combinar várias fotos em criações de alta qualidade. Além disso, a IA será incorporada ao WhatsApp e Instagram, permitindo efeitos impulsionados por IA para Stories e geração de imagens em chats diretos. Os usuários têm a opção de desativar a reutilização de seu conteúdo, mas é importante notar que não serão notificados quando suas imagens forem remixadas. Para usuários com contas públicas, o conteúdo pode ser reutilizado por outros, o que levanta preocupações sobre privacidade e controle sobre a própria imagem. A Meta recomenda que usuários com perfis públicos desativem essa configuração para proteger seu conteúdo. Essa iniciativa se alinha a uma tendência crescente de empresas de tecnologia que integram IA em seus produtos, adotando um modelo de opt-out em vez de opt-in.

Relatório da IBM revela uso de IA em ataques cibernéticos

O Relatório de Custo de uma Violação de Dados da IBM de 2025 revelou que 16% das violações analisadas envolveram o uso de ferramentas de inteligência artificial (IA) por atacantes, principalmente para ataques de phishing e de impersonação com deepfake. O serviço de atendimento ao cliente (service desk) se torna um alvo natural para engenharia social, pois um atacante que convence um agente de que é um usuário legítimo pode contornar controles técnicos. A IA facilita essa tarefa, tornando as abordagens mais personalizadas e convincentes. O processo de integração de novos funcionários é especialmente vulnerável, já que os agentes de suporte podem não ter familiaridade com os novos colaboradores. Para mitigar esses riscos, é essencial que os agentes tenham métodos mais robustos de verificação de identidade antes de conceder acesso a credenciais ou aprovar mudanças sensíveis. O uso de soluções como o Specops Secure Onboarding pode ajudar a proteger o processo de integração, garantindo que os novos funcionários criem senhas seguras sem que credenciais sejam enviadas diretamente, além de implementar verificações biométricas para evitar impersonações. Com a crescente sofisticação dos ataques, a proteção do service desk se torna uma prioridade crítica para as organizações.

Fraude bancária no México utiliza iscas ClickFix para atacar clientes

Um novo esquema de fraude bancária está atacando clientes de bancos, fintechs e exchanges de criptomoedas no México, utilizando iscas ClickFix. A operação, identificada como REF6045 pelo Elastic Security Labs, envolve a infecção de vítimas através de páginas falsas de verificação CAPTCHA, que induzem os usuários a executar um comando malicioso que instala um toolkit PowerShell chamado SCMBANKER. Este malware é projetado especificamente para o ecossistema financeiro mexicano e possui capacidades como monitoramento de sessões bancárias, captura de telas e manipulação de área de transferência. O ataque começa com uma verificação CAPTCHA falsa que leva as vítimas a copiar e colar um comando malicioso. Após a instalação, o operador pode monitorar a atividade bancária da vítima, redirecionar navegadores e até mesmo bloquear a tela com avisos falsos. Os pesquisadores notaram que o SCMBANKER utiliza um modelo de linguagem para desenvolver suas ferramentas, evidenciando a utilização de inteligência artificial na criação do malware. A operação representa um risco significativo, pois já existem vítimas reais sendo monitoradas em tempo real pelos operadores. A descoberta de um diretório aberto permitiu a recuperação de informações detalhadas sobre a infraestrutura do ataque, revelando falhas de segurança operacional por parte dos criminosos.

Ransomware com IA acelera ataques, mas ainda depende de ação humana

Pesquisadores da Sysdig identificaram um ataque de ransomware inovador, atribuído ao operador JadePuffer, que utiliza inteligência artificial para automatizar etapas do sequestro de dados. Embora o ataque tenha sido facilitado pela IA, ele ainda requer a intervenção humana para configuração e direcionamento. O ataque começou com a exploração de uma vulnerabilidade no Langflow, uma ferramenta para criar aplicações com modelos de linguagem, e culminou em um ataque a um servidor de produção com banco de dados MySQL. Durante a operação, o agente de IA executou mais de 600 ações, adaptando-se a falhas e ajustando comandos em tempo real. O resultado foi a criptografia de aproximadamente 1.300 itens de configuração e a criação de um usuário administrador malicioso, seguido de uma mensagem de resgate. Notavelmente, a chave de criptografia gerada não foi preservada, o que pode inviabilizar a recuperação dos dados mesmo que o resgate seja pago. Este incidente destaca a crescente sofisticação dos ataques cibernéticos e a necessidade de vigilância constante por parte das empresas.

A Revolução da Inteligência Artificial na Segurança de Software

O artigo de Morey J. Haber discute a evolução do desenvolvimento de software, destacando a transição do modelo Waterfall para metodologias mais ágeis, como Agile e DevOps, e, mais recentemente, para o que é chamado de Vibe Coding, impulsionado pela inteligência artificial generativa. Essa nova abordagem permite que qualquer pessoa, independentemente de experiência técnica, crie aplicações rapidamente, simplesmente descrevendo suas intenções em linguagem natural. No entanto, essa velocidade de desenvolvimento traz novos desafios de segurança, pois o código gerado pode conter vulnerabilidades e falhas que não eram previstas nas metodologias anteriores. O autor enfatiza que, apesar das vantagens do Vibe Coding, as práticas tradicionais de engenharia de software seguro, como modelagem de ameaças e testes de vulnerabilidade, continuam essenciais. A democratização da criação de software não garante a democratização do julgamento de engenharia necessário para garantir a segurança e a confiabilidade das aplicações. Portanto, as organizações devem estar atentas ao aumento da superfície de risco que essa nova era de desenvolvimento pode trazer.

Como Avaliar Plataformas de SOC com Inteligência Artificial

A avaliação de plataformas de Centro de Operações de Segurança (SOC) que utilizam Inteligência Artificial (IA) pode ser desafiadora, uma vez que diferentes fornecedores apresentam soluções com características semelhantes. Um SOC com IA é uma plataforma onde agentes de IA realizam tarefas essenciais, como detecção, triagem, investigação e resposta, sob supervisão humana. A eficácia de uma plataforma não está apenas em seu nome, mas em sua capacidade de melhorar resultados, como tempo de investigação e volume de falsos positivos. Para garantir a confiabilidade, é crucial que os agentes tenham acesso a um contexto abrangente, que inclui dados de identidade, configuração e comportamento normal. O artigo destaca seis capacidades essenciais a serem testadas durante uma prova de conceito, como a correlação de dados em tempo real e a cobertura de detecção além do SIEM. A plataforma Exaforce é mencionada como um exemplo que atende a essas capacidades, demonstrando resultados significativos, como a redução do tempo de investigação em 95%. A luta entre IA e IA continua, e a confiança nas decisões automatizadas depende da qualidade dos dados utilizados pelos agentes.

Framework de malware modular Avalon representa nova ameaça cibernética

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo framework de malware modular, denominado Avalon, que utiliza uma cadeia de phishing em múltiplas etapas para contornar controles de segurança tradicionais. O ataque inicia com um e-mail que simula um documento legal, levando o destinatário a um arquivo protegido por senha no Proton Drive. Dentro desse arquivo, um atalho do Windows aciona uma sequência de malware que culmina na execução do Avalon, que combina funções de coleta de credenciais, movimentação lateral, acesso remoto e execução de ransomware, conhecido internamente como CrownX.

Claude Fable Lançamento decepcionante e restrições severas

O modelo Claude Fable, da Anthropic, foi recentemente disponibilizado para todos os usuários, mas as primeiras impressões são desanimadoras. Apesar de estar acessível a assinantes do plano Max, o uso do modelo é severamente limitado, permitindo apenas 50% do limite semanal de uso. A partir de 7 de julho, o acesso se tornará totalmente baseado em créditos de uso, o que pode restringir ainda mais a utilização. Além disso, usuários relatam que o desempenho do Fable 5 foi ’nerfado’, ou seja, parece mais fraco e frequentemente é redirecionado para versões anteriores, como o Opus 4.8, devido a novas medidas de segurança. Isso afeta negativamente a experiência, especialmente em tarefas de programação que envolvem linguagens como C, C++ e Rust, onde palavras-chave relacionadas à segurança podem acionar bloqueios. Embora a Anthropic não tenha admitido oficialmente a degradação do desempenho, é provável que esteja sendo excessivamente cautelosa com as novas salvaguardas, resultando em uma experiência abaixo do esperado para os usuários. A situação levanta preocupações sobre a eficácia das medidas de segurança implementadas e seu impacto na usabilidade do modelo.

Primeiro ataque de ransomware conduzido por agente de IA é identificado

A empresa de segurança Sysdig revelou um ataque de ransomware que, segundo eles, foi totalmente conduzido por um agente de inteligência artificial, nomeado JADEPUFFER. O ataque explorou uma vulnerabilidade já corrigida (CVE-2025-3248) em Langflow, uma ferramenta de código aberto, permitindo que o agente acessasse servidores expostos na internet. Após invadir a rede, o agente mapeou a máquina, coletou credenciais e, em seguida, criptografou e eliminou dados de um banco de dados de produção. O ataque se destacou pela ausência de um chave de descriptografia, impossibilitando a recuperação dos dados, mesmo que o resgate fosse pago. A Sysdig observou que o código do ataque continha anotações em inglês que explicavam cada passo, uma característica típica de modelos de IA, e que o agente corrigiu seus próprios erros rapidamente. Este incidente marca um novo patamar na automação de ataques cibernéticos, levantando preocupações sobre a segurança de sistemas que utilizam ferramentas de IA expostas à internet. Os especialistas recomendam que as empresas atualizem suas ferramentas e adotem práticas de segurança rigorosas para proteger suas redes.

Cibercriminosos exploram domínios inventados por IA para phishing

Um novo estudo da Palo Alto Networks revela uma técnica emergente chamada ‘phantom squatting’, onde cibercriminosos registram domínios fictícios gerados por modelos de linguagem de inteligência artificial (IA) antes que possam ser identificados como maliciosos. Esses domínios, que não têm reputação, são utilizados para criar páginas de phishing que enganam usuários que confiam em links gerados por IA. A pesquisa analisou 685.339 perguntas feitas a dois modelos de IA, resultando em 2,1 milhões de links, dos quais 13.229 foram identificados como maliciosos. O estudo destaca que, devido à falta de histórico de reputação, esses domínios recém-registrados não são bloqueados por sistemas de segurança até que seja tarde demais. Dois casos específicos mostraram como atacantes registraram domínios gerados por IA e criaram kits de phishing que imitam serviços legítimos, resultando em roubo de dados sensíveis. Essa nova abordagem de ataque representa um risco significativo, pois a confiança em links gerados por IA pode levar a consequências graves para usuários e organizações.

Anthropic libera modelos Fable 5 e Mythos 5 após controle de exportação

A Anthropic anunciou que o Departamento de Comércio dos EUA retirou os controles de exportação sobre seus modelos de inteligência artificial mais avançados, Fable 5 e Mythos 5. A partir de quarta-feira, o acesso ao Fable 5 será restaurado, enquanto o Mythos permanecerá restrito a empresas selecionadas. A empresa expressou gratidão aos usuários pela paciência e informou que está implementando um sistema de verificação de identidade (KYC) para alguns casos de uso, o que pode limitar o acesso a usuários que não completarem essa verificação. A Anthropic firmou parceria com a Persona Identities para esse processo, que exigirá a apresentação de um documento de identidade emitido pelo governo e uma selfie ao vivo. A empresa garante que os dados de verificação não serão utilizados para treinar seus modelos, mas apenas para confirmar a identidade dos usuários e atender a obrigações legais. Essa mudança levanta preocupações sobre a acessibilidade e a privacidade dos usuários, especialmente em regiões fora dos EUA.

Anthropic reativa Fable 5 após controle de exportação dos EUA

A Anthropic anunciou a reativação do modelo de inteligência artificial Fable 5 em 1º de julho de 2026, após o Departamento de Comércio dos EUA ter levantado os controles de exportação que restringiam seu uso. Esses controles foram impostos em resposta a um jailbreak que permitiu ao modelo contornar suas regras de segurança, levando a preocupações sobre a segurança da tecnologia. A empresa, que também possui o modelo Mythos 5, implementou um novo filtro de segurança que bloqueia 99% das tentativas de jailbreak, redirecionando solicitações problemáticas para um modelo menos potente. A reativação foi precedida por negociações com o governo, que exigiu que a Anthropic se comprometesse a monitorar problemas de segurança e a relatar usos maliciosos. A situação destaca a crescente tensão entre inovação em IA e a necessidade de segurança, especialmente em um contexto onde modelos chineses estão ganhando espaço. A Anthropic também propôs um sistema de classificação para avaliar a gravidade de jailbreaks, visando melhorar a segurança na indústria. A reativação do Fable 5 e as medidas de segurança implementadas são relevantes para empresas que dependem de tecnologias de IA, especialmente em setores críticos.

Pesquisas da Microsoft revelam riscos de agentes de IA na segurança

Uma nova pesquisa da Microsoft destaca como atacantes podem sequestrar agentes de inteligência artificial (IA) que atuam em nome dos usuários, utilizando descrições de ferramentas envenenadas para transferir dados corporativos para fora da empresa. O estudo, realizado pela equipe de resposta a incidentes da Microsoft, revela que esses agentes, como o Microsoft 365 Copilot, podem executar ações como enviar e-mails e acessar sistemas empresariais, tornando-se alvos mais vulneráveis. A técnica de injeção de comandos permite que um agente siga ordens ocultas disfarçadas em descrições de ferramentas, sem disparar alarmes, pois cada ação parece legítima. A pesquisa sugere que as empresas tratem cada ferramenta conectada como parte de sua cadeia de suprimentos, revisando descrições de ferramentas e implementando aprovações humanas para ações críticas. Com a crescente adoção de IA nas empresas, a segurança desses agentes se torna uma preocupação central, especialmente considerando que ataques semelhantes já foram documentados e têm uma taxa de sucesso alarmante.

Comprometimento de E-mail Empresarial Uma Ameaça Organizada

O Comprometimento de E-mail Empresarial (BEC) é frequentemente visto como um simples golpe de e-mail, mas na verdade, é parte de uma operação organizada complexa. Os atacantes não apenas enviam e-mails fraudulentos, mas também realizam um extenso reconhecimento da organização alvo, analisando processos de compras e acessando contas de e-mail corporativas. Pesquisas recentes indicam que o uso de inteligência artificial (IA) está se tornando comum, permitindo a criação de e-mails mais convincentes e personalizados, o que dificulta a detecção. Os alvos preferidos incluem contas de SaaS, especialmente do setor financeiro, onde os atacantes buscam informações sobre contas a receber e a pagar. Além disso, call centers são utilizados para pressionar as empresas a realizarem pagamentos fraudulentos. A monetização do BEC enfrenta desafios, pois os hackers precisam encontrar contas bancárias confiáveis para transferir os fundos. A análise das discussões em fóruns underground revela que os atacantes estão cada vez mais sofisticados, utilizando IA para melhorar a eficácia de suas campanhas. Para se proteger, as empresas devem treinar seus funcionários, especialmente aqueles em posições financeiras, e estar atentas a comunicações que possam parecer legítimas, mas que na verdade são fraudulentas.

Estudo revela falhas de segurança em aplicativos de chatbots AI no iPhone

Uma pesquisa realizada por acadêmicos da Wake Forest University analisou 444 aplicativos de chatbots de inteligência artificial para iPhone e descobriu que 282 deles, quase dois terços, expuseram acesso pago à IA através do tráfego de rede. As falhas incluíam chaves de API em texto claro, tokens reutilizáveis e servidores de backend que aceitavam solicitações sem qualquer chave de autenticação. Isso permite que qualquer pessoa que capture essas informações faça requisições em nome do desenvolvedor, gerando custos para este. Após três meses de notificação aos desenvolvedores, apenas 28% corrigiram as vulnerabilidades. As falhas foram observadas em pelo menos dez provedores de IA, com a OpenAI sendo a mais comum. O estudo destaca a gravidade do problema, já que as chaves expostas podem resultar em custos significativos, com estimativas de até $46.000 por dia em cobranças de IA. O estudo também sugere que os provedores de IA rotulem as chaves do lado do cliente como inseguras e que a Apple implemente verificações durante a revisão de aplicativos na App Store.

Comprometimento de e-mail corporativo uma ameaça crescente

O comprometimento de e-mail corporativo (BEC) continua a ser uma das ameaças cibernéticas mais dispendiosas para as organizações. Em vez de depender de malware, os atacantes estão cada vez mais utilizando a impersonificação convincente para enganar os funcionários, levando-os a enviar dinheiro, compartilhar informações sensíveis ou conceder acesso a sistemas corporativos. O webinar ‘Stop chasing alerts: Automating email security with behavioral AI’, que ocorrerá em 8 de julho de 2026, abordará como ataques modernos de phishing, BEC e tomada de conta (ATO) conseguem contornar as defesas tradicionais de e-mail. A apresentação, conduzida por especialistas da Abnormal AI e Novant Health, destacará o papel da inteligência artificial comportamental na detecção e resposta a essas ameaças sofisticadas. Os ataques BEC, que frequentemente se disfarçam como comunicações legítimas de colegas ou executivos, estão se tornando mais difíceis de identificar, especialmente com o avanço da geração de conteúdo por IA. O uso de IA comportamental pode ajudar as equipes de segurança a identificar padrões de comunicação incomuns e automatizar investigações, melhorando assim os tempos de resposta e reduzindo a carga de trabalho manual. O webinar promete oferecer abordagens práticas para fortalecer a segurança do e-mail e defender as organizações contra esses ataques cada vez mais convincentes.

CEO da Nvidia Falar que IA reduz empregos é um absurdo

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, defendeu a ideia de que a inteligência artificial (IA) não resultará na redução de empregos, mas sim na criação de novas oportunidades de trabalho. Em sua fala durante a GTC 2026, Huang argumentou que a demanda por engenheiros de software está aumentando, pois as empresas que utilizam IA como ferramenta de produtividade tendem a crescer e, consequentemente, contratar mais profissionais. Ele destacou que, se uma empresa pode gerar trilhões de dólares em produtividade, é lógico que ela busque expandir sua equipe de engenheiros. Huang também mencionou que tecnologias emergentes, como a IA agente, exigirão grandes equipes para sua gestão e operação. Apesar do otimismo de Huang, o cenário atual do mercado de trabalho apresenta uma realidade mais complexa, com a IA sendo apontada como um fator de demissões e reestruturações, especialmente em cargos de nível inicial. A discussão sobre o impacto da IA no emprego remete à Revolução Industrial, quando os Luditas também temiam a perda de empregos devido à automação. Embora haja uma expectativa de que a IA possa criar mais empregos no futuro, a transição pode ser desafiadora para muitos trabalhadores.

A Revolução do GRC com Inteligência Artificial Agentic

O artigo de Maril Vernon discute a transformação do Governança, Risco e Conformidade (GRC) por meio da inteligência artificial agentic. Tradicionalmente, o GRC tem sido tratado como um sistema estático, mas a introdução de agentes autônomos promete mudar essa abordagem. Esses agentes operam com autonomia, contexto e capacidade de executar múltiplas etapas, permitindo uma avaliação contínua e em tempo real das práticas de conformidade. A autora destaca que, enquanto a automação não é nova no GRC, a verdadeira inovação está na capacidade dos agentes de agir com base em condições específicas, em vez de depender de avaliações periódicas. Isso não apenas melhora a eficiência, mas também permite que os analistas se concentrem em tarefas que exigem julgamento humano. A confiança nos resultados gerados por esses agentes se torna um fator crítico, uma vez que a transparência das ações realizadas é essencial para a governança. O artigo conclui com um guia prático para a construção de um agente GRC, enfatizando a importância de começar com tarefas repetitivas e de baixo julgamento.

Novo malware macOS Gaslight confunde ferramentas de análise de IA

Um novo malware para macOS, denominado ‘Gaslight’, foi descoberto e tem como objetivo confundir ferramentas de análise de malware assistidas por inteligência artificial (IA). Desenvolvido por um ator de ameaça vinculado à Coreia do Norte, o malware apresenta uma funcionalidade de backdoor e roubo de informações, características comuns em malwares semelhantes. O que diferencia o ‘Gaslight’ é seu payload de 3,5 KB, que contém 38 mensagens falsas de ‘sistema’ embutidas diretamente no binário. Essas mensagens simulam logs de desenvolvedor, relatórios de falhas e alertas de programa, utilizando formatação Markdown para parecerem dados de análise legítimos. Exemplos incluem mensagens sobre expiração de tokens, falhas de conexão e vulnerabilidades de injeção SQL. O objetivo dessas mensagens enganosas é induzir as ferramentas de análise a duvidar da validade de suas próprias sessões, levando-as a abortar ou truncar a análise. Embora não tenha sido demonstrado que essa técnica consiga contornar plataformas de análise de malware baseadas em IA, os pesquisadores sugerem que os atores de ameaça estão experimentando métodos de anti-análise específicos para essas ferramentas. A descoberta destaca a evolução das táticas de malware e a necessidade de vigilância contínua por parte das equipes de segurança.

Aumento dramático do cibercrime na Ásia e Pacífico, alerta INTERPOL

Um novo relatório da INTERPOL destaca um aumento dramático no cibercrime na Ásia e no Pacífico, impulsionado pela rápida digitalização e pela penetração da internet. O relatório de Avaliação de Ciberameaças da INTERPOL para 2025/2026 revela que o phishing é a forma mais comum e financeiramente prejudicial de crime cibernético, com um terço dos países da região relatando mais de 10.000 casos entre janeiro de 2024 e março de 2025. Mais da metade dos países membros da INTERPOL indicou que o cibercrime representa pelo menos 30% de todos os crimes registrados. O diretor de Cibercrime da INTERPOL, Neal Jetton, enfatiza que os criminosos estão utilizando inteligência artificial e técnicas de engenharia social em larga escala. O relatório também aponta um aumento significativo em ataques de ransomware, com mais de 135.000 incidentes registrados em 2024, afetando principalmente os setores imobiliário, manufatureiro e de serviços financeiros. Além disso, a utilização de tecnologias como deepfake para fraudes e exploração sexual tem crescido, com organizações criminosas transnacionais estabelecendo centros de fraude que utilizam trabalho forçado. O fortalecimento da cooperação operacional e da resiliência cibernética é essencial para proteger comunidades e infraestruturas críticas na região.

Golpistas usam ferramentas de IA para enganar vítimas rapidamente

Um estudo recente da Kaspersky revela que golpistas estão utilizando ferramentas de inteligência artificial (IA) para enganar vítimas e obter dinheiro em menos de cinco minutos. Aproximadamente 64,5% das vítimas acreditam que a IA desempenhou um papel crucial em suas experiências de fraude. No Reino Unido, 54% dos entrevistados suspeitam que criminosos usaram deepfakes ou vozes sintéticas para imitar amigos ou familiares, criando cenários convincentes que se assemelham a interações genuínas. Mais da metade das vítimas completou pagamentos ou compartilhou informações sensíveis em até 30 minutos após o primeiro contato, e 12,2% o fizeram em apenas cinco minutos. Os golpistas frequentemente se movem entre várias plataformas de comunicação, aumentando sua credibilidade. Os tipos mais comuns de fraudes incluem oportunidades de investimento (40%), alertas de entrega falsos (38%) e esquemas de imitação de marcas (35%). A pesquisa também destaca que as perdas financeiras estão crescendo, com vítimas no Reino Unido perdendo em média £458,45 por golpe. Especialistas alertam que a conscientização sozinha não é suficiente e recomendam a combinação de cautela com medidas técnicas, como software antivírus e gerenciadores de senhas.

A corrida armamentista da IA e o papel do open source na cibersegurança

A evolução da cibersegurança está em um ponto de inflexão com a introdução da inteligência artificial (IA), que não apenas aprimora as ferramentas de defesa, mas também acelera a capacidade de ataque. Um relatório da CrowdStrike revela que o tempo médio para invasores acessarem dados sigilosos caiu para 29 minutos, um aumento de 65% em relação ao ano anterior. Além disso, 82% das detecções foram livres de malware, indicando que os hackers estão utilizando credenciais válidas e integrações legítimas para realizar ataques. A IBM reportou um aumento de 89% nas atividades ilegais relacionadas à IA, com 1 em cada 6 violações envolvendo o uso dessa tecnologia. Nesse contexto, a segurança preemptiva, que antecipa ameaças por meio da análise contínua, se torna essencial. O código aberto surge como uma solução estratégica, oferecendo transparência e colaboração, mas exige maturidade organizacional para evitar riscos, como demonstrado pelo incidente com a biblioteca XZ Utils. A convergência entre IA e open source pode ser uma oportunidade para as organizações que buscam se adaptar a um ambiente de ameaças em constante evolução.

A Segurança de Identidade em Tempos de Agentes de IA

Nos últimos anos, as equipes de segurança concentraram seus esforços na premissa de que, ao controlar identidades, é possível controlar riscos. No entanto, a introdução de agentes de inteligência artificial (IA) nas empresas está desafiando essa abordagem. Inicialmente vistos como ferramentas de produtividade, esses agentes agora estão conectados a serviços críticos, como Salesforce e GitHub, e atuam de forma autônoma ou em nome de humanos, criando um novo nível de complexidade em segurança. A falta de modelos de governança para esses agentes resulta em um cenário de acesso amplo e visibilidade baixa, onde 82% das organizações identificaram agentes de IA criados sem o conhecimento das equipes de segurança. A segurança deve ir além da simples permissão, considerando a intenção dos agentes e o que eles realmente podem acessar. A governança contínua é essencial para evitar que esses agentes se tornem caminhos invisíveis para ataques. O artigo destaca a importância de visibilidade e controle sobre esses novos atores, sugerindo que as empresas que adotarem uma abordagem proativa em relação à segurança de agentes de IA estarão mais bem posicionadas para inovar de forma segura.

A nova ameaça do phishing como contornar a autenticação multifatorial

A autenticação multifatorial (MFA) é considerada uma das principais defesas contra o comprometimento de contas, mas os atacantes estão cada vez mais utilizando técnicas de phishing que não dependem do roubo de senhas ou da violação da MFA. Um exemplo alarmante é o phishing por código de dispositivo, onde os atacantes induzem os usuários a autorizar o acesso através de páginas de autenticação legítimas da Microsoft. Isso permite que os invasores obtenham acesso contínuo sem precisar roubar credenciais. O webinar ‘Stop chasing alerts: Automating email security with behavioral AI’, que ocorrerá em 8 de julho de 2026, abordará como campanhas modernas de phishing, comprometimento de e-mails empresariais (BEC) e ataques de tomada de conta (ATO) exploram serviços confiáveis e fluxos de autenticação para acessar contas corporativas. A solução proposta envolve o uso de inteligência artificial comportamental para identificar atividades incomuns e automatizar a detecção e resposta a esses ataques. O evento promete fornecer abordagens práticas para detectar compromissos de conta mais cedo, reduzir a carga de investigação e melhorar os tempos de resposta.

Golpes de identidade ameaçam quase R 2 bilhões no Brasil

Um estudo da Serasa Experian revelou que tentativas de fraudes com identidade digital poderiam causar prejuízos de até R$ 1,98 bilhão no Brasil no primeiro trimestre de 2026, caso não fossem bloqueadas. O levantamento identificou quase 1,5 milhão de tentativas de fraudes em cadastros e validações de identidade, um aumento de 36,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os meios de pagamento foram os mais afetados, com 644,5 mil ocorrências, seguidos por telefonia e serviços bancários. A região Sudeste concentrou a maior parte das tentativas, com São Paulo liderando com mais de 230 mil casos. A pesquisa também destacou o uso crescente de inteligência artificial por golpistas, que torna as fraudes mais convincentes, utilizando técnicas como deepfakes e manipulação de buscas. No comércio eletrônico, quase 1% das transações foi classificado como tentativa de fraude, resultando em R$ 337,9 milhões preservados por soluções antifraude. O estudo alerta para a necessidade de uma resposta estruturada e coordenada para combater esse ecossistema de fraudes digitais.

Inteligência Artificial aumenta risco de golpes por telefone, alerta Serasa

Golpes por telefone permanecem uma preocupação significativa no Brasil, especialmente com o avanço da inteligência artificial (IA), que torna essas fraudes mais difíceis de identificar. Rodrigo Sanchez, diretor da Serasa Experian, destacou que a IA permite que criminosos criem abordagens mais convincentes, simulando centrais de atendimento e utilizando informações reais sobre as vítimas, como nome e compras recentes. Isso representa um desafio crescente para a segurança cibernética, pois as ligações fraudulentas podem parecer cada vez mais legítimas. A pesquisa ‘Mapa da Fraude’ da Serasa revelou que tentativas de fraudes com identidade digital poderiam causar prejuízos de até R$ 1,98 bilhão no primeiro trimestre de 2026, caso não fossem bloqueadas. Além disso, foram registradas quase 1,5 milhão de tentativas de fraudes em cadastros e validações de identidade, um aumento de 36,6% em relação ao ano anterior. A recomendação é que os consumidores desconfiem de ligações que solicitem dados pessoais e confirmem a veracidade do contato através de canais oficiais.

Especialistas revelam rede de fraude de trabalhadores de TI da Coreia do Norte

Um relatório da Nisos revelou uma operação de fraude de emprego em larga escala, patrocinada pelo governo da Coreia do Norte, que visa infiltrar agentes em empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Entre dezembro de 2024 e setembro de 2025, 22 operativos submeteram mais de 166 mil candidaturas, resultando em mais de 21 mil entrevistas e 76 ofertas de emprego. A operação utilizou identidades roubadas, ferramentas de inteligência artificial (IA) e até mesmo representantes locais para aumentar a legitimidade das candidaturas. Os fraudadores focaram principalmente em cargos de engenharia de software e dados, com salários variando de US$ 55 mil a US$ 230 mil. A Nisos destacou que essa abordagem combina engano humano com táticas técnicas e recursos de IA, permitindo que esses agentes não apenas recebam salários, mas também acessem sistemas e dados, gerando receita para o regime norte-coreano. O uso de IA para criar currículos, treinar para entrevistas e gerar respostas em tempo real foi fundamental para o sucesso da operação, que representa uma evolução significativa nas táticas de cibercrime.

Na era das ameaças baseadas em IA, o zero-trust não é mais suficiente

O conceito de zero-trust, que se tornou fundamental nas estratégias de cibersegurança, enfrenta novos desafios com o aumento das ameaças baseadas em inteligência artificial (IA). Embora 50% das organizações planejem adotar a governança de dados zero-trust até 2028, a evolução das ameaças exige uma abordagem mais abrangente. Especialistas alertam que a arquitetura de zero-trust (ZTA) não é uma solução única e que suas limitações precisam ser reconhecidas. Com o aumento de fraudes como deepfakes e ataques autônomos, a ZTA deve evoluir para monitorar continuamente interações entre agentes autônomos e não apenas focar em controles de identidade e acesso. Além disso, a linguagem natural se torna uma nova superfície de ataque, exigindo controles humanos para evitar manipulações. A velocidade e a escala dos ataques aumentaram, tornando essencial que as equipes de cibersegurança adotem uma abordagem baseada em dados e avaliação contínua para garantir a eficácia das medidas de segurança. A ZTA deve, portanto, se adaptar para governar ecossistemas de máquina a máquina, respondendo dinamicamente a atividades anômalas em tempo real.

O setor financeiro sobreviveu à ameaça quântica se preparando cedo

Nos últimos anos, o setor financeiro global enfrentou a ameaça da criptografia quântica, que poderia tornar vulneráveis as informações digitais, desde e-mails até dados bancários. Especialistas em cibersegurança se mobilizaram para desenvolver novas formas de criptografia, garantindo que, mesmo sem a tecnologia quântica plenamente desenvolvida, as defesas estivessem preparadas. Recentemente, o modelo Claude Mythos da Anthropic trouxe à tona novas preocupações, identificando milhares de falhas de software em sistemas operacionais e navegadores. Essa situação exige atenção especial de empresas que operam no ecossistema financeiro, pois a velocidade com que essas vulnerabilidades podem ser exploradas aumentou significativamente devido ao uso de inteligência artificial. A diretora do FMI, Kristalina Georgieva, alertou que o mundo ainda não possui ferramentas adequadas para proteger o sistema monetário internacional contra esses riscos cibernéticos em expansão. O artigo destaca a importância de uma preparação proativa, como demonstrado pelo Projeto Leap, que testou algoritmos de criptografia pós-quântica antes da ameaça se concretizar. Essa abordagem colaborativa entre bancos centrais e provedores de infraestrutura é um modelo a ser seguido para enfrentar novas ameaças emergentes.

A crise de visibilidade na segurança com a ascensão da IA

Líderes de segurança de empresas como Datadog, Jamf e ASOS discutem a crescente crise de visibilidade que surge com a democratização da programação por meio da inteligência artificial (IA). Durante um evento virtual, eles abordaram como a capacidade de escrever código se espalhou entre os funcionários, criando um cenário de ‘código selvagem’ que pode comprometer a segurança das organizações. Um relatório da RedAccess revelou que existem 380 mil ativos acessíveis publicamente, com 5 mil contendo informações corporativas sensíveis, muitos dos quais foram criados sem revisão de segurança. A situação é exacerbada pela falta de governança adequada, já que muitos funcionários, motivados por boas intenções, criam automações sem supervisão. Os líderes de segurança enfatizam a importância de classificar dados corretamente e de adotar uma abordagem de habilitação, em vez de restrição, para evitar a proliferação de código não governado. Eles também destacam a necessidade de um registro de casos de uso para rastrear a responsabilidade e a importância de controles técnicos para prevenir comportamentos inesperados de agentes de IA. A discussão revela que, em vez de tentar impedir a criação de código, as organizações devem focar em monitorar e gerenciar o que já está sendo produzido.

Alguns empregos criativos podem desaparecer, mas talvez não deveriam existir

Mira Murati, ex-CTO da OpenAI, levantou questões sobre o impacto da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho durante uma discussão na Dartmouth College. Ela sugeriu que, embora alguns empregos criativos possam ser eliminados, isso pode ser justificado se a qualidade do conteúdo produzido não for alta. A IA generativa, que tem avançado significativamente, pode democratizar a criatividade, permitindo que mais pessoas criem conteúdo de forma acessível. Murati argumenta que essa mudança deve ser vista como uma oportunidade, já que a IA pode elevar a qualidade das produções ao reduzir barreiras de entrada. No entanto, a adoção da IA nas indústrias criativas enfrenta resistência, especialmente em áreas como a criação de conteúdo, onde a qualidade e a originalidade são essenciais. Apesar disso, a IA já está sendo utilizada em processos como dublagem e na aceleração de tarefas repetitivas. O artigo também menciona a interrupção de um acordo significativo entre a OpenAI e a Disney, destacando os desafios que a IA enfrenta para se estabelecer de forma robusta no setor criativo.

Após possível jailbreak, Anthropic suspende acesso a modelos de IA

A Anthropic anunciou a suspensão do acesso aos seus modelos de inteligência artificial Mythos 5 e Fable 5, em resposta a uma ordem de segurança nacional do governo dos Estados Unidos. A decisão foi tomada após preocupações sobre um ‘potencial jailbreak’, que, segundo a empresa, é considerado ’estreito’ e ’não universal’. A ordem, emitida pela Casa Branca, proíbe o acesso a esses modelos por qualquer nacional estrangeiro, incluindo funcionários da Anthropic, o que levou à suspensão geral do acesso. A empresa está trabalhando para restaurar o acesso o mais rápido possível, afirmando que a situação é um mal-entendido. O modelo Fable 5, que foi lançado recentemente, prometia avanços significativos em codificação e raciocínio, e passou por um rigoroso processo de validação antes de sua liberação. Apesar das salvaguardas implementadas, a Anthropic reconhece que estas não foram suficientes para atender às exigências atuais do governo. A situação gerou descontentamento entre os usuários, que expressaram suas frustrações nas redes sociais, considerando a suspensão uma ‘situação de pesadelo’.

Anthropic suspende acesso a modelos de IA após diretiva do governo dos EUA

A Anthropic, empresa de inteligência artificial, suspendeu o acesso a seus modelos Fable 5 e Mythos 5 após uma diretiva do governo dos EUA que proíbe o acesso a estrangeiros, tanto dentro quanto fora do país. A ordem, recebida em 12 de junho, é justificada por questões de segurança nacional e afeta até mesmo funcionários estrangeiros da empresa. O Fable 5, que foi disponibilizado gratuitamente para clientes Pro, Max e Enterprise até 22 de junho, agora está offline para todos os usuários. O modelo Fable 5 é uma versão protegida do Mythos 5, que é acessível apenas a parceiros de defesa cibernética e ciências da vida. A Anthropic afirma que a decisão foi tomada em resposta a uma suposta vulnerabilidade que poderia permitir o ‘jailbreak’ do modelo, embora a empresa discorde da gravidade da situação. A empresa está trabalhando para restaurar o acesso e promete mais informações em breve. Essa situação levanta questões sobre a soberania tecnológica e o impacto das regulamentações governamentais sobre inovações em IA.

Anthropic desativa modelos de IA após ordem do governo dos EUA

A Anthropic anunciou a desativação abrupta de seus modelos de inteligência artificial mais avançados, Claude Fable 5 e Mythos 5, após uma ordem do governo dos EUA que suspendeu o acesso a esses modelos para cidadãos estrangeiros, citando preocupações de segurança nacional. A empresa acredita que houve um ‘mal-entendido’ e está trabalhando para restaurar o acesso o mais rápido possível. A ordem foi recebida após a descoberta de uma técnica de ‘jailbreak’ que poderia explorar vulnerabilidades conhecidas, embora a Anthropic afirme que essas falhas são simples e que outros modelos disponíveis publicamente também podem identificá-las. O modelo Mythos 5, que possui capacidades de cibersegurança avançadas, permanece acessível a um grupo restrito de defensores cibernéticos. A empresa destacou que implementou medidas rigorosas para evitar o uso indevido de seus modelos, especialmente em tarefas relacionadas à cibersegurança. A situação levanta questões sobre a segurança de modelos de IA e a capacidade de contornar suas proteções, além de implicações para a conformidade com regulamentações como a LGPD no Brasil.

Google processa rede chinesa de cibercrime por uso de IA em phishing

O Google anunciou que está tomando medidas legais contra uma rede de cibercrime chinesa, acusando-a de utilizar seu agente de inteligência artificial, Gemini, para enviar mensagens de phishing direcionadas a cidadãos americanos. A rede é responsável pelo desenvolvimento de um kit de software chamado Outsider, que permite a criação de páginas fraudulentas e o envio de ataques massivos de smishing, ou phishing via SMS. As mensagens, que se passam por marcas legítimas, alertam os usuários sobre ‘problemas em contas de corretagem’ ou oferecem ‘recompensas através de operadoras de telefonia’.

A evolução da segurança cibernética o fim do MDR?

Nos últimos anos, o modelo de Managed Detection and Response (MDR) foi uma solução eficaz para as equipes de segurança que enfrentavam dificuldades em monitorar alertas 24 horas por dia. No entanto, o cenário de ameaças evoluiu rapidamente, com atacantes utilizando inteligência artificial para automatizar ataques e criar variantes de malware que burlam a detecção tradicional. Um estudo de 2025 revelou que cerca de 60% dos alertas gerados em ambientes corporativos não são revisados, resultando em incidentes reais que permanecem ocultos. Além disso, a qualidade das investigações varia conforme a experiência do analista e o momento do dia, o que pode levar a classificações incorretas de ameaças. A falta de integração entre a engenharia de detecção e a investigação também compromete a eficácia do MDR, resultando em uma postura de detecção que se degrada mais rapidamente do que melhora. Com a crescente complexidade dos ataques, é necessário repensar o modelo operacional, adotando soluções de segurança que utilizem IA para acelerar a investigação e garantir que todos os alertas sejam analisados. Essa mudança é crucial para que as organizações se mantenham protegidas em um ambiente de ameaças em constante evolução.

Nova técnica de ataque pode comprometer agentes de IA em desenvolvimento

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova classe de ataque chamada ‘Agentjacking’, que pode enganar agentes de codificação de inteligência artificial (IA) a executar códigos maliciosos em máquinas de desenvolvedores. O ataque, descrito pela Tenet Security, utiliza um relatório de erro falso criado com a plataforma Sentry, que é amplamente utilizada para rastreamento de erros e monitoramento de desempenho. A vulnerabilidade reside em uma falha arquitetônica crítica que permite a injeção de entradas manipuladas em eventos de erro do Sentry, que são interpretados como passos legítimos de resolução por agentes de codificação como Claude Code e Cursor. Isso pode expor dados sensíveis, como variáveis de ambiente e credenciais do Git, sem depender de métodos tradicionais de ataque, como phishing. A Tenet Security identificou mais de 2.388 organizações expostas com DSNs válidos, testando o ataque em mais de 100 delas com uma taxa de sucesso de 85%. Embora a Sentry tenha reconhecido o problema, optou por não corrigi-lo, alegando que não é defensável tecnicamente. A pesquisa destaca que, à medida que as empresas adotam agentes de codificação de IA, esses agentes se tornam a nova superfície de ataque, colocando em risco a segurança dos desenvolvedores que confiam neles.

A Transformação da Cibersegurança com a Inteligência Artificial

A inteligência artificial (IA) está revolucionando a cibersegurança, aumentando a velocidade e a escala dos crimes cibernéticos de maneiras que as operações de segurança tradicionais não conseguem acompanhar. Segundo a Gartner, espera-se que agentes de IA reduzam em 50% o tempo necessário para explorar exposições de contas até 2027. Campanhas de phishing, que antes levavam dias para serem elaboradas, agora podem ser criadas em minutos, sem os erros que costumavam denunciá-las. Para provedores de serviços gerenciados (MSPs), a situação é crítica: aqueles que ainda dependem de uma pilha de segurança fragmentada não apenas demoram mais a responder, mas também têm dificuldade em demonstrar aos clientes que seus ambientes estão totalmente protegidos.