Instituições Financeiras

Vulnerabilidade em VPN expõe dados de instituições financeiras

Em abril, uma vulnerabilidade em uma VPN resultou em vazamentos de dados em mais de setenta instituições financeiras que utilizam a infraestrutura do software Marquis. Apesar de existir um patch e as instituições terem realizado testes de penetração recentes, a exposição de dados não foi evitada. O relatório Mandiant M-Trends 2026 aponta que o tempo médio de permanência de ameaças em 2025 foi de quatorze dias, com atores de espionagem permanecendo em média 122 dias. A CrowdStrike também destacou que os serviços financeiros estão entre os setores mais visados por intrusões. As regulamentações, como PCI DSS e NYDFS, enfatizam a necessidade de testes de penetração contínuos, não apenas anuais, para lidar com as mudanças frequentes na infraestrutura digital. Um exemplo alarmante foi a descoberta de uma falha em um portal de originação de hipotecas, onde dados de várias instituições eram acessíveis sem autenticação. Essa situação ilustra a necessidade urgente de um modelo de testes contínuos, que responda rapidamente às mudanças na infraestrutura, em vez de esperar por avaliações anuais. A falta de validação durante a maior parte do ano expõe as instituições a riscos significativos, tornando essencial a adoção de práticas de segurança mais dinâmicas e responsivas.

A nova regulamentação DORA e a segurança de credenciais financeiras

O artigo de Eirik Salmi destaca a crescente preocupação com a segurança das credenciais em instituições financeiras, especialmente após a implementação do Digital Operational Resilience Act (DORA) na União Europeia. De acordo com o relatório da IBM sobre o custo de vazamentos de dados, os atacantes podem permanecer em redes por uma média de 186 dias antes de serem detectados, causando danos operacionais significativos. O DORA, que entrou em vigor em 17 de janeiro de 2025, estabelece que a segurança das credenciais é uma obrigação legal, exigindo autenticação forte e acesso com privilégios mínimos. O artigo detalha os requisitos do Artigo 9 do DORA, que inclui a implementação de políticas de autenticação robustas e a gestão de chaves criptográficas. Além disso, enfatiza a importância de ferramentas de gerenciamento de acesso privilegiado (PAM) e a necessidade de proteger não apenas as credenciais internas, mas também as de fornecedores terceirizados, como evidenciado pelo ataque à Santander em 2024. O artigo conclui que a conformidade com o DORA é crucial para a continuidade operacional e a mitigação de riscos regulatórios.

União de Crédito da Comunidade Appalachian sofre violação de dados

A Appalachian Community Federal Credit Union (ACFCU) notificou 30.797 pessoas sobre uma violação de dados ocorrida em outubro de 2025, conforme divulgado pelo procurador-geral do estado de Indiana. A violação comprometeu nomes, números de Seguro Social e informações de contas financeiras. O grupo de ransomware Qilin reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado 75 GB de dados. Embora a ACFCU tenha confirmado a violação em 10 de outubro, não está claro se a instituição pagou um resgate ou como os atacantes conseguiram acessar sua rede. Para mitigar os danos, a ACFCU está oferecendo monitoramento de crédito gratuito aos afetados, com um prazo de 90 dias para inscrição. O grupo Qilin, baseado na Rússia, é conhecido por suas táticas de phishing e por operar um modelo de ransomware como serviço, sendo responsável por mais de 1.000 ataques em 2025. A violação da ACFCU não é um caso isolado, já que o grupo também atacou outras instituições financeiras nos EUA, levantando preocupações sobre a segurança cibernética no setor financeiro.

Instituições financeiras sob ataque de novo trojan GodRAT

Um novo ataque cibernético está direcionando instituições financeiras, como corretoras e empresas de trading, utilizando um trojan de acesso remoto chamado GodRAT. Este malware, que foi identificado pela Kaspersky, se disfarça como arquivos de documentos financeiros, sendo distribuído via Skype na forma de arquivos .SCR (screensaver). Os ataques, que começaram a ser observados em setembro de 2024, utilizam técnicas de esteganografia para ocultar código malicioso dentro de arquivos de imagem, permitindo o download do GodRAT a partir de um servidor de comando e controle (C2).