Infraestrutura Digital

CISA encerra 10 diretrizes de emergência de cibersegurança

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) anunciou o encerramento de 10 diretrizes de emergência (EDs) emitidas entre 2019 e 2024, que visavam mitigar riscos cibernéticos enfrentados por agências federais. As diretrizes abordavam vulnerabilidades significativas, incluindo problemas relacionados ao DNS, Windows, SolarWinds e Microsoft Exchange. A CISA trabalhou em colaboração com agências federais para implementar as ações necessárias e garantir a resiliência da infraestrutura digital. A agência destacou que as ações exigidas foram implementadas com sucesso ou estão agora sendo aplicadas através da Diretiva Operacional Vinculante (BOD) 22-01, que visa reduzir riscos de vulnerabilidades conhecidas. O diretor interino da CISA, Madhu Gottumukkala, enfatizou a importância da colaboração para eliminar acessos persistentes e enfrentar ameaças emergentes, além de promover princípios de segurança desde o design. O fechamento dessas diretrizes reflete o compromisso da CISA com a segurança cibernética federal e a defesa contra riscos inaceitáveis, especialmente de atores estatais hostis.

Grande queda da AWS interrompe internet - Amazon, Snapchat e mais fora do ar

Na madrugada de 20 de outubro de 2025, a Amazon Web Services (AWS) sofreu uma queda massiva que afetou a infraestrutura digital global. O problema começou por volta de 12h11 PDT, com falhas no serviço de banco de dados DynamoDB, que rapidamente se espalharam para outros serviços essenciais como EC2 e S3. Isso resultou em interrupções em plataformas populares como Snapchat, Amazon Prime Video e Canva, deixando milhões de usuários sem acesso a seus aplicativos e serviços. A AWS, que detém cerca de um terço do mercado global de nuvem, enfrentou críticas sobre a fragilidade da centralização de sua infraestrutura. Embora a empresa tenha declarado que o problema foi resolvido ao meio-dia, o impacto da queda ainda era sentido, com usuários relatando lentidão em serviços e gerando discussões sobre a necessidade de diversificação entre provedores de nuvem. A falha foi atribuída a um problema de resolução de DNS, que cortou a conexão entre os clientes e os gateways da AWS, evidenciando a vulnerabilidade de depender de um único provedor para operações críticas. O incidente levantou preocupações sobre a segurança e a resiliência das infraestruturas digitais, especialmente em setores críticos como saúde e finanças.

Cloudflare neutraliza ataque DDoS recorde de 11,5 Tbps

A Cloudflare, empresa especializada em infraestrutura digital, anunciou a neutralização do maior ataque DDoS da história, que atingiu um pico de 11,5 terabits por segundo (Tbps). O ataque, que durou aproximadamente 35 segundos, foi realizado a partir de uma combinação de fontes, incluindo Google Cloud e dispositivos da Internet das Coisas (IoT), como câmeras de segurança e computadores comprometidos. Este incidente é parte de um aumento alarmante nos ataques DDoS, que cresceram 358% em 2025 em comparação ao ano anterior. A Cloudflare também relatou que mitigou 21,3 milhões de ataques DDoS em 2024, com um aumento significativo de 509% nas tentativas de ataque a nível de rede. O aumento na frequência e na intensidade desses ataques levanta preocupações sobre a segurança digital, especialmente para empresas que dependem de serviços online. O Brasil, em particular, se tornou um dos principais alvos de ataques DDoS na América Latina, o que destaca a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger a infraestrutura digital do país.