Infraestrutura Crítica

Ameaça ativa à infraestrutura crítica dos EUA com uso de IA

O governo dos EUA alertou sobre uma ameaça ativa que visa organizações de infraestrutura crítica, utilizando scripts de exploração gerados por inteligência artificial (IA). O foco principal está em controladores lógicos programáveis (PLCs) da série Siemens S7, que estão sendo atacados com scripts disfarçados de ferramentas de monitoramento legítimas. Os atacantes utilizam serviços de escaneamento da internet para identificar PLCs expostos e mal protegidos, visando setores como manufatura crítica, energia, água e sistemas de esgoto, química, alimentos e agricultura, e instalações comerciais. A exploração de PLCs mal protegidos pode causar interrupções em processos industriais, incidentes de segurança, danos a equipamentos e violação de dados sensíveis. As agências de segurança recomendam que os proprietários de sistemas de tecnologia operacional (OT) garantam que seus dispositivos estejam atualizados, isolados da internet e com controles de acesso robustos. Além disso, um ataque autônomo recente em Taiwan, que utilizou IA para realizar operações complexas, destaca a evolução das capacidades ofensivas, tornando os ataques mais acessíveis e menos dependentes de expertise técnica.

Agências dos EUA alertam sobre ataques a PLCs da Siemens com IA

Agências de cibersegurança dos Estados Unidos, incluindo a NSA e a CISA, emitiram um alerta conjunto sobre a exploração de controladores lógicos programáveis (PLCs) da série Siemens S7 em infraestruturas críticas do país. Os PLCs são utilizados para automatizar e controlar processos industriais, e os ataques estão sendo realizados por atores maliciosos que utilizam scripts gerados por inteligência artificial. Esses scripts, desenvolvidos em Python, exploram vulnerabilidades críticas e de alta severidade, além de software desatualizado e autenticação fraca. Os setores mais afetados incluem manufatura crítica, energia, água e esgoto, e defesa. As agências recomendam que os proprietários de PLCs realizem um inventário de seus dispositivos, instalem atualizações de segurança, bloqueiem o acesso à internet e monitorem atividades incomuns. O alerta surge em um contexto de aumento de ataques a PLCs expostos, como o incidente que afetou mais de 30 utilidades de água em Minnesota, que resultou em falhas de equipamentos e operações manuais temporárias.

Grupo de ransomware Medusa ataca mais de 500 organizações nos EUA

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) revelou que o grupo de ransomware Medusa comprometeu mais de 500 organizações de infraestrutura crítica nos Estados Unidos desde junho de 2021. Este dado foi divulgado em um alerta conjunto com o Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e o FBI. Os setores afetados incluem Saúde, Defesa, Manufatura Crítica, Serviços Governamentais, Tecnologia da Informação e Serviços Financeiros, além de indústrias como medicina, educação e tecnologia. O Medusa, que começou suas atividades em janeiro de 2021, intensificou suas operações em 2023, utilizando um site de vazamento para pressionar as vítimas a pagarem resgates. O grupo opera sob um modelo de Ransomware-as-a-Service (RaaS), recrutando afiliados para obter acesso inicial a potenciais vítimas. As agências federais recomendam que as organizações reforcem suas defesas, mitigando vulnerabilidades e segmentando redes para evitar movimentações laterais após um comprometimento. A situação é preocupante, pois uma vez que os atacantes obtêm credenciais válidas, apenas 37% de suas ações são bloqueadas, evidenciando a necessidade urgente de medidas de segurança eficazes.

Ataque cibernético desativa usina de energia na Polônia

Um ataque cibernético em dezembro de 2025 comprometeu uma usina de cogeração de energia na Polônia, afetando o sistema de tratamento de água e a turbina a vapor. O ataque foi realizado através de uma rede celular privada utilizada pelo operador da rede elétrica, permitindo que os invasores se movessem de uma rede de parque eólico comprometida para o controlador da usina. Apesar da gravidade do incidente, a usina conseguiu manter o fornecimento de calor e eletricidade para cerca de 50.000 residentes. O CERT Polska, que investigou o caso, destacou que esta foi a primeira vez que esse vetor de ataque foi observado em um ataque cibernético real. O controlador WAGO da usina ainda utilizava credenciais padrão, e a configuração da rede permitia comunicação entre dispositivos, o que facilitou a invasão. O ataque culminou na desativação de controladores Siemens e na redefinição de dispositivos de rede, sem a necessidade de malware. O relatório sugere que as organizações polonesas frequentemente permitem que qualquer dispositivo na rede privada se comunique com outros, um problema que pode ser comum em outros países. O CERT recomenda uma auditoria das configurações de APN e a implementação de isolamento de clientes.

Ataques cibernéticos expõem controladores Rockwell em serviços de água nos EUA

A empresa Forescout identificou 22 controladores lógicos programáveis (PLCs) da Rockwell Automation expostos à internet em cidades afetadas por recentes ataques cibernéticos a serviços de água nos Estados Unidos. A análise revelou que, globalmente, existem 4.407 controladores Rockwell expostos, sendo 2.844 apenas nos EUA. Embora não tenha sido confirmado que esses dispositivos foram comprometidos, os atacantes conseguiram alterar endereços IP e senhas, resultando na perda de visibilidade e controle por parte dos operadores. A FBI e a EPA alertaram sobre incidentes em pelo menos sete estados desde 27 de julho, mas a atribuição dos ataques ainda não foi feita. A Forescout destacou que mais de 70% dos controladores expostos estão em grandes redes de operadoras móveis. A exposição do EtherNet/IP na porta 44818 permite que atacantes identifiquem controladores ou alterem configurações. A vulnerabilidade CVE-2017-16740, que afeta dispositivos MicroLogix 1400, foi mencionada, mas a Forescout não pôde verificar se estava habilitada nos dispositivos analisados. A recomendação é retirar os controladores da internet pública e implementar autenticação forte e atualizações de firmware.

Ciberataque atinge sistemas de água em Minnesota e gera alerta

A agência Minnesota IT Services (MNIT) ativou suas capacidades de resposta a incidentes de cibersegurança após um ataque coordenado que afetou mais de 30 sistemas de água comunitários. Os ataques ocorreram nos dias 26 e 27 de julho, visando sistemas de tecnologia operacional (OT) em utilidades de água locais. A cidade de Braham relatou que sua planta de água ficou offline devido a um ataque cibernético, mas foi rapidamente restaurada. Outras comunidades também enfrentaram falhas temporárias e tiveram que adotar operações manuais. A MNIT está colaborando com diversas entidades para investigar o incidente e reforçar a segurança da infraestrutura crítica de Minnesota. A CISA (Agência de Cibersegurança e Segurança de Infraestrutura dos EUA) recomendou que organizações de infraestrutura crítica isolem sistemas OT essenciais para garantir a continuidade dos serviços em caso de ataques. Embora o autor do ataque permaneça desconhecido, há preocupações sobre hackers patrocinados por estados visando infraestruturas críticas para espionagem ou atividades disruptivas. O incidente destaca a vulnerabilidade de sistemas essenciais e a necessidade de medidas de segurança robustas.

Ciberataque coordenado afeta sistemas de água em Minnesota

Nos dias 26 e 27 de julho de 2026, mais de 30 sistemas de água comunitários em Minnesota foram alvo de um ciberataque coordenado, resultando em falhas operacionais e interrupções em várias localidades, incluindo Braham, Plymouth, South St. Paul e Maple Plain. O ataque afetou o controle automatizado e as comunicações, levando algumas cidades a declarar estado de emergência e solicitar que os residentes reduzissem o uso de água. A Minnesota IT Services (MNIT) confirmou que a natureza e a extensão do impacto variaram entre os sistemas, mas todos compartilharam características comuns, como o método de acesso e o tipo de infraestrutura atacada. Embora a investigação ainda esteja em andamento, as semelhanças observadas com atividades de grupos cibernéticos associados ao Irã levantam preocupações sobre a segurança de infraestruturas críticas. A MNIT está coordenando esforços de contenção e recuperação com várias agências, incluindo a CISA e o FBI, enquanto recomendações de segurança foram emitidas para proteger sistemas de controle industrial. O incidente destaca a necessidade de uma resposta governamental coordenada a ataques cibernéticos que visam infraestruturas essenciais.

Orientações dos EUA e Austrália sobre segurança em infraestrutura crítica

Os governos dos EUA e da Austrália emitiram novas orientações para que organizações de infraestrutura crítica se preparem para isolar sistemas vitais em caso de ciberataques ou grandes interrupções. O documento, intitulado “CI Fortify – Advice for isolating vital systems”, foi elaborado pela CISA, ACSC, FBI e parceiros internacionais. As recomendações incluem desconectar tecnologia operacional crítica (OT) de redes corporativas e da Internet, garantindo a continuidade dos serviços essenciais. A orientação surge em um contexto de crescente ameaça de atores estatais, como hackers patrocinados pela China, que têm atacado setores como comunicações, energia e água. Em fevereiro de 2024, foi relatado que o grupo de hackers Volt Typhoon comprometeu redes de infraestrutura crítica, permanecendo indetectado por cinco anos. A nova orientação visa ajudar as organizações a se prepararem antes de um incidente, enfatizando a importância de identificar sistemas essenciais e documentar conexões. A desconexão física é considerada a forma mais eficaz de proteção, embora possa não ser prática em todos os casos. As organizações são incentivadas a testar regularmente seus planos de isolamento e a manter cópias seguras dos mesmos.

Ataque de ransomware à Colonial Pipeline e suas lições para a segurança

O ataque de ransomware à Colonial Pipeline em maio de 2021 destacou como uma conta comprometida pode rapidamente se tornar um problema nacional. Os atacantes obtiveram acesso inicial por meio de uma conta VPN inativa sem autenticação multifator (MFA), afetando sistemas de negócios e causando uma interrupção no fornecimento de combustível na Costa Leste dos EUA. Com o aumento da pressão sobre a infraestrutura crítica, especialmente por atores estatais, a necessidade de um modelo de segurança de confiança zero se torna cada vez mais evidente. A CISA publicou diretrizes sobre como adaptar princípios de confiança zero para ambientes de tecnologia operacional (OT), enfatizando a gestão de identidade e acesso, visibilidade de ativos e monitoramento. Os atacantes, como o grupo Volt Typhoon, utilizam técnicas para se camuflar na atividade normal da rede, explorando dispositivos vulneráveis e credenciais roubadas. A implementação de controles de acesso mais rigorosos, que considerem não apenas a identidade, mas também o dispositivo e as condições de acesso, é essencial para mitigar riscos. A segurança das identidades é crucial para a resiliência da infraestrutura crítica, e soluções especializadas podem ajudar a fortalecer essa segurança.

Dois hackers são condenados por ataque cibernético ao TfL

O Woolwich Crown Court condenou Owen Flowers, 18 anos, e Thalha Jubair, 20 anos, a cinco anos e meio de prisão por um ataque cibernético ao Transport for London (TfL) em 2024. O ataque deixou 148 sistemas da TfL inoperáveis e forçou 27 mil funcionários a redefinirem suas senhas pessoalmente, resultando em perdas estimadas em £29 milhões. Ambos se declararam culpados sob a Seção 3ZA da Lei de Abuso de Computadores de 1990, que trata de danos significativos à segurança pública. O ataque ocorreu entre 31 de agosto e 3 de setembro de 2024, afetando serviços essenciais, incluindo o sistema de transporte que realiza cerca de 9 milhões de viagens diárias. Durante a invasão, dados pessoais de clientes, como nomes e endereços de e-mail, foram acessados. Flowers foi preso enquanto tentava atacar organizações de saúde nos EUA. A NCA considera essa a maior acusação de cibercrime já vista nos tribunais britânicos. O caso levanta preocupações sobre a segurança de infraestruturas críticas e a necessidade de medidas preventivas, especialmente em um contexto onde ataques cibernéticos estão se tornando cada vez mais comuns.

Agências de Cibersegurança alertam sobre hackers russos atacando roteadores

Agências de cibersegurança dos Estados Unidos e de oito outros países emitiram um alerta conjunto sobre hackers estatais russos que estão atacando roteadores vulneráveis e mal configurados para infiltrar redes de infraestrutura crítica. O aviso, coautorado pela NSA, FBI e CISA, entre outras agências, atribui os ataques ao Centro 16 do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB). Este grupo de hackers, conhecido por vários nomes como Berserk Bear e Energetic Bear, utiliza varreduras de SNMP para localizar roteadores que aceitam senhas padrão e, em seguida, executa comandos para copiar arquivos de configuração e exfiltrá-los. Além disso, o FBI já havia alertado sobre a exploração de uma vulnerabilidade crítica no recurso Smart Install de dispositivos Cisco. Os setores mais vulneráveis incluem energia, comunicações, saúde e serviços governamentais. As agências recomendam a atualização para SNMPv3, a desativação do Smart Install e a aplicação de senhas fortes. Este alerta segue uma operação internacional que desmantelou uma campanha de hackers que infectou 18.000 roteadores em 120 países, alterando configurações de DNS para roubar credenciais do Microsoft 365.

União Europeia e Reino Unido sancionam hackers russos

A União Europeia e o Reino Unido impuseram sanções a diversos indivíduos e entidades russas, acusando o país de coordenar uma rede de grupos de hackers responsáveis por ataques cibernéticos na Europa. As sanções incluem nove indivíduos e quatro entidades, entre eles oficiais da inteligência militar russa (GRU) e cibercriminosos. O Reino Unido sancionou 24 indivíduos, incluindo figuras seniores do GRU, que supostamente dirigiram operações cibernéticas. Além disso, membros da empresa IMPULS, acusada de recrutar hackers, e indivíduos ligados à operação de malware Lumma Stealer, que afetou mais de 2.100 vítimas, também foram sancionados. O Conselho da UE identificou o 16º Centro do Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) como responsável por controlar grupos de ameaças cibernéticas, incluindo o notório grupo de hackers Turla, que tem atacado redes governamentais e infraestrutura crítica em vários países europeus desde 2010. Recentemente, um ataque cibernético em dezembro atingiu a infraestrutura elétrica da Polônia, embora não tenha conseguido interromper o fornecimento de energia. As sanções são uma resposta a atividades maliciosas que visam desestabilizar a UE e seus parceiros internacionais.

Polícia da Espanha prende suspeito de hacktivismo pró-Rússia

A Polícia Nacional da Espanha prendeu um homem suspeito de ser membro ativo do grupo hacktivista pró-Rússia conhecido como CyberArmy of Russia Reborn (CARR) e Z-Pentest. Esses grupos têm sido associados a vários ataques cibernéticos direcionados a infraestruturas críticas nos Estados Unidos e na Europa. Um dos ataques mais preocupantes, revelado em uma acusação recente, visou instalações de água e processamento de alimentos, colocando em risco a segurança pública. O governo dos EUA já impôs sanções a outros membros do CARR, que também foram implicados em ataques a sistemas SCADA de empresas de energia. O suspeito, residente em Palência, teria fornecido apoio logístico a um hacker ucraniano do CARR e tentado facilitar sua fuga para a Rússia. A investigação, que começou em agosto de 2025 com informações do FBI, resultou em uma operação policial em março de 2026, onde foram apreendidos dispositivos de armazenamento de criptomoedas e computadores. Embora ainda não haja acusações formais, o homem é investigado por associação a organização terrorista e danos computacionais.

Grupo APT chinês utiliza backdoor TinyRCT em ataques cibernéticos

Um ator de ameaça persistente avançada (APT) de língua chinesa, identificado como CL-STA-1062, está vinculado a uma nova backdoor personalizada chamada TinyRCT, que tem como alvo entidades governamentais e infraestrutura crítica no Sudeste Asiático. A Palo Alto Networks, através da sua unidade Unit 42, observou que esse grupo tem se concentrado em empresas estatais nos setores de energia e governo desde março de 2022. O TinyRCT permite a execução de comandos arbitrários, exfiltração de arquivos e captura de tela, além de se autodeletar do sistema comprometido. Durante uma campanha em setembro de 2025, o grupo infiltrou uma entidade governamental e utilizou um web shell para extrair dados de um servidor MS SQL. A análise técnica revelou que os atacantes utilizam uma combinação de ferramentas, incluindo o TinyRCT, que estabelece comunicação com um servidor remoto e utiliza criptografia AES-128 para proteger os dados trocados. A atividade do CL-STA-1062 representa uma ameaça significativa à infraestrutura crítica da região, com potencial para se expandir para outros alvos estratégicos.

Serviço de Espionagem do Canadá Neutraliza Botnets Estrangeiras

O Serviço Canadense de Inteligência de Segurança (CSIS) obteve autorização judicial para neutralizar duas botnets operadas por estrangeiros que estavam infectando servidores e dispositivos IoT no Canadá. A decisão, divulgada em 15 de junho de 2026, marca a primeira vez que o CSIS utiliza suas novas capacidades de redução de ameaças para agir diretamente em dispositivos infectados. O juiz Catherine Kane concedeu o mandado em 1º de maio de 2024, permitindo que o CSIS alterasse e destruísse dados das botnets em equipamentos como roteadores e câmeras de segurança. A operação foi justificada pela iminente ameaça à segurança do Canadá, com foco em dispositivos e não em usuários. A corte destacou que a operação visava proteger a infraestrutura crítica do país, especialmente no setor energético. Embora a decisão tenha identificado a presença de adversários estrangeiros, não revelou suas identidades. A abordagem do CSIS se assemelha a operações anteriores do FBI nos EUA, que também realizaram limpezas de botnets, mas com diferenças nas autoridades legais. O artigo ressalta a importância da manutenção de equipamentos de rede, já que muitos ataques exploram dispositivos negligenciados e desatualizados.

Segurança de Senhas no Processo de Integração de Funcionários

O processo de integração de novos funcionários é um momento crítico para as equipes de TI, que precisam fornecer dispositivos, contas e senhas em um curto espaço de tempo. Muitas vezes, isso resulta no compartilhamento de senhas temporárias, que podem se tornar um ponto de vulnerabilidade se não forem geridas adequadamente. O envio de senhas por e-mail ou SMS, por exemplo, aumenta o risco de interceptação por atacantes. Alternativas como a comunicação verbal também apresentam desafios operacionais, pois envolvem a coordenação entre várias partes. Para mitigar esses riscos, soluções como o Specops First Day Password permitem que os novos funcionários criem suas próprias senhas de forma segura, eliminando a necessidade de senhas temporárias. Além disso, a permanência de senhas temporárias sem alteração pode levar a incidentes graves, como demonstrado por ataques a infraestruturas críticas, onde credenciais padrão foram exploradas. A segurança das senhas é essencial, pois mesmo com a crescente adoção de autenticação sem senha, elas ainda são fundamentais na gestão de acesso. Portanto, é crucial que as organizações adotem métodos seguros para gerenciar credenciais desde o primeiro acesso do usuário.

Hackers chineses mantêm controle por 10 anos em rede crítica

Um grupo de hackers chineses conhecido como Velvet Ant comprometeu a infraestrutura crítica de uma grande organização, mantendo acesso por uma década. A operação, chamada de ‘Operation Highland’, começou em 2016, quando os atacantes exploraram sistemas vulneráveis expostos à internet antes de se infiltrar em uma rede isolada, sem conexão direta com a internet. A intrusão foi caracterizada pela instalação de um shell reverso modificado e um proxy SOCKS5, permitindo que os hackers se conectassem a sistemas internos. Além disso, eles substituíram módulos de autenticação do Linux por versões maliciosas, coletando credenciais de usuários e monitorando atividades administrativas. A complexidade da limpeza da rede comprometida foi elevada, pois a remoção dos componentes alterados poderia causar interrupções operacionais. Especialistas recomendam que as organizações tratem componentes de autenticação como ativos críticos e implementem medidas de segurança robustas, como autenticação multifatorial e monitoramento contínuo. A operação destaca a necessidade de vigilância constante e a importância de um plano de recuperação offline para mitigar riscos futuros.

Mais de 900 sistemas de medição de tanques expostos nos EUA

Mais de 900 sistemas automáticos de medição de tanques (ATG) nos Estados Unidos estão expostos na internet e vulneráveis a ataques cibernéticos, conforme alerta da Cybersecurity and Infrastructure Security Agency (CISA) e outras agências federais. Esses sistemas são utilizados para monitorar tanques de armazenamento de combustíveis e produtos químicos, sendo essenciais para a detecção de vazamentos e conformidade regulatória. Os atacantes têm explorado falhas de segurança, como credenciais hardcoded e vulnerabilidades de injeção SQL, para alterar configurações dos sistemas. A CISA alertou que, após compromissos bem-sucedidos, os invasores podem desativar alertas de sistema, aumentando o risco de vazamentos e falhas de equipamentos. A Shadowserver, um grupo de vigilância de segurança, identificou mais de 1.000 sistemas ATG expostos, com a maioria localizada nos EUA. As organizações de infraestrutura crítica são aconselhadas a restringir o acesso remoto e a implementar autenticação multifatorial, além de substituir senhas padrão por credenciais fortes. O alerta surge após relatos de hackers iranianos que comprometeram sistemas ATG em postos de gasolina, manipulando leituras de exibição sem alterar os níveis reais de combustível.

Hackers visam sistemas de monitoramento de tanques de combustível nos EUA

Agências de segurança dos EUA, incluindo a CISA e o FBI, alertaram sobre ataques direcionados a sistemas automáticos de medição de tanques (ATG) expostos à internet, utilizados em setores críticos como Energia, Química, Alimentos e Transporte. Os hackers estão explorando vulnerabilidades como bypass de autenticação e credenciais hardcoded para modificar configurações do sistema, o que pode comprometer a segurança operacional. Os ataques podem permitir que invasores alterem volumes de tanques, controles de bombas e desativem alertas, aumentando o risco de vazamentos e falhas de equipamentos. Embora não tenha sido atribuído a um grupo específico, houve relatos anteriores de hackers iranianos envolvidos em atividades semelhantes. As agências recomendam que as organizações restrinjam o acesso remoto e implementem práticas de segurança robustas, como autenticação multifatorial e atualizações de segurança. A situação destaca a necessidade urgente de revisão das medidas de segurança em sistemas ATG, especialmente considerando a crescente interconexão e a vulnerabilidade desses sistemas críticos.

Riscos de segurança cibernética devido a alucinações de IA

As alucinações de IA, que se referem a respostas apresentadas com confiança, mas que são factualmente incorretas, estão introduzindo riscos significativos na tomada de decisões em infraestruturas críticas. Um estudo de 2025 avaliou 40 modelos de IA e descobriu que a maioria deles tende a fornecer respostas incorretas em vez de corretas em questões complexas. Isso é preocupante, especialmente em ambientes de cibersegurança, onde decisões erradas podem resultar em interrupções operacionais e novas vulnerabilidades. As alucinações ocorrem devido a dados de treinamento falhos, viés nos dados de entrada e falta de validação das respostas. Três formas principais de impacto incluem ameaças não detectadas, ameaças fabricadas e remediações incorretas. Para mitigar esses riscos, as organizações devem exigir revisão humana antes de ações críticas, tratar os dados de treinamento como ativos de segurança e implementar acesso de menor privilégio para sistemas de IA. A educação sobre como formular prompts específicos também é essencial para reduzir a ambiguidade nas respostas geradas pela IA.

A Conexão Não Garante Segurança O Desafio do Zero Trust

Um novo estudo revela que a segurança cibernética enfrenta um desafio crítico na movimentação de dados, especialmente em ambientes governamentais e de serviços essenciais. A pesquisa, que entrevistou 500 líderes de segurança nos EUA e no Reino Unido, mostra que 84% dos líderes de TI acreditam que compartilhar dados sensíveis aumenta o risco cibernético. Além disso, 53% ainda dependem de processos manuais para transferir dados, o que se torna problemático em um cenário onde a inteligência artificial acelera as operações. O relatório Cyber360 destaca que 78% dos entrevistados apontam a infraestrutura desatualizada como uma vulnerabilidade significativa, enquanto 49% enfrentam desafios na integridade dos dados durante a transferência. A falta de tecnologias adequadas para garantir a segurança na movimentação de dados é um ponto crítico, pois a maioria das organizações ainda opera com sistemas analógicos e processos manuais. A pesquisa sugere a adoção de um modelo arquitetônico que combine Zero Trust, segurança centrada em dados e soluções de domínio cruzado para permitir uma movimentação de dados segura e em tempo quase real. Essa abordagem é essencial não apenas para a defesa, mas também para a segurança de dados em ambientes corporativos e de infraestrutura crítica.

Descoberto malware destrutivo que ataca infraestrutura na Venezuela

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo malware, denominado Lotus Wiper, que tem sido utilizado em ataques direcionados ao setor de energia e utilidades na Venezuela. O ataque, que ocorreu no final de 2025 e início de 2026, utiliza scripts em lote para iniciar uma fase destrutiva, desativando defesas do sistema e preparando o ambiente para a execução do wiper. Uma vez implantado, o Lotus Wiper apaga mecanismos de recuperação, sobrescreve conteúdos de drives físicos e exclui arquivos sistematicamente, deixando os sistemas inoperantes. Não há indícios de que os atacantes busquem ganhos financeiros, o que sugere uma motivação política ou estratégica. O malware foi carregado em uma plataforma pública semanas antes de ações militares dos EUA na Venezuela, levantando questões sobre possíveis conexões. A Kaspersky recomenda que organizações monitorem mudanças em compartilhamentos NETLOGON e atividades de escalonamento de privilégios, além do uso de utilitários nativos do Windows que podem ser utilizados para ações destrutivas. O ataque é particularmente preocupante devido à sua natureza direcionada e ao fato de que os atacantes parecem ter conhecimento prévio do ambiente operacional.

Novo malware ZionSiphon visa sistemas de água em Israel

Pesquisadores de cibersegurança identificaram um novo malware chamado ZionSiphon, projetado para atacar sistemas de tratamento e dessalinização de água em Israel. O malware, que foi detectado pela primeira vez em 29 de junho de 2025, logo após a Guerra de Doze Dias entre Irã e Israel, é capaz de estabelecer persistência, modificar arquivos de configuração locais e escanear serviços relevantes de tecnologia operacional (OT) na rede local. O ZionSiphon se destaca por sua capacidade de escalonamento de privilégios e propagação via dispositivos USB, além de suas funções de sabotagem voltadas para o controle de cloro e pressão. O código do malware ainda está em desenvolvimento, apresentando funcionalidades incompletas e um comportamento que sugere que ele pode não estar totalmente operacional. Além disso, o malware contém mensagens políticas que expressam apoio ao Irã, Palestina e Iémen, e é programado para ativar apenas em condições geográficas e ambientais específicas. A descoberta do ZionSiphon coincide com a identificação de outras ameaças, como o implante RoadK1ll, que permite acesso remoto a redes comprometidas. Este cenário destaca a crescente experimentação com ataques a infraestruturas críticas motivados politicamente em todo o mundo.

Novo malware ZionSiphon ameaça sistemas de tratamento de água

Um novo malware chamado ZionSiphon, projetado especificamente para tecnologia operacional, está atacando ambientes de tratamento de água e dessalinização, com o objetivo de sabotar suas operações. Pesquisadores descobriram que a ameaça pode ajustar pressões hidráulicas e elevar níveis de cloro a níveis perigosos. A análise indica que o malware tem como alvo sistemas localizados em Israel, com mensagens políticas embutidas em seu código. A empresa de cibersegurança Darktrace identificou um erro de lógica de criptografia que torna a versão atual do malware não funcional, mas alertou que futuras versões podem corrigir essa falha e causar danos significativos. O ZionSiphon verifica se o IP do host está dentro de faixas israelenses e se o sistema contém software relacionado a água ou tecnologia operacional. Caso ativado, o malware poderia aumentar os níveis de cloro e maximizar a pressão, utilizando uma função chamada “IncreaseChlorineLevel()”. Embora a versão atual não esteja operacional, a intenção de interagir com sistemas de controle industrial é clara, e o malware possui um mecanismo de propagação via USB. A situação é preocupante, pois a correção de um pequeno erro de verificação pode liberar seu potencial destrutivo.

Hackers iranianos atacam infraestrutura crítica dos EUA

Hackers vinculados ao Irã têm como alvo redes de infraestrutura crítica dos EUA, focando em controladores lógicos programáveis (PLCs) da Rockwell Automation. Um aviso conjunto de agências federais dos EUA revelou que esses ataques, que começaram em março de 2026, resultaram em interrupções operacionais e perdas financeiras significativas. A atividade maliciosa inclui a extração de arquivos de projeto e manipulação de dados em displays HMI e SCADA. A empresa de cibersegurança Censys identificou que 74,6% dos mais de 5.200 sistemas de controle industrial expostos online são de origem americana, com 3.891 dispositivos vulneráveis. Para mitigar esses riscos, recomenda-se que os defensores de rede utilizem firewalls, desconectem os PLCs da Internet e implementem autenticação multifatorial. Essa campanha de ataques segue um padrão de ações semelhantes de grupos de hackers iranianos, que anteriormente comprometeram sistemas de tecnologia operacional nos EUA. A crescente escalada das campanhas de ataque está ligada a tensões geopolíticas entre o Irã, os EUA e Israel.

Hackers iranianos atacam controladores lógicos em infraestrutura crítica dos EUA

Hackers associados ao Irã estão atacando controladores lógicos programáveis (PLCs) expostos à Internet em redes de organizações de infraestrutura crítica dos Estados Unidos. O alerta foi emitido por uma parceria entre o FBI, CISA, NSA, EPA, DOE e o Cyber Command dos EUA. Desde março de 2026, esses ataques têm causado perdas financeiras e interrupções operacionais em setores como serviços governamentais, sistemas de água e esgoto e energia. Os hackers têm como objetivo causar distúrbios, manipulando arquivos de projeto e dados exibidos em interfaces HMI e SCADA. A escalada das campanhas de ataque está ligada a tensões entre o Irã e os EUA e Israel. O FBI identificou que esses ataques resultaram na extração de arquivos de projeto e manipulação de dados. Para se proteger, as organizações são aconselhadas a desconectar os PLCs da Internet, implementar autenticação multifatorial e manter os dispositivos atualizados. Além disso, um grupo hacktivista pro-Palestina, Handala, comprometeu cerca de 80 mil dispositivos em uma rede de uma empresa médica dos EUA. O FBI também alertou sobre o uso do Telegram por hackers iranianos em ataques de malware.

Aumento alarmante de ataques de ransomware em março de 2026

Em março de 2026, os ataques de ransomware atingiram um pico alarmante, totalizando 780 incidentes, um aumento de 13% em relação a fevereiro. O setor de utilidades foi o mais afetado, com um aumento de 630% nos ataques, destacando a vulnerabilidade da infraestrutura crítica. Os Estados Unidos foram o país mais visado, com 375 ataques, seguidos por França e Alemanha. Entre os ataques confirmados, 33 foram direcionados a empresas, 10 a entidades governamentais e 6 a instituições de saúde. Os grupos de ransomware mais ativos foram Qilin, Akira e The Gentlemen, com Qilin liderando com 140 ataques. Um total de 242 TB de dados foi roubado, evidenciando a gravidade da situação. O aumento significativo nos ataques a entidades governamentais e educacionais também é preocupante, refletindo uma tendência crescente de ataques a setores críticos. A situação exige atenção imediata das organizações para fortalecer suas defesas contra essas ameaças.

Comissão Europeia investiga violação de segurança em nuvem da Amazon

A Comissão Europeia está investigando uma violação de segurança após um ator de ameaça ter acessado sua infraestrutura de nuvem da Amazon. Embora o incidente ainda não tenha sido divulgado publicamente, fontes informaram que pelo menos uma conta utilizada para gerenciar a infraestrutura comprometida foi afetada. O ataque foi detectado rapidamente e a equipe de resposta a incidentes de cibersegurança da Comissão está em ação. O ator responsável pela violação alegou ter roubado mais de 350 GB de dados, incluindo múltiplos bancos de dados, e forneceu capturas de tela como prova de acesso a informações de funcionários da Comissão. Embora não tenha intenção de extorquir a Comissão, o ator planeja vazar os dados online posteriormente. Este incidente segue uma violação anterior em fevereiro, relacionada a um hack na plataforma de gerenciamento de dispositivos móveis da Comissão, que também afetou outras instituições europeias. As recentes brechas de segurança ocorrem em um contexto onde a Comissão propôs novas legislações de cibersegurança para fortalecer defesas contra atores estatais e grupos de cibercrime, destacando a crescente preocupação com a segurança das infraestruturas críticas na Europa.

FCC proíbe importação de roteadores estrangeiros por riscos cibernéticos

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) anunciou a proibição da importação de novos roteadores de consumo fabricados no exterior, citando riscos inaceitáveis à segurança cibernética e nacional. O presidente da FCC, Brendan Carr, afirmou que a medida visa proteger os cidadãos americanos e as redes de comunicação do país. Os roteadores estrangeiros foram incluídos na ‘Covered List’, a menos que tenham recebido uma aprovação condicional do Departamento de Guerra ou do Departamento de Segurança Interna, que ateste a ausência de riscos. A decisão foi motivada por uma determinação de segurança nacional que destaca como esses dispositivos podem ser explorados por atores estatais e não estatais para realizar espionagem cibernética e comprometer a infraestrutura crítica dos EUA. A FCC também mencionou que roteadores comprometidos podem ser usados para ataques em larga escala, como ‘password spraying’ e acesso não autorizado a redes. Embora a nova política não afete roteadores já adquiridos, ela ressalta a vulnerabilidade dos dispositivos fabricados no exterior, especialmente em um contexto onde adversários como grupos patrocinados pelo Estado chinês têm utilizado botnets formadas por esses roteadores para atacar setores críticos. A FCC enfatiza que a segurança das redes americanas é uma prioridade e que as vulnerabilidades introduzidas por roteadores estrangeiros são inaceitáveis.

Autoridades desmantelam botnets que atacavam dispositivos IoT

Autoridades dos Estados Unidos, Alemanha e Canadá realizaram uma operação conjunta para desmantelar a infraestrutura de Comando e Controle (C2) utilizada pelas botnets Aisuru, KimWolf, JackSkid e Mossad, que infectavam dispositivos da Internet das Coisas (IoT). Essa ação visou servidores virtuais, domínios da internet e outras infraestruturas que possibilitaram a realização de centenas de milhares de ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) em todo o mundo, incluindo endereços IP pertencentes à rede de informações do Departamento de Defesa dos EUA. A botnet Aisuru, por exemplo, estabeleceu um recorde em dezembro com um ataque DDoS que atingiu 31,4 Tbps e 200 milhões de requisições por segundo, afetando principalmente empresas do setor de telecomunicações. As investigações revelaram que essas botnets infectaram mais de três milhões de dispositivos IoT, como câmeras de segurança e roteadores WiFi, muitos localizados nos EUA. Os operadores das botnets vendiam acesso a outros cibercriminosos, permitindo ataques que resultaram em perdas financeiras significativas. A operação conjunta teve como objetivo interromper as comunicações associadas a essas botnets e prevenir novas infecções.

Desarticulação de botnets de IoT nos EUA e Europa

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a desarticulação de infraestruturas de comando e controle (C2) de várias botnets de Internet das Coisas (IoT), incluindo AISURU, Kimwolf, JackSkid e Mossad. Essa operação, que contou com a colaboração de autoridades do Canadá e da Alemanha, resultou na interrupção de ataques de negação de serviço distribuído (DDoS) que alcançaram picos de até 30 Terabits por segundo. As botnets, que infectaram mais de 3 milhões de dispositivos em todo o mundo, foram responsáveis por ataques massivos, como o de 31,4 Tbps em novembro de 2025. O Kimwolf, em particular, destacou-se por explorar redes proxy residenciais, permitindo acesso a dispositivos tradicionalmente protegidos. A operação envolveu empresas de tecnologia como Amazon Web Services e Cloudflare, que auxiliaram na investigação e mitigação dos ataques. Embora a desarticulação tenha sido um avanço significativo, especialistas alertam que a resiliência das botnets e a proliferação de novas variantes continuam a representar um risco elevado para a segurança cibernética global.

Aumento de ataques hacktivistas após campanha militar dos EUA e Israel

Pesquisadores em cibersegurança alertam sobre um aumento significativo na atividade hacktivista em resposta à campanha militar coordenada entre os EUA e Israel contra o Irã, denominada Epic Fury e Roaring Lion. Entre 28 de fevereiro e 2 de março de 2026, 149 ataques DDoS foram registrados, com 70% deles atribuídos a dois grupos principais: Keymous+ e DieNet. O grupo Hider Nex, que apoia causas pró-Palestina, foi responsável pelo primeiro ataque DDoS da série. A maioria dos ataques se concentrou no Oriente Médio, afetando principalmente a infraestrutura pública e alvos governamentais. Além disso, grupos hacktivistas pro-Rússia também reivindicaram invasões em redes militares israelenses. O cenário atual é marcado por uma combinação de ataques cibernéticos e campanhas de phishing, com o objetivo de causar danos econômicos e políticos. As organizações estão sendo aconselhadas a fortalecer suas posturas de segurança cibernética, especialmente em setores críticos como governo, infraestrutura e finanças, em resposta ao aumento da atividade de atores cibernéticos iranianos e hacktivistas.

Grupo SloppyLemming ataca infraestrutura crítica no Sul da Ásia

O grupo de cibercriminosos conhecido como SloppyLemming está por trás de uma nova onda de ataques direcionados a entidades governamentais e operadores de infraestrutura crítica em países como Paquistão e Bangladesh, conforme relatado pela Arctic Wolf. As atividades ocorreram entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 e envolveram duas cadeias de ataque distintas que utilizam malwares conhecidos como BurrowShell e um keylogger baseado em Rust. A utilização da linguagem de programação Rust representa uma evolução nas ferramentas do grupo, que anteriormente utilizava apenas linguagens compiladas tradicionais e frameworks de simulação de adversários. Os ataques foram iniciados por meio de e-mails de spear-phishing que continham iscas em PDF e documentos do Excel com macros maliciosas. O BurrowShell, um backdoor completo, permite ao atacante manipular o sistema de arquivos, capturar telas e executar comandos remotamente, disfarçando seu tráfego de comando e controle como comunicações do serviço de atualização do Windows. A análise também revelou um aumento significativo na infraestrutura do grupo, com 112 domínios do Cloudflare Workers registrados em um ano, indicando uma escalada em suas operações. O foco em entidades críticas, como órgãos reguladores nucleares e instituições financeiras, sugere um alinhamento com prioridades de coleta de inteligência na competição estratégica regional.

Grupo de ciberespionagem ataca 70 organizações governamentais

Um novo grupo de ciberespionagem, identificado como TGR-STA-1030, comprometeu redes de pelo menos 70 organizações governamentais e de infraestrutura crítica em 37 países ao longo do último ano, conforme relatado pela Palo Alto Networks. O grupo, que parece operar a partir da Ásia, tem se concentrado em entidades como ministérios de finanças e agências de controle de fronteiras. Entre novembro e dezembro de 2025, foram realizadas atividades de reconhecimento ativo contra infraestruturas governamentais em 155 países.

Ataque coordenado à rede elétrica da Polônia revela vulnerabilidades

No final de dezembro, um ataque coordenado à rede elétrica da Polônia comprometeu múltiplos locais de recursos energéticos distribuídos (DER), incluindo instalações de cogeração e sistemas de energia solar e eólica. Apesar de danificar equipamentos operacionais de forma irreparável, o ataque não resultou em interrupções no fornecimento de energia, afetando apenas 5% da capacidade total do país. Pesquisadores da Dragos, empresa especializada em segurança de infraestrutura industrial, identificaram pelo menos 12 locais afetados, embora estimem que o número real seja próximo de 30. O ataque, atribuído com confiança moderada a um ator de ameaça russo conhecido como Electrum, destacou a vulnerabilidade dos sistemas de energia descentralizados, especialmente em períodos críticos como o inverno. Os atacantes demonstraram profundo conhecimento técnico, comprometendo equipamentos de comunicação e sistemas de controle, mas não conseguiram causar um apagão nacional. No entanto, a possibilidade de desestabilização da frequência do sistema permanece, o que poderia levar a falhas em cascata, como já ocorreu em outros incidentes. Este evento serve como um alerta sobre a segurança das infraestruturas críticas em um contexto global cada vez mais ameaçado.

Ataque cibernético coordenado afeta rede elétrica da Polônia

Um ataque cibernético coordenado atingiu múltiplos locais da rede elétrica da Polônia, sendo atribuído com média confiança ao grupo de hackers patrocinado pelo Estado russo, conhecido como ELECTRUM. Segundo a empresa de cibersegurança Dragos, o ataque, ocorrido em dezembro de 2025, é considerado o primeiro grande ataque direcionado a recursos energéticos distribuídos (DERs). Embora não tenha causado apagões, os invasores conseguiram acessar sistemas críticos de tecnologia operacional (OT) e desativar equipamentos essenciais de forma irreparável. O ataque visou as instalações de cogeração de calor e energia (CHP) e sistemas que gerenciam a distribuição de energia renovável, como eólica e solar. Os hackers utilizaram dispositivos de rede expostos e exploraram vulnerabilidades para obter acesso inicial, demonstrando um profundo entendimento da infraestrutura da rede elétrica. O ataque foi descrito como oportunista e apressado, permitindo que os invasores causassem danos significativos, como a formatação de dispositivos Windows e a redefinição de configurações. Este incidente destaca a crescente ameaça de adversários com capacidades específicas em OT, que estão ativamente mirando sistemas que monitoram e controlam a geração distribuída de energia.

Grupo de hackers russo Sandworm tenta atacar infraestrutura energética da Polônia

O grupo de hackers de nação estatal russo, conhecido como Sandworm, foi responsabilizado por um dos maiores ataques cibernéticos direcionados ao sistema de energia da Polônia na última semana de dezembro de 2025. Embora o ataque tenha sido classificado como o mais forte em anos, o ministro da energia polonês, Milosz Motyka, afirmou que não houve sucesso na tentativa de desestabilização. O ataque, que ocorreu em 29 e 30 de dezembro, visou duas usinas de cogeração e um sistema de gerenciamento de energia renovável. A ESET, empresa de cibersegurança, identificou o uso de um malware destrutivo inédito, denominado DynoWiper, vinculado a atividades anteriores do Sandworm, especialmente após a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022. O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, indicou que as investigações apontam para a responsabilidade de grupos associados aos serviços russos, e o governo está implementando medidas de segurança adicionais, incluindo uma nova legislação de cibersegurança. Este ataque coincide com o décimo aniversário do ataque de Sandworm à rede elétrica da Ucrânia em 2015, que resultou em apagões significativos. O Sandworm tem um histórico de ataques cibernéticos disruptivos, especialmente contra a infraestrutura crítica da Ucrânia.

Hackers russos intensificam ataques a instituições do Reino Unido

O Centro de Ciber Segurança Nacional do Reino Unido (NCSC) alertou sobre um aumento nos ataques cibernéticos direcionados a instituições britânicas, incluindo órgãos governamentais e operadores de infraestrutura crítica. Esses ataques, principalmente de negação de serviço (DoS), têm como objetivo derrubar sites e serviços essenciais, impactando diretamente a população, especialmente em áreas como saúde. O grupo hacktivista NoName057(16), ativo desde março de 2022, é um dos principais responsáveis por essas ações, utilizando plataformas como Telegram e GitHub para coordenar seus ataques e compartilhar ferramentas. A motivação por trás desses ataques é ideológica, relacionada ao apoio ocidental à Ucrânia no atual conflito. Apesar de sua baixa sofisticação técnica, os ataques DoS podem causar interrupções significativas, exigindo tempo e recursos para recuperação. A NCSC recomenda que as organizações revisem suas defesas e fortaleçam a resiliência cibernética para mitigar esses riscos.

Comissão Europeia propõe nova legislação de cibersegurança

A Comissão Europeia apresentou uma nova proposta de legislação em cibersegurança que visa a remoção de fornecedores considerados de alto risco das redes de telecomunicações, com o objetivo de fortalecer a proteção contra grupos de cibercrime e ameaças estatais que visam a infraestrutura crítica. Essa iniciativa surge após anos de aplicação desigual da ‘5G Security Toolbox’, que incentivava os Estados-membros a reduzirem a dependência de fornecedores de alto risco, como empresas de tecnologia chinesas. O novo pacote de cibersegurança permitirá que a Comissão organize avaliações de risco em toda a UE e apoie restrições ou proibições de equipamentos utilizados em infraestruturas sensíveis. Além disso, a proposta inclui uma revisão da Lei de Cibersegurança, que facilitará os procedimentos de certificação para empresas e permitirá que a Agência da UE para a Cibersegurança (ENISA) emita alertas de ameaças e ajude na resposta a ataques de ransomware. A nova legislação entrará em vigor imediatamente após a aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da UE, com um ano para que os Estados-membros implementem as alterações em suas legislações nacionais.

Governo do Reino Unido alerta sobre ataques DDoS de grupos hacktivistas russos

O governo do Reino Unido emitiu um alerta sobre atividades maliciosas contínuas de grupos hacktivistas alinhados à Rússia, que estão visando a infraestrutura crítica e organizações governamentais locais através de ataques de negação de serviço distribuído (DDoS). Esses ataques têm como objetivo derrubar sites e desativar serviços, causando custos elevados para as organizações afetadas. O Centro Nacional de Segurança Cibernética (NCSC) destacou o grupo NoName057(16), que opera o projeto DDoSia, permitindo que voluntários contribuam com recursos computacionais para realizar ataques DDoS em troca de recompensas. Apesar de uma operação internacional que interrompeu parte das atividades do grupo em julho de 2025, os principais operadores ainda estão ativos, o que representa uma ameaça em evolução, especialmente para ambientes de tecnologia operacional (OT). Para mitigar os riscos de DDoS, o NCSC recomenda que as organizações compreendam seus serviços, fortaleçam defesas, projetem para escalabilidade rápida e testem continuamente suas defesas. Os hacktivistas russos têm se tornado uma ameaça crescente desde 2022, visando organizações em países que se opõem às ambições geopolíticas da Rússia.

Grupo de hackers ligado à China ataca infraestrutura crítica na América do Norte

Um grupo de hackers avançados, identificado como UAT-8837 e supostamente vinculado à China, tem se concentrado em sistemas de infraestrutura crítica na América do Norte, explorando vulnerabilidades conhecidas e zero-day para obter acesso inicial a organizações-alvo. Ativo desde pelo menos 2025, o grupo utiliza credenciais comprometidas e vulnerabilidades de servidores para iniciar seus ataques. Recentemente, explorou a falha CVE-2025-53690, uma vulnerabilidade zero-day em produtos Sitecore, indicando acesso a problemas de segurança não divulgados. Após a invasão, os atacantes realizam atividades de reconhecimento e colheita de credenciais utilizando comandos nativos do Windows e ferramentas de código aberto. Entre as ferramentas utilizadas estão GoTokenTheft e Rubeus, que visam roubar tokens de acesso e credenciais do Active Directory. O relatório da Cisco Talos também destaca que os atacantes podem exfiltrar arquivos DLL de produtos utilizados pelas vítimas, o que pode facilitar futuros ataques de trojanização e na cadeia de suprimentos. A análise sugere que o grupo UAT-8837 está alinhado com as táticas de outros atores de ameaças conhecidos da China, o que aumenta a preocupação com a segurança das infraestruturas críticas na região.

Grupo de APT ligado à China ataca infraestrutura crítica na América do Norte

Um grupo de ameaças cibernéticas, identificado como UAT-8837 e possivelmente vinculado à China, tem se concentrado em atacar setores de infraestrutura crítica na América do Norte desde o ano passado. A Cisco Talos, que monitora essa atividade, acredita que o grupo possui um nível médio de confiança em sua ligação com ameaças persistentes avançadas (APT) da região. O UAT-8837 utiliza técnicas como exploração de vulnerabilidades em servidores e credenciais comprometidas para obter acesso inicial a organizações de alto valor. Recentemente, o grupo explorou uma vulnerabilidade zero-day crítica no Sitecore (CVE-2025-53690, CVSS 9.0) para realizar uma intrusão. Após conseguir acesso, o grupo realiza reconhecimento preliminar e desabilita recursos de segurança, como o RestrictedAdmin para o Remote Desktop Protocol (RDP). O UAT-8837 também utiliza ferramentas de código aberto para coletar informações sensíveis e criar múltiplos canais de acesso. A atividade do grupo levanta preocupações sobre a segurança da cadeia de suprimentos e a possibilidade de engenharia reversa de produtos. As agências de segurança cibernética de vários países ocidentais têm alertado sobre as ameaças crescentes a ambientes de tecnologia operacional (OT), enfatizando a necessidade de medidas de segurança robustas.

Ciberguerra China intensifica ataques digitais contra Taiwan

Em 2025, a China intensificou seus ataques cibernéticos contra Taiwan, com um aumento de 6% em relação ao ano anterior, totalizando uma média de 2,63 milhões de ataques diários, conforme relatório do National Security Bureau (NSB). Os setores mais afetados incluem a infraestrutura de energia, que sofreu um aumento de 10 vezes nos ciberataques, e os sistemas de resgate de emergência hospitalar, com um crescimento de 54%. O NSB aponta que esses ataques visam comprometer a infraestrutura crítica de Taiwan e interromper funções governamentais e sociais. Além disso, os ataques são direcionados, sugerindo uma tática de “neutralização na primeira hora do conflito”. Embora a maioria dos ataques tenha sido bloqueada, alguns conseguiram comprometer entidades de inteligência. O relatório também destaca que 57% dos ataques focaram em falhas de hardware e software, enquanto 21% foram ataques de negação de serviço. A escalada dos ciberataques reflete uma disputa histórica entre China e Taiwan, com implicações políticas e sociais significativas.

Infraestrutura de Taiwan sofre 2,5 milhões de ciberataques diários da China em 2025

Em 2025, a infraestrutura de Taiwan enfrentou uma média alarmante de 2,63 milhões de ciberataques diários originados da China, conforme relatado pelo Escritório de Segurança Nacional de Taiwan. Este número representa um aumento de 6% em relação ao ano anterior e um impressionante crescimento de 113% desde 2023, quando Taiwan começou a monitorar esses incidentes. Os ataques, que frequentemente coincidem com eventos militares e políticos significativos, são vistos como parte da estratégia de ‘guerra híbrida’ da China, que visa desestabilizar a ilha. Grupos de hackers associados à China, como Volt Typhoon e Brass Typhoon, estão envolvidos em atividades de espionagem e roubo de dados que atendem aos interesses nacionais chineses. O relatório destaca que os ataques têm como alvos principais hospitais, bancos e agências governamentais, indicando uma tentativa deliberada de comprometer a infraestrutura crítica de Taiwan. Apesar das alegações, a China não respondeu oficialmente ao relatório e geralmente nega envolvimento em ciberataques, acusando os Estados Unidos de serem os verdadeiros ‘bullys cibernéticos’ do mundo.

Stuxnet a primeira arma digital que causou danos físicos

O Stuxnet é considerado um marco na cibersegurança, sendo o primeiro malware a causar danos físicos em instalações industriais. Desenvolvido em 2010, o worm foi projetado para atacar o programa nuclear do Irã, especificamente uma rede de enriquecimento de urânio em Natanz. O malware explorou vulnerabilidades zero-day em sistemas de controle industrial da Siemens, permitindo que se espalhasse por redes isoladas, mesmo aquelas desconectadas da internet. A infecção inicial ocorria através de dispositivos USB, e o Stuxnet utilizava certificados digitais roubados para se disfarçar como software legítimo.

Campanha de phishing direcionada utiliza pacotes npm para roubo de credenciais

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma campanha de spear-phishing que utilizou 27 pacotes maliciosos no registro npm para roubar credenciais. A operação, que durou cinco meses, visou principalmente profissionais de vendas e comerciais em organizações de infraestrutura crítica nos EUA e países aliados. Os pacotes, que não precisam ser instalados, servem como infraestrutura para hospedar iscas em HTML e JavaScript que imitam portais de compartilhamento de documentos e páginas de login da Microsoft. Os atacantes implementaram várias técnicas para dificultar a análise, como a obfuscação do código e a inclusão de campos de formulário honeypot. Além disso, os pacotes continham endereços de e-mail de 25 indivíduos específicos em setores como manufatura e saúde, levantando suspeitas sobre como os atacantes obtiveram essas informações. Para mitigar os riscos, é crucial que as organizações reforcem a verificação de dependências, monitorem solicitações incomuns de CDNs e implementem autenticação multifator resistente a phishing.

Campanha russa ataca infraestrutura crítica ocidental por anos

A equipe de inteligência de ameaças da Amazon revelou detalhes sobre uma campanha de ciberataques patrocinada pelo Estado russo, que visou a infraestrutura crítica ocidental entre 2021 e 2025. Os alvos incluíram organizações do setor de energia e provedores de infraestrutura crítica na América do Norte e Europa, além de entidades com infraestrutura de rede hospedada em nuvem. A atividade foi atribuída com alta confiança ao Diretório Principal de Inteligência da Rússia (GRU), destacando a exploração de dispositivos de rede mal configurados como vetor inicial de acesso.

Ciberataques iranianos conectam guerra cibernética a ataques físicos

Um recente relatório da equipe de inteligência de ameaças da Amazon revela que atores de ameaças ligados ao Irã estão utilizando operações cibernéticas para facilitar ataques físicos, uma prática que a empresa chama de ‘alvo cinético habilitado por ciber’. O relatório destaca que as linhas entre ataques cibernéticos patrocinados por estados e a guerra cinética estão se tornando cada vez mais tênues. O CISO da Amazon, CJ Moses, afirma que essas operações não são meros ataques cibernéticos que causam danos físicos, mas sim campanhas coordenadas onde operações digitais são projetadas para apoiar objetivos militares físicos. Exemplos incluem o grupo Imperial Kitten, que realizou reconhecimento digital de sistemas de identificação automática de navios, e o grupo MuddyWater, que acessou câmeras de vigilância em tempo real para coletar inteligência visual. Esses casos demonstram como a espionagem cibernética pode servir como um trampolim para ataques físicos direcionados, ressaltando a necessidade de uma nova abordagem na segurança cibernética que integre ameaças digitais e físicas. A Amazon alerta que essa evolução na guerra representa um desafio significativo para a segurança global e a infraestrutura crítica.

Governo canadense afirma que hacktivistas atacam instalações de água e energia

O governo canadense emitiu um alerta de segurança sobre ataques realizados por hacktivistas a Sistemas de Controle Industrial (ICS), que incluem infraestruturas críticas como abastecimento de água, petróleo e agricultura. O relatório do Centro Cibernético e da Real Polícia Montada do Canadá menciona incidentes em que atacantes manipularam válvulas de pressão em uma instalação de água, causando degradação no serviço. Além disso, um sistema de medição de tanques de uma empresa de petróleo e gás foi comprometido, gerando alarmes falsos, e um silo de secagem de grãos teve seus níveis de temperatura e umidade alterados, o que poderia ter gerado condições inseguras. O governo canadense destaca que as vulnerabilidades nos ICS decorrem de uma divisão de responsabilidades pouco clara e da falta de proteção adequada dos ativos. Para mitigar esses riscos, recomenda-se a implementação de redes privadas virtuais (VPNs), autenticação em dois fatores (2FA) e sistemas de detecção de ameaças. A comunicação eficaz e a colaboração entre as empresas que operam ICS também são essenciais para proteger esses sistemas críticos.

Grupo Predatory Sparrow Ataca Infraestrutura Crítica para Destruir Dados

O grupo de ciberataques Predatory Sparrow, supostamente vinculado a Israel, intensificou suas operações contra a infraestrutura crítica do Irã, visando instituições financeiras e governamentais. Desde sua emergência em 2019, o grupo tem demonstrado um aumento na sofisticação técnica e na capacidade de causar danos operacionais significativos. Em junho de 2025, o Predatory Sparrow assumiu a responsabilidade pela destruição de dados do Bank Sepah e pela interrupção de serviços da exchange de criptomoedas Nobitex, resultando na perda permanente de US$ 90 milhões em ativos digitais.