Identidade Digital

Operação vietnamita usa Google AppSheet para phishing de contas do Facebook

Uma nova operação ligada ao Vietnã foi descoberta utilizando o Google AppSheet como um “relé de phishing” para distribuir e-mails fraudulentos com o objetivo de comprometer contas do Facebook. Nomeada de AccountDumpling pela Guardio, a campanha resultou no roubo de aproximadamente 30.000 contas, que são revendidas em um mercado ilícito operado pelos criminosos. Os ataques começam com e-mails direcionados a proprietários de contas comerciais do Facebook, se passando por suporte da Meta e criando um senso de urgência para que os usuários cliquem em links que levam a páginas falsas para coleta de credenciais. Os pesquisadores identificaram várias táticas, incluindo páginas de ajuda falsas, iscas de avaliação de contas e ofertas de emprego fraudulentas, todas projetadas para induzir pânico relacionado à Meta. Os dados coletados são enviados para canais do Telegram controlados pelos atacantes. A operação é considerada uma grande estrutura criminosa, com evidências apontando para um autor vietnamita, e destaca a crescente sofisticação das táticas de phishing. Este incidente é um alerta para a segurança cibernética, especialmente para empresas que utilizam plataformas populares como o Facebook.

Vulnerabilidade no Microsoft Entra ID permite escalonamento de privilégios

Uma nova vulnerabilidade identificada no Microsoft Entra ID, especificamente na função de administrador de ID de agente, pode permitir ataques de escalonamento de privilégios e tomada de identidade. Essa função, destinada a gerenciar a identidade de agentes de inteligência artificial (IA), permite que usuários com essa atribuição assumam o controle de outros principais de serviço, o que pode resultar em um comprometimento significativo da segurança do ambiente. A falha foi descoberta pela Silverfort e, após a divulgação responsável em 1º de março de 2026, a Microsoft lançou um patch em 9 de abril para corrigir a questão. O problema reside na forma como as permissões são aplicadas, permitindo que um agente assuma a propriedade de principais de serviço não relacionados a agentes, o que pode levar a um controle mais amplo sobre o inquilino, especialmente se esses principais tiverem permissões elevadas. As organizações são aconselhadas a monitorar o uso de funções sensíveis e a proteger os principais de serviço privilegiados para mitigar os riscos associados a essa vulnerabilidade.

Google permite mudança de endereço gmail nos EUA

O Google anunciou uma nova funcionalidade que permite aos usuários nos Estados Unidos alterar seu endereço de e-mail @gmail.com ou criar um novo alias. Essa opção, que foi identificada pela primeira vez em outubro de 2025, estava inicialmente indisponível para usuários americanos, mas agora já pode ser acessada. Antes, o Google permitia apenas a alteração de aliases, mas não do endereço principal. A mudança é feita nas configurações da conta do Google, onde o usuário pode escolher um novo nome de usuário, desde que este seja único. Após a alteração, o novo endereço será refletido em todos os serviços do Google, como Gmail, Google Drive e Google Photos. O Google garantiu que o endereço antigo não será excluído e permanecerá vinculado à conta atual. Embora a funcionalidade esteja disponível nos EUA, não há confirmação se ela será lançada em outras regiões. Essa mudança pode impactar a forma como os usuários gerenciam suas identidades digitais e a segurança de suas contas, especialmente em um cenário onde a proteção de dados é cada vez mais relevante.

Cibercriminoso russo é condenado a quase 7 anos nos EUA por ransomware

Aleksei Olegovich Volkov, um cidadão russo de 26 anos, foi condenado a 6,75 anos de prisão nos Estados Unidos por sua participação em grupos de cibercrime, incluindo a gangue de ransomware Yanluowang. Ele facilitou ataques que resultaram em perdas reais superiores a 9 milhões de dólares e perdas pretendidas que ultrapassam 24 milhões de dólares. Volkov atuava como um ‘broker de acesso inicial’, obtendo acesso não autorizado a redes de empresas e vendendo esse acesso a outros criminosos. Os ataques geralmente envolviam a instalação de malware que criptografava os dados das vítimas, levando-as a pagar resgates em criptomoedas. Além de sua pena, Volkov concordou em pagar restituição às vítimas e a devolver ferramentas utilizadas nos crimes. O artigo também menciona a acusação de um terceiro negociador de ransomware ligado ao grupo BlackCat, que ajudou a extorquir pagamentos de pelo menos 10 vítimas, resultando na apreensão de quase 9,2 milhões de dólares em criptomoedas. A DigitalMint, onde o negociador trabalhava, repudiou as ações ilegais de seus ex-funcionários.

Relatório da Cloudflare alerta sua rede pode estar sendo usada contra você

A Cloudflare divulgou seu Relatório Anual de Ameaças de 2026, destacando como hackers estão explorando fraquezas tecnológicas em um cenário onde a interconexão de sistemas é cada vez mais comum. Os cibercriminosos estão utilizando os próprios serviços das vítimas para realizar ataques, aproveitando a facilidade de acesso a dados e sistemas. A pesquisa revela que a barreira de entrada para ataques cibernéticos diminuiu, permitindo que atacantes usem identidades e tokens para explorar brechas em sistemas de nuvem. Blake Darché, diretor de inteligência de ameaças da Cloudflare, alerta que a situação tende a piorar, especialmente com o avanço das ferramentas de inteligência artificial. Os ataques baseados em identidade estão se tornando tão eficazes quanto malwares complexos, mudando a forma como a eficiência dos ataques é medida. A Cloudflare sugere que a eficiência deve ser avaliada pela relação entre o esforço do hacker e o objetivo alcançado, indicando uma nova era de ameaças digitais que requer atenção redobrada das organizações.

Vazamento de dados da FinWise expõe 700 mil registros de clientes

A American First Finance, operando como FinWise, confirmou um vazamento de dados internos que expôs informações pessoais de aproximadamente 689 mil clientes a um ex-funcionário. O incidente foi descoberto em 18 de junho de 2025, quase um ano após a violação, que ocorreu em 31 de maio de 2024. A investigação revelou que um funcionário que estava saindo, e que tinha acesso legítimo ao sistema, extraiu indevidamente dados de clientes antes de sua demissão. Os dados comprometidos incluíam nomes, datas de nascimento, números de Seguro Social e números de contas. Embora não haja evidências de que os dados tenham sido vendidos ou divulgados publicamente, a empresa não pode descartar completamente o risco de uso indevido. Para mitigar os danos, a FinWise está oferecendo aos clientes afetados serviços gratuitos de proteção contra roubo de identidade e monitoramento de crédito por 24 meses. Além disso, a empresa implementou controles de segurança aprimorados, como autenticação multifatorial e auditorias de segurança trimestrais. A empresa também notificou as agências de relatórios de crédito relevantes para garantir a precisão dos registros e facilitar medidas de proteção para os clientes em risco elevado.

Banco de dados da Intel vazado expõe 270 mil funcionários

Um grave incidente de segurança na Intel resultou no vazamento de dados de mais de 270 mil funcionários devido a falhas em sistemas de login. O pesquisador de segurança Eaton Z descobriu que um portal de cartões de visita da empresa possuía um sistema de autenticação vulnerável, permitindo acesso não autorizado a informações sensíveis. Ao manipular a verificação de usuários, Eaton conseguiu baixar um arquivo de quase um gigabyte contendo dados pessoais, como nomes, cargos, endereços e números de telefone. Além do portal inicial, outras três plataformas internas da Intel apresentaram vulnerabilidades semelhantes, com credenciais codificadas que poderiam ser facilmente decifradas. A Intel foi notificada sobre as falhas em outubro de 2024 e corrigiu os problemas até fevereiro de 2025, mas o pesquisador não recebeu compensação por seu trabalho, levantando questões sobre a seriedade da resposta da empresa. Este incidente destaca que, mesmo com medidas de segurança em vigor, falhas simples de design podem expor sistemas críticos, aumentando o risco de roubo de identidade e ataques de engenharia social.

Música gerada por IA é problemática quando finge ser artista real

A música gerada por inteligência artificial (IA) está se tornando cada vez mais comum, mas não necessariamente popular. Recentemente, a cantora folk inglesa Emily Portman se deparou com um álbum falso, intitulado ‘Orca’, que foi lançado sob seu nome sem sua autorização. Esse incidente destaca um problema crescente: a imitação de artistas por meio de IA, levando a um roubo de identidade digital. Outros artistas, como Josh Kaufman e Blaze Foley, também foram vítimas desse fenômeno. A situação se agrava com a dificuldade das plataformas de streaming em monitorar as 99.000 novas músicas carregadas diariamente, muitas vezes sem verificação adequada. Embora a IA possa ser uma ferramenta útil para músicos, seu uso para criar conteúdo falso representa um roubo de propriedade artística. A falta de consentimento e contexto altera a experiência do ouvinte, levando a uma desvalorização da autenticidade na música. A crescente aceitação de músicas geradas por IA pode resultar em uma saturação de conteúdo de baixa qualidade, prejudicando artistas reais e sua capacidade de se destacar no mercado.