Identidade

A nova era da segurança identidade e confiança em ambientes de trabalho

O conceito de identidade como base da segurança no ambiente de trabalho está em transformação. Tradicionalmente, a confirmação da identidade de um usuário era suficiente para conceder acesso a sistemas corporativos. No entanto, com a crescente mobilidade da força de trabalho, que utiliza diversos dispositivos e redes, essa abordagem se torna inadequada. A segurança moderna deve considerar não apenas quem está acessando, mas também o estado do dispositivo e o contexto do acesso. A dependência excessiva da identidade como proxy de confiança pode levar a falhas de segurança, já que um usuário legítimo pode acessar sistemas a partir de um dispositivo comprometido. A solução proposta envolve a implementação de controles de acesso baseados em dispositivos, que garantem que o acesso seja concedido apenas a dispositivos confiáveis, além de verificações contínuas que se adaptam às mudanças nas condições do dispositivo. Ferramentas como o Infinipoint são mencionadas como soluções que operacionalizam essa abordagem, permitindo uma verificação contínua de usuários e dispositivos. Essa mudança é crucial para mitigar riscos e garantir a segurança em um ambiente de trabalho cada vez mais dinâmico.

A Importância da Resiliência em Sistemas de Identidade na Nuvem

Recentes interrupções em serviços de nuvem, como AWS e Azure, destacam a vulnerabilidade das infraestruturas de identidade que dependem desses provedores. Quando serviços de autenticação e autorização falham, o impacto vai além da simples indisponibilidade; trata-se de um incidente crítico que pode paralisar operações de negócios e afetar a segurança. A arquitetura de identidade moderna, que utiliza componentes como datastores e balanceadores de carga, é suscetível a falhas em qualquer parte da cadeia de dependência. Isso revela um ponto único de falha que muitas organizações só percebem durante uma interrupção. Além disso, a abordagem tradicional de alta disponibilidade, que se concentra em failover regional, pode não ser suficiente, pois falhas em serviços compartilhados podem afetar múltiplas regiões simultaneamente. Para mitigar esses riscos, é essencial projetar sistemas de identidade resilientes, que reduzam a dependência de um único provedor e permitam operações limitadas durante interrupções. A gestão proativa da identidade deve ser uma prioridade para garantir a continuidade dos negócios e a segurança operacional.

Campanha massiva de roubo de identidade mira credenciais do Okta SSO

Uma nova campanha de roubo de identidade está em andamento, com foco nas credenciais de single sign-on (SSO) da Okta, visando cerca de 100 grandes empresas. O grupo de hackers conhecido como Scattered LAPSUS$ Hunters (SLH) está utilizando uma técnica sofisticada de vishing (phishing por voz) para obter acesso à infraestrutura corporativa e exfiltrar dados sensíveis, buscando extorquir as vítimas. Os pesquisadores da Silent Push descobriram que os atacantes estão usando um ‘Live Phishing Panel’, que permite interceptar credenciais e tokens de autenticação multifatorial (MFA) em tempo real durante as sessões de login. Embora não haja confirmação de que as empresas-alvo tenham sido comprometidas, o risco é significativo, pois uma sessão do Okta comprometida dá ao invasor acesso a todos os aplicativos do ambiente corporativo. A campanha destaca a necessidade de treinamento de segurança mais eficaz, já que os operadores do SLH são altamente persuasivos e manipulam páginas de phishing em tempo real para enganar as vítimas. As empresas mencionadas incluem nomes de destaque como Atlassian e GameStop, mas até o momento, não há evidências de que tenham sofrido brechas confirmadas.

Ataques de identidade como se proteger contra ameaças internas

O artigo destaca a crescente preocupação com ataques baseados em identidade, que se tornaram a principal ameaça enfrentada por organizações. Com métodos como phishing, vazamento de senhas e engenharia social, os atacantes não precisam mais ‘invadir’ sistemas, mas sim ‘fazer login’ em contas comprometidas. Uma vez dentro, eles podem se espalhar rapidamente, causando danos significativos. Para mitigar esses riscos, as empresas devem adotar uma abordagem proativa, implementando medidas como autenticação multifator (MFA), controle de acesso baseado no Princípio do Menor Privilégio (PoLP) e, principalmente, soluções de Detecção e Resposta a Ameaças de Identidade (ITDR). Essas ferramentas oferecem visibilidade detalhada sobre eventos de TI, permitindo que as equipes de segurança identifiquem comportamentos suspeitos e respondam rapidamente. A plataforma tenfold é apresentada como uma solução integrada que combina governança de identidade e segurança, facilitando a automação de processos e a auditoria de eventos. O artigo enfatiza a importância de entender o comportamento normal dos usuários para detectar atividades maliciosas e sugere que as organizações adotem uma postura de ‘melhor prevenir do que remediar’.

Ameaças à Segurança Pessoal na Era Digital

O artigo destaca a crescente preocupação com a exposição de informações pessoais na internet, que muitas vezes ocorre sem o consentimento dos indivíduos. Dados como nome, endereço, número de telefone e histórico profissional estão disponíveis em sites públicos e plataformas de corretores de dados, tornando as pessoas vulneráveis a ameaças como doxxing, assédio e roubo de identidade. A falta de proteção dessas informações pode comprometer a segurança física e digital dos indivíduos. Para mitigar esses riscos, recomenda-se a remoção manual de dados pessoais de sites suspeitos, um processo que pode ser demorado. Ferramentas como o Incogni podem facilitar essa tarefa, rastreando e removendo informações pessoais de várias fontes online. A proteção da privacidade é apresentada como um componente essencial da segurança, pois a dificuldade em localizar dados pessoais pode reduzir significativamente o risco de assédio e fraudes. O artigo conclui enfatizando que todos merecem se sentir seguros, tanto online quanto offline, e sugere o uso de serviços que ajudem a proteger informações pessoais.

Surfshark VPN marcos de 2025 e plano para 2026

Em 2025, a Surfshark focou na profundidade de sua infraestrutura, aprimorando os sistemas que sustentam seus serviços de cibersegurança e privacidade. Este movimento ocorreu em um ano marcado pela adoção acelerada de tecnologias de IA generativa e um aumento significativo nas violações de dados em todo o mundo. O CEO da Surfshark, Vytautas Kaziukonis, destacou que o principal objetivo da empresa foi elevar o padrão de desempenho das VPNs, priorizando estabilidade e velocidade em vez de recursos chamativos. Uma das inovações mais significativas foi o lançamento do Everlink, uma infraestrutura de VPN auto-reparadora que mantém conexões estáveis mesmo diante de falhas de servidores. Além disso, a Surfshark implementou servidores com capacidade de 100 Gbps para atender à crescente demanda por maior largura de banda. A empresa também lançou ferramentas como o Email Scam Checker e recursos de mascaramento de identidade, em resposta ao aumento de ataques de phishing e vazamentos de dados. Para 2026, a Surfshark planeja expandir suas capacidades de proteção de identidade e demonstrar a eficácia dessas ferramentas em cenários do mundo real, sinalizando uma transição de uma simples VPN para uma solução abrangente de seguro digital.

A ofensiva impulsionada por IA contra SaaS a identidade é o elo mais fraco

Os ataques cibernéticos modernos estão se transformando, com a identidade se tornando o principal alvo dos criminosos. Em um cenário onde 75% das organizações enfrentaram incidentes relacionados a SaaS no último ano, a maioria envolvendo credenciais comprometidas, a segurança da identidade se torna crucial. Os atacantes utilizam inteligência artificial (IA) para imitar usuários legítimos, contornando controles de segurança e operando de forma discreta em ambientes confiáveis. A IA é empregada em várias etapas do ataque, desde a coleta de informações sobre funcionários até a geração de identidades sintéticas que dificultam a detecção. O uso de modelos de linguagem avançados permite que os criminosos criem campanhas de phishing mais sofisticadas e personalizadas. Além disso, a automação de processos de ataque, como a exploração de credenciais, torna as operações mais eficientes e direcionadas, aumentando a probabilidade de sucesso. Com a identidade se tornando a nova linha de defesa, as empresas precisam reavaliar suas estratégias de segurança para proteger dados críticos em plataformas SaaS.

Esquema de Infiltração da Coreia do Norte Através de Trabalho Remoto

Uma investigação conjunta liderada por Mauro Eldritch, fundador da BCA LTD, em colaboração com a iniciativa de inteligência de ameaças NorthScan e a solução de análise de malware ANY.RUN, revelou um dos esquemas de infiltração mais persistentes da Coreia do Norte: uma rede de trabalhadores de TI remotos ligada à divisão Chollima do grupo Lazarus. Os pesquisadores conseguiram observar as atividades dos operadores em tempo real, utilizando ambientes de sandbox controlados pela ANY.RUN.

Brasil lidera uso de deepfakes em fraudes na América Latina

Um relatório da Sumsub, empresa especializada em verificação de identidade, revelou que o Brasil é o líder na utilização de deepfakes para fraudes na América Latina, com um aumento alarmante de 126% entre 2024 e 2025. Apesar da diminuição geral no número de ataques, a complexidade das fraudes tem crescido, com 28% das tentativas globais sendo consideradas altamente sofisticadas. O uso de deepfakes e identidades sintéticas está se tornando cada vez mais comum, especialmente em um cenário onde 43% das empresas na região relataram ter sofrido fraudes. O relatório destaca que a manipulação de telemetria, onde dados de dispositivos e fluxos de câmera são alterados, está na vanguarda dessas fraudes. A digitalização das fraudes também é crescente, com 1 em cada 50 documentos falsificados gerados por inteligência artificial. Para enfrentar esses desafios, as empresas precisam adotar tecnologias de segurança mais avançadas, como biometria comportamental e monitoramento contínuo, para se protegerem contra esses novos métodos de ataque.

A Importância do Fabric de Segurança de Identidade na Cibersegurança

O Fabric de Segurança de Identidade (ISF) é uma estrutura arquitetônica unificada que integra diversas capacidades de identidade, como governança, gerenciamento de acesso e detecção de ameaças. Com o aumento da complexidade dos ambientes de TI e a prevalência de ataques cibernéticos, a abordagem tradicional com ferramentas isoladas se torna insuficiente. O ISF se destaca por proteger todos os tipos de identidade, incluindo humanos, máquinas e agentes de IA, em ambientes on-premises, híbridos e multi-nuvem.

Incidente de cibersegurança em Union County, Ohio, compromete dados pessoais

As autoridades de Union County, Ohio, confirmaram um incidente de cibersegurança que afetou 45.487 pessoas devido a uma violação de dados ocorrida entre 6 e 18 de maio de 2025. O ataque, classificado como um sequestro de dados (ransomware), resultou no comprometimento de informações sensíveis, incluindo números de Seguro Social, dados de cartões de pagamento, informações financeiras, impressões digitais, dados médicos e números de identificação emitidos pelo estado, como carteiras de motorista e passaportes. Embora o grupo responsável pelo ataque ainda não tenha se manifestado publicamente, a investigação revelou que os criminosos acessaram a rede do condado durante um período de 12 dias. Union County está oferecendo monitoramento de identidade gratuito e um seguro contra roubo de identidade de até US$ 1 milhão para as vítimas afetadas, com prazo para inscrição até 31 de dezembro de 2025. Este incidente é um dos maiores vazamentos de dados de 2025, destacando a crescente ameaça de ataques de ransomware a entidades governamentais nos Estados Unidos, que já registraram 61 ataques confirmados até o momento, comprometendo mais de 431.000 registros.

Volvo Group revela vazamento de dados após ataque de ransomware

O Volvo Group anunciou um vazamento de dados resultante de um ataque de ransomware direcionado à Miljödata, seu fornecedor de software de recursos humanos. O ataque, que criptografou sistemas críticos e interrompeu os serviços de gestão de RH, foi detectado em 23 de agosto, quando alertas de tráfego de rede irregular levaram a uma investigação. A análise forense realizada até 2 de setembro confirmou que os atacantes conseguiram exfiltrar arquivos contendo nomes e números de Seguro Social de funcionários da operação norte-americana da Volvo. Embora a infraestrutura de TI da Volvo não tenha sido comprometida, o incidente levanta preocupações sobre a segurança de fornecedores terceirizados. Para mitigar os riscos de roubo de identidade, a Volvo está oferecendo um serviço de proteção à identidade aos funcionários afetados. A empresa também está revisando seus procedimentos de gestão de fornecedores, implementando avaliações de risco mais rigorosas e atualizando contratos para reforçar a segurança. Este incidente destaca a crescente vulnerabilidade de ecossistemas de terceiros a ataques cibernéticos.

Vazamento massivo expõe dados de 252 milhões de pessoas em 7 países

Pesquisadores da Norton relataram um vazamento massivo de dados pessoais que afetou 252 milhões de pessoas em sete países, incluindo Canadá, México, Egito, Turquia, Arábia Saudita, África do Sul e Emirados Árabes Unidos. O incidente foi causado por uma má configuração em três grandes servidores, resultando na exposição de informações críticas como números de identificação, datas de nascimento, endereços e dados de contato. Esses dados podem ser utilizados por cibercriminosos para roubo de identidade e fraudes financeiras, como a abertura de contas falsas e ataques de phishing direcionados. Embora o Brasil não tenha sido diretamente afetado, é importante que os usuários fiquem atentos a comunicações de serviços online que possam indicar uma brecha de dados. Recomenda-se que os usuários verifiquem remetentes de e-mails, evitem clicar em links desconhecidos e ativem a verificação em duas etapas sempre que possível. O vazamento destaca a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger informações pessoais em um mundo cada vez mais digital.

Governo dos EUA fecha mercados na Dark Web que vendiam documentos falsos

Em uma ação coordenada, o Escritório do Procurador dos EUA para o Distrito do Novo México e o FBI anunciaram a apreensão de plataformas online que forneciam documentos de identidade falsificados para criminosos cibernéticos em todo o mundo. A operação desmantelou o ‘VerifTools’, um mercado ilícito que produzia e distribuía carteiras de motorista, passaportes e outros documentos de identificação falsos, projetados para contornar sistemas de verificação e facilitar acessos não autorizados a contas. A investigação, iniciada em agosto de 2022, revelou uma rede global de contrabando que oferecia documentos falsificados de alta qualidade para todos os 50 estados dos EUA e várias nações estrangeiras, com preços a partir de nove dólares por documento, transacionados exclusivamente em criptomoedas para evitar a fiscalização bancária. A análise de registros de blockchain relacionados a essas transações levou os investigadores a rastrear aproximadamente 6,4 milhões de dólares em lucros ilícitos. A operação destaca a importância da colaboração internacional e interagências para combater o crime cibernético, com implicações significativas para a segurança pública e a proteção contra fraudes e roubo de identidade.

Grande violação de dados em serviços de saúde expõe informações de 600 mil pessoas

O Healthcare Services Group (HSGI), um prestador de serviços de apoio a instalações de saúde, sofreu um ataque cibernético no final de setembro de 2024, resultando no roubo de dados sensíveis de mais de 600 mil pessoas. A violação foi detectada em 7 de outubro de 2024, e a investigação revelou que arquivos foram acessados entre 27 de setembro e 3 de outubro. Os dados comprometidos incluem nomes completos, números de Seguro Social (SSN), números de carteira de motorista, informações financeiras e credenciais de acesso a contas. O roubo de informações tão sensíveis pode facilitar fraudes de identidade, como abertura de contas bancárias e empréstimos fraudulentos. Embora a HSGI não tenha encontrado evidências de abuso dos dados até o momento, a empresa está oferecendo serviços gratuitos de monitoramento de roubo de identidade por 12 a 24 meses, dependendo da combinação de dados roubados. Os afetados devem estar atentos a tentativas de phishing e comunicações fraudulentas que possam surgir, especialmente aquelas que alegam ser da HSGI.