Pesquisadores da ESET identificaram o primeiro malware Android conhecido a utilizar IA generativa em sua execução, denominado ‘PromptSpy’. Este malware se aproveita do modelo Gemini da Google para adaptar sua persistência em diferentes dispositivos. A descoberta ocorreu em fevereiro de 2026, com a primeira versão, chamada VNCSpy, sendo detectada em janeiro do mesmo ano. O PromptSpy utiliza a IA para enviar comandos que permitem ’travar’ aplicativos na lista de aplicativos recentes, dificultando sua remoção. Essa técnica é especialmente eficaz, pois varia entre fabricantes, e a IA ajuda a automatizar o processo. Além de sua capacidade de persistência, o PromptSpy atua como spyware, permitindo acesso remoto completo aos dispositivos infectados, podendo capturar senhas, gravar a tela e interceptar informações sensíveis. Para dificultar a desinstalação, o malware sobrepõe botões invisíveis sobre a interface do usuário. Embora a ESET ainda não tenha observado o PromptSpy em sua telemetria, a presença de domínios dedicados para distribuição sugere que ele pode ter sido utilizado em ataques reais. Essa nova abordagem de malware destaca como a IA generativa pode ser utilizada para aprimorar a eficácia de ataques cibernéticos, representando uma preocupação crescente para a segurança digital.