Hugging Face

Ataque de cadeia de suprimentos compromete usuários do Hugging Face

Um repositório malicioso no Hugging Face conseguiu enganar usuários ao se passar pelo modelo Privacy Filter da OpenAI, resultando na distribuição de um malware ladrão de informações para usuários do Windows. O projeto, intitulado Open-OSS/privacy-filter, copiou a descrição do modelo legítimo da OpenAI para atrair downloads. Após a descoberta, o acesso ao repositório foi desativado. O malware, que utiliza um script Python para executar código malicioso, desativa a verificação SSL e baixa um script adicional que eleva privilégios e configura exclusões no Microsoft Defender. O ladrão de informações coleta dados sensíveis, como capturas de tela e informações de carteiras de criptomoedas, e exfiltra os dados para um domínio controlado pelos atacantes. O repositório malicioso alcançou rapidamente a primeira posição na lista de tendências do Hugging Face, com cerca de 244 mil downloads em apenas 18 horas, sugerindo que os números foram manipulados para criar uma falsa sensação de confiança. Além disso, foram identificados outros seis repositórios com características semelhantes, indicando uma operação mais ampla de ataque a ecossistemas de código aberto.

Repositório malicioso no Hugging Face distribui malware para Windows

Um repositório malicioso no Hugging Face, que se disfarçou como o projeto ‘Privacy Filter’ da OpenAI, foi responsável por distribuir malware que rouba informações de usuários do Windows. O repositório, que chegou a ser o mais baixado na plataforma, acumulou 244.000 downloads antes de ser removido. Pesquisadores da HiddenLayer, uma empresa focada em proteger modelos de IA, descobriram que o repositório continha um arquivo ’loader.py’ que, disfarçado de código inofensivo, desativava a verificação SSL e executava um comando PowerShell para baixar um infostealer. Este malware, desenvolvido em Rust, visava dados sensíveis, como cookies de navegadores, tokens do Discord e credenciais de criptomoedas. A HiddenLayer também observou que a maioria dos usuários que interagiram com o repositório parecia ser contas geradas automaticamente, levantando preocupações sobre a segurança da plataforma. Os usuários que baixaram arquivos do repositório malicioso devem reformatar suas máquinas e alterar todas as credenciais armazenadas.

Vulnerabilidade crítica no LeRobot pode permitir execução remota de código

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma vulnerabilidade crítica no LeRobot, a plataforma de robótica de código aberto da Hugging Face, que possui quase 24.000 estrelas no GitHub. A falha, identificada como CVE-2026-25874, apresenta um alto índice de gravidade (9.3 no CVSS) e está relacionada à desserialização insegura de dados, resultante do uso do formato pickle. Essa vulnerabilidade permite que um atacante não autenticado, que consiga acessar a rede do servidor PolicyServer, envie um payload malicioso e execute comandos arbitrários no sistema. O impacto potencial é significativo, incluindo a possibilidade de execução remota de código, comprometimento total do host do PolicyServer, roubo de dados sensíveis e riscos à segurança física. A falha foi validada na versão 0.4.3 do LeRobot e ainda não possui correção, com um patch previsto para a versão 0.6.0. A situação é alarmante, pois o LeRobot é projetado para sistemas de inferência de inteligência artificial que operam com privilégios elevados. A Hugging Face reconheceu a necessidade de refatoração do código, enfatizando que a segurança na implantação não era uma prioridade até o momento. O uso do formato pickle, que já é conhecido por suas vulnerabilidades, levanta preocupações adicionais sobre a segurança da plataforma.

Hackers exploram vulnerabilidade crítica em Marimo para implantar malware

Hackers estão aproveitando uma vulnerabilidade crítica no notebook Python reativo Marimo para implantar uma nova variante do malware NKAbuse, hospedada na plataforma Hugging Face Spaces. As primeiras tentativas de exploração da falha de execução remota de código (CVE-2026-39987) começaram na semana passada, logo após a divulgação pública de detalhes técnicos. Pesquisadores da Sysdig monitoraram a atividade e identificaram uma campanha que começou em 12 de abril, utilizando a plataforma Hugging Face para demonstrar aplicações de inteligência artificial.

Plataforma Hugging Face é usada para disseminar malware Android

Recentemente, hackers utilizaram a plataforma Hugging Face para distribuir malware direcionado a dispositivos Android, disfarçado como um aplicativo antivírus chamado TrustBastion. Este aplicativo, ao ser instalado, informa ao usuário que seu dispositivo está infectado e solicita uma atualização, momento em que o código malicioso é efetivamente instalado. O TrustBastion conecta-se a um servidor de terceiros que redireciona para um repositório na Hugging Face, onde o APK malicioso é hospedado. O malware é capaz de capturar capturas de tela, exibir interfaces falsas de login para serviços de pagamento e roubar códigos de bloqueio, enviando todas as informações coletadas para servidores controlados pelos atacantes. Apesar da rápida identificação e remoção do aplicativo, novos repositórios surgiram, indicando a persistência da ameaça. Especialistas recomendam que os usuários baixem aplicativos apenas de fontes confiáveis, como a Google Play Store, e que verifiquem as avaliações e o número de downloads antes de instalar qualquer aplicativo.

Campanha de malware no Android usa Hugging Face para roubo de dados

Uma nova campanha de malware para Android está utilizando a plataforma Hugging Face como repositório para milhares de variações de um payload APK que coleta credenciais de serviços financeiros e de pagamento populares. A campanha, descoberta pela empresa romena de cibersegurança Bitdefender, começa com a instalação de um aplicativo dropper chamado TrustBastion, que engana os usuários com anúncios alarmantes, alegando que seus dispositivos estão infectados. O aplicativo malicioso se disfarça como uma ferramenta de segurança, prometendo detectar ameaças como fraudes e malware.