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Todo site com cadeado é seguro? Entenda por que não garante proteção

Nos anos 2000, a presença de um cadeado ao lado da barra de endereços era um sinal de segurança na internet, indicando que o site utilizava criptografia SSL/TLS. No entanto, essa percepção está desatualizada, pois mais de 80% dos sites de phishing também exibem esse símbolo. O cadeado apenas garante que a conexão entre o usuário e o servidor é criptografada, mas não assegura que o site é legítimo. Cibercriminosos têm explorado essa confiança, utilizando certificados SSL obtidos rapidamente por meio de autoridades certificadoras gratuitas como o Let’s Encrypt. Técnicas como spoofing e typosquatting permitem que hackers criem cópias quase idênticas de sites oficiais, enganando os usuários. Para se proteger, é essencial verificar o endereço do site em busca de erros sutis, clicar no cadeado para conferir os detalhes do certificado e evitar links suspeitos, especialmente aqueles que criam um senso de urgência. A segurança digital requer uma abordagem mais crítica, onde o cadeado é apenas o primeiro passo para garantir a proteção online.

Google se apressa para proteger Chrome contra ataques quânticos

O Google está desenvolvendo soluções para tornar os certificados HTTPS resistentes a ataques de computadores quânticos, sem comprometer a usabilidade da internet. A computação quântica apresenta novas vulnerabilidades à criptografia clássica, especialmente com a possibilidade do algoritmo de Shor, que pode forjar assinaturas digitais e quebrar chaves em logs de certificados. Para mitigar esses riscos, o Google propõe a integração de algoritmos criptográficos pós-quânticos, como o ML-DSA, e a utilização de Certificados de Árvore de Merkle (MTCs), que condensam a verificação de milhões de certificados em provas compactas. Essa abordagem visa garantir que forjamentos só sejam bem-sucedidos se os atacantes quebrarem simultaneamente a criptografia clássica e a resistente a quântica. No entanto, o aumento no tamanho dos dados criptografados pode impactar a velocidade das conexões, o que é uma preocupação para a experiência do usuário. O Google já implementou MTCs no Chrome e está colaborando com a Cloudflare para testar a performance de cerca de 1.000 certificados. A Internet Engineering Task Force (IETF) também está trabalhando em padrões para essa nova era de segurança.

Google desenvolve certificados HTTPS resistentes a computadores quânticos

O Google anunciou um novo programa para o navegador Chrome, visando garantir que os certificados HTTPS sejam seguros contra os riscos futuros apresentados pelos computadores quânticos. A equipe de Segurança da Web e Redes do Chrome informou que, em vez de adicionar certificados tradicionais X.509 com criptografia pós-quântica ao Chrome Root Store, está colaborando com parceiros para desenvolver uma nova abordagem baseada em Certificados de Árvore de Merkle (MTCs). Essa proposta visa reduzir o número de chaves públicas e assinaturas necessárias durante o handshake TLS, permitindo que uma Autoridade Certificadora (CA) assine um único ‘Tree Head’ que representa milhões de certificados. Isso resulta em uma prova leve de inclusão na árvore, facilitando a adoção de algoritmos pós-quânticos sem aumentar a largura de banda associada às cadeias de certificados clássicas. O Google já está testando MTCs com tráfego real da internet e planeja uma implementação gradual em três fases até o terceiro trimestre de 2027, com o objetivo de manter a performance da web enquanto se adota uma segurança mais robusta.

Chrome vai bloquear acesso a sites sem HTTPS a partir de 2026

O Google anunciou que, a partir de outubro de 2026, o navegador Chrome exigirá permissão explícita dos usuários para acessar sites que não utilizem HTTPS, um protocolo que garante conexões seguras. Essa mudança, que será implementada com o lançamento do Chrome 154, visa aumentar a segurança na navegação e dificultar ações de hackers que exploram conexões HTTP não criptografadas. O novo recurso, denominado ‘sempre usar conexões seguras’, será ativado automaticamente, mas os usuários não receberão alertas repetidos para sites que acessam frequentemente. A primeira fase do teste começará em abril de 2026 com o Chrome 147, focando inicialmente em usuários da Navegação Segura Melhorada, que já conta com mais de 1 bilhão de pessoas. A medida se aplica apenas a sites públicos, excluindo servidores privados e intranets corporativas. O Google enfatizou que essa é uma etapa significativa em sua estratégia de segurança, embora ainda haja muito a ser feito para garantir uma navegação mais segura na web.

Mudanças no cenário de cibersegurança novos ataques e vulnerabilidades

O cenário de cibersegurança está em constante evolução, com atacantes focando em alvos de alto impacto e explorando novas vulnerabilidades. Recentemente, o Hijack Loader foi utilizado em campanhas de phishing na América Latina, especificamente na Colômbia, onde e-mails falsos relacionados ao escritório do Procurador Geral foram enviados para disseminar o PureHVNC RAT. Além disso, um ex-empregado de um contratante de defesa dos EUA foi condenado por vender segredos comerciais a um corretor russo, recebendo pagamentos em criptomoedas. A Europol alertou sobre o aumento da fraude global impulsionada por chamadas com identificação falsa, que causam perdas estimadas em 850 milhões de euros anualmente. Em resposta a essas ameaças, o Google anunciou que o Chrome passará a usar HTTPS como padrão a partir de abril de 2026, visando aumentar a segurança dos usuários. Por fim, uma avaliação da segurança cibernética do setor energético dos EUA revelou uma exposição significativa à internet, com quase 40 mil hosts vulneráveis. Esses eventos destacam a necessidade urgente de ações proativas por parte das organizações para proteger seus ativos digitais.