Head Mare

Grupo Head Mare explora falhas em servidores TrueConf para atacar empresas russas

O grupo de cibercriminosos conhecido como Head Mare está novamente explorando falhas de segurança em servidores TrueConf não corrigidos, visando empresas russas em setores como eletrônicos, transporte e energia. A Kaspersky, empresa de cibersegurança, detectou essas atividades em julho de 2026. Os atacantes utilizam uma cadeia de vulnerabilidades, identificadas como KLCERT-26-057 e KLCERT-26-058, que permitem a execução de código arbitrário com privilégios elevados. O ataque começa com a conexão ao servidor TrueConf na porta TCP 4307, onde um script malicioso é executado, permitindo que os atacantes substituam instaladores legítimos do cliente TrueConf por versões infectadas que implantam o backdoor PhantomCore. Além disso, um shell web é instalado para acesso remoto persistente, coletando dados da infraestrutura de TI e acessando o banco de dados do TrueConf. As vulnerabilidades foram corrigidas nas versões mais recentes do servidor TrueConf, e as organizações são aconselhadas a atualizar para garantir proteção. Este não é o primeiro ataque do Head Mare, que já havia explorado outras falhas zero-day anteriormente. A situação destaca a crescente ameaça de grupos APT e a importância de manter sistemas atualizados.

Grupo hacktivista Head Mare explora falhas em servidores TrueConf

O grupo hacktivista Head Mare tem explorado vulnerabilidades em servidores de videoconferência TrueConf não corrigidos, substituindo instaladores de clientes por versões maliciosas que implantam backdoors. As falhas permitiram que os atacantes executassem código arbitrário com altos privilégios, implantando os backdoors PhantomCore e PhantomGraph. O TrueConf é amplamente utilizado na Rússia, especialmente em setores empresariais e governamentais, como uma alternativa segura a ferramentas ocidentais como Zoom e Microsoft Teams. Pesquisadores da Kaspersky descobriram o ataque em julho, identificando que os hackers usaram a porta TCP 4307, que está aberta por padrão, para se conectar ao servidor TrueConf alvo sem autenticação. Eles exploraram vulnerabilidades específicas, permitindo a execução de scripts maliciosos e a substituição de arquivos críticos no servidor, resultando em acesso remoto persistente. O grupo também utiliza o PhantomGraph, que aceita comandos via uma conta do Microsoft OneDrive, permitindo atividades de reconhecimento e exfiltração de credenciais. A Kaspersky observa que várias campanhas ativas do Head Mare estão direcionadas a organizações russas em diversos setores, utilizando métodos de acesso inicial como phishing e exploração de servidores web expostos.