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Hacker invade Agência Espacial Europeia e vaza 200GB de dados

Um hacker conhecido pelo pseudônimo 888 invadiu a Agência Espacial Europeia (ESA) e vazou 200GB de dados internos, incluindo informações sensíveis sobre desenvolvimentos e documentações. A invasão ocorreu em 18 de dezembro de 2025, e o hacker anunciou a venda dos dados em fóruns da dark web, apresentando capturas de tela como prova da violação. Os arquivos expostos incluem repositórios do Bitbucket, credenciais de acesso, configurações de servidores e documentação técnica de empresas parceiras como Thales Alenia Space e Airbus Defence and Space. A natureza dos dados sugere que a invasão pode ter comprometido códigos-fonte, pipelines de integração e credenciais que podem facilitar ataques futuros, como espionagem e abuso de cadeia de suprimentos. A ESA está atualmente investigando o incidente, que representa um risco significativo para a segurança da informação e a integridade de seus projetos em desenvolvimento.

NordVPN nega vazamento e afirma que hacker roubou dados fictícios

A NordVPN se defendeu de alegações de um hacker que afirmou ter invadido seus servidores e roubado dados sensíveis. O cibercriminoso, conhecido pelo pseudônimo 1011, alegou que acessou um servidor da empresa através de uma configuração inadequada. No entanto, a NordVPN esclareceu que os dados supostamente roubados eram fictícios e pertenciam a uma conta de teste, sem qualquer ligação com a infraestrutura real da empresa. Essa conta, utilizada para avaliar um serviço terceirizado, continha informações fabricadas, criadas especificamente para fins de análise e não representavam dados reais de clientes ou da empresa. Apesar do alvoroço causado pela alegação do hacker, que também mencionou ter roubado chaves de API da Salesforce, a NordVPN afirmou que não houve comprovação das alegações, já que o hacker não apresentou evidências concretas. A empresa entrou em contato com o fornecedor envolvido para investigar a situação. Este incidente destaca a importância da segurança em ambientes de teste e a necessidade de garantir que dados sensíveis não sejam expostos em configurações inadequadas.

Hacker ameaça vazar 40 milhões de dados da editora da Vogue e Wired

A Condé Nast, editora de revistas renomadas como Vogue e Wired, enfrenta uma grave ameaça de cibersegurança. Um hacker, identificado como ‘Lovely’, anunciou que pretende vazar mais de 40 milhões de dados da empresa, após a exposição de 2,3 milhões de credenciais da revista Wired durante um ataque ocorrido no Natal. O hacker alega que a Condé Nast ignorou alertas sobre falhas de segurança, o que motivou sua ação. Os dados já vazados incluem e-mails, nomes de usuários, endereços residenciais, números de telefone e informações pessoais de assinantes. Especialistas em segurança alertam que um vazamento em larga escala pode comprometer a privacidade de muitos usuários e abrir espaço para fraudes financeiras, especialmente considerando a reputação das marcas envolvidas. A Condé Nast ainda não se manifestou oficialmente sobre o incidente, mas a situação é crítica, dado o potencial impacto na segurança dos dados de seus assinantes.

Hacker que invadiu conta de Obama é condenado a pagar R 28,8 milhões

Joseph James O’Connor, um hacker britânico de 26 anos, foi condenado a pagar aproximadamente R$ 28,8 milhões em Bitcoin por sua participação em um ataque ao Twitter (atualmente X) em 2020. O ataque comprometeu contas de várias figuras públicas, incluindo Barack Obama, Joe Biden e Elon Musk, e envolveu fraudes com criptomoedas. O’Connor foi extraditado da Espanha para os Estados Unidos, onde já cumpria uma pena de cinco anos de prisão por crimes como invasão de computadores e extorsão. O Serviço de Promotoria da Coroa Britânica obteve uma ordem de recuperação civil para apreender 42 bitcoins e outros ativos relacionados ao crime. O promotor Adrian Foster destacou a importância de garantir que criminosos não se beneficiem de suas ações, mesmo que não sejam condenados no Reino Unido. O incidente levantou preocupações sobre a segurança das contas verificadas no Twitter, levando a plataforma a restringir o acesso a essas contas até que a situação fosse resolvida.

Hacker é preso em Pernambuco por vazar dados sigilosos

Na terça-feira, 16 de setembro de 2025, um hacker de 26 anos foi preso em Pernambuco por invadir sistemas do governo e vender dados sigilosos a criminosos em todo o Brasil. A prisão foi resultado de uma colaboração entre a Polícia Civil do Rio Grande do Sul e a polícia pernambucana. O criminoso, que não teve seu nome revelado, era o líder técnico de uma quadrilha que utilizava falsificação de documentos e estelionato eletrônico. Entre os dados vazados estavam 239 milhões de chaves PIX e informações sensíveis de veículos e segurança pública. O hacker também afirmou ter acessado sistemas de inteligência do Brasil, incluindo investigações de fraudes bancárias. A operação que resultou na prisão é parte da terceira fase da Operação Medici Umbra, que já havia prendido outros dois membros da quadrilha em estados como Rio Grande do Norte e São Paulo. O caso destaca a crescente preocupação com a segurança cibernética no Brasil, especialmente em relação ao acesso não autorizado a dados pessoais e governamentais.

EUA oferecem US 11 milhões por hacker ucraniano de ransomware

Os Estados Unidos anunciaram uma recompensa de US$ 11 milhões (aproximadamente R$ 60 milhões) por informações que levem à captura de Volodymyr Tymoshchuk, um hacker ucraniano acusado de liderar uma série de ataques de ransomware que causaram prejuízos de até US$ 18 bilhões (R$ 97 bilhões) em três anos. Tymoshchuk é apontado como o responsável pelos ransomwares MegaCortex, LockerGoga e Nefilim, que operaram entre dezembro de 2018 e outubro de 2021. Os ataques visavam empresas de grande porte, instituições de saúde e complexos industriais, sendo um dos mais notórios o ataque à Norsk Hydro, que resultou em danos de R$ 440 milhões. O Departamento de Justiça dos EUA destacou que Tymoshchuk utilizava softwares de penetração, como Metasploit e Cobalt Strike, para infiltrar-se nos sistemas das vítimas, permanecendo oculto por meses antes de executar os ataques. Caso extraditado e julgado, ele pode enfrentar pena de prisão perpétua. A situação ressalta a crescente ameaça de ransomware e a necessidade de vigilância constante por parte das empresas, especialmente aquelas que operam em setores críticos.

Hacker chinês é condenado por sabotagem em rede de empresa dos EUA

Davis Lu, um hacker chinês de 55 anos, foi condenado a 48 meses de prisão por sabotagem deliberada na rede de computadores de sua antiga empregadora, uma corporação global com sede em Beachwood, Ohio. O juiz distrital dos EUA, Pamela A. Barker, proferiu a sentença em 21 de agosto de 2025, após um veredicto de culpabilidade em março. Lu, que trabalhou como desenvolvedor de software na empresa desde 2007, começou a criar códigos destrutivos após perder privilégios e responsabilidades em 2018. Entre suas ações, ele implementou loops infinitos para travar servidores, scripts para deletar perfis de colegas e um ‘kill switch’ que bloqueava todos os usuários caso sua conta fosse removida. Quando Lu foi demitido em setembro de 2019, o ‘kill switch’ foi ativado, causando interrupções significativas para milhares de usuários globalmente. O FBI destacou a importância da detecção precoce de ameaças internas e a responsabilidade dos cibercriminosos, enfatizando que ações como as de Lu não ficarão impunes.