Promotores franceses investigam ferramenta de IA da X por conteúdo ilegal
Na terça-feira, promotores franceses realizaram uma operação nas instalações da X em Paris, no âmbito de uma investigação criminal sobre a ferramenta de inteligência artificial Grok, amplamente utilizada para gerar imagens sexualmente explícitas. A investigação, iniciada em janeiro de 2025, foi ampliada após denúncias de que a Grok estaria gerando conteúdo ilegal e que a plataforma X estaria sendo utilizada para compartilhar deepfakes sexuais e conteúdo de negação do Holocausto. A operação foi conduzida pela unidade de cibercrime da Gendarmaria Nacional, com apoio de oficiais da Europol. Além disso, Elon Musk e a CEO da X, Linda Yaccarino, foram convocados para entrevistas voluntárias em abril de 2025, junto a outros funcionários da empresa. A investigação abrange sete delitos, incluindo a posse e distribuição de pornografia infantil e fraudes relacionadas à extração de dados. A Comissão Europeia também iniciou uma investigação para verificar se a X cumpriu as obrigações do Digital Services Act antes de implementar a ferramenta Grok. A X já foi multada em 120 milhões de euros por violações de transparência sob a mesma legislação.
