Github

Campanha de ataque à cadeia de suprimentos afeta pacotes do Packagist

Uma nova campanha de ataque coordenado à cadeia de suprimentos impactou oito pacotes no Packagist, incluindo código malicioso que executa um binário Linux a partir de uma URL do GitHub. Os pacotes afetados, todos relacionados ao Composer, tiveram o código malicioso inserido no arquivo package.json, em vez do composer.json, o que pode passar despercebido por desenvolvedores e equipes de segurança que focam apenas nas dependências do Composer. O código malicioso, que foi removido do Packagist, inclui um script postinstall que baixa um binário Linux, altera suas permissões e o executa em segundo plano. A análise revelou que o mesmo payload foi encontrado em 777 arquivos no GitHub, sugerindo uma campanha mais ampla. O nome do malware, ‘gvfsd-network’, é uma referência a um daemon do GNOME, e a natureza exata do payload baixado permanece desconhecida, pois a conta do GitHub associada foi desativada. A instalação maliciosa pode permitir execução remota de código e tenta ocultar suas atividades desativando a verificação TLS e suprimindo erros.

GitHub implementa controles de segurança para npm

O GitHub anunciou novas medidas de segurança para o npm, visando fortalecer a cadeia de suprimentos de software. A funcionalidade chamada ‘publicação em estágio’ permite que os mantenedores aprovem explicitamente uma versão de pacote antes que ela se torne disponível publicamente. Para isso, é necessário que o mantenedor passe por um desafio de autenticação de dois fatores (2FA) antes que o pacote seja enviado ao npmjs.com. Essa abordagem garante uma ‘prova de presença’ para cada publicação, incluindo aquelas provenientes de fluxos de trabalho CI/CD não interativos. Para utilizar a publicação em estágio, os mantenedores devem ter acesso de publicação ao pacote, que já deve existir no registro do npm, e ter 2FA habilitado. Além disso, o GitHub introduziu três novas flags de origem de instalação que permitem um controle mais rigoroso sobre as fontes de instalação de pacotes, aplicando uma abordagem de lista de permissões explícitas. Essas mudanças surgem em um contexto de aumento significativo de ataques à cadeia de suprimentos de software, especialmente em ecossistemas de código aberto, onde grupos cibercriminosos têm comprometido pacotes populares em larga escala.

Campanha automatizada Megalodon compromete repositórios do GitHub

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova campanha automatizada chamada Megalodon, que injetou 5.718 commits maliciosos em 5.561 repositórios do GitHub em um intervalo de seis horas. Os atacantes utilizaram contas descartáveis e identidades forjadas para inserir fluxos de trabalho do GitHub Actions que continham payloads em bash codificados em base64. Esses payloads têm a capacidade de exfiltrar segredos de CI, credenciais de nuvem, chaves SSH e outros dados sensíveis para um servidor de comando e controle. Entre os dados coletados estão variáveis de ambiente do CI, credenciais da AWS e do Google Cloud, chaves privadas SSH, tokens OIDC e arquivos de configuração. A campanha foi caracterizada por um uso astuto de nomes de autores e mensagens de commit que imitavam manutenção rotineira. O impacto é significativo, pois uma vez que um repositório é comprometido, o malware pode se espalhar ainda mais, aumentando o risco de roubo de credenciais em larga escala. O grupo TeamPCP, responsável por essa campanha, já comprometeu várias ferramentas de código aberto e parece estar motivado financeiramente, além de ter uma agenda geopolítica, como evidenciado pelo uso de malware destrutivo em máquinas localizadas no Irã e em Israel.

GitHub sofre ataque que compromete 3.800 repositórios internos

O GitHub confirmou que hackers acessaram 3.800 repositórios internos por meio de uma versão maliciosa da extensão Nx Console para Visual Studio Code, comprometida durante um ataque à cadeia de suprimentos da TanStack. O grupo de cibercriminosos TeamPCP é o responsável pelo ataque, que começou com a violação de pacotes npm da TanStack e Mistral AI, e se espalhou para outros projetos utilizando credenciais de CI/CD roubadas. O ataque permitiu que os invasores executassem fluxos de trabalho nos repositórios do GitHub como contribuidores. A extensão maliciosa, disponível por um curto período, tinha como objetivo roubar credenciais de diversas plataformas, incluindo npm e AWS. Embora o GitHub tenha tomado medidas para mitigar o incidente, como a rotação de segredos críticos, a equipe de segurança ainda investiga o alcance do ataque. O TeamPCP reivindicou acesso ao código-fonte do GitHub e está pedindo um resgate de pelo menos $50.000 por dados roubados. Este incidente destaca a vulnerabilidade das ferramentas de desenvolvimento e a necessidade de vigilância constante na segurança de extensões de software.

Ataque à cadeia de suprimentos compromete repositórios do GitHub

O GitHub confirmou que a violação de seus repositórios internos foi causada pela invasão de um dispositivo de um funcionário, que utilizava uma versão comprometida da extensão Nx Console para o Microsoft Visual Studio Code (VS Code). O ataque, atribuído ao grupo cibercriminoso TeamPCP, resultou na exfiltração de aproximadamente 3.800 repositórios. Apesar da gravidade do incidente, o GitHub assegurou que não há evidências de que informações de clientes fora de seus repositórios internos tenham sido afetadas. A extensão comprometida esteve disponível no Visual Studio Marketplace por apenas 18 minutos, mas foi tempo suficiente para que os atacantes distribuíssem um ladrão de credenciais que poderia coletar dados sensíveis de várias fontes, incluindo 1Password e AWS. Especialistas alertam que a natureza interconectada do software moderno facilita a exploração de vulnerabilidades, permitindo que um ataque inicial leve a compromissos subsequentes. A situação destaca a necessidade urgente de mudanças na segurança das ferramentas de desenvolvimento e na distribuição de código aberto.

Vazamento de dados da Grafana devido a token do GitHub comprometido

O vazamento de dados da Grafana foi causado por um token de workflow do GitHub que não foi rotacionado após um ataque à cadeia de suprimentos do npm, atribuído ao grupo de hackers TeamPCP. Durante a campanha de malware Shai-Hulud, pacotes do TanStack infectados com código de roubo de credenciais foram publicados no npm, comprometendo ambientes de desenvolvimento, incluindo o da Grafana. Quando o pacote malicioso foi liberado, o workflow de CI/CD da Grafana o consumiu, permitindo que um módulo de roubo de informações executasse no ambiente do GitHub e exfiltrasse tokens de workflow para os atacantes. A Grafana detectou a atividade maliciosa em 1º de maio e implementou um plano de resposta a incidentes, mas um token foi esquecido no processo, permitindo acesso a repositórios privados da empresa. Embora o código-fonte tenha sido roubado, a Grafana assegurou que não houve impacto nos dados dos clientes e que o código baixado durante o incidente é considerado seguro. A investigação continua, e a empresa se comprometeu a notificar os clientes afetados caso novas evidências surjam.

GitHub confirma violação de 3.800 repositórios internos

O GitHub confirmou que aproximadamente 3.800 repositórios internos foram comprometidos após um de seus funcionários instalar uma extensão maliciosa no Visual Studio Code (VS Code). A empresa removeu a extensão trojanizada do marketplace e isolou o dispositivo afetado. A investigação inicial sugere que a atividade envolveu a exfiltração de repositórios internos do GitHub, sem evidências de que dados de clientes armazenados fora desses repositórios tenham sido afetados. O grupo hacker TeamPCP reivindicou o acesso ao código-fonte do GitHub e à venda de cerca de 4.000 repositórios de código privado, pedindo pelo menos US$ 50.000 pelos dados. Este incidente destaca a vulnerabilidade das extensões do VS Code, que já foram alvo de ataques anteriores, com extensões maliciosas sendo usadas para roubar credenciais de desenvolvedores. O GitHub, que abriga mais de 420 milhões de repositórios de código, é amplamente utilizado por organizações ao redor do mundo, incluindo 90% das empresas da Fortune 100.

GitHub investiga violação de 4.000 repositórios internos

O GitHub está investigando uma violação de segurança em seus repositórios internos, após o grupo de hackers TeamPCP afirmar ter acessado cerca de 4.000 repositórios que contêm código privado. A plataforma, que é amplamente utilizada por mais de 4 milhões de organizações e 180 milhões de desenvolvedores, assegurou que, até o momento, não há evidências de que dados de clientes armazenados fora de seus repositórios internos tenham sido afetados. O TeamPCP anunciou a venda do código-fonte e de informações internas do GitHub por pelo menos US$ 50.000, afirmando que não se trata de um resgate, mas de uma venda legítima. O grupo já foi associado a ataques de cadeia de suprimentos em várias plataformas de desenvolvimento de código, incluindo compromissos anteriores que afetaram a segurança de imagens Docker e bibliotecas de código aberto. O GitHub está monitorando sua infraestrutura para atividades subsequentes e notificará os clientes afetados caso alguma evidência de impacto seja descoberta.

GitHub investiga acesso não autorizado a repositórios internos

O GitHub anunciou que está investigando um acesso não autorizado a seus repositórios internos, após o grupo de cibercriminosos conhecido como TeamPCP listar o código-fonte da plataforma e informações internas à venda em um fórum de crimes cibernéticos. Embora a empresa não tenha encontrado evidências de que informações de clientes tenham sido comprometidas, está monitorando sua infraestrutura para possíveis atividades subsequentes. O TeamPCP, conhecido por ataques à cadeia de suprimentos de software, está pedindo pelo menos US$ 50.000 pelo acesso a cerca de 4.000 repositórios. O GitHub também revelou que um dispositivo de um funcionário foi comprometido por uma extensão maliciosa do Microsoft Visual Studio Code, levando à rotação de segredos críticos. Além disso, o grupo está por trás da campanha de malware Mini Shai-Hulud, que comprometeu o pacote durabletask, permitindo a exfiltração de credenciais de provedores de nuvem e ferramentas de desenvolvimento. O ataque destaca a vulnerabilidade de ambientes de desenvolvimento e a necessidade de vigilância contínua em relação a ameaças emergentes.

Ataque à cadeia de suprimentos compromete repositórios do Grafana Labs

No dia 19 de maio de 2026, a Grafana Labs anunciou que, após investigar uma violação de segurança, não encontrou evidências de que sistemas de produção ou operações de clientes tenham sido comprometidos. O incidente se limitou ao ambiente do GitHub da empresa, que inclui código-fonte público e privado, além de repositórios internos. A violação foi originada de um ataque à cadeia de suprimentos do TanStack npm, realizado pelo grupo TeamPCP, que também afetou outras empresas como OpenAI e Mistral AI. A Grafana detectou a atividade maliciosa em 11 de maio de 2026 e, apesar de ter realizado a rotação de tokens de workflow do GitHub, um token não rotacionado permitiu o acesso dos atacantes aos repositórios. A empresa recebeu uma demanda de extorsão em 16 de maio, mas decidiu não pagar, temendo que os dados roubados não fossem excluídos e que isso pudesse incentivar futuros ataques. Desde então, a Grafana implementou medidas para reforçar sua segurança no GitHub, incluindo a rotação de tokens de automação e auditoria de commits em busca de atividades maliciosas.

Grupo de hackers acessa código-fonte da Grafana Labs

A Grafana Labs, responsável pela popular plataforma de análise e visualização de dados, confirmou que hackers acessaram seu código-fonte após uma violação em seu ambiente do GitHub, utilizando um token de acesso roubado. O grupo de extorsão conhecido como CoinbaseCartel reivindicou a responsabilidade pelo ataque, embora até o momento não tenha vazado dados. A empresa afirmou que não houve exposição de dados de clientes ou informações pessoais, e que os sistemas dos clientes permaneceram inalterados. Após a investigação, a Grafana invalidou as credenciais comprometidas e implementou medidas de segurança adicionais. O grupo de hackers tentou extorquir a empresa, exigindo pagamento para não publicar o código-fonte roubado, mas a Grafana optou por não ceder à demanda, seguindo as orientações do FBI, que desaconselha o pagamento de resgates. O CoinbaseCartel, que começou suas atividades em setembro do ano passado, já anunciou mais de 100 vítimas em seu portal de vazamento de dados, utilizando técnicas como engenharia social e phishing para obter acesso a redes-alvo. A Grafana planeja divulgar mais detalhes sobre o incidente após a conclusão de sua investigação.

Campanha de ataque à cadeia de suprimentos usa pacotes maliciosos

Uma nova campanha de ataque à cadeia de suprimentos de software foi identificada, utilizando pacotes ‘sleeper’ para disseminar cargas maliciosas que possibilitam o roubo de credenciais, manipulação de ações do GitHub e persistência SSH. A atividade foi atribuída à conta do GitHub ‘BufferZoneCorp’, que publicou repositórios associados a gems Ruby e módulos Go maliciosos. Os pacotes foram removidos do RubyGems e os módulos Go foram bloqueados. Os gems Ruby têm como objetivo automatizar o roubo de credenciais durante a instalação, coletando variáveis de ambiente, chaves SSH e segredos da AWS, que são exfiltrados para um endpoint controlado pelo atacante. Os módulos Go, por sua vez, têm capacidades mais amplas, como manipular fluxos de trabalho do GitHub Actions e adicionar chaves SSH para acesso remoto ao host comprometido. Os usuários que instalaram os pacotes são aconselhados a removê-los, revisar acessos não autorizados e rotacionar credenciais expostas.

Campanha Maliciosa Alvo de Administradores e Engenheiros de TI

Em março de 2026, o Atos Threat Research Center (TRC) identificou uma campanha maliciosa sofisticada que visa contas profissionais de alto privilégio, como administradores de empresas e engenheiros de DevOps. A operação utiliza técnicas avançadas, como envenenamento de SEO e uma arquitetura de distribuição em duas etapas via GitHub, para enganar as vítimas. Inicialmente, os usuários são direcionados a um repositório ‘fachada’ otimizado para SEO, que parece legítimo, mas redireciona para um segundo repositório que contém o malware disfarçado de ferramentas administrativas populares. Essa estratégia permite que os atacantes mantenham a visibilidade nos resultados de busca, mesmo após possíveis intervenções. Além disso, a campanha implementa um controle de comando e controle descentralizado utilizando contratos inteligentes na blockchain Ethereum, o que aumenta a resiliência da infraestrutura maliciosa. A análise técnica revela que a campanha continua ativa e evoluindo, com variantes do malware sendo identificadas. A complexidade e a persistência dessa ameaça destacam a necessidade de vigilância contínua e medidas de mitigação eficazes por parte das equipes de segurança cibernética.

Vulnerabilidade crítica no GitHub permite execução remota de código

Em março de 2026, o GitHub corrigiu uma vulnerabilidade crítica de execução remota de código (CVE-2026-3854) que poderia ter permitido a atacantes acessarem milhões de repositórios privados. A falha foi reportada por pesquisadores da empresa de cibersegurança Wiz, que a identificaram através do programa de recompensas por bugs do GitHub. A equipe de segurança do GitHub reproduziu e confirmou a vulnerabilidade em apenas 40 minutos, implementando uma correção em menos de duas horas após o relatório.

Vulnerabilidade crítica no GitHub permite execução remota de código

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma vulnerabilidade crítica no GitHub.com e no GitHub Enterprise Server, identificada como CVE-2026-3854, com uma pontuação CVSS de 8.7. Essa falha de injeção de comando permite que um usuário autenticado execute código remotamente com um único comando ‘git push’. O problema decorre da falta de sanitização adequada dos valores de opções de push fornecidos pelo usuário, que são incorporados nos cabeçalhos internos do serviço. Um atacante pode injetar campos de metadados adicionais através de valores manipulados, comprometendo a segurança do servidor. A empresa Wiz, especializada em segurança em nuvem, descobriu a vulnerabilidade e notificou o GitHub, que implementou uma correção em menos de duas horas. Embora a falha tenha afetado cerca de 88% das instâncias no momento da divulgação, não há evidências de exploração maliciosa até agora. A vulnerabilidade também permite a exposição cruzada entre inquilinos, possibilitando que um invasor acesse milhões de repositórios. Dada a gravidade da situação, é recomendado que os usuários apliquem a atualização imediatamente para garantir a proteção adequada.

Grupo LAPSUS vaza dados de repositório privado da Checkmarx

A empresa de segurança de aplicações Checkmarx confirmou que o grupo de ameaças LAPSUS$ vazou dados de seu repositório privado no GitHub. A investigação aponta que o vetor de acesso foi um ataque à cadeia de suprimentos, atribuído ao grupo TeamPCP, que permitiu o acesso a credenciais de usuários. Utilizando essas credenciais, os atacantes conseguiram acessar os repositórios da Checkmarx e publicar código malicioso em 23 de março. Em 22 de abril, os atacantes publicaram imagens Docker maliciosas e extensões para o scanner de segurança KICS da Checkmarx, que visavam roubar credenciais e arquivos de configuração. A Checkmarx confirmou que os dados vazados pertencem à empresa e são resultado da violação de março. Embora a empresa assegure que não há informações de clientes nos dados vazados, uma investigação forense está em andamento para determinar a natureza exata das informações expostas. O acesso ao repositório afetado foi bloqueado até a conclusão da investigação, e a Checkmarx espera fornecer mais detalhes em breve.

Grupo da Coreia do Norte usa GitHub para ataques cibernéticos

Recentemente, grupos de ameaças associados à Coreia do Norte têm utilizado o GitHub como infraestrutura de comando e controle (C2) em ataques direcionados a organizações na Coreia do Sul. Segundo a Fortinet, a cadeia de ataque começa com arquivos de atalho do Windows (LNK) ofuscados, que são distribuídos por meio de e-mails de phishing. Esses arquivos iniciam o download de um documento PDF falso e um script PowerShell que opera em segundo plano. O script realiza verificações para evitar a análise, terminando sua execução se detectar processos relacionados a máquinas virtuais ou ferramentas forenses. Caso contrário, ele extrai um script Visual Basic e estabelece persistência, garantindo que o payload do PowerShell seja executado automaticamente a cada 30 minutos. Além disso, o script coleta informações do sistema comprometido e as exfiltra para um repositório do GitHub, utilizando um token de acesso codificado. Essa técnica de usar plataformas confiáveis como o GitHub para controle de malware é uma estratégia que permite aos atacantes se camuflar e manter controle sobre os sistemas infectados. O uso de ferramentas nativas do Windows, em vez de malware personalizado, aumenta a eficácia dos ataques, reduzindo a taxa de detecção. A situação é preocupante, pois demonstra a evolução das táticas de grupos patrocinados pelo estado, como o Kimsuky, que também têm explorado outras técnicas de infecção baseadas em LNK.

Crescimento acelerado de vazamentos de segredos em 2025

O relatório State of Secrets Sprawl 2026 da GitGuardian revela um aumento alarmante de 34% nos segredos codificados expostos em 2025, totalizando 29 milhões de novos vazamentos. Este crescimento é impulsionado pela adoção de serviços de inteligência artificial (IA), que geraram 81% mais vazamentos em comparação ao ano anterior. A pesquisa destaca que repositórios internos são seis vezes mais propensos a vazamentos do que os públicos, com 32,2% dos repositórios internos contendo segredos críticos. Além disso, 28% dos vazamentos ocorreram fora do código, em ferramentas de colaboração como Slack e Jira, onde os segredos são frequentemente mais críticos. O estudo também aponta que 64% dos segredos vazados em 2022 ainda permanecem válidos, evidenciando a falha na rotação e revogação de credenciais. A segurança deve evoluir para uma governança contínua de identidades não humanas, eliminando credenciais estáticas e adotando práticas de gerenciamento de segredos mais robustas. A situação exige que as equipes de segurança se adaptem rapidamente a um cenário em constante mudança, onde a superfície de ataque se expande com a integração de novas tecnologias.

Campanha em larga escala ataca desenvolvedores do GitHub com alertas falsos

Uma nova campanha de cibersegurança está atacando desenvolvedores no GitHub, utilizando alertas falsos de segurança do Visual Studio Code (VS Code) para induzir usuários a baixar malware. Os posts, que aparecem na seção de Discussões de vários projetos, são elaborados como avisos de vulnerabilidade e apresentam títulos alarmantes, como “Vulnerabilidade Severa - Atualização Imediata Necessária”, frequentemente incluindo IDs de CVE falsos. Os atacantes se passam por mantenedores de código reais, criando uma falsa sensação de legitimidade. A empresa de segurança Socket identificou que essa atividade é parte de uma operação bem organizada, com posts automatizados de contas recém-criadas ou com pouca atividade, que geram notificações por e-mail para um grande número de usuários. Os links nos alertas direcionam para versões supostamente corrigidas de extensões do VS Code, hospedadas em serviços externos como o Google Drive, o que pode enganar os usuários apressados. Ao clicar, os usuários são redirecionados para um site que coleta informações sobre o sistema da vítima. Este incidente destaca a necessidade de cautela ao lidar com alertas de segurança e a importância de verificar a legitimidade das fontes antes de agir.

GitHub adota escaneamento com IA para segurança de código

O GitHub está implementando uma nova funcionalidade de escaneamento baseada em inteligência artificial (IA) para sua ferramenta de Segurança de Código, visando ampliar a detecção de vulnerabilidades além da análise estática tradicional do CodeQL. Essa mudança busca identificar problemas de segurança em áreas que são desafiadoras para a análise estática convencional, abrangendo mais linguagens e frameworks, como Shell/Bash, Dockerfiles, Terraform e PHP. O modelo híbrido, que combina a análise semântica profunda do CodeQL com as detecções de IA, deve entrar em pré-visualização pública no início do segundo trimestre de 2026.

Hackers atacam Aqua Security com imagens Docker maliciosas

Os hackers do TeamPCP, responsáveis pelo ataque à cadeia de suprimentos Trivy, continuam a direcionar suas ações contra a Aqua Security, comprometendo sua organização no GitHub e publicando imagens Docker maliciosas. O ataque, que ocorreu após a violação do pipeline de construção do GitHub do Trivy, resultou na entrega de malware voltado para roubo de informações. O Trivy, amplamente utilizado para detectar vulnerabilidades e configurações inadequadas, teve suas versões 0.69.5 e 0.69.6 publicadas sem correspondência nas liberações do GitHub, levantando suspeitas de comprometimento. A Aqua Security, após identificar a violação, lançou novas versões seguras do Trivy e contratou uma empresa de resposta a incidentes para investigar a situação. Apesar de novas atividades suspeitas terem sido detectadas, a empresa afirma que o Trivy não foi impactado. A análise sugere que o acesso dos hackers se deu por meio de uma conta de serviço com um token de acesso pessoal, que não possui proteção de autenticação multifatorial. A situação destaca a importância da segurança na cadeia de suprimentos e a necessidade de vigilância contínua em ambientes de desenvolvimento.

Scanner de vulnerabilidades Trivy comprometido em ataque supply-chain

O scanner de vulnerabilidades Trivy, amplamente utilizado por desenvolvedores e equipes de segurança, foi alvo de um ataque supply-chain realizado pelo grupo de ameaças conhecido como TeamPCP. O ataque resultou na distribuição de malware que rouba credenciais através de versões oficiais e ações do GitHub. A vulnerabilidade foi inicialmente divulgada pelo pesquisador de segurança Paul McCarty, que alertou sobre a versão 0.69.4 do Trivy, que havia sido comprometida. Análises posteriores revelaram que quase todas as tags do repositório trivy-action no GitHub foram afetadas, permitindo que o código malicioso fosse executado automaticamente em fluxos de trabalho externos. Os atacantes conseguiram comprometer o processo de construção do GitHub, substituindo scripts legítimos por versões maliciosas. O malware coletou dados sensíveis, incluindo chaves SSH, credenciais de nuvem e arquivos de configuração, armazenando-os em um arquivo que era enviado para um servidor de comando e controle. O ataque, que durou cerca de 12 horas, expôs a necessidade urgente de as organizações que utilizaram as versões afetadas tratarem seus ambientes como totalmente comprometidos, rotacionando todas as credenciais e analisando sistemas para possíveis compromissos.

Trivy, scanner de vulnerabilidades, é comprometido novamente com malware

O Trivy, um scanner de vulnerabilidades de código aberto mantido pela Aqua Security, sofreu sua segunda violação em um mês, resultando na entrega de malware que rouba segredos sensíveis de CI/CD. O incidente mais recente afetou as ações do GitHub ‘aquasecurity/trivy-action’ e ‘aquasecurity/setup-trivy’, utilizadas para escanear imagens de contêiner Docker e configurar fluxos de trabalho no GitHub. Um atacante forçou a modificação de 75 das 76 tags de versão no repositório ‘aquasecurity/trivy-action’, transformando referências de versões confiáveis em um mecanismo de distribuição para um infostealer. O malware, que opera em três etapas, busca extrair segredos valiosos de ambientes de CI/CD, como chaves SSH e credenciais de provedores de serviços em nuvem. O ataque é atribuído a um grupo conhecido como TeamPCP, que se especializa em roubo de dados na nuvem. Os usuários são aconselhados a usar versões seguras e a tratar todos os segredos de pipeline como comprometidos se estiverem usando versões afetadas. Medidas de mitigação incluem bloquear o domínio de exfiltração e monitorar contas do GitHub em busca de repositórios suspeitos.

Campanha de malware GlassWorm compromete repositórios Python no GitHub

A campanha de malware GlassWorm está em andamento, utilizando tokens do GitHub roubados para injetar código malicioso em centenas de repositórios Python. O ataque, identificado pela StepSecurity, afeta projetos como aplicativos Django, códigos de pesquisa em ML e pacotes do PyPI. Os invasores acessam contas de desenvolvedores, reescrevendo os commits legítimos com código obfuscado, mantendo a mensagem original. As injeções começaram em 8 de março de 2026, após a instalação de malware em sistemas de desenvolvedores por meio de extensões maliciosas do VS Code. O código malicioso, que verifica se o sistema está configurado para o idioma russo, baixa payloads adicionais projetados para roubar criptomoedas e dados. A campanha, chamada ForceMemo, destaca a evolução das táticas dos atacantes, que agora utilizam métodos de injeção que não deixam rastros visíveis no GitHub. A StepSecurity observa que a infraestrutura de comando e controle (C2) associada ao ataque já tinha transações registradas desde novembro de 2025, indicando um planejamento de longo prazo. Essa nova abordagem de ataque, que reescreve o histórico do git, representa um risco significativo para a segurança da cadeia de suprimentos de software.

Instaladores falsos do OpenClaw promovem malware no GitHub

Recentemente, pesquisadores da Huntress identificaram uma campanha maliciosa que utiliza instaladores falsos do OpenClaw, um agente de IA de código aberto, para disseminar malware. Os atacantes criaram repositórios no GitHub que se apresentavam como instaladores legítimos do OpenClaw, sendo promovidos pelo recurso de busca aprimorada da IA do Microsoft Bing. Esses repositórios, embora parecessem autênticos à primeira vista, continham instruções que levavam os usuários a executar comandos que implantavam malware, como infostealers e proxies. Para usuários de macOS, as instruções incluíam um comando bash que direcionava para um repositório malicioso, enquanto usuários do Windows eram levados a baixar executáveis que continham loaders de malware. Entre os malwares identificados estavam o Vidar, que coleta dados de usuários, e o GhostSocks, que transforma máquinas em nós de proxy. A Huntress reportou os repositórios maliciosos ao GitHub, mas ainda não está claro se foram removidos. Este incidente destaca a importância de verificar a autenticidade de fontes de download e a necessidade de cautela ao buscar software online.

Vulnerabilidade no GitHub Codespaces permite controle malicioso por AI

Uma vulnerabilidade descoberta no GitHub Codespaces, chamada RoguePilot, permitiu que atacantes injetassem instruções maliciosas no GitHub Copilot, potencialmente assumindo o controle de repositórios. Essa falha, identificada pela Orca Security, foi corrigida pela Microsoft após uma divulgação responsável. O ataque ocorre quando um usuário abre um Codespace a partir de um problema no GitHub que contém instruções ocultas. Essas instruções são processadas automaticamente pelo Copilot, permitindo que os atacantes executem comandos maliciosos sem que o usuário perceba. A vulnerabilidade é um exemplo de injeção de prompt passiva, onde comandos maliciosos são incorporados em dados processados por modelos de linguagem. Além disso, a pesquisa revelou que técnicas de aprendizado de reforço podem ser usadas para remover características de segurança dos modelos, aumentando o risco de exploração. O uso de backdoors em sistemas de IA também foi destacado, permitindo que atacantes interceptem e manipulem dados sem o conhecimento do usuário. Essa situação levanta preocupações significativas sobre a segurança em ambientes de desenvolvimento baseados em IA, especialmente em relação à proteção de dados sensíveis.

Vulnerabilidade crítica na AWS poderia permitir ataques a repositórios do GitHub

Uma falha crítica de configuração no serviço AWS CodeBuild expôs repositórios do GitHub gerenciados pela AWS a potenciais ataques de cadeia de suprimentos. A vulnerabilidade, identificada pela equipe de segurança Wiz e chamada de ‘CodeBreach’, permitia que usuários não autorizados iniciassem processos de build privilegiados, expondo tokens de acesso do GitHub armazenados no ambiente de construção. Isso poderia ter permitido a distribuição de atualizações de software comprometidas para uma vasta gama de aplicações e clientes da AWS. A AWS corrigiu a falha em menos de 48 horas após a notificação, sem evidências de abuso. A empresa também recomendou que os usuários revisassem suas configurações de CI/CD, ancorassem filtros de regex de webhook e limitassem os privilégios de tokens. A situação destaca a importância de uma configuração adequada em ambientes de desenvolvimento e a necessidade de vigilância contínua contra possíveis vulnerabilidades.

Vulnerabilidade crítica no AWS CodeBuild expõe repositórios do GitHub

Uma falha de configuração crítica no AWS CodeBuild, identificada como CodeBreach, poderia ter permitido a tomada total dos repositórios do GitHub da Amazon, incluindo o AWS JavaScript SDK. A vulnerabilidade foi corrigida em setembro de 2025, após uma divulgação responsável em agosto do mesmo ano. Pesquisadores da Wiz relataram que, ao explorar essa falha, atacantes poderiam injetar código malicioso, comprometendo não apenas aplicações que dependem do SDK, mas também a própria Console da AWS, colocando em risco todas as contas AWS.

Nova campanha de malware utiliza repositórios do GitHub para disseminação

Pesquisadores de cibersegurança alertam para uma nova campanha que utiliza repositórios Python hospedados no GitHub para distribuir um Trojan de Acesso Remoto (RAT) baseado em JavaScript, denominado PyStoreRAT. Esses repositórios, que se apresentam como ferramentas de desenvolvimento ou de inteligência de código aberto (OSINT), contêm apenas algumas linhas de código que baixam e executam um arquivo HTA remotamente. O PyStoreRAT é um implante modular que pode executar diversos tipos de arquivos, incluindo EXE, DLL e scripts em PowerShell. Além disso, ele implanta um ladrão de informações chamado Rhadamanthys como carga adicional. A campanha começou em junho de 2025 e se espalhou por meio de contas do GitHub, muitas vezes inativas, que foram reativadas para publicar os repositórios maliciosos. Os atacantes utilizam técnicas para aumentar artificialmente a popularidade dos repositórios, como inflar métricas de estrelas e forks. O malware é projetado para evitar a detecção de soluções de EDR, utilizando lógica de evasão e executando comandos que podem roubar informações sensíveis, especialmente relacionadas a carteiras de criptomoedas. A origem dos atacantes sugere um grupo de língua russa, e a campanha representa uma evolução nas técnicas de infecção, utilizando implantes baseados em scripts que se adaptam às medidas de segurança existentes.

Vulnerabilidade crítica no Gogs em exploração ativa afeta mais de 700 instâncias

Uma vulnerabilidade de alta severidade, identificada como CVE-2025-8110, está sendo ativamente explorada em mais de 700 instâncias do Gogs, um serviço de Git auto-hospedado. Com uma pontuação CVSS de 8.7, a falha permite a execução local de código devido a um manuseio inadequado de links simbólicos na API de atualização de arquivos. A vulnerabilidade foi descoberta acidentalmente em julho de 2025 durante uma investigação de infecção por malware. Os atacantes podem explorar essa falha para sobrescrever arquivos críticos no servidor e obter acesso SSH. Além disso, a Wiz, empresa de segurança em nuvem, observou que os atacantes deixaram repositórios comprometidos visíveis, indicando uma campanha de estilo ‘smash-and-grab’. Com cerca de 1.400 instâncias expostas, é crucial que os usuários desativem o registro aberto e limitem a exposição à internet. A Wiz também alertou sobre o uso de Tokens de Acesso Pessoal do GitHub como pontos de entrada para acessar ambientes de nuvem, destacando a necessidade de vigilância contínua e ações corretivas imediatas.

Sua IA de programação pode estar obedecendo a hackers sem você saber

Uma pesquisa da empresa de segurança Aikido revelou que ferramentas de inteligência artificial (IA) utilizadas em desenvolvimento de software, como Claude Code, Google Gemini e Codex da OpenAI, podem ser vulneráveis a injeções de prompts maliciosos. Essa vulnerabilidade ocorre quando essas ferramentas são integradas em fluxos de trabalho automatizados, como GitHub Actions e GitLab. Agentes maliciosos podem enviar comandos disfarçados de mensagens de commit ou pedidos de pull, levando a IA a interpretá-los como instruções legítimas. Isso representa um risco significativo, pois muitos modelos de IA possuem altos privilégios em repositórios do GitHub, permitindo ações como edição de arquivos e publicação de conteúdo malicioso. Aikido já reportou a falha ao Google, que corrigiu a vulnerabilidade no Gemini CLI, mas a pesquisa indica que o problema é estrutural e afeta a maioria dos modelos de IA. A falha é considerada extremamente perigosa, pois pode resultar no vazamento de tokens privilegiados do GitHub. A situação exige atenção redobrada dos desenvolvedores e gestores de segurança da informação para evitar possíveis explorações.

Pacote malicioso com 206 mil downloads explora repositórios do GitHub

Um pacote malicioso chamado “@acitons/artifact” foi descoberto pela Veracode Threat Research, utilizando técnicas de typosquatting para se passar pelo pacote legítimo “@actions/artifact”, que já conta com mais de 206 mil downloads. O ataque visava repositórios pertencentes ao GitHub, com o objetivo de roubar tokens sensíveis do ambiente de construção e potencialmente publicar conteúdo malicioso disfarçado como artefatos legítimos do GitHub.

O pacote malicioso continha seis versões que incluíam um hook pós-instalação projetado para baixar e executar um binário oculto chamado “ci_test_harness” de uma fonte remota. Este binário era tão sutil e ofuscado que conseguiu evitar a detecção por todos os principais motores antivírus no VirusTotal. O script de instalação executava um comando curl que baixava o binário malicioso, alterava suas permissões e o executava dentro do ambiente de CI/CD.

Pacote npm malicioso visa repositórios do GitHub

Pesquisadores de cibersegurança descobriram um pacote npm malicioso chamado “@acitons/artifact”, que faz typosquatting do legítimo “@actions/artifact”. O objetivo é comprometer repositórios pertencentes ao GitHub. A análise da Veracode revelou que seis versões do pacote, de 4.0.12 a 4.0.17, continham um script pós-instalação que baixava e executava malware. Embora a versão mais recente disponível no npm seja 4.0.10, o autor do pacote, identificado como blakesdev, removeu as versões comprometidas. O pacote foi carregado em 29 de outubro de 2025 e acumulou 31.398 downloads semanais, totalizando 47.405 downloads. Além disso, foi identificado outro pacote malicioso, “8jfiesaf83”, que também foi removido, mas teve 1.016 downloads. O script pós-instalação do pacote malicioso baixa um binário chamado “harness” de uma conta do GitHub que foi excluída, e executa um arquivo JavaScript que verifica variáveis do GitHub Actions, exfiltrando dados para um arquivo de texto em um subdomínio do GitHub. A Veracode classificou o ataque como direcionado, focando em repositórios do GitHub e uma conta de usuário sem atividade pública, possivelmente para testes.

65 das principais empresas de IA expõem segredos no GitHub

Uma investigação de segurança revelou que 65% das 50 principais empresas de inteligência artificial (IA) do mundo, avaliadas em mais de 400 bilhões de dólares, expuseram credenciais sensíveis no GitHub. Essas exposições incluem chaves de API e tokens de autenticação, que podem permitir acesso direto aos sistemas das empresas. Os pesquisadores descobriram que os segredos não estavam apenas em repositórios ativos, mas também em forks deletados e contas pessoais de desenvolvedores. A pesquisa destacou que, embora algumas empresas como LangChain e ElevenLabs tenham rapidamente corrigido as vulnerabilidades, quase metade dos vazamentos não recebeu resposta. Para mitigar esses riscos, recomenda-se que as empresas implementem varreduras obrigatórias de segredos em todos os repositórios públicos e estabeleçam canais de divulgação de segurança desde o início. O gerenciamento eficaz de segredos é crucial para proteger os ativos valiosos das empresas de IA e garantir a continuidade da inovação no setor.

Extensão maliciosa do VS Code com ransomware é detectada

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma extensão maliciosa para o Visual Studio Code (VS Code) chamada ‘susvsex’, que possui capacidades básicas de ransomware. Criada com auxílio de inteligência artificial, a extensão foi carregada em 5 de novembro de 2025, e não esconde suas funcionalidades maliciosas. Ao ser ativada, ela compacta, faz upload e criptografa arquivos de diretórios específicos do sistema operacional, como C:\Users\Public\testing no Windows e /tmp/testing no macOS. A Microsoft removeu a extensão do Marketplace do VS Code no dia seguinte à sua descoberta. Além da criptografia, a extensão utiliza um repositório privado no GitHub como canal de comando e controle (C2), onde busca novas instruções. O desenvolvedor, que se apresenta como residente de Baku, Azerbaijão, deixou evidências que podem facilitar a exploração por outros atacantes. Em um incidente separado, 17 pacotes npm foram encontrados disfarçados como kits de desenvolvimento, mas que executam o infostealer Vidar em sistemas infectados. Esses pacotes foram baixados mais de 2.240 vezes antes de serem removidos, destacando a necessidade de vigilância constante na cadeia de suprimentos de software.

Extensões do VS Code sequestradas para espalhar ransomware

Uma investigação recente revelou uma campanha cibernética que explora extensões maliciosas do Visual Studio Code (VS Code) para disseminar ransomware, utilizando repositórios do GitHub como parte de sua infraestrutura de comando e controle (C2). Os pesquisadores identificaram várias extensões no Marketplace do Visual Studio que continham cargas ocultas disfarçadas de utilitários legítimos para desenvolvedores. Após a instalação, esses pacotes executavam JavaScript ofuscado que lançava comandos do PowerShell. Os scripts maliciosos recuperavam cargas secundárias de repositórios do GitHub sob contas aparentemente benignas.

GitHub abusado como infraestrutura para configurações do malware Astaroth

O Astaroth, um conhecido trojan bancário, voltou a ser uma ameaça significativa ao abusar de plataformas de nuvem confiáveis, como o GitHub, para manter sua operação. O processo de infecção começa com e-mails de phishing altamente direcionados, que induzem os usuários a baixar um arquivo ZIP contendo um atalho do Windows ofuscado. Ao ser executado, esse atalho ativa um script JavaScript que baixa scripts adicionais, projetados para evitar análise e detecção. O malware é capaz de injetar código na memória, permitindo que ele opere sem deixar rastros no disco. Uma vez instalado, o Astaroth monitora as atividades bancárias e de criptomoedas do usuário, capturando credenciais através de eventos de teclado. O uso do GitHub para armazenar configurações do malware, disfarçadas em imagens PNG, permite que os atacantes atualizem suas operações mesmo após interrupções em seus servidores de comando e controle. A campanha destaca a crescente sofisticação das táticas de cibercriminosos, especialmente em regiões da América do Sul, como o Brasil, onde as instituições financeiras são alvos frequentes. Para se proteger, é crucial que organizações e indivíduos adotem medidas robustas de segurança, como autenticação multifator e monitoramento contínuo de endpoints.

Trojan bancário Astaroth usa GitHub para se manter ativo no Brasil

Pesquisadores de cibersegurança alertam sobre uma nova campanha que utiliza o trojan bancário Astaroth, que se aproveita do GitHub como infraestrutura para suas operações. Em vez de depender apenas de servidores de comando e controle (C2) que podem ser desativados, os atacantes hospedam configurações de malware em repositórios do GitHub. Isso permite que o Astaroth continue funcionando mesmo após a desativação de suas infraestruturas principais. O foco principal da campanha é o Brasil, embora o malware também atinja outros países da América Latina. O ataque começa com um e-mail de phishing que simula um documento do DocuSign, levando o usuário a baixar um arquivo que, ao ser aberto, instala o Astaroth. O malware é projetado para monitorar acessos a sites de bancos e criptomoedas, capturando credenciais por meio de keylogging. Além disso, o Astaroth possui mecanismos para resistir à análise e se autodestruir ao detectar ferramentas de depuração. A McAfee, em colaboração com o GitHub, conseguiu remover alguns repositórios utilizados pelo malware, mas a ameaça permanece ativa.

Novo RAT Android Indetectável é Descoberto e Disponibilizado no GitHub

Um novo Trojan de Acesso Remoto (RAT) para Android, anunciado como totalmente indetectável, foi encontrado publicamente no GitHub, levantando sérias preocupações entre pesquisadores de cibersegurança. Este RAT é projetado para contornar restrições de permissões e processos em segundo plano, especialmente em ROMs chinesas como MIUI e EMUI, representando uma das ameaças mais sofisticadas já observadas no Android.

O malware utiliza um dropper de múltiplas camadas que insere seu payload em aplicativos Android legítimos, permitindo que usuários desavisados instalem APKs comprometidos. Uma vez instalado, o RAT consegue escalar silenciosamente suas permissões, neutralizando o modelo de permissões do usuário. Com comunicação criptografada e técnicas de evasão, ele se torna quase invisível para softwares antivírus.

Páginas fraudulentas do GitHub enganam usuários de Mac e espalham malware

Pesquisadores de cibersegurança alertam usuários de Mac sobre uma campanha que utiliza repositórios fraudulentos no GitHub para disseminar malware, especificamente o infostealer conhecido como Atomic Stealer. Os atacantes criam contas falsas no GitHub, imitando empresas confiáveis para induzir os usuários a baixar softwares falsos. Um exemplo recente envolveu páginas que se passavam pelo LastPass, levando os usuários a executar comandos no terminal do Mac que baixavam e instalavam o malware. Essa técnica de engenharia social é potencializada por estratégias de SEO, que fazem com que os links maliciosos apareçam nas primeiras posições dos resultados de busca. Embora algumas páginas tenham sido removidas, os atacantes frequentemente retornam com novos perfis, levantando preocupações sobre a eficácia das plataformas em proteger os usuários. Para se proteger, recomenda-se baixar softwares apenas de fontes verificadas, evitar comandos de sites desconhecidos e manter o sistema atualizado.

Atores de Ameaça Usam GitHub para Armar Malware contra Usuários de macOS

Um novo ataque cibernético em larga escala tem como alvo usuários de macOS, utilizando o GitHub Pages para distribuir malware disfarçado de softwares confiáveis, como Malwarebytes e LastPass. Os criminosos criam repositórios falsos com nomes enganosos, otimizando-os para aparecer nas primeiras posições dos resultados de busca. O principal malware utilizado é o Atomic Stealer (AMOS), que rouba credenciais, dados de navegadores e informações de carteiras de criptomoedas sem o conhecimento do usuário. O ataque se aproveita de técnicas de SEO para atrair vítimas, levando-as a executar scripts de instalação maliciosos. Uma vez instalado, o AMOS se torna persistente, criando arquivos que garantem sua execução em logins e inicializações do sistema. Além disso, o malware manipula o conteúdo da área de transferência para redirecionar endereços de carteiras de criptomoedas. Para se proteger, os usuários devem evitar comandos de instalação de fontes não verificadas e utilizar soluções de anti-malware em tempo real. Em caso de infecção, recomenda-se a remoção de arquivos suspeitos e a reinstalação completa do macOS a partir de backups verificados.

E-mails de Phishing Entregues Através de Notificações Comprometidas do GitHub

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma campanha de phishing sofisticada que utiliza e-mails de notificação do GitHub para disseminar malware entre desenvolvedores de software. Os atacantes comprometem contas de bots do GitHub, enviando mensagens que imitam alertas legítimos de repositórios, conseguindo assim contornar filtros de e-mail avançados e direcionar suas ações a colaboradores de código aberto em diversas plataformas.

O ataque começa com o acesso não autorizado a contas de bots do GitHub, que têm permissão para gerar notificações automatizadas. Os vetores de comprometimento incluem ataques de phishing, uso de credenciais vazadas e exploração de tokens OAuth fracos. Após a invasão, os atacantes modificam as configurações dos bots para enviar e-mails de phishing que replicam a marca do GitHub, incluindo assinaturas DKIM válidas, o que dificulta a detecção.

GitHub reforça segurança após ataques à cadeia de suprimentos

O GitHub anunciou mudanças significativas em suas opções de autenticação e publicação, em resposta a uma série de ataques à cadeia de suprimentos que afetaram o ecossistema npm, incluindo o ataque Shai-Hulud. As novas medidas visam mitigar ameaças como o abuso de tokens e malware auto-replicante. Entre as alterações, destaca-se a implementação de autenticação de dois fatores (2FA) obrigatória para publicações locais, a limitação da validade de tokens granulares a sete dias e a introdução de uma nova funcionalidade chamada ‘publicação confiável’. Esta última elimina a necessidade de tokens npm, utilizando credenciais específicas de fluxo de trabalho que são criptograficamente autenticadas, garantindo a origem e o ambiente de construção de cada pacote publicado. O ataque Shai-Hulud, que injetou um verme auto-replicante em centenas de pacotes npm, destacou a vulnerabilidade do sistema, ao permitir que segredos sensíveis fossem extraídos de máquinas de desenvolvedores. Além disso, um pacote malicioso chamado fezbox foi identificado, capaz de roubar senhas de navegadores através de uma técnica esteganográfica. Embora o pacote tenha sido removido, ele ilustra a necessidade crescente de ferramentas de verificação de dependências. Essas mudanças são cruciais para aumentar a confiança na cadeia de suprimentos de software e proteger os desenvolvedores contra novas ameaças.

Campanha em larga escala usa GitHub Pages para distribuir malware no macOS

Uma nova campanha de cibersegurança está em andamento, visando usuários do macOS através de páginas fraudulentas no GitHub. A equipe de inteligência de ameaças da LastPass identificou repositórios falsos que imitam empresas legítimas, como gerenciadores de senhas e instituições financeiras. Esses sites, que aparecem nas primeiras posições dos resultados de busca, enganam os usuários a instalarem um software malicioso chamado Atomic Stealer, que coleta credenciais e dados sensíveis. Os atacantes utilizam técnicas de SEO agressivas para aumentar a visibilidade de suas páginas, dificultando a detecção. Quando os usuários clicam nos links de download, são redirecionados para um site que instrui a execução de um comando no Terminal do macOS, que baixa e executa um script malicioso. A LastPass recomenda que os usuários instalem aplicativos apenas de fontes verificadas e que as equipes de segurança monitorem URLs suspeitas. A campanha é uma preocupação crescente, especialmente devido à sua capacidade de evadir controles de segurança básicos e à rápida rotação de contas e repositórios utilizados pelos atacantes.

Campanha de malware atinge usuários do macOS via repositórios falsos no GitHub

A LastPass alertou sobre uma campanha de roubo de informações que está afetando usuários do macOS, utilizando repositórios falsos no GitHub para distribuir programas maliciosos disfarçados de ferramentas legítimas. Os pesquisadores da LastPass identificaram que os repositórios fraudulentos redirecionam as vítimas para um repositório que baixa o malware conhecido como Atomic Stealer. Além do LastPass, outras ferramentas populares como 1Password, Dropbox e Shopify também estão sendo impersonificadas.

A técnica utilizada inclui a otimização de mecanismos de busca (SEO) para posicionar links maliciosos nos primeiros resultados do Bing e Google, levando os usuários a clicar em botões de download que os redirecionam para páginas do GitHub. Essas páginas, criadas por múltiplos usuários para evitar remoções, instruem os usuários a executar comandos no Terminal, resultando na instalação do malware. Campanhas semelhantes já foram observadas anteriormente, utilizando anúncios patrocinados maliciosos e repositórios públicos para distribuir cargas maliciosas. A situação é preocupante, pois o uso de repositórios do GitHub para hospedar malware pode enganar até mesmo usuários mais experientes.

Desenvolvedores do PureHVNC RAT Usam GitHub para Hospedar Código Fonte

Pesquisadores de cibersegurança da Check Point descobriram um ecossistema de malware sofisticado, onde atores de ameaças utilizam repositórios do GitHub para hospedar a infraestrutura de comando e controle da família de malwares Pure. O desenvolvedor PureCoder aproveita plataformas legítimas para distribuir ferramentas maliciosas, dificultando a detecção. A investigação revelou uma cadeia de ataque complexa iniciada por técnicas de phishing, onde vítimas eram atraídas por anúncios de emprego falsos. Ao acessar sites maliciosos, comandos PowerShell eram copiados automaticamente para a área de transferência, levando ao download de arquivos JavaScript que implantavam o PureHVNC RAT. Este malware permite controle remoto de máquinas infectadas sem o conhecimento do usuário. Além disso, os repositórios do GitHub continham plugins para manipulação automatizada de redes sociais. A análise técnica revelou técnicas avançadas de anti-análise e criptografia, tornando a detecção ainda mais desafiadora. A descoberta de contas do GitHub com configuração de fuso horário UTC+0300 sugere uma possível origem russa para os desenvolvedores. Essa situação representa um risco significativo para a segurança cibernética, exigindo atenção das autoridades e profissionais de segurança.

Campanha de Malvertising Explora GitHub para Distribuir Malware

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma sofisticada campanha de malvertising que utiliza repositórios oficiais do GitHub para distribuir malware disfarçado como downloads do cliente GitHub Desktop. O ataque começa quando atores de ameaças ‘forkam’ repositórios legítimos do GitHub, inserindo conteúdo malicioso em arquivos README.md. Links manipulados direcionam os usuários para esses repositórios comprometidos, onde encontram uma página que parece ser a oficial do GitHub Desktop. No entanto, o link de download leva a um instalador malicioso, identificado como GitHubDesktopSetup-x64.exe, que inicia uma cadeia de execução complexa envolvendo processos legítimos do Windows para evitar a detecção. O malware utiliza técnicas de evasão sofisticadas, armazenando cargas úteis codificadas em mensagens de commit e executando scripts PowerShell maliciosos. A campanha é direcionada especificamente a sistemas Windows e demonstra como plataformas confiáveis podem ser abusadas para distribuir malware, destacando a necessidade de soluções robustas de detecção e resposta em endpoints e a importância da educação dos usuários sobre a verificação de fontes de download.

Ataque hacker no GitHub rouba mais de 3 mil chaves de acesso

Um novo ataque cibernético, denominado GhostAction, comprometeu mais de 3.300 chaves de acesso e credenciais no GitHub, conforme revelado pela empresa de segurança GitGuardian. O ataque, que começou a ser detectado em 2 de setembro de 2025, utiliza uma técnica que insere arquivos maliciosos no fluxo de trabalho do GitHub Actions, permitindo que os hackers leiam e enviem chaves de programação armazenadas em ambientes de projetos para servidores externos. Até o momento, foram identificados 817 repositórios afetados, abrangendo pacotes npm e PyPl, e comprometendo credenciais de serviços como AWS e Cloudflare. A GitGuardian notificou o GitHub e outras plataformas sobre a situação, e recomenda que os usuários afetados revoguem suas credenciais imediatamente para evitar a publicação de versões maliciosas de seus softwares. O ataque é semelhante a um incidente anterior, mas não há evidências de conexão entre eles. A situação destaca a vulnerabilidade da cadeia de abastecimento de software e a necessidade de vigilância constante por parte dos desenvolvedores e empresas que utilizam o GitHub.

Hackers Kimsuky exploram arquivos LNK e GitHub para entrega de malware

O Centro de Inteligência de Ameaças S2W da Coreia do Sul revelou uma campanha sofisticada do grupo APT Kimsuky, apoiado pela Coreia do Norte, que utiliza repositórios do GitHub para hospedar e atualizar malware baseado em PowerShell. Os atacantes disfarçam arquivos LNK como faturas eletrônicas, criando backdoors persistentes e exfiltrando metadados sensíveis para repositórios controlados por eles. A intrusão começa com um arquivo ZIP contendo um atalho malicioso que, ao ser executado, baixa e executa um script PowerShell de um repositório privado no GitHub. Este script não apenas disfarça a atividade maliciosa, mas também coleta informações críticas do sistema, como endereço IP e versão do sistema operacional, enviando esses dados de volta para o repositório do atacante. A análise dos repositórios revelou a utilização de ferramentas de acesso remoto (RAT) e processos de monitoramento de área de transferência. Para mitigar essa ameaça, recomenda-se que equipes de segurança monitorem o tráfego da API do GitHub e implementem validações mais rigorosas de tokens do GitHub em scripts.

Ataque à cadeia de suprimentos compromete dados da Salesloft

A Salesloft confirmou um vazamento de dados relacionado ao seu aplicativo Drift, que teve início com a violação de sua conta no GitHub. A investigação conduzida pela Mandiant, subsidiária do Google, revelou que o ator de ameaças identificado como UNC6395 teve acesso à conta do GitHub da Salesloft entre março e junho de 2025. Durante esse período, o invasor conseguiu baixar conteúdos de múltiplos repositórios, adicionar um usuário convidado e estabelecer fluxos de trabalho. Além disso, foram realizadas atividades de reconhecimento nas aplicações Salesloft e Drift. Embora não haja evidências de atividades além do reconhecimento, os atacantes conseguiram acessar o ambiente da Amazon Web Services (AWS) do Drift e obter tokens OAuth, que foram utilizados para acessar dados de integrações tecnológicas de clientes do Drift. Em resposta ao incidente, a Salesloft isolou a infraestrutura do Drift e tomou medidas de segurança, como a rotação de credenciais e a melhoria do controle de segmentação entre as aplicações. A Salesforce, que havia suspenso temporariamente a integração com a Salesloft, reestabeleceu a conexão, exceto para o aplicativo Drift, que permanecerá desativado até nova ordem.