Gemini Cli

Ator de ameaça russo usa IA para operar botnet em clínica dental

Um ator de ameaça de língua russa, conhecido como ‘bandcampro’, utilizou a ferramenta de IA de código aberto Gemini CLI do Google como agente de hacking, operando uma botnet em pequena escala. Entre 19 de maio e 21 de abril, o ator interagiu com a IA em mais de 200 sessões, controlando oito sistemas em uma clínica dental e acessando o banco de dados OpenDental. O agente de IA atuou como um ’testador de penetração autorizado’, salvando credenciais automaticamente e gerenciando a infraestrutura de comando e controle (C2) com um playbook que incluía operações padrão e códigos de infecção. A migração da botnet para uma nova infraestrutura C2 foi realizada em apenas seis minutos, com a IA diagnosticando problemas de tráfego e gerenciando a reconexão dos bots. Apesar de sua configuração leve, a botnet não utilizou técnicas sofisticadas de evasão. Além disso, o ator usou a IA para adivinhação de senhas e análise de dumps do 1Password. A pesquisa da Trend Micro destaca a capacidade da IA em automatizar operações de ataque, levantando preocupações sobre o uso de tecnologias de IA em cibercrimes.

Google corrige falha crítica no Gemini CLI que permite execução remota de comandos

O Google anunciou a correção de uma vulnerabilidade de gravidade máxima no pacote npm ‘@google/gemini-cli’ e no fluxo de trabalho ‘google-github-actions/run-gemini-cli’, que poderia permitir a execução de comandos arbitrários em sistemas host. Segundo a Novee Security, a falha permitia que um atacante externo não privilegiado forçasse o carregamento de conteúdo malicioso como configuração do Gemini, resultando em execução de comandos diretamente no sistema host, antes mesmo da inicialização do sandbox do agente. A vulnerabilidade, que não possui um identificador CVE, apresenta uma pontuação CVSS de 10.0 e afeta versões específicas do Gemini CLI. O Google destacou que o impacto é limitado a fluxos de trabalho que utilizam o Gemini CLI em modo headless, e recomenda que os usuários revisem suas configurações para garantir que apenas pastas confiáveis sejam utilizadas. Além disso, a empresa está implementando medidas para reforçar a lista de permissões de ferramentas quando o Gemini CLI é configurado para rodar em modo –yolo, evitando que entradas não confiáveis possam levar à execução remota de código. O artigo também menciona uma vulnerabilidade no Cursor, uma ferramenta de desenvolvimento, que poderia resultar em execução de código arbitrário devido a uma interação de recursos no Git.

Gemini CLI no Kali Linux Guia para Tarefas Automatizadas de Pentest

O Kali Linux 2025.3 apresenta o Gemini CLI, uma interface de linha de comando de código aberto que integra a inteligência artificial Gemini do Google diretamente no terminal. Essa ferramenta inovadora transforma o teste de penetração tradicional ao automatizar tarefas de reconhecimento, enumeração e varredura de vulnerabilidades. Com comandos em linguagem natural, os profissionais de segurança podem delegar fluxos de trabalho repetitivos e se concentrar em análises mais profundas e remediações estratégicas.