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FTC proíbe Kochava de vender dados de localização sem consentimento

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) decidiu proibir a Kochava e sua subsidiária Collective Data Solutions (CDS) de vender dados de localização sem o consentimento explícito dos consumidores. A ação é resultado de uma denúncia feita em agosto de 2022, onde a FTC alegou que a Kochava coletava e comercializava dados de geolocalização precisos de centenas de milhões de dispositivos móveis. Esses dados permitiam que os clientes da empresa rastreassem os movimentos de usuários em locais sensíveis, como clínicas de saúde mental e abrigos para vítimas de violência doméstica. A Kochava oferecia acesso a esses dados por meio de uma plataforma amigável, cobrando uma taxa de assinatura de $25.000. A FTC destacou que muitos consumidores não estavam cientes da coleta e compartilhamento de seus dados, o que os deixava vulneráveis a riscos como assédio e discriminação. A proposta de ordem judicial exige que a Kochava obtenha consentimento explícito antes de compartilhar dados de localização e implemente um programa para gerenciar dados sensíveis. A decisão da FTC reflete um movimento crescente para regulamentar a vigilância comercial em massa e proteger a privacidade dos consumidores.

Aumento de Golpes em Redes Sociais nos EUA Chega a R 2,1 Bilhões

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) alertou sobre um aumento alarmante nas perdas financeiras decorrentes de golpes em redes sociais, que ultrapassaram R$ 2,1 bilhões em 2025. Desde 2020, os golpes originados no Facebook se destacam, com todas as faixas etárias, exceto pessoas acima de 80 anos, sendo afetadas. O relatório da FTC revelou que quase um em cada três americanos que perderam dinheiro para golpistas no último ano foram contatados por meio de plataformas sociais. Os golpistas utilizam diversas táticas, como hackeamento de contas e anúncios direcionados, para alcançar suas vítimas. Em resposta, a Meta implementou novas ferramentas de proteção contra fraudes em suas plataformas, incluindo alertas para solicitações de amizade suspeitas e sistemas avançados de detecção de golpes. O FBI também registrou mais de 1 milhão de queixas relacionadas a crimes cibernéticos, totalizando quase R$ 21 bilhões em perdas. Para se proteger, a FTC recomenda limitar quem pode ver suas postagens e pesquisar empresas antes de realizar compras.

Aplicativo de namoro é acusado de compartilhar 3 milhões de fotos

O aplicativo de relacionamento OkCupid está no centro de uma controvérsia após ser acusado de compartilhar aproximadamente 3 milhões de fotos de usuários com a empresa de reconhecimento facial Clarifai, sem o consentimento dos usuários. A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) revelou que, além das fotos, o OkCupid também forneceu dados de localização e outras informações pessoais. O Match Group, que opera o OkCupid, não negou nem confirmou as alegações, mas concordou em uma proibição permanente sobre a manipulação da forma como os dados dos usuários são utilizados. Essa situação levanta preocupações sobre a transparência e a privacidade dos dados, especialmente considerando que a Clarifai fornece tecnologia de reconhecimento facial para setores militares e governamentais. A FTC criticou o OkCupid por violar sua própria política de privacidade, que proíbe o compartilhamento de dados sem aviso prévio e a oportunidade de optar por não compartilhar. A investigação da FTC sugere que o OkCupid tem ocultado essas práticas desde 2014, o que agrava a situação em termos de conformidade e confiança do usuário.