Fraudes

Golpes no TikTok Shop Como Identificar e Evitar Fraudes

O TikTok Shop, recurso de vendas da plataforma, tem se tornado um alvo para golpistas que utilizam anúncios falsos, links disfarçados e páginas clonadas para enganar os consumidores. Desde seu lançamento no Brasil em maio de 2023, o comércio nas redes sociais tem atraído tanto usuários quanto criminosos. Especialistas alertam que os golpistas aproveitam a popularidade de produtos nas redes sociais, criando anúncios que geram o medo de perder uma oportunidade (FOMO) para induzir compras. Os usuários são frequentemente redirecionados para sites falsos que imitam a interface do TikTok, onde podem ter seus dados pessoais roubados. Para evitar fraudes, recomenda-se que os consumidores verifiquem se o vendedor possui o selo de verificação do TikTok, analisem o histórico da conta, confirmem informações de contato e desconfiem de preços excessivamente baixos. Influenciadores também têm um papel importante em denunciar o uso indevido de suas imagens e nomes. A conscientização e a precaução são essenciais para garantir uma experiência de compra segura na plataforma.

Coreia do Sul combate números falsos com reconhecimento facial

O governo da Coreia do Sul anunciou, em 19 de dezembro de 2025, a implementação de um sistema de verificação facial obrigatório para todas as operadoras de telefonia ao vender novos chips de celular. Esta medida, proposta pelo Ministério da Ciência e Tecnologias da Informação e Comunicação, visa combater o aumento de fraudes, especialmente os golpes de phishing por voz, conhecidos como vishing. A nova exigência inclui a apresentação de documentos de identidade durante a venda, o que deve dificultar a criação de contas fraudulentas. As principais operadoras do país, SK Telecom, LG Uplus e Korea Telecom, já oferecem um aplicativo chamado PASS, que armazenará informações biométricas dos usuários. A Coreia do Sul já enfrentou sérios problemas de segurança, com incidentes de vazamento de dados que afetaram milhões de cidadãos. Em 2024, a Coupang teve 30 milhões de registros expostos, e a SK Telecom também sofreu um vazamento significativo, resultando em multas e compensações financeiras. A medida é uma resposta a um cenário em que operadoras virtuais, que não possuem infraestrutura própria, foram responsáveis por 92% dos números falsos detectados no último ano.

Como se proteger de golpes digitais nas compras de fim de ano

Com a chegada das festividades de fim de ano, o aumento das compras online traz também um alerta sobre os golpes digitais. Segundo a plataforma SOS Golpe, quase 50% das denúncias em 2025 estão relacionadas a fraudes em e-commerce. Além disso, um estudo do Data Senado revela que mais de 40 milhões de brasileiros já sofreram prejuízos financeiros devido a crimes digitais. Os criminosos aproveitam a alta demanda por compras para disseminar promoções falsas, links maliciosos e criar lojas fraudulentas que imitam grandes varejistas. Para se proteger, especialistas recomendam a ativação da Autenticação Multifator (MFA), que exige múltiplas verificações para o acesso a contas. O uso de biometria, como impressões digitais e reconhecimento facial, também é uma medida eficaz. É crucial evitar redes Wi-Fi públicas ao realizar transações sensíveis e utilizar gerenciadores de senhas para manter a segurança das credenciais. Além disso, é importante desconfiar de ofertas que parecem boas demais para serem verdade e verificar a autenticidade das lojas antes de realizar compras. Com essas precauções, os consumidores podem reduzir significativamente o risco de se tornarem vítimas de fraudes digitais durante as compras de fim de ano.

Pós-Black Friday quando o golpe começa depois da compra

Após a Black Friday, os consumidores devem estar atentos a uma nova onda de golpes que ocorrem após a finalização das compras. Golpistas utilizam técnicas de phishing e engenharia social para explorar a ansiedade dos consumidores em relação ao recebimento de produtos. Um dos métodos mais comuns envolve o envio de e-mails ou mensagens falsas informando sobre problemas com a entrega, como taxas pendentes ou reembolsos, levando as vítimas a fornecer dados pessoais ou a realizar pagamentos indevidos. Além disso, fraudes mais sofisticadas têm sido registradas, como a devolução de produtos com caixas vazias ou adulteradas, e o uso de dados roubados para solicitar reembolsos indevidos. O Mapa da Fraude 2025 da Serasa Experian indica que, no sábado após a Black Friday, foram bloqueadas 17,8 mil tentativas de fraude, totalizando R$ 27,6 milhões. Para se proteger, os consumidores devem evitar clicar em links suspeitos, verificar a autenticidade das comunicações e utilizar autenticação em duas etapas. A segurança dos sistemas de devolução e reembolso deve ser reforçada pelas empresas para mitigar esses riscos.

Brasil lidera uso de deepfakes em fraudes na América Latina

Um relatório da Sumsub, empresa especializada em verificação de identidade, revelou que o Brasil é o líder na utilização de deepfakes para fraudes na América Latina, com um aumento alarmante de 126% entre 2024 e 2025. Apesar da diminuição geral no número de ataques, a complexidade das fraudes tem crescido, com 28% das tentativas globais sendo consideradas altamente sofisticadas. O uso de deepfakes e identidades sintéticas está se tornando cada vez mais comum, especialmente em um cenário onde 43% das empresas na região relataram ter sofrido fraudes. O relatório destaca que a manipulação de telemetria, onde dados de dispositivos e fluxos de câmera são alterados, está na vanguarda dessas fraudes. A digitalização das fraudes também é crescente, com 1 em cada 50 documentos falsificados gerados por inteligência artificial. Para enfrentar esses desafios, as empresas precisam adotar tecnologias de segurança mais avançadas, como biometria comportamental e monitoramento contínuo, para se protegerem contra esses novos métodos de ataque.

10 do lucro da Meta vem de fraudes e produtos ilegais, revelam documentos

Documentos obtidos pela Reuters revelam que a Meta, empresa responsável por plataformas como Facebook, Instagram e WhatsApp, obteve 10% de seu lucro anual em 2024, equivalente a US$ 16 bilhões, a partir de anúncios relacionados a fraudes e produtos ilegais. A investigação aponta que, ao longo de três anos, a Meta falhou em identificar e mitigar anúncios que direcionam usuários a lojas virtuais fraudulentas, golpes de investimento e comércio de produtos proibidos. Apesar de um porta-voz da Meta afirmar que os números foram inflacionados e que a empresa tomou medidas para reduzir esses anúncios, os documentos indicam que a companhia prioriza o lucro em vez de proteger os usuários. Em 2023, 96% dos 100.000 relatos de fraudes feitos pelos usuários foram ignorados. Embora a Meta tenha removido mais de 134 milhões de conteúdos fraudulentos em 2025, a documentação sugere que ainda é mais fácil anunciar fraudes em suas plataformas do que em concorrentes como o Google. A empresa planeja reduzir gradualmente o lucro proveniente de anúncios ilícitos, mas sem ações imediatas, mantendo uma política reativa em relação a regulamentações.

300 milhões de registros pessoais vazaram na dark web em 2025

Uma pesquisa da Proton revelou que 300 milhões de registros pessoais foram vazados na dark web, com 49% contendo senhas de usuários. O estudo, realizado com a ferramenta Data Breach Observatory, destacou que 71% dos dados expostos pertencem a pequenas e médias empresas. Além das senhas, 72% dos registros incluíam números de telefone e endereços, enquanto 34% continham informações de saúde e dados governamentais. O vazamento de credenciais é um indicativo de falhas graves na segurança digital, expondo os usuários a riscos de fraudes e ataques cibernéticos. A análise da Fortinet aponta que a combinação de contas legítimas com credenciais roubadas dificulta a detecção de fraudes, uma vez que os cibercriminosos podem se infiltrar nas atividades normais das empresas. A pesquisa também alerta que muitos vazamentos ocorrem com logins simples, sem a necessidade de técnicas sofisticadas. Para se proteger, é essencial adotar senhas fortes e únicas, além de implementar a autenticação de dois fatores sempre que possível.

Google bloqueia 10 bilhões de chamadas e mensagens maliciosas por mês

O Google anunciou que suas defesas contra fraudes em Android protegem usuários globalmente, bloqueando mais de 10 bilhões de chamadas e mensagens suspeitas mensalmente. A empresa impediu que mais de 100 milhões de números suspeitos utilizassem os Serviços de Comunicação Ricos (RCS), evitando que fraudes fossem enviadas. Recentemente, o Google implementou links mais seguros no aplicativo Google Messages, alertando os usuários sobre URLs em mensagens marcadas como spam. A análise de relatórios de usuários revelou que fraudes de emprego são as mais comuns, seguidas por golpes financeiros relacionados a contas falsas e esquemas de investimento. O Google também observou um aumento em mensagens fraudulentas enviadas em grupos, o que pode tornar as fraudes menos suspeitas. As mensagens fraudulentas seguem um padrão de envio, com picos de atividade nas manhãs de segunda-feira. Os golpistas utilizam táticas como ‘Spray and Pray’ e ‘Bait and Wait’ para enganar as vítimas, e a operação é apoiada por fornecedores que oferecem serviços de envio em massa. O cenário de mensagens fraudulentas é volátil, com golpistas mudando constantemente de estratégia para evitar a detecção.

Prejuízo médio com golpes digitais aumentou em 2025, revela pesquisa

A pesquisa ‘Golpes com Pix’, realizada pela Silverguard, revelou um aumento alarmante nos prejuízos causados por golpes digitais em 2025, com um crescimento médio de 21% em relação ao ano anterior. O estudo, que analisou 12.197 denúncias na Central SOS Golpe, mostrou que os golpes de engenharia social, que enganam as vítimas para que realizem pagamentos, resultaram em perdas de R$ 51 bilhões. Além disso, fraudes com cartão de crédito e golpes em contas-correntes e poupanças somaram R$ 23 bilhões e R$ 38 bilhões, respectivamente, totalizando mais de R$ 100 bilhões em prejuízos relacionados a golpes digitais no Brasil. A pesquisa também destacou uma mudança no perfil dos alvos, com 65% dos golpes direcionados a contas jurídicas, indicando uma profissionalização do crime digital. Os estados de Alagoas, Espírito Santo e Roraima lideram em termos de prejuízo médio por golpe. A análise aponta que as plataformas sociais, especialmente as da Meta, são os principais locais onde esses golpes ocorrem, com o uso crescente de inteligência artificial para tornar as fraudes mais convincentes. O cenário é preocupante, especialmente para pessoas acima de 60 anos, que são as mais afetadas por esses crimes.

Meta Introduz Novas Ferramentas de Segurança para Usuários do Messenger e WhatsApp

A Meta lançou um conjunto de novas ferramentas de segurança para o Messenger e WhatsApp, com o objetivo de proteger contas e ajudar especialmente os idosos a evitar fraudes comuns. Essas funcionalidades foram introduzidas durante o Mês de Conscientização sobre Cibersegurança e fazem parte de uma campanha global contra fraudes. Desde o início do ano, as equipes de segurança da Meta identificaram e interromperam quase 8 milhões de contas no Facebook e Instagram ligadas a centros de fraudes que visam pessoas em todo o mundo, incluindo idosos. Os novos recursos permitirão que os usuários relatem mensagens suspeitas com mais facilidade e bloqueiem automaticamente contas que apresentem comportamentos fraudulentos. Além disso, a Meta firmou parceria com o National Elder Fraud Coordination Center, uma organização sem fins lucrativos que reúne bancos, autoridades policiais e grupos de defesa para combater fraudes direcionadas a idosos. As fraudes mais comuns incluem serviços de reforma de casas falsos e serviços de recuperação de dinheiro que imitam sites oficiais, como o do FBI. O relatório de Crimes na Internet de 2024 do FBI revelou que americanos com 60 anos ou mais perderam cerca de 4,8 bilhões de dólares devido a fraudes no ano passado. As novas ferramentas e dicas visam tornar o Messenger e o WhatsApp mais seguros, especialmente para os idosos, que são mais vulneráveis a esses golpes.

Meta lança ferramentas para proteger usuários de Messenger e WhatsApp

No dia 21 de outubro de 2025, a Meta anunciou novas ferramentas para proteger os usuários do Messenger e do WhatsApp contra possíveis fraudes. No WhatsApp, serão introduzidos avisos quando os usuários tentarem compartilhar a tela com contatos desconhecidos durante chamadas de vídeo, prevenindo a exposição de informações sensíveis, como dados bancários e códigos de verificação. No Messenger, uma nova configuração chamada ‘Detecção de Fraudes’ permitirá que os usuários recebam alertas sobre mensagens suspeitas de contatos desconhecidos. A detecção ocorre no dispositivo do usuário, garantindo que as conversas com criptografia de ponta a ponta permaneçam seguras. Caso uma mensagem seja identificada como potencialmente fraudulenta, os usuários poderão optar por enviar as mensagens para uma revisão por inteligência artificial, embora isso desative a criptografia. A Meta também relatou ter tomado medidas contra mais de 21 mil páginas e contas no Facebook que se passavam por suporte ao cliente, além de ter desativado cerca de 8 milhões de contas associadas a centros de fraudes. Esses esquemas, frequentemente relacionados a fraudes de investimento, manipulam emocionalmente as vítimas, levando-as a perder grandes quantias de dinheiro. A empresa continua a trabalhar para combater esses crimes, especialmente aqueles que visam populações vulneráveis, como os idosos.

Mais de 1.400 sites retirados do ar na Operação Hércules da polícia alemã

A ‘Operação Hércules’, realizada pela polícia alemã em colaboração com autoridades da Bulgária e a Europol, resultou na desativação de mais de 1.400 sites fraudulentos que enganavam vítimas com promessas de investimentos em criptomoedas. Os golpistas utilizaram inteligência artificial para criar sites convincentes, simulando retornos financeiros significativos. Após o fechamento das páginas, foram registradas mais de 860.000 tentativas de acesso, evidenciando a popularidade dessas plataformas de investimento falsas. Os usuários eram induzidos a registrar contas e a investir, sendo inicialmente permitidos a retirar pequenas quantias, o que os levava a acreditar na legitimidade dos sites. Quando tentavam retirar valores maiores, eram informados sobre taxas ou impostos, e, em muitos casos, os sites simplesmente saíam do ar. Apesar da magnitude da operação, não houve prisões, o que sugere que os golpistas podem retomar suas atividades rapidamente. Especialistas alertam para a crescente incidência de fraudes relacionadas a criptomoedas, especialmente em um ambiente regulatório fraco, e recomendam cautela ao considerar investimentos em plataformas online.

Solução brasileira promete evitar fraudes em cidades inteligentes

A crescente adoção de soluções digitais em cidades inteligentes, que incluem serviços de água, energia e monitoramento, traz à tona a necessidade de segurança na Internet das Coisas (IoT). A plataforma Automatrust, apresentada na Futurecom 2025 pela Cermob, visa proteger dados em infraestruturas críticas. Reginaldo Cardoso de Oliveira, diretor da empresa, destaca que a vulnerabilidade a ataques cibernéticos é um desafio real, exemplificando como um hacker poderia bloquear o fornecimento de água ou energia. A solução utiliza um chip que torna as medições imutáveis, garantindo a originalidade dos dados por meio de certificação ICP-Brasil/Inmetro e criptografia avançada. Isso assegura que as medições sejam auditáveis e rastreáveis, aumentando a transparência e a confiança nos serviços públicos. Além de medidores de água, a tecnologia pode ser aplicada em iluminação pública inteligente e sistemas da indústria 4.0. A Cermob está colaborando com operadoras de telecomunicações para integrar essa tecnologia em chips, visando uma maior adoção no próximo ano. A Futurecom 2025, realizada em São Paulo, destacou a importância da cibersegurança e inovação em telecomunicações, refletindo a necessidade de soluções robustas para proteger as cidades do futuro.