Fraude

Falha de autorização expõe dados de 39 mil clientes da SafePal

A SafePal, fabricante de carteiras de hardware, revelou uma falha de autorização em um plug-in de rastreamento de pedidos que expôs informações pessoais de aproximadamente 39.798 clientes, incluindo nomes, endereços de e-mail, endereços de entrega, números de telefone e detalhes de compras. A empresa notificou os clientes afetados por e-mail em 16 de agosto, assegurando que dados sensíveis como credenciais de carteira e informações financeiras não foram comprometidos. A falha permitiu acesso não autorizado a informações de pedidos de outros clientes entre 2 de março de 2025 e 11 de abril de 2026, mas a SafePal não especificou quando a exploração começou ou quantas partes acessaram os dados. A empresa alertou que os clientes podem enfrentar tentativas de fraude, como chamadas e e-mails suspeitos. Além disso, a SafePal implementou medidas de segurança adicionais, incluindo a redução do tempo de retenção de dados pessoais para 90 dias e a purgação de registros afetados de servidores ativos. Um ator de ameaças anunciou um conjunto de dados relacionado ao incidente em um fórum de cibercrime, mas a SafePal não comentou sobre isso. O incidente destaca a vulnerabilidade de dados pessoais e a necessidade de vigilância constante contra fraudes.

Autoridades da Ucrânia fecham 94 call centers fraudulentos

As autoridades ucranianas desmantelaram 94 call centers fraudulentos que enganavam cidadãos com esquemas de investimento e tentativas de acesso a contas bancárias. A operação, realizada esta semana, envolveu a polícia nacional, o Serviço de Segurança da Ucrânia, o Ministério Público e a polícia alemã, resultando em 411 buscas. Os golpistas se passavam por funcionários de bancos, ameaçando bloquear contas a menos que pagamentos fossem feitos, e persuadiam as vítimas a fornecer dados de cartões de crédito e a instalar softwares de acesso remoto. Durante as operações, foram apreendidos 1.794 estações de trabalho, 3.336 equipamentos de computação, 1.346 telefones, 5.200 cartões SIM, 90 cartões bancários, ferramentas de acesso a 20 carteiras de criptomoedas, além de veículos e dinheiro em espécie. A polícia identificou que alguns call centers também visavam cidadãos de outros países, especialmente na União Europeia, e que alguns produtos promovidos eram falsos tratamentos médicos. Os envolvidos podem enfrentar penas de até 12 anos de prisão. A investigação forense dos equipamentos apreendidos visa identificar vítimas e a extensão das perdas.

Fraude em larga escala com sites falsos de empresas russas

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma campanha de fraude em larga escala que utiliza sites falsos de grandes empresas russas para desviar fundos de empresas internacionais. Desde 2017, os criminosos têm criado clones de sites de fabricantes de fertilizantes, empresas petroquímicas, bancos e outros setores, copiando conteúdo legítimo e utilizando domínios semelhantes. Os sites fraudulentos, disponíveis em várias línguas, visam principalmente organizações nos países da Comunidade dos Estados Independentes (CEI), utilizando chamadas frias e e-mails de phishing para enganar clientes internacionais e roubar pagamentos antecipados por produtos inexistentes. Um exemplo notável é uma empresa do Azerbaijão que perdeu cerca de $150.000 em uma transação fraudulenta. A investigação da empresa de cibersegurança F6 identificou quase 100 domínios falsificados e evidências de que a infraestrutura está ligada a campanhas anteriores. Os atacantes também se aproveitaram de avisos de fraude publicados por empresas vítimas, copiando-os para seus sites falsos. Para mitigar esses riscos, as organizações devem verificar a legitimidade de informações de contato e detalhes de pagamento antes de realizar transações.

Apple processada por roubo de Bitcoin via aplicativo fraudulento

Três pessoas processaram a Apple após perderem cerca de $1,8 milhão em Bitcoin devido ao download de um aplicativo fraudulento chamado Sparrow Wallet, disponível na App Store. A queixa, apresentada em 24 de julho na Califórnia, alega que a Apple falhou em revisar adequadamente as aplicações distribuídas em sua loja, promovendo-a como um ambiente seguro. Os autores, James Ramirez, Christopher Ellis e Jalen Delgado, afirmam que o aplicativo malicioso se passou pelo legítimo Sparrow Wallet e solicitou que inserissem suas frases-semente, resultando na transferência de suas criptomoedas para carteiras controladas pelos golpistas. Apesar de alertas anteriores sobre aplicativos fraudulentos, a Apple não tomou medidas eficazes para removê-los. Os demandantes buscam reembolso, danos compensatórios e punitivos, além de melhorias nos procedimentos da Apple para detectar fraudes. A situação destaca a vulnerabilidade dos usuários de criptomoedas e a necessidade de maior vigilância por parte das plataformas de distribuição de aplicativos.

Phishing em tempo real nova ameaça para seguradoras

As campanhas de phishing têm evoluído significativamente, especialmente em relação a instituições financeiras e seguradoras. Recentemente, investigações revelaram que os atacantes estão utilizando uma abordagem em tempo real, onde sincronizam suas atividades com as vítimas enquanto elas fazem login em portais legítimos de seguros. Isso transforma o phishing de uma simples coleta de dados em um sequestro ativo de contas, permitindo que os criminosos acessem informações sensíveis imediatamente.

As seguradoras, que expandiram rapidamente seus serviços online, se tornaram alvos atraentes devido à quantidade de dados pessoais e financeiros que armazenam. Em vez de usar e-mails de phishing tradicionais, os atacantes estão investindo em anúncios patrocinados no Google, que redirecionam as vítimas para sites falsos que imitam as plataformas legítimas. Essa nova técnica, chamada de “InsureOTP Kit”, permite que os operadores gerenciem sessões de vítimas em tempo real, coletando dados enquanto as vítimas interagem com o site falso.

Ciberataque à Upbound Group gera perdas de US 13 milhões

A fintech Upbound Group, anteriormente conhecida como Rent-A-Center, revelou que criminosos cibernéticos roubaram dados de seus sistemas e usaram essas informações para fraudes em contratos de leasing, resultando em perdas financeiras de aproximadamente US$ 13 milhões no segmento Acima no segundo trimestre deste ano. Em um comunicado à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), a empresa informou que informações não sensíveis de clientes e outros documentos foram acessados sem autorização. Os atacantes utilizaram esses dados para obter produtos por meio do sistema de leasing da Acima, que paga aos varejistas por esses bens, mas os fraudadores não realizaram os pagamentos de leasing, causando as perdas. Após a detecção do ataque, a Upbound implementou medidas de mitigação com o auxílio de especialistas em cibersegurança, incluindo controles de autenticação aprimorados e mecanismos adicionais de detecção de fraudes. As autoridades federais foram notificadas e a investigação do incidente continua. Até o momento, não há evidências de que o ataque tenha afetado decisões de investimento, e nenhum grupo de ransomware reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

Ator de ameaça russo utiliza IA para operações cibernéticas

Um ator de ameaça russo conhecido como ‘bandcampro’ está utilizando a inteligência artificial (IA) do Google Gemini CLI para realizar atividades cibernéticas, incluindo a criação de uma botnet e a execução de fraudes. A análise de 200 logs de sessões do Gemini CLI revelou que o ator utilizou a IA para quebrar senhas, configurar proxies residenciais e comprometer comerciantes do WordPress. A operação de comando e controle (C&C) do ‘bandcampro’ é compacta, consistindo em apenas três arquivos de texto, o que a torna facilmente replicável. A IA não apenas ajudou na migração do servidor C&C, mas também propôs melhorias sem ser solicitada. Além disso, o ator abusou da IA para gerenciar a botnet, enviar comandos em linguagem natural e realizar tarefas de exploração de credenciais. A facilidade de uso da IA permite que indivíduos com pouco conhecimento técnico realizem operações complexas, aumentando o risco de novos serviços de malware impulsionados por IA. A capacidade de replicar rapidamente a infraestrutura C&C torna as ações de desmantelamento menos eficazes, complicando os esforços de atribuição e resposta a incidentes.

Pacotes maliciosos e ransomware novos riscos em cibersegurança

Recentemente, pesquisadores de cibersegurança identificaram uma série de ameaças que destacam a vulnerabilidade de sistemas e usuários. Um grupo de 11 pacotes NuGet maliciosos, disfarçados como ferramentas de jogos, foi descoberto. Esses pacotes atuam como baixadores de um payload Python que coleta dados e envia informações para chats do Telegram. Além disso, um adversário russo, conhecido como UAT-11795, tem utilizado instaladores trojanizados para implantar o Starland RAT e um agente de comando e controle (C2) chamado WLDR, visando roubar credenciais e informações de carteiras de criptomoedas. Outro incidente alarmante envolve o ransomware Spirals, que criptografa redes em menos de 24 horas após a invasão, utilizando um servidor web IIS comprometido para obter acesso inicial. A CISA também adicionou novas vulnerabilidades ao seu catálogo de Exploits Conhecidos, exigindo que agências federais apliquem correções rapidamente. Por fim, autoridades na Europa desmantelaram redes de fraudes em criptomoedas, destacando a crescente complexidade e sofisticação das ameaças cibernéticas.

Polícia Espanhola desmantela organização de cibercrime e lavagem de dinheiro

A Polícia Espanhola desmantelou uma organização de cibercrime e lavagem de dinheiro que gerou €140 milhões (cerca de $160 milhões) por meio de fraudes de investimento e ataques de comprometimento de e-mail empresarial (BEC). A operação resultou na prisão de quatro indivíduos em Espanha, Portugal e Panamá. Os suspeitos gerenciaram uma rede de mais de 800 contas bancárias, recebendo grandes quantias de dinheiro ilícito de várias vítimas. Os fundos eram rapidamente dispersos e ocultados através de uma rede de contas, dificultando a rastreabilidade e permitindo a lavagem do dinheiro. A investigação revelou que €94 milhões foram canalizados através dessa rede, com outros €61 milhões relacionados a operações de BEC. A polícia identificou o uso de táticas de engenharia social, como a falsificação de executivos de alto escalão para desviar pagamentos. A operação incluiu buscas em seis locais e a apreensão de 15 computadores e mais de 170 smartphones, além do congelamento de €3 milhões em ativos. A polícia acredita que a rede de lavagem de dinheiro foi efetivamente desmantelada.

Autoridades do Reino Unido processam cinco por fraudes com chamadas

As autoridades britânicas acusaram cinco indivíduos após uma investigação da National Crime Agency (NCA) sobre a plataforma de falsificação de identificação de chamadas chamada Russian Coms. Essa plataforma, que operava desde 2020, permitia que criminosos realizassem mais de 1,8 milhão de chamadas fraudulentas, utilizando números de instituições financeiras e agências de segurança para enganar as vítimas. Os acusados, todos de Londres, enfrentam várias acusações, incluindo conspiração para fornecer artigos relacionados a fraudes e conversão de propriedade criminosa. A NCA revelou que a Russian Coms foi responsável por perdas financeiras que somam dezenas de milhões de libras, afetando cerca de 170 mil vítimas em mais de 107 países. A plataforma foi promovida em redes sociais como Telegram e Instagram e oferecia serviços como chamadas criptografadas e alteração de voz. A operação que resultou na desativação da Russian Coms, chamada ‘Operação Henhouse’, levou a 290 prisões em todo o Reino Unido e destacou a crescente preocupação com fraudes telefônicas que utilizam tecnologia avançada para enganar os consumidores.

Búlgaro é acusado de roubar criptomoeda enquanto estava preso

Rossen G. Iossifov, um cidadão búlgaro de 53 anos, foi acusado de roubar $290.000 em criptomoedas que haviam sido apreendidas pelo governo dos EUA, enquanto cumpria uma pena de 121 meses de prisão por lavagem de dinheiro. Iossifov, que já havia sido condenado em 2021 por operar uma exchange de criptomoedas chamada RG Coins, supostamente conspirou com outros para mover os fundos de uma conta apreendida, utilizando várias exchanges e serviços de mistura para evitar a detecção. O agente especial do Serviço Secreto dos EUA, Robert Holman, afirmou que a tentativa de Iossifov de desviar e lavar fundos legalmente apreendidos é um desafio direto ao sistema de justiça e uma desconsideração pelos direitos das vítimas. Iossifov já havia lavado quase $5 milhões para membros de uma rede de fraude que enganou pelo menos 900 americanos, utilizando anúncios falsos para vender produtos inexistentes. Ele foi condenado a pagar mais de $2,6 milhões em restituição às vítimas e, se condenado pelas novas acusações, pode enfrentar até 25 anos de prisão.

Ameaças cibernéticas fraudes globais e vulnerabilidades críticas

Recentemente, uma operação global contra fraudes resultou na prisão de 5.811 indivíduos e na interceptação de $293 milhões em ativos ilícitos, destacando a gravidade das fraudes de engenharia social. A operação, chamada First Light 2026, envolveu 97 países e revelou mais de 142.000 vítimas em todo o mundo. Além disso, uma campanha de typosquatting afetou pacotes npm e PyPI, visando SDKs de aplicativos de pagamento como Paysafe e Skrill, com o objetivo de roubar informações sensíveis. Outra vulnerabilidade crítica foi identificada no Esri ArcGIS Server, permitindo acesso não autenticado a arquivos sensíveis, com uma pontuação CVSS de 9.8. A pesquisa também revelou técnicas avançadas de injeção de código, como o Process Parameter Poisoning, que evita a detecção de atividades maliciosas. O alerta sobre a coleta de dados sensíveis por versões do Claude Code na China e uma campanha de phishing que utiliza chamadas do Microsoft Teams para disseminar o malware EtherRAT também foram destacados. Esses incidentes ressaltam a necessidade urgente de vigilância e mitigação de riscos em ambientes corporativos.

Operação global contra fraudes resulta em milhares de prisões

A Operação First Light 2026, coordenada pela INTERPOL, resultou na prisão de 5.811 suspeitos e na apreensão de US$ 293 milhões em ativos ilícitos em 97 países. Realizada entre 15 de janeiro e 30 de abril, a operação focou em fraudes de engenharia social, como comprometimento de e-mails empresariais, sextorsão e golpes de investimento, além de atividades de lavagem de dinheiro. Durante a operação, mais de 142.000 vítimas foram identificadas, e 31.014 contas bancárias foram bloqueadas. A INTERPOL utilizou mecanismos como o I-GRIP para interromper fluxos financeiros ilícitos. A operação é um reflexo do aumento das fraudes transnacionais, que afetam indivíduos, empresas e governos. A ação segue outras operações, como a Synergia II, que também resultaram em prisões e na desmantelação de infraestruturas de cibercrime. Tomonobu Kaya, diretor do Centro de Crimes Financeiros e Anticorrupção da INTERPOL, destacou a necessidade de uma estratégia coordenada entre os países para combater esses crimes, que exploram a psicologia humana para manipular as vítimas.

Campanha de phishing com código de dispositivo do Microsoft 365 em alta

Uma nova campanha de phishing utilizando códigos de dispositivo do Microsoft 365 foi identificada entre o final de junho e início de julho de 2026. A técnica, conhecida como ‘device code phishing’, explora um fluxo legítimo de autenticação OAuth 2.0, permitindo que atacantes contornem a autenticação multifator (MFA) e acessem contas sem precisar roubar senhas. Ao invés de criar páginas falsas, os criminosos manipulam usuários a completarem um prompt de autenticação real, inserindo um código que, na verdade, autoriza o acesso do invasor. A campanha observada pela ZeroBEC utiliza iscas relacionadas a colaborações e pagamentos, levando as vítimas a um site legítimo, mas comprometido, que orquestra o desafio de código do dispositivo. Essa abordagem é similar a uma campanha anterior, Storm-2372, e utiliza uma infraestrutura reutilizável chamada DEBULL, que permite a personalização das iscas sem alterar a base de identidade. O aumento desses ataques representa um risco significativo, facilitando a tomada de controle de contas, roubo de informações e fraudes. A situação exige atenção especial dos profissionais de segurança, especialmente em um cenário onde a autenticação legítima é explorada para fins maliciosos.

Microsoft implementa política para bloquear bots em reuniões do Teams

A Microsoft anunciou uma nova política de administração para o Teams, permitindo que organizadores impeçam bots de terceiros de ingressar em reuniões sem aprovação. Essa funcionalidade, que estará disponível em diversas plataformas, visa aumentar a segurança e o controle sobre a participação de bots, que podem ser utilizados para tarefas automatizadas, como anotações e transcrições. Ao ativar a política, o Teams detecta automaticamente bots suspeitos, colocando-os na sala de espera e solicitando a confirmação do organizador para sua entrada. Mesmo em reuniões onde a entrada direta é permitida, bots identificados ainda precisarão de aprovação. Além disso, a Microsoft planeja implementar controles adicionais, como listas de permissão para bots aprovados e relatórios administrativos sobre a presença de bots. A partir de dezembro, administradores poderão bloquear usuários externos do Teams para evitar abusos por grupos de cibercrime, incluindo ataques de engenharia social. Essas medidas são parte de um esforço contínuo da Microsoft para proteger seus usuários contra ameaças emergentes, como fraudes e ataques de phishing, que têm se intensificado na plataforma.

Comprometimento de E-mail Empresarial Uma Ameaça Organizada

O Comprometimento de E-mail Empresarial (BEC) é frequentemente visto como um simples golpe de e-mail, mas na verdade, é parte de uma operação organizada complexa. Os atacantes não apenas enviam e-mails fraudulentos, mas também realizam um extenso reconhecimento da organização alvo, analisando processos de compras e acessando contas de e-mail corporativas. Pesquisas recentes indicam que o uso de inteligência artificial (IA) está se tornando comum, permitindo a criação de e-mails mais convincentes e personalizados, o que dificulta a detecção. Os alvos preferidos incluem contas de SaaS, especialmente do setor financeiro, onde os atacantes buscam informações sobre contas a receber e a pagar. Além disso, call centers são utilizados para pressionar as empresas a realizarem pagamentos fraudulentos. A monetização do BEC enfrenta desafios, pois os hackers precisam encontrar contas bancárias confiáveis para transferir os fundos. A análise das discussões em fóruns underground revela que os atacantes estão cada vez mais sofisticados, utilizando IA para melhorar a eficácia de suas campanhas. Para se proteger, as empresas devem treinar seus funcionários, especialmente aqueles em posições financeiras, e estar atentas a comunicações que possam parecer legítimas, mas que na verdade são fraudulentas.

Ameaças cibernéticas na Copa do Mundo de 2026

O relatório da Check Point Research sobre a Copa do Mundo de 2026 revela um cenário alarmante de fraudes cibernéticas, com a infraestrutura de ataques já em funcionamento antes do início do torneio. Um em cada três parceiros oficiais da FIFA não possui proteção adequada contra a falsificação de domínios, permitindo que atacantes enviem e-mails fraudulentos que parecem vir de patrocinadores ou fornecedores. Além disso, houve um aumento de 60 vezes na detecção de aplicativos de apostas falsos em comparação com períodos anteriores, com operações coordenadas visando enganar os usuários. A pesquisa também identificou um aumento significativo na criação de sites de hotéis e viagens falsos, com 21,9% das inscrições ocorrendo apenas em abril de 2026, visando interceptar fãs no momento da compra. Esses dados destacam a necessidade urgente de monitoramento e proteção contra fraudes, especialmente em setores como serviços financeiros, transporte e hospitalidade, que estão sob risco elevado durante eventos globais.

Hype de GTA VI gera sites falsos que esvaziam contas de jogadores

O lançamento de Grand Theft Auto VI (GTA VI) está gerando uma onda de fraudes online, com criminosos criando sites falsos que prometem acesso antecipado ao jogo. Apesar de o jogo só ser lançado em 19 de novembro de 2026, sites fraudulentos já estão operando, oferecendo chaves beta e acesso VIP em troca de dinheiro ou informações pessoais. Especialistas da Malwarebytes e NordVPN alertam que esses sites utilizam inteligência artificial para imitar a marca da Rockstar, enganando até os jogadores mais cautelosos. Os golpistas exigem pagamentos em criptomoedas, dificultando reembolsos e a recuperação de valores. Além disso, alguns sites oferecem downloads de arquivos maliciosos que podem comprometer dispositivos e expor dados bancários. Os alvos principais são jogadores jovens e inexperientes, que estão ansiosos por novidades. A recomendação é que os jogadores verifiquem a autenticidade de qualquer site antes de fornecer informações pessoais ou financeiras. Aqueles que já foram vítimas devem alterar suas senhas e contatar seus bancos imediatamente.

Ameaça de fraudes no aplicativo Shop da Shopify cresce entre usuários

O aplicativo Shop, da Shopify, está sendo alvo de fraudes, onde criminosos inserem recibos de compras falsos na história de pedidos dos usuários. Essa prática visa enganar os consumidores para que forneçam dados sensíveis ou instalem softwares de acesso remoto. O Shop é uma plataforma popular na América do Norte, com 50 milhões de downloads no Google Play e 7 milhões de avaliações na App Store da Apple. Os golpistas estão se passando por marcas conhecidas como Norton, McAfee, Apple e PayPal, e incluem números de telefone nos recibos falsos, onde tentam convencer as vítimas a revelar credenciais de conta e detalhes de pagamento. Apesar de muitos recibos falsos apresentarem erros gramaticais, os usuários podem não perceber esses sinais ao verem faturas de grandes valores. A forma como esses recibos são inseridos no aplicativo ainda não está clara, mas a Gen Digital, empresa de cibersegurança, afirma que não há evidências de que o Shop ou as empresas impersonadas tenham sido comprometidos. Os usuários são aconselhados a não ligar para os números listados nos recibos suspeitos e a verificar diretamente com seus bancos qualquer cobrança não reconhecida.

Programas eficazes de prevenção à fraude em cibersegurança

Os programas de prevenção à fraude devem monitorar todos os pontos de contato com o cliente, desde a criação da conta até o checkout e interações com o serviço ao cliente. Essa prática oferece insights valiosos sobre o engajamento do usuário em cada interação. A coleta adequada de diferentes conjuntos de dados é fundamental para identificar métodos avançados de fraude e detectar tendências emergentes. O artigo descreve um caso de fraude em quatro níveis: transação, conta, plataforma e rede. No nível de transação, as interações dos usuários são monitoradas isoladamente, enquanto no nível de conta, comportamentos como geolocalização e biometria comportamental ajudam a identificar fraudes como o roubo de contas. O nível de plataforma analisa o desempenho de contas agrupadas, permitindo a identificação rápida de fraudes em anéis e ataques de múltiplas contas. Por fim, o nível de rede envolve parcerias com provedores para enriquecer dados e decisões com base em insights coletivos. O artigo destaca a importância de uma defesa em múltiplas camadas contra fraudes, enfatizando que os fraudadores estão sempre evoluindo suas táticas.

Jovem é condenado por hackeamento de contas da DraftKings

Nathan Austad, um jovem de 21 anos do Minnesota, foi condenado a 18 meses de prisão por seu envolvimento em um ataque cibernético que comprometeu 60 mil contas de usuários da plataforma de apostas e esportes fantasy DraftKings em novembro de 2022. Durante o ataque, os hackers adicionaram métodos de pagamento sob seu controle a 1.600 contas e roubaram cerca de 600 mil dólares. O ataque foi realizado por meio de ‘credential stuffing’, uma técnica que explora senhas fracas ou reutilizadas. Embora a DraftKings tenha inicialmente relatado um roubo de menos de 300 mil dólares, um mês depois, o número de contas comprometidas foi revisado para quase 68 mil. Além de Austad, outros conspiradores foram acusados, incluindo Joseph Garrison e Kamerin Stokes, que também foram condenados. O Departamento de Justiça dos EUA revelou que Austad lucrou com a venda de acessos a contas hackeadas, recebendo aproximadamente 465 mil dólares em criptomoedas. Além da pena de prisão, Austad foi condenado a três anos de liberdade supervisionada e a pagar mais de 1,3 milhão de dólares em restituição e confisco.

Deepfake como serviço tem aumento de 39 em conversas na dark web

Um novo relatório da plataforma de gerenciamento de exposição a ameaças, NordStellar, revela um aumento de 39% nas discussões sobre ‘deepfake as a service’ (DFaaS) na dark web, com 924 postagens entre janeiro e maio de 2026. Essa tendência é impulsionada pelos avanços em inteligência artificial generativa, que facilitam a criação de deepfakes hiper-realistas, tornando ataques como os de ‘fake boss’ mais acessíveis a criminosos. O ‘Business Email Compromise’ (BEC), uma forma de golpe que utiliza e-mails falsos, já causou perdas superiores a US$ 3 bilhões no último ano. Especialistas alertam que a educação dos funcionários e o monitoramento de dados vazados são essenciais para mitigar esses riscos. A capacidade de criar deepfakes convincentes pode levar a ataques mais sofisticados, exigindo uma resposta proativa das empresas para proteger suas informações e evitar fraudes.

EUA apreendem conta em nuvem ligada a fraudes com criptomoedas

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a apreensão de uma conta de computação em nuvem utilizada por subsidiárias do conglomerado empresarial HuiOne Group, baseado no Camboja. Essas subsidiárias são acusadas de facilitar a transferência de lucros provenientes de fraudes com criptomoedas e outros crimes cibernéticos, permitindo a conversão desses lucros para o setor bancário legítimo sem serem detectados. A conta apreendida hospedava a infraestrutura de backend para as subsidiárias, incluindo a HuiOne Guarantee, que operava um mercado ilícito no Telegram, movimentando bilhões de dólares entre 2021 e 2025. Os serviços oferecidos incluíam dados pessoais e financeiros, serviços de lavagem de dinheiro, desenvolvimento de sites fraudulentos e até ferramentas para facilitar a clonagem de voz e deepfakes. Apesar do encerramento das operações da HuiOne em maio de 2025, novas plataformas surgiram para preencher o vazio deixado. O Tesouro dos EUA também impôs sanções contra o Prince Group, classificado como Organização Criminosa Transnacional, que se beneficiava de operações de fraude e lavagem de dinheiro. A situação destaca a crescente complexidade e a adaptação do crime cibernético, que continua a impactar cidadãos americanos e, potencialmente, brasileiros.

Golpistas usam ferramentas de IA para enganar vítimas rapidamente

Um estudo recente da Kaspersky revela que golpistas estão utilizando ferramentas de inteligência artificial (IA) para enganar vítimas e obter dinheiro em menos de cinco minutos. Aproximadamente 64,5% das vítimas acreditam que a IA desempenhou um papel crucial em suas experiências de fraude. No Reino Unido, 54% dos entrevistados suspeitam que criminosos usaram deepfakes ou vozes sintéticas para imitar amigos ou familiares, criando cenários convincentes que se assemelham a interações genuínas. Mais da metade das vítimas completou pagamentos ou compartilhou informações sensíveis em até 30 minutos após o primeiro contato, e 12,2% o fizeram em apenas cinco minutos. Os golpistas frequentemente se movem entre várias plataformas de comunicação, aumentando sua credibilidade. Os tipos mais comuns de fraudes incluem oportunidades de investimento (40%), alertas de entrega falsos (38%) e esquemas de imitação de marcas (35%). A pesquisa também destaca que as perdas financeiras estão crescendo, com vítimas no Reino Unido perdendo em média £458,45 por golpe. Especialistas alertam que a conscientização sozinha não é suficiente e recomendam a combinação de cautela com medidas técnicas, como software antivírus e gerenciadores de senhas.

Inteligência Artificial aumenta risco de golpes por telefone, alerta Serasa

Golpes por telefone permanecem uma preocupação significativa no Brasil, especialmente com o avanço da inteligência artificial (IA), que torna essas fraudes mais difíceis de identificar. Rodrigo Sanchez, diretor da Serasa Experian, destacou que a IA permite que criminosos criem abordagens mais convincentes, simulando centrais de atendimento e utilizando informações reais sobre as vítimas, como nome e compras recentes. Isso representa um desafio crescente para a segurança cibernética, pois as ligações fraudulentas podem parecer cada vez mais legítimas. A pesquisa ‘Mapa da Fraude’ da Serasa revelou que tentativas de fraudes com identidade digital poderiam causar prejuízos de até R$ 1,98 bilhão no primeiro trimestre de 2026, caso não fossem bloqueadas. Além disso, foram registradas quase 1,5 milhão de tentativas de fraudes em cadastros e validações de identidade, um aumento de 36,6% em relação ao ano anterior. A recomendação é que os consumidores desconfiem de ligações que solicitem dados pessoais e confirmem a veracidade do contato através de canais oficiais.

Especialistas revelam rede de fraude de trabalhadores de TI da Coreia do Norte

Um relatório da Nisos revelou uma operação de fraude de emprego em larga escala, patrocinada pelo governo da Coreia do Norte, que visa infiltrar agentes em empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Entre dezembro de 2024 e setembro de 2025, 22 operativos submeteram mais de 166 mil candidaturas, resultando em mais de 21 mil entrevistas e 76 ofertas de emprego. A operação utilizou identidades roubadas, ferramentas de inteligência artificial (IA) e até mesmo representantes locais para aumentar a legitimidade das candidaturas. Os fraudadores focaram principalmente em cargos de engenharia de software e dados, com salários variando de US$ 55 mil a US$ 230 mil. A Nisos destacou que essa abordagem combina engano humano com táticas técnicas e recursos de IA, permitindo que esses agentes não apenas recebam salários, mas também acessem sistemas e dados, gerando receita para o regime norte-coreano. O uso de IA para criar currículos, treinar para entrevistas e gerar respostas em tempo real foi fundamental para o sucesso da operação, que representa uma evolução significativa nas táticas de cibercrime.

Maine desativa portal de notificação de vazamentos após inundação de falsas alegações

O estado do Maine, nos EUA, desativou temporariamente seu portal de notificação de vazamentos de dados após receber uma série de alegações fraudulentas. O portal, que permite que organizações relatem incidentes de segurança que afetam residentes do Maine, foi alvo de notificações falsas que se passavam por empresas conhecidas como Discord e VRChat. Após a confirmação de que essas alegações eram hoaxes, a Procuradoria Geral do Maine decidiu suspender o acesso público ao portal para investigar o caso. Embora as empresas ainda possam enviar notificações, o público não terá mais acesso às informações até que a situação seja resolvida. A Procuradoria Geral ressaltou que não há conhecimento de vazamentos legítimos por parte das empresas mencionadas, e que as notificações falsas foram removidas do sistema. A investigação visa prevenir abusos futuros do sistema de notificação, que é uma ferramenta importante para a transparência em questões de segurança de dados.

Fraudes por impostores causam perdas de US 3,5 bilhões nos EUA em 2025

A Comissão Federal de Comércio dos EUA (FTC) alertou que os americanos perderam US$ 3,5 bilhões devido a fraudes por impostores em 2025, com as perdas quase triplicando desde 2020. Essas fraudes foram a categoria de fraude mais relatada, representando quase um em cada três relatos feitos à FTC. Os golpistas utilizam mensagens de texto, chamadas telefônicas, e-mails e redes sociais para atingir suas vítimas. Os esquemas mais onerosos geralmente envolvem alertas falsos de segurança bancária, levando as vítimas a transferir fundos para ‘proteger’ suas contas. Os dados da FTC indicam que quase US$ 1 bilhão foi perdido para impostores de negócios, enquanto aproximadamente US$ 920 milhões foram perdidos para impostores governamentais. As redes sociais se destacaram como o vetor de ataque mais eficaz, com perdas superiores a US$ 2,1 bilhões, um aumento de oito vezes desde 2020. A FTC implementou a Regra de Impersonação em abril de 2024, resultando em ações de aplicação da lei contra várias empresas por fraudes relacionadas. O FBI também relatou que as vítimas nos EUA perderam quase US$ 21 bilhões para crimes cibernéticos em 2025, destacando a gravidade da situação.

FBI desmantela operação de phishing em larga escala da China

O FBI, em colaboração com o Google e o Black Lotus Labs, desmantelou uma operação de phishing chamada Outsider Enterprise, que utilizava milhares de sites falsos para roubar dados de cartões de crédito e senhas. A operação, que estava ativa desde pelo menos 2023, utilizava inteligência artificial e kits de phishing distribuídos para se passar por marcas confiáveis em mensagens enviadas por operadoras como AT&T, T-Mobile e Verizon. Estima-se que as campanhas de phishing tenham resultado no roubo de mais de 3,8 milhões de registros de cartões de crédito, causando perdas de aproximadamente 1,9 bilhão de dólares. Durante a ação, o FBI apreendeu servidores de administração, uma loja de e-commerce no Shopify e uma conta usada para testar o serviço de phishing. Além disso, foram confiscados cerca de 100 mil USDT de carteiras de pagamento da operação. O Google também processou civilmente a infraestrutura da operação e está colaborando com as operadoras para bloquear mensagens fraudulentas. A empresa destaca que os usuários do Android estão protegidos por defesas baseadas em IA, que detectam e bloqueiam mensagens maliciosas. Essa ação é parte da Operação Riptide do FBI, que visa combater atividades cibernéticas criminosas.

Maine desativa portal de notificações de vazamento de dados após fraudes

O estado do Maine, nos Estados Unidos, desativou temporariamente seu portal de notificações de vazamentos de dados após a publicação de divulgações fraudulentas. Relatos indicam que informações falsas foram enviadas ao portal, incluindo alegações de vazamentos de dados da plataforma Discord e do VRChat, que foram confirmadas como fraudulentas. O escritório do Procurador Geral do Maine reconheceu que houve abusos no sistema de relatórios, resultando na remoção das notificações falsas do banco de dados. A plataforma, que é utilizada por jornalistas e pesquisadores para monitorar incidentes de segurança, agora requer que o público entre em contato diretamente com o escritório para acessar cópias das divulgações. O incidente destaca a vulnerabilidade de sistemas automatizados de publicação de dados, que podem ser explorados para disseminar desinformação e prejudicar a reputação de empresas. A situação levanta preocupações sobre a integridade dos dados e a necessidade de revisões nos procedimentos de segurança para evitar abusos semelhantes no futuro.

Fraudes relacionadas à FIFA ameaçam fãs da Copa do Mundo 2026

Pesquisadores de segurança e o FBI alertam sobre uma onda de fraudes temáticas da FIFA que já está afetando os fãs da Copa do Mundo 2026, dias antes do início do torneio. Com mais de seis milhões de torcedores esperados e uma demanda de ingressos que supera em 30 vezes a oferta, os golpistas estão aproveitando a ansiedade dos fãs. O grupo GHOST STADIUM, por exemplo, registrou mais de 4.300 domínios fraudulentos, com páginas de login quase idênticas ao site oficial da FIFA, que coletam informações pessoais e podem revender ingressos. Além disso, aplicativos de streaming pirata estão sendo utilizados para disseminar malware bancário, comprometendo dispositivos móveis. As fraudes incluem também sites falsos de produtos, apostas e até e-mails de loteria prometendo prêmios. O FBI e outras entidades estão monitorando a situação, mas a quantidade de domínios fraudulentos ainda ativos é alarmante, com estimativas de perdas que podem chegar a bilhões de dólares. Os fãs devem ser cautelosos e comprar apenas através de canais oficiais.

Ação do DoJ combate fraudes cibernéticas com criptomoedas nos EUA

O Departamento de Justiça dos EUA (DoJ) anunciou os resultados de uma operação abrangente contra fraudes cibernéticas e de criptomoedas, que teve início em 18 de maio de 2026. A operação, chamada ‘Disruption Week’, resultou na desativação de milhões de contas em redes sociais e e-mails utilizadas por grupos de cibercrime transnacionais na Ásia. Além disso, mais de $3,8 milhões em criptomoedas foram congelados, relacionados à lavagem de dinheiro proveniente de fraudes. A U.S. Attorney Jeanine Ferris Pirro destacou que essas fraudes têm devastado as economias de muitos cidadãos americanos, especialmente os mais vulneráveis. A operação é parte da iniciativa Scam Center Strike Force, que visa desmantelar organizações criminosas envolvidas em fraudes online e tráfico humano. Os esquemas frequentemente envolvem a construção de relacionamentos com as vítimas antes de convencê-las a investir em plataformas fraudulentas, resultando em perdas financeiras significativas. A operação contou com a colaboração de empresas como Apple, Google e Coinbase, além de agências de polícia de vários países. O DoJ alertou que as fraudes com criptomoedas estão crescendo rapidamente, com perdas estimadas em mais de $7,2 bilhões em 2025, um aumento de 24% em relação ao ano anterior.

Operação Linha Fantasma PF combate fraudes bancárias por telefone

A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Linha Fantasma, focando em fraudes bancárias que utilizam a técnica da ‘falsa central telefônica’. Os golpistas enviam mensagens de texto (SMS) alertando sobre compras suspeitas e fornecem um número 0800 para que as vítimas entrem em contato com o banco. O objetivo é induzir as pessoas a compartilhar dados pessoais ou realizar transferências financeiras, como cancelamento de compras via Pix. A operação resultou em três mandados de busca e apreensão e duas prisões em flagrante em Feira de Santana (BA) e São Paulo (SP). A PF informou que os investigados podem responder por crimes como fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. A ação foi desencadeada após denúncias de operadoras de telefonia sobre o envio em massa de mensagens fraudulentas. Para se proteger, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) recomenda não fornecer dados pessoais, não instalar aplicativos solicitados durante ligações e sempre verificar a autenticidade das comunicações com os bancos através de canais oficiais.

Sites falsos de ingressos da FIFA crescem antes da Copa de 2026

Com a aproximação da Copa do Mundo de 2026, um aumento alarmante de sites falsos de venda de ingressos da FIFA foi identificado. Pesquisadores da Group-IB relataram a existência de mais de 4.300 domínios fraudulentos que imitam a presença oficial da FIFA, muitos dos quais estão ativos desde 2025, aguardando fãs desesperados por ingressos. Um grupo criminoso conhecido como Ghost Stadium é o principal responsável, criando uma réplica quase perfeita do site oficial da FIFA, utilizando um kit de phishing compartilhado. Os golpistas atraem vítimas através de anúncios no Facebook que prometem preços muito abaixo do mercado, levando-as a páginas falsas onde são induzidas a inserir suas credenciais. Uma vez que as informações são capturadas, os golpistas mudam as senhas das contas legítimas e revendem os ingressos. Além disso, os novos compradores são levados a preencher formulários que coletam dados pessoais e informações de pagamento, sem que os ingressos sejam entregues. As perdas financeiras decorrentes dessa fraude podem variar entre 71 milhões e 474 milhões de dólares. Para se proteger, os usuários devem sempre verificar o domínio do site e evitar anúncios suspeitos nas redes sociais.

Homem da Carolina do Norte é condenado por vender dados de idosos

Troy Murray, um homem de 57 anos da Carolina do Norte, foi condenado a mais de 10 anos de prisão por vender informações pessoais de mais de 7 milhões de idosos americanos a golpistas jamaicanos. Ele se declarou culpado de conspiração para cometer fraude eletrônica e foi sentenciado a 121 meses de prisão, além de três anos de liberdade supervisionada e a devolução de US$ 5,2 milhões. Entre 2016 e 2023, Murray comercializou listas de leads contendo nomes, números de telefone, endereços físicos e e-mails de idosos, que foram utilizados em fraudes de loteria. Ele cobrava entre US$ 500 por listas com 100 a 300 nomes, gerando lucros de mais de US$ 5,2 milhões e causando perdas superiores a US$ 9,5 milhões para as vítimas. O aumento da fraude contra idosos é alarmante, com o FBI relatando um aumento de 37% nas reclamações de fraudes entre pessoas com 60 anos ou mais, totalizando quase US$ 7,8 bilhões em perdas em 2025. O caso de Murray destaca a vulnerabilidade dos idosos e a necessidade de medidas de proteção mais robustas contra fraudes.

FBI alerta sobre sites falsos que imitam FIFA antes da Copa de 2026

O FBI emitiu um alerta sobre a criação de sites falsos que se passam pela FIFA, visando roubar informações pessoais e financeiras dos usuários, além de vender ingressos e pacotes de hospitalidade falsos para a Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. Os criminosos cibernéticos estão utilizando centenas de sites de phishing que imitam o domínio oficial fifa.com, fazendo pequenas alterações que podem passar despercebidas, como fiffa[.]com, e utilizando domínios alternativos como .org e .xyz. Esses sites fraudulentos coletam dados sensíveis, como nomes, endereços e informações bancárias, que podem ser usados para fraudes financeiras e roubo de identidade. Pesquisas de empresas de cibersegurança, como a Group-IB e a Bitdefender, revelaram campanhas de malvertising relacionadas à Copa do Mundo, promovidas em plataformas como Google Search e Facebook. Para se proteger, o FBI recomenda que os usuários acessem o site oficial digitando o endereço diretamente no navegador, evitem anúncios patrocinados e verifiquem a autenticidade dos sites antes de inserir dados sensíveis. Os usuários também são incentivados a relatar incidentes ao IC3 do FBI.

Executivos de empresa de rastreamento de chamadas se declaram culpados por fraude

Dois ex-executivos de uma empresa de rastreamento e análise de chamadas, Adam Young e Harrison Gevirtz, se declararam culpados por ocultar um esquema de fraude em suporte técnico que afetou vítimas em todo o mundo. Entre 2017 e 2022, eles operaram a C.A. Cloud Attribution, Ltd., fornecendo serviços a clientes envolvidos em fraudes de telemarketing e suporte técnico. Os golpistas enganavam usuários com anúncios falsos, alegando que seus sistemas estavam infectados, e direcionavam as vítimas a centros de atendimento que cobravam altas quantias por serviços técnicos fictícios, muitas vezes se passando por empresas como Microsoft e Apple. Young e Gevirtz não apenas ignoraram as atividades fraudulentas de seus clientes, mas também aconselharam a utilização de números de telefone rotativos para evitar reclamações. Além disso, eles operaram um call center na Tunísia, onde alguns funcionários participaram de fraudes semelhantes. O FBI relatou que os americanos perderam pelo menos $2,1 bilhões para fraudes de suporte técnico em 2025, destacando a gravidade do problema. Os executivos enfrentam uma pena máxima de três anos de prisão e multas de até $250 mil, com a sentença marcada para 16 de junho.

Usuários de Android em alerta campanha de fraude atinge milhões globalmente

Pesquisadores de segurança cibernética descobriram uma grande campanha de fraude publicitária chamada Trapdoor, que afetou milhões de usuários de Android em todo o mundo. A operação utilizou 455 aplicativos disponíveis no Google Play Store, que pareciam inofensivos, como leitores de PDF, mas que, após a instalação, solicitavam uma atualização falsa. Essa atualização, na verdade, baixava um aplicativo oculto que gerava 659 milhões de solicitações de anúncios fraudulentos diariamente, resultando em perdas significativas para anunciantes e empresas que utilizam redes de anúncios. Os aplicativos maliciosos foram baixados mais de 24 milhões de vezes antes de serem removidos pelo Google após a notificação dos pesquisadores. A campanha destaca a interconexão entre malvertising e fraudes publicitárias, onde cada etapa do processo alimenta a próxima, criando um ciclo vicioso de exploração e lucro para os atacantes. Os usuários devem desinstalar qualquer aplicativo suspeito e manter vigilância sobre suas instalações para evitar serem vítimas dessa fraude.

Apple bloqueia mais de R 11 bilhões em transações fraudulentas

A Apple anunciou que bloqueou mais de R$ 11 bilhões em transações fraudulentas na App Store nos últimos seis anos, com mais de R$ 2,2 bilhões apenas em 2025. Em um comunicado à imprensa, a empresa revelou que rejeitou mais de 2 milhões de submissões problemáticas de aplicativos no último ano e bloqueou mais de 1,1 bilhão de criações de contas fraudulentas. Além disso, a Apple encerrou 193 mil contas de desenvolvedores devido a preocupações com fraudes e desativou 40,4 milhões de contas de clientes suspeitas de abuso. Os números de 2025 mostram um aumento significativo em relação aos anos anteriores, com a empresa utilizando tecnologia avançada e revisão humana para detectar e impedir o uso de informações financeiras roubadas. A equipe de revisão de aplicativos da Apple avaliou mais de 9,1 milhões de submissões em 2025, rejeitando um número considerável por violações de privacidade e táticas enganosas. A Apple também processou mais de 1,3 bilhão de avaliações e bloqueou quase 195 milhões de avaliações fraudulentas. A empresa aconselha os usuários a reportarem atividades suspeitas em aplicativos baixados da App Store.

Estudo alerta que mais da metade dos americanos será vítima de fraudes em 2025

Um novo estudo da F-Secure revela que mais da metade dos consumidores americanos, cerca de 56%, enfrentará tentativas de fraudes online mensalmente em 2025. A pesquisa, que abrangeu 10.000 consumidores, mostra que 52% dos afetados perderão dinheiro em ataques, com o número de vítimas financeiras mais que dobrando em relação ao ano anterior. Embora a exposição a fraudes não esteja aumentando tão rapidamente, a eficácia dos golpistas em monetizar ataques está crescendo. Os criminosos estão se concentrando em fraudes de maior valor, como golpes de faturas falsas e fraudes de investimento. A inteligência artificial (IA) tem sido um fator significativo, permitindo que os golpistas aprimorem suas táticas de ataque, incluindo a criação de e-mails personalizados e a utilização de vozes sintéticas. Além disso, 69% dos consumidores acreditam que podem identificar fraudes, mas 43% deles acabaram se tornando vítimas. O estudo também destaca a crescente importância das redes sociais como vetor de ataque, com um aumento de oito vezes nas perdas financeiras entre 2020 e 2025. A pesquisa sugere que as empresas de telecomunicações devem assumir um papel ativo na proteção dos consumidores, já que 93% dos entrevistados acreditam que essas empresas devem oferecer medidas de segurança.

1 a cada 8 funcionários justifica vender acesso a sistemas da empresa

Uma pesquisa realizada pela empresa britânica Cifas revelou dados alarmantes sobre a disposição de funcionários em vender acesso a sistemas corporativos. De acordo com o estudo, 13% dos trabalhadores britânicos admitiram já ter vendido suas credenciais ou conhecer alguém que o fez. O relatório, intitulado ‘Tendências de Fraude no Ambiente de Trabalho’, também indicou que 32% dos gerentes e 43% dos executivos de alto escalão consideram essa prática justificável. Os motivos para essa atitude incluem problemas financeiros, a crença de que a venda é uma ação inofensiva e descontentamento com o trabalho. Os setores de TI e telecomunicações apresentaram a maior tolerância a esse tipo de fraude. Embora a venda de acesso a sistemas tenha sido uma das fraudes menos comuns abordadas, a pesquisa destaca a necessidade de as empresas desenvolverem uma cultura anti-fraude, conscientizando os funcionários sobre suas responsabilidades e as consequências de suas ações. A Cifas enfatiza que as organizações devem estar atentas a essa disposição dos funcionários, especialmente em um cenário onde a fraude pode ter impactos significativos na segurança e na integridade dos dados corporativos.

Fraude em aplicativos do Google Play engana usuários com dados falsos

Pesquisadores de cibersegurança descobriram 28 aplicativos fraudulentos na Google Play Store que prometiam acesso a históricos de chamadas de qualquer número, mas apenas enganavam os usuários para que se inscrevessem em serviços que forneciam dados falsos. Esses aplicativos, que acumulam mais de 7,3 milhões de downloads, foram identificados pela empresa ESET e visavam principalmente usuários na Índia e na região Ásia-Pacífico. Os aplicativos solicitavam pagamento para desbloquear funcionalidades que, na verdade, não existiam, entregando apenas dados aleatórios gerados. Um dos aplicativos foi publicado sob o nome de um desenvolvedor que imitava uma entidade governamental, aumentando a confiança do usuário. Os pagamentos eram realizados através do sistema oficial da Google Play ou de aplicativos de pagamento de terceiros, como Google Pay e Paytm. Embora os aplicativos tenham sido removidos, usuários que pagaram por assinaturas podem ter direito a reembolsos, mas aqueles que usaram métodos de pagamento de terceiros podem não ter essa opção. Este incidente destaca a vulnerabilidade de plataformas populares a fraudes e a importância de uma vigilância constante por parte dos usuários e das autoridades de segurança.

Homem é condenado a 78 meses por roubo e lavagem de criptomoedas

Um homem de 20 anos da Califórnia, Marlon Ferro, foi condenado a 78 meses de prisão por seu papel em um esquema criminoso que roubou mais de 250 milhões de dólares em criptomoedas. Ferro, conhecido online como GothFerrari, foi preso em maio de 2025, portando armas e documentos falsos. Ele se declarou culpado em outubro e foi condenado a pagar 2,5 milhões de dólares em restituição, além de três anos de liberdade supervisionada. O grupo criminoso, ativo entre 2023 e 2025, utilizou engenharia social para enganar vítimas e obter acesso a carteiras digitais. Quando as vítimas armazenavam fundos em carteiras de hardware, Ferro realizava invasões residenciais para roubar esses dispositivos. Em um caso, ele roubou uma carteira contendo cerca de 100 Bitcoins, avaliados em mais de 5 milhões de dólares na época. O esquema envolveu também a lavagem de dinheiro por meio de exchanges de criptomoedas e a compra de bens de luxo. Além de Ferro, outros membros do grupo também foram condenados, totalizando 14 suspeitos envolvidos em uma conspiração de RICO, que resultou em perdas significativas para as vítimas. O caso destaca a combinação de fraudes online sofisticadas com métodos tradicionais de roubo, evidenciando a necessidade de vigilância e proteção contra tais ameaças.

Nacionais dos EUA são condenados por fraudes com trabalhadores de TI da Coreia do Norte

Dois cidadãos americanos, Matthew Isaac Knoot e Erick Ntekereze Prince, foram condenados a 18 meses de prisão por operar ‘fazendas de laptops’ que ajudaram trabalhadores de TI da Coreia do Norte a obter empregos remotos fraudulentos em quase 70 empresas americanas. Knoot, que atuou de julho de 2022 a agosto de 2023, usou identidades roubadas para receber laptops de empresas e instalou softwares de acesso remoto, permitindo que os trabalhadores norte-coreanos se passassem por funcionários legítimos. As empresas afetadas pagaram mais de $250.000 a esses trabalhadores. Prince, por sua vez, facilitou a contratação de pelo menos três trabalhadores de TI da Coreia do Norte entre junho de 2020 e agosto de 2024, resultando em pagamentos superiores a $943.000, a maior parte dos quais foi enviada para o exterior. Além das penas de prisão, Knoot foi condenado a pagar $15.100 em restituição, enquanto Prince teve que devolver $89.000. O FBI alerta que a Coreia do Norte mantém uma grande força de trabalhadores de TI que utilizam roubo de identidade para se infiltrar em empresas americanas, representando uma ameaça crescente à segurança cibernética.

Um número alarmante de trabalhadores venderia dados da empresa por dinheiro

Um estudo recente da Cifas revelou que cerca de 18% dos trabalhadores admitiram ter vendido credenciais de login de suas empresas por dinheiro, evidenciando um comportamento preocupante em relação à segurança cibernética. Além disso, 24% dos entrevistados consideram aceitável trabalhar secretamente para concorrentes, enquanto 13% conhecem alguém que usou fundos da empresa para apostas. Esses dados indicam que a fraude no ambiente de trabalho está se tornando uma prática normalizada, o que representa um risco significativo para a segurança das informações corporativas. O CEO da Cifas, Mike Haley, destacou que esses achados refletem uma mudança mais ampla nas atitudes dos funcionários diante da oportunidade de cometer fraudes. Para mitigar esses riscos, a empresa sugere que as organizações implementem monitoramento de ameaças internas, verificação de identidade mais rigorosa e checagens de antecedentes mais robustas, além de oferecer treinamento adequado aos funcionários para reconhecer e desafiar comportamentos de risco.

15.500 domínios maliciosos usam rastreadores para fraudes de investimento em IA

Um estudo realizado pela Infoblox e Confiant revelou a existência de aproximadamente 15.500 domínios maliciosos que utilizam técnicas de cloaking para promover fraudes de investimento relacionadas a inteligência artificial (IA) na internet. Essas fraudes se aproveitam de softwares de rastreamento comercial para escalar operações sem a necessidade de construir uma infraestrutura própria. O cloaking permite que o conteúdo prejudicial seja exibido apenas para vítimas específicas, enquanto páginas benignas são mostradas a scanners de segurança. Os golpistas frequentemente promovem plataformas de negociação automatizadas, utilizando termos como ‘Tecnologia de Negociação Inteligente’ e ‘Soluções de Negociação Inteligente’, e recorrem a imagens geradas por deepfake para aumentar a credibilidade das ofertas. Apesar dos esforços de pesquisadores para desativar esses domínios, as operações continuam ativas, com os golpistas rotacionando domínios e reutilizando a mesma infraestrutura. A dificuldade em detectar essas fraudes se deve ao fato de que o conteúdo malicioso só é revelado sob condições específicas, o que torna os sistemas de proteção tradicionais ineficazes.

Operação internacional desmantela fraudes em criptomoedas

Uma operação internacional coordenada entre autoridades dos EUA e da China resultou na prisão de pelo menos 276 suspeitos e no fechamento de nove centros de fraudes relacionados a investimentos em criptomoedas, que visavam cidadãos americanos. A ação foi liderada pela Polícia de Dubai, em colaboração com o FBI e o Ministério da Segurança Pública da China. Os acusados, incluindo indivíduos de Mianmar e Indonésia, enfrentam acusações de fraude e lavagem de dinheiro nos EUA. Os golpistas utilizavam táticas conhecidas como ‘pig butchering’ e ‘romance baiting’, enganando vítimas a investirem em plataformas fraudulentas de criptomoedas. Após a transferência dos fundos, os ativos eram lavados para contas de criptomoedas dos fraudadores. A operação também resultou na notificação de quase 9.000 vítimas e na recuperação de aproximadamente $562 milhões. Além disso, um senador cambojano foi sancionado por seu envolvimento em redes de fraudes cibernéticas. A situação destaca a crescente interconexão entre fraudes financeiras e tráfico humano, com trabalhadores sendo forçados a participar de esquemas fraudulentos sob condições desumanas.

Fraude em larga escala utiliza Telegram para golpes e malware

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma operação de fraude em larga escala que utiliza o recurso de Mini Apps do Telegram para realizar golpes relacionados a criptomoedas, imitar marcas conhecidas e distribuir malware para Android. Segundo um relatório da CTM360, a plataforma, chamada FEMITBOT, utiliza respostas de API para criar experiências convincentes dentro do aplicativo de mensagens. Os golpistas imitam marcas renomadas como Apple, Coca-Cola e Disney, aumentando a credibilidade das suas fraudes. Ao interagir com bots do Telegram, os usuários são levados a Mini Apps que exibem páginas de phishing, mostrando saldos falsos e ofertas limitadas para induzir a depósitos. Além disso, alguns Mini Apps tentam distribuir malware disfarçado de aplicativos legítimos. Os pesquisadores alertam que os usuários devem ter cautela ao interagir com bots que promovem investimentos em criptomoedas ou solicitam downloads de aplicativos, especialmente fora da Google Play Store. A operação é considerada uma ameaça significativa, com um potencial impacto na segurança dos usuários e na conformidade com a LGPD.

Hackers usam torres de celular falsas em Toronto para sequestrar dispositivos

Recentemente, autoridades canadenses revelaram uma operação de cibersegurança em Toronto, onde hackers utilizaram torres de celular falsas para sequestrar milhares de dispositivos móveis. Os criminosos dirigiram por áreas urbanas com equipamentos que imitavam torres de celular legítimas, forçando os telefones próximos a se conectarem a essas redes fraudulentas. Essa manobra resultou em mais de 13 milhões de interrupções de rede, permitindo que os atacantes enviassem mensagens fraudulentas que pareciam vir de instituições confiáveis, levando os usuários a sites falsos para roubo de credenciais e pagamentos não autorizados. O impacto vai além de perdas financeiras, pois a interferência nas conexões pode comprometer o acesso a serviços de emergência, como polícia e ambulâncias. A operação, considerada a primeira do tipo no Canadá, destaca a vulnerabilidade das redes móveis e a necessidade de medidas de segurança mais robustas. Embora a operação tenha sido encerrada, a ameaça de torres de celular falsas continua a ser uma preocupação global, com casos semelhantes registrados em outros países.

Operação internacional desmantela fraudes em investimentos em criptomoedas

Uma operação conjunta entre autoridades dos EUA e da China resultou na prisão de pelo menos 276 suspeitos e no fechamento de nove centros de fraude em investimentos em criptomoedas. A ação, liderada pela Polícia de Dubai, focou em redes criminosas que operavam esquemas de ‘pig-butchering’, onde golpistas criam laços de confiança com as vítimas através de amizades ou romances falsos, levando-as a plataformas de investimento fraudulentas que esvaziam suas contas. Os documentos judiciais revelam que as vítimas perderam imediatamente o controle dos fundos transferidos, que eram lavados por meio de contas de criptomoedas adicionais. Entre os presos, destaca-se Thet Min Nyi, acusado de ser gerente de uma das operações fraudulentas. A operação também levou à prisão de outros indivíduos ligados a diferentes grupos de fraude. O FBI identificou várias vítimas nos EUA, com perdas que somam milhões de dólares. Em 2025, a fraude em investimentos representou 49% de todos os incidentes relacionados a golpes, resultando em perdas de US$ 8,6 bilhões. A criação da Scam Center Strike Force pelos EUA visa desmantelar redes de fraudes em criptomoedas, refletindo a crescente preocupação com a segurança cibernética nesse setor.