Fraude Digital

Aplicativo legítimo da Play Store é usado por criminosos para fraudes

Cibercriminosos estão utilizando um aplicativo legítimo da Play Store, chamado Supremo, para realizar fraudes digitais, especialmente na Argentina e no Brasil. A ESET identificou que os golpistas se passam por funcionários de bancos nas redes sociais, enganando usuários para que baixem o aplicativo, que oferece suporte técnico e administrativo à distância. Após a instalação, as vítimas são induzidas a compartilhar um código de acesso, permitindo que os criminosos assumam o controle remoto de seus dispositivos. Isso possibilita o acesso a informações sensíveis, como dados bancários, resultando em roubos de dinheiro e contratações fraudulentas de empréstimos. Desde maio de 2024, esse golpe tem se intensificado, com anúncios direcionados a idosos nas redes sociais, prometendo descontos em serviços. A situação é preocupante, pois, entre 2024 e 2025, o número de fraudes digitais desse tipo cresceu significativamente no Brasil, com mais de 10 mil ocorrências registradas, gerando grandes prejuízos financeiros. Especialistas alertam para a importância de campanhas educativas sobre segurança digital e recomendam que os usuários nunca instalem aplicativos de acesso remoto a partir de orientações de terceiros.

India impõe regras de segurança cibernética para aplicativos de mensagens

O Departamento de Telecomunicações da Índia (DoT) estabeleceu novas diretrizes para provedores de serviços de comunicação baseados em aplicativos, exigindo que plataformas como WhatsApp, Telegram e Signal utilizem um cartão SIM ativo vinculado ao número de telefone do usuário. Essa medida, parte da emenda às Regras de Cibersegurança das Telecomunicações de 2024, visa combater fraudes cibernéticas, phishing e garantir a segurança das telecomunicações. O DoT destacou que a remoção ou desativação do SIM não deve permitir que contas continuem ativas, o que tem sido explorado por criminosos para realizar fraudes. As novas regras incluem a necessidade de reautenticação periódica a cada seis horas e a vinculação contínua ao SIM, dificultando o controle remoto de contas por fraudadores. Além disso, um novo sistema de Validação de Números Móveis (MNV) será implementado para verificar a autenticidade dos números utilizados em serviços financeiros e digitais. Essas mudanças visam aumentar a segurança e a confiança nas transações digitais, permitindo que as autoridades rastreiem números envolvidos em atividades fraudulentas.

Meta lucra com golpes que atingem famílias de baixa renda, aponta pesquisa

Um estudo do Projeto Brief revelou que o ecossistema da Meta, que inclui Facebook, Instagram e WhatsApp, está veiculando anúncios fraudulentos que afetam principalmente famílias de baixa renda e beneficiários de programas sociais, como o Bolsa Família. A pesquisa analisou 16 mil anúncios ativos e encontrou que 52% deles apresentavam indícios de golpe, com 9% confirmados como fraudulentos. Os golpistas focam em oferecer empréstimos e créditos consignados, utilizando narrativas emocionais para atrair vítimas. A Meta, ao permitir esses anúncios, não apenas tolera a fraude, mas também lucra com os cliques, mesmo que estes levem a golpes. A pesquisa destaca a necessidade urgente de regulamentação, como o Digital Services Act da União Europeia, para responsabilizar as plataformas digitais. No Brasil, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) parece insuficiente para conter essas fraudes, que resultaram em prejuízos de mais de R$ 40 bilhões para 56 milhões de brasileiros em 2024. O relatório conclui que a falta de moderação eficaz nas plataformas contribui para a proliferação de fraudes digitais.

IA generativa permite falsificação perfeita de documentos, alerta especialista

Durante o Cyber Security Summit 2025, o especialista em cibersegurança Andrew Bindner alertou sobre os riscos da inteligência artificial generativa na falsificação de documentos. Ele destacou que qualquer pessoa com acesso a ferramentas de IA pode criar documentos falsos, como carteiras de identidade e passaportes, que são visualmente perfeitos. Essa facilidade de criação de documentos falsificados representa uma ameaça significativa à segurança global, pois torna mais difícil a detecção de fraudes e espionagem. Bindner enfatizou a necessidade de educação cibernética e cooperação internacional para fortalecer a confiança no ambiente digital. Vitor Garcia, da Embraer, complementou que a IA não é apenas uma ameaça, mas também pode ser utilizada como uma ferramenta de defesa contra crimes digitais. A discussão levantou a importância de um esforço conjunto entre empresas e governos para mitigar os riscos associados ao uso malicioso da IA, que pode automatizar crimes digitais e comprometer a segurança das identidades digitais.