Fortune 500

Cibercriminoso vende dados de funcionários de empresas Fortune 500

Um ator de ameaças, conhecido pelo pseudônimo ‘TheHatman’, está vendendo bancos de dados de funcionários supostamente roubados da infraestrutura do Microsoft Azure de várias empresas da Fortune 500. Desde 31 de julho, ele publicou anúncios oferecendo dados de grandes organizações, incluindo McDonald’s, Tata Consultancy Services e Vodafone, totalizando 3,64 milhões de registros. O mais recente vazamento, que inclui 1,7 milhão de registros de funcionários do McDonald’s, contém informações como nomes, IDs de funcionários, endereços de e-mail e números de telefone. O atacante afirma ter utilizado técnicas de ‘password spray’ e fadiga de autenticação multifatorial (MFA) para obter acesso. Embora a Tata Consultancy tenha investigado e não encontrado evidências de violação, o impacto potencial desses dados é significativo, pois incluem informações que podem facilitar ataques de engenharia social. A empresa Gap Inc. também declarou que não encontrou evidências de violação e que os dados são antigos e não sensíveis. A análise da Hudson Rock confirmou a autenticidade dos dados, que incluem atributos de diretórios corporativos e contas de serviço. Este incidente destaca a vulnerabilidade das empresas a ataques que exploram credenciais comprometidas, com um impacto potencial significativo na conformidade com a LGPD.

Ameaça de cibersegurança Aplicações web mal configuradas em risco

Um novo relatório da empresa de testes de penetração automatizados Pentera revela que atores maliciosos estão explorando aplicações web mal configuradas, como DVWA e OWASP Juice Shop, para acessar ambientes de nuvem de grandes empresas, incluindo várias da lista Fortune 500. Essas aplicações, que são intencionalmente vulneráveis para fins de treinamento, representam um risco significativo quando expostas na internet pública e associadas a contas de nuvem privilegiadas. A pesquisa identificou 1.926 aplicações vulneráveis expostas, frequentemente ligadas a funções de IAM (Gerenciamento de Identidade e Acesso) excessivamente privilegiadas. Os hackers têm utilizado esses pontos de entrada para implantar mineradores de criptomoedas, webshells e mecanismos de persistência em sistemas comprometidos. A investigação revelou que cerca de 20% das instâncias do DVWA analisadas continham artefatos implantados por atacantes, com atividades de mineração de criptomoedas sendo realizadas em segundo plano. Os pesquisadores recomendam que as organizações mantenham um inventário abrangente de todos os recursos em nuvem e adotem práticas de segurança como a mudança de credenciais padrão e a aplicação do princípio do menor privilégio. As empresas afetadas, como Cloudflare e Palo Alto Networks, já foram notificadas e corrigiram as falhas identificadas.