Firmware

Seis vulnerabilidades críticas no U-Boot podem permitir ataques de firmware

Seis vulnerabilidades foram descobertas no U-Boot, um dos bootloaders de código aberto mais utilizados globalmente, que podem permitir a execução de código malicioso durante o processo de inicialização de dispositivos. O U-Boot é amplamente encontrado em dispositivos Linux embarcados, como controladores de gerenciamento de placa-mãe (BMCs), equipamentos de rede e dispositivos IoT. As falhas, identificadas pela empresa de segurança Binarly, variam de negação de serviço (DoS) a execução arbitrária de código, comprometendo a segurança antes mesmo do sistema operacional ser carregado. Dentre as vulnerabilidades, duas podem permitir a execução de código arbitrário, enquanto as outras quatro podem causar falhas nos dispositivos. A exploração dessas falhas pode ocorrer sem acesso físico, especialmente em sistemas que suportam atualizações de firmware remotas. Embora a Binarly tenha reportado as vulnerabilidades e enviado patches, a implementação das correções depende dos fabricantes de hardware, o que pode deixar dispositivos mais antigos sem proteção. A natureza crítica dessas falhas exige atenção imediata das equipes de segurança, pois podem resultar em malware persistente e comprometimento de sistemas antes da inicialização do sistema operacional.

Novas falhas de segurança no U-Boot podem comprometer dispositivos

Pesquisadores da Binarly identificaram seis novas vulnerabilidades no U-Boot, um bootloader amplamente utilizado em dispositivos como roteadores, câmeras inteligentes e servidores de data centers. Quatro das falhas podem causar a queda do dispositivo, enquanto duas permitem que um atacante execute código malicioso antes da verificação da autenticidade do software. Essas vulnerabilidades estão presentes no U-Boot desde a versão v2013.07 e afetam mais de 50 versões estáveis. As falhas são categorizadas como BRLY-2026-037 a BRLY-2026-042, sendo que as duas mais críticas podem levar à execução de código malicioso. A exploração dessas falhas requer que uma imagem maliciosa chegue ao caminho de inicialização, o que geralmente exige acesso físico ou um ponto de acesso privilegiado. Embora a Binarly tenha publicado provas de conceito, não há relatos de exploração em ataques reais. A correção das falhas foi integrada ao U-Boot em junho, mas ainda não há uma versão estável disponível com os patches. Para os fabricantes de dispositivos que utilizam U-Boot, é crucial implementar as correções imediatamente, uma vez que a próxima versão está prevista apenas para outubro.

Flipper Devices continua desenvolvimento do firmware Flipper Zero

A Flipper Devices anunciou que o desenvolvimento do firmware do Flipper Zero continuará, mas com uma equipe interna reduzida e maior dependência de contribuições da comunidade. A decisão surge enquanto a empresa foca na criação de novos dispositivos, como a plataforma aberta Flipper One, que também contará com a colaboração da comunidade para seu desenvolvimento. Além disso, foi lançado o Busy Bar, um dispositivo voltado para ajudar pessoas com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) a reduzir distrações, com vendas programadas para julho de 2023 nos EUA, Reino Unido, Europa e Canadá. Embora o firmware do Flipper Zero ainda seja mantido, o desenvolvimento de novas funcionalidades em tempo integral foi encerrado. A versão 1.0 do firmware, lançada em setembro de 2024, foi considerada madura, com um SDK e APIs estáveis. Após críticas da comunidade sobre a aparente paralisação do desenvolvimento, a Flipper Devices implementou um novo modelo de interação, onde solicitações serão avaliadas semanalmente e a comunicação ocorrerá exclusivamente pelo GitHub Discussions. Essa mudança visa dar aos usuários mais poder sobre as futuras atualizações do Flipper Zero, que conta com mais de um milhão de usuários. A empresa também desativou mensagens diretas em redes sociais devido ao volume de comunicação que sua equipe reduzida não consegue gerenciar.

Vulnerabilidades em Placas-Mãe Atingem Segurança de Firmware

Modelos de placas-mãe de fabricantes como ASRock, ASUS, GIGABYTE e MSI estão expostos a uma vulnerabilidade de segurança que permite ataques de acesso direto à memória (DMA) durante a fase de inicialização do sistema. Essa falha, identificada por pesquisadores da Riot Games, está relacionada a uma discrepância na proteção DMA, onde o firmware indica que a proteção está ativa, mas não configura corretamente a Unidade de Gerenciamento de Memória de Entrada e Saída (IOMMU) no início do processo de boot. Isso possibilita que dispositivos PCIe maliciosos, com acesso físico ao sistema, leiam ou modifiquem a memória antes que as proteções do sistema operacional sejam ativadas. As vulnerabilidades identificadas incluem CVE-2025-14304, CVE-2025-11901, CVE-2025-14302 e CVE-2025-14303, todas com uma pontuação CVSS de 7.0, indicando um risco alto. É crucial que usuários e administradores apliquem as atualizações de firmware assim que disponíveis para mitigar essa ameaça, especialmente em ambientes onde o acesso físico não pode ser controlado. A falha destaca a importância de uma configuração correta do firmware, mesmo em sistemas que não são tipicamente utilizados em data centers.

Exposição de Chaves UEFI da Clevo Permite Assinatura Não Autorizada de Firmware

A Clevo, fabricante de hardware, acidentalmente divulgou chaves privadas utilizadas em sua implementação do Intel Boot Guard, resultando em uma vulnerabilidade crítica. Essa falha, identificada como VU#538470, permite que atacantes assinem e implantem firmware malicioso que é aceito pelo sistema durante as fases iniciais de inicialização. O Intel Boot Guard é projetado para verificar o bloco de inicialização inicial antes da inicialização do UEFI, garantindo que apenas firmware autenticado seja executado. No entanto, a inclusão acidental das chaves de assinatura no pacote de atualização UEFI compromete essa cadeia de confiança. Com acesso ao armazenamento de firmware, um invasor pode manipular e assinar uma imagem de firmware, permitindo que ela passe pela verificação do Boot Guard sem alertas de segurança. Isso compromete todo o processo de inicialização segura, tornando ineficazes outras defesas subsequentes, como verificações de integridade do sistema operacional. A Clevo já removeu o pacote comprometido, mas não forneceu orientações específicas de remediação. Administradores de sistemas devem identificar dispositivos afetados, ativar mecanismos de proteção contra gravação de firmware e garantir que as atualizações sejam obtidas de canais verificados.

Vulnerabilidades no firmware da Supermicro podem comprometer segurança

Pesquisadores de cibersegurança revelaram duas vulnerabilidades no firmware do Baseboard Management Controller (BMC) da Supermicro, que podem permitir que atacantes contornem etapas de verificação essenciais e atualizem o sistema com imagens maliciosas. As falhas, identificadas como CVE-2025-7937 e CVE-2025-6198, têm severidade média, com pontuações CVSS de 6.6 e 6.4, respectivamente. Ambas resultam de uma verificação inadequada da assinatura criptográfica, permitindo que imagens de firmware manipuladas sejam aceitas pelo sistema. A vulnerabilidade CVE-2025-7937 contorna a lógica de verificação do Root of Trust (RoT) 1.0, enquanto a CVE-2025-6198 faz o mesmo em relação à tabela de assinatura. A empresa Binarly, responsável pela descoberta, alertou que a exploração dessas falhas pode dar controle total e persistente sobre o sistema BMC e o sistema operacional principal do servidor. A análise também destacou que a correção anterior para uma vulnerabilidade relacionada foi insuficiente, permitindo que atacantes inserissem tabelas de firmware personalizadas durante o processo de validação. A situação é preocupante, pois a reutilização de chaves de assinatura pode ter um impacto significativo em toda a indústria, especialmente se houver vazamento dessas chaves.