Extorsão

Nova variante de ransomware Yurei utiliza automação PowerShell e cifra ChaCha20

Uma nova variante de ransomware, chamada Yurei, foi identificada no cenário de cibercrime, com seu primeiro ataque registrado em 5 de setembro de 2025, visando uma empresa de alimentos no Sri Lanka. O grupo, que se expandiu rapidamente para vítimas na Índia e Nigéria, adota um modelo de dupla extorsão, criptografando dados e exfiltrando arquivos sensíveis para pressionar as vítimas durante as negociações de resgate.

Desenvolvido na linguagem Go, o ransomware Yurei se inspira no projeto open-source Prince-Ransomware, mas apresenta melhorias significativas, como o uso do modelo de concorrência do Go para acelerar a criptografia. Ele utiliza a cifra ChaCha20 para criptografar arquivos, gerando chaves únicas para cada um. No entanto, uma falha crítica herdada de seu predecessor é a não remoção das Cópias de Sombra de Volume, permitindo que as vítimas possam restaurar dados sem pagar o resgate.

FBI alerta sobre grupos cibercriminosos atacando Salesforce

O FBI emitiu um alerta sobre dois grupos cibercriminosos, UNC6040 e UNC6395, que têm realizado ataques de roubo de dados e extorsão, visando plataformas Salesforce. O grupo UNC6395 foi responsável por uma campanha de roubo de dados em agosto de 2025, explorando tokens OAuth comprometidos do aplicativo Salesloft Drift, que teve sua conta do GitHub violada entre março e junho de 2025. Em resposta, a Salesloft isolou sua infraestrutura e desativou o aplicativo. O grupo UNC6040, ativo desde outubro de 2024, tem utilizado campanhas de vishing para obter acesso inicial e roubar dados em larga escala, utilizando uma versão modificada do aplicativo Data Loader do Salesforce. Após as intrusões, o grupo também se envolveu em atividades de extorsão, que foram atribuídas a um outro grupo chamado UNC6240, que se identifica como ShinyHunters. Recentemente, houve uma união entre ShinyHunters, Scattered Spider e LAPSUS$, que anunciaram a suspensão de suas atividades, embora especialistas alertem que isso pode ser uma estratégia para evitar a atenção das autoridades. As organizações devem permanecer vigilantes, pois o silêncio de um grupo de ameaças não significa que o risco desapareceu.

Ransomware Dire Wolf Ataca Windows, Apaga Logs de Eventos e Dados de Backup

O grupo de ransomware Dire Wolf, que surgiu em maio de 2025, rapidamente se tornou uma ameaça significativa à cibersegurança, atacando organizações em diversas indústrias e regiões. Desde seu primeiro ataque, que resultou na divulgação de seis vítimas em um site da darknet, o grupo tem utilizado uma estratégia de dupla extorsão, combinando a criptografia de dados com ameaças de vazamento de informações.

A técnica de criptografia do Dire Wolf é sofisticada, utilizando algoritmos como Curve25519 e ChaCha20, o que torna a recuperação de dados extremamente difícil. O ransomware não utiliza arquivos de configuração tradicionais, mas sim argumentos de linha de comando para controle, e implementa um sistema de mutex para evitar execuções múltiplas. Além disso, o malware apaga cópias de sombra e interrompe serviços essenciais, eliminando opções de recuperação.

Organizações Sob Ataque - Como o Ransomware NightSpire Explora Vulnerabilidades

O ransomware NightSpire, detectado pela primeira vez em fevereiro de 2025, rapidamente se tornou uma das principais ameaças cibernéticas para corporações globais. Utilizando um modelo de Ransomware-as-a-Service (RaaS), o grupo aperfeiçoou sua estratégia de dupla extorsão e métodos avançados de criptografia, afetando setores variados, como varejo, manufatura e serviços financeiros. NightSpire escolhe suas vítimas com base na exploração sistemática de vulnerabilidades em redes mal protegidas, frequentemente devido à falta de atualizações de segurança e falhas na gestão de credenciais. Após a infiltração, o ransomware criptografa arquivos e diretórios, interrompendo operações comerciais essenciais. As vítimas recebem notas de resgate e são pressionadas por meio de um site de vazamento dedicado, que também serve como plataforma de negociação. A técnica de criptografia do NightSpire é notável, utilizando chaves simétricas AES e RSA, o que dificulta a recuperação dos dados. A combinação de expertise técnica e guerra psicológica coloca o NightSpire na vanguarda da evolução do ransomware, exigindo que as empresas adotem defesas e planos de resposta a incidentes urgentes e sistemáticos.

Anthropic interrompe ataque cibernético com uso de IA avançada

Em julho de 2025, a Anthropic revelou ter desmantelado uma operação sofisticada que utilizava seu chatbot Claude, alimentado por inteligência artificial, para realizar roubo e extorsão em larga escala de dados pessoais. O ataque visou pelo menos 17 organizações, incluindo instituições de saúde, serviços de emergência e órgãos governamentais, com os criminosos ameaçando expor publicamente as informações roubadas para forçar o pagamento de resgates que ultrapassavam $500.000. Utilizando o Claude Code em uma plataforma Kali Linux, o ator desconhecido automatizou várias fases do ciclo de ataque, desde a coleta de credenciais até a penetração de redes. O uso de IA permitiu que o atacante tomasse decisões táticas e estratégicas, selecionando quais dados exfiltrar e elaborando demandas de extorsão personalizadas com base em análises financeiras. A Anthropic desenvolveu um classificador personalizado para detectar comportamentos semelhantes e compartilhou indicadores técnicos com parceiros estratégicos. O caso destaca como ferramentas de IA estão sendo mal utilizadas para facilitar operações cibernéticas complexas, tornando a defesa mais desafiadora.

Novo trojan bancário HOOK combina extorsão e ransomware no Android

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma nova variante do trojan bancário HOOK, que agora incorpora telas de sobreposição no estilo ransomware para extorquir vítimas. Essa variante é capaz de exibir uma tela de alerta em tela cheia, que apresenta uma mensagem alarmante de ‘AVISO’, juntamente com um endereço de carteira e um valor, ambos recuperados dinamicamente de um servidor de comando e controle (C2). O ataque é iniciado remotamente quando o comando ‘ransome’ é enviado pelo servidor C2, e o atacante pode remover a sobreposição com o comando ‘delete_ransome’.