Extorsão

Shell web Java personalizado ligado ao ransomware Clop ataca servidores Windchill

Um shell web Java personalizado, supostamente associado ao grupo de ransomware Clop, foi projetado especificamente para servidores PTC Windchill e FlexPLM. Este shell possui funcionalidades integradas para descriptografar credenciais, enumerar repositórios de arquivos e roubar dados. A análise da empresa de cibersegurança ReliaQuest revelou que o shell não é uma versão genérica, mas sim uma ferramenta desenvolvida com conhecimento detalhado das APIs internas do Windchill, esquema de banco de dados e estrutura de armazenamento de arquivos. O ataque explora a vulnerabilidade crítica CVE-2026-12569, que permite a execução remota de código. A ReliaQuest identificou o shell durante a coleta de inteligência e observou que a atividade está ligada ao Clop, com base em e-mails de extorsão e cabeçalhos específicos utilizados. O grupo Clop tem um histórico de ataques a plataformas empresariais, afetando mais de 2.770 organizações globalmente. A recomendação é que as organizações atualizem imediatamente seus sistemas Windchill vulneráveis e monitorem arquivos JSP incomuns nas pastas do Windchill.

Grupo de ransomware oferece ajuda em troca de pagamento

O grupo de ransomware conhecido como Ransom Busters está adotando uma abordagem inovadora e enganosa ao contatar diretamente organizações vítimas de ataques. Em vez de esperar que as vítimas busquem ajuda após um ataque, eles enviam e-mails oferecendo serviços de recuperação de dados em troca de pagamentos que variam de $20.000 a $60.000. Segundo a GuidePoint Research, essa prática é incomum, pois normalmente empresas de cibersegurança entram em contato apenas após o ataque ser publicamente conhecido. Os e-mails solicitam contato com executivos da empresa, alegando ter encontrado vulnerabilidades em servidores de grupos de ransomware e que possuem dados roubados da vítima. A análise de incidentes revela que o grupo utiliza ferramentas específicas para reconhecimento interno e exfiltração de dados, sugerindo que um único operador pode estar por trás dessas atividades. A GuidePoint alerta que pagar a esses criminosos não garante a exclusão dos dados roubados e que a confiança em tais ofertas é extremamente arriscada. Além disso, o artigo menciona a operação UNC6671, que tem atacado setores financeiros e legais, destacando a evolução das táticas de ransomware, que agora priorizam a coleta de credenciais e o reconhecimento antes da criptografia dos dados.

Grupo ShinyHunters rouba dados de 1,6 milhão de contas RingCentral

O grupo de extorsão ShinyHunters comprometeu 1,6 milhão de contas da RingCentral, uma plataforma de comunicação em nuvem utilizada por mais de 600 mil empresas. O incidente ocorreu em julho, quando a empresa revelou que seus sistemas foram invadidos após uma ‘sofisticada campanha de engenharia social’. Apesar de a RingCentral afirmar que não houve novas atividades não autorizadas desde as medidas de remediação, o grupo de hackers alegou ter roubado 623GB de dados e, após a recusa da empresa em pagar um resgate, vazou 280GB de arquivos em seu site na dark web. A análise dos dados vazados confirmou que continham informações pessoais, como nomes, endereços de e-mail, números de telefone e endereços físicos. Embora a RingCentral não tenha atribuído o ataque a um ator específico, o ShinyHunters já foi associado a várias violações de dados em clientes da Salesforce e outras empresas. O incidente destaca a vulnerabilidade das plataformas de comunicação em nuvem e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis.

Ex-analista de dados é condenado por extorsão de US 2,5 milhões

Cameron Curry, um ex-analista de dados da Brightly Software, foi condenado a dois anos de prisão por um esquema de extorsão cibernética que visava sua antiga empresa. Após ter seu contrato de seis meses não renovado, Curry acessou informações sensíveis da empresa, incluindo dados de folha de pagamento e informações pessoais de funcionários. Entre 11 de dezembro de 2023 e 24 de janeiro de 2024, ele enviou e-mails ameaçando divulgar essas informações a menos que fosse pago um resgate de US$ 2,5 milhões em criptomoeda. Em um dos e-mails, ele alegou que a empresa enfrentava discrepâncias financeiras significativas e que a divulgação dos dados poderia causar um ambiente de trabalho hostil. A Brightly, após receber as ameaças, pagou US$ 7.540 em Bitcoin antes de relatar o incidente às autoridades. O FBI investigou o caso e encontrou evidências que ligavam Curry ao esquema. Este incidente destaca a vulnerabilidade das empresas a ataques internos e a importância de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis.

Operação de ransomware DeadLock utiliza infraestrutura descentralizada

A operação de ransomware DeadLock, que surgiu em meados de 2025, adota uma infraestrutura descentralizada baseada em serviços de blockchain para proteger suas comunicações com as vítimas e suas atividades de vazamento de dados. Utilizando táticas de dupla extorsão, que incluem roubo e criptografia de dados, a DeadLock já listou 80 organizações, principalmente na Europa, como vítimas, abrangendo setores como TI, mineração, transporte e manufatura. A operação se destaca por empregar a blockchain Polygon para armazenar dados de configuração e endereços de comunicação, substituindo URLs tradicionais do Tor. Além disso, utiliza a rede descentralizada Session para criptografar as comunicações com as vítimas e armazena arquivos roubados no serviço de nuvem Wasabi. O esquema de criptografia do DeadLock evita países da ex-União Soviética e do Oriente Médio, utilizando chaves XChaCha20 únicas para cada arquivo. Os atacantes exigem pagamentos em Bitcoin ou Monero em troca de um descriptografador e promessas de exclusão de dados roubados. Para se proteger contra esses ataques, a Microsoft recomenda fortalecer as defesas de endpoint e restringir alterações não autorizadas em arquivos.

Membro de coletivo cibercriminoso é condenado por extorsão sexual

Justin Swaddle, um jovem de 20 anos de Leeds, foi condenado a dois anos de prisão por crimes de extorsão e abuso sexual infantil, afetando quase 120 vítimas em todo o mundo. Conhecido por seus apelidos nas redes sociais, como ‘Epstein’ e ‘Rugen’, Swaddle foi preso em outubro de 2023 e se declarou culpado em julho de 2024. Ele será incluído no Registro Nacional de Agressores Sexuais e ficará sob uma ordem de prevenção de danos sexuais por 10 anos. A investigação da Agência Nacional de Crime do Reino Unido (NCA) revelou que Swaddle manipulou suas vítimas, coletando informações privadas para ameaçá-las com a divulgação de imagens íntimas. Entre as vítimas, 117 eram meninas com idades entre 13 e 17 anos. A NCA também encontrou imagens de crianças, algumas com ferimentos autoinfligidos, e mensagens que indicavam tentativas de incitar uma criança a abusar de outra. O coletivo ‘The Com’, do qual Swaddle fazia parte, é conhecido por recrutar e manipular jovens em plataformas online, forçando-os a se envolver em atividades de autolesão e produção de material de abuso sexual infantil. A operação ‘Project Compass’, liderada pela Europol, resultou em 30 prisões e a identificação de 4.340 URLs relacionadas ao grupo.

Grupo de extorsão UNC6671 ataca fundos de investimento e empresas financeiras

Uma nova onda de ciberataques, atribuída ao grupo de extorsão UNC6671, tem como alvo fundos de hedge, firmas de private equity e outras organizações financeiras. Os ataques, que utilizam phishing por voz (vishing), visam enganar funcionários para obter acesso aos sistemas corporativos. Entre as empresas afetadas estão Point72 Asset Management, Millennium Management, Two Sigma Investments e Citadel. Embora Point72 tenha confirmado o ataque, não encontrou evidências de roubo de dados de clientes. Por outro lado, Two Sigma bloqueou uma tentativa de intrusão sem danos aparentes. O grupo UNC6671, anteriormente conhecido como BlackFile, diversificou suas operações de extorsão e agora opera sob várias marcas, incluindo Redact e Falcon. Os atacantes costumam se passar por helpdesks corporativos, induzindo os funcionários a fornecer credenciais em sites falsificados. Após obter acesso, eles utilizam ferramentas automatizadas para roubar dados de serviços em nuvem. A Mandiant, que está ajudando várias organizações afetadas, observa que a infraestrutura utilizada por UNC6671 é distinta de outros grupos que empregam táticas semelhantes. O impacto financeiro dos ataques é significativo, com pagamentos em Bitcoin que ultrapassam US$ 10,6 milhões entre janeiro e maio de 2026.

Criador do ransomware Ransom Cartel é condenado a 16 anos de prisão

Maksim Silnikau, criador e administrador da operação de ransomware Ransom Cartel, foi condenado a 16 anos de prisão por sua participação em ataques que afetaram pelo menos 18 empresas ao redor do mundo. O Departamento de Justiça dos EUA anunciou que Silnikau, um nacional bielorrusso de 40 anos, foi sentenciado por conspiração para cometer crimes contra os Estados Unidos, conspiração para cometer fraude eletrônica e roubo de identidade agravado. Silnikau estava ativo em fóruns de cibercrime de língua russa desde 2005 e desenvolveu a operação Ransom Cartel em maio de 2021, recrutando outros cibercriminosos para participar de ataques. Durante esses ataques, os criminosos roubaram dados corporativos e exigiram pagamentos em troca de chaves de descriptografia. Entre 2021 e 2023, a operação tentou extorquir pelo menos 5,2 milhões de dólares de suas vítimas, com perdas totais identificadas em mais de 6,7 milhões de dólares. Silnikau foi preso na Espanha em julho de 2023, mas fugiu antes de ser extraditado e foi recapturado ao tentar retornar à Bielorrússia. Ele consentiu com a extradição e foi levado aos EUA para enfrentar a justiça.

Homem no Canadá se declara culpado por roubo de dados na Snowflake

Um canadense de 26 anos, Connor Riley Moucka, conhecido como Alexander Moucka, se declarou culpado por acessar contas de empresas no provedor de armazenamento em nuvem Snowflake e roubar dados de pelo menos 165 organizações. Entre fevereiro e outubro de 2024, ele e um cúmplice, John Erin Binns, acessaram contas desprotegidas por autenticação multifator (MFA) usando logins roubados por meio de malware infostealer. Sem a MFA, os criminosos precisavam apenas de nomes de usuário e senhas corretos para entrar nas contas. Eles roubaram terabytes de dados, incluindo informações pessoais identificáveis (PII), registros financeiros e históricos de chamadas. Após o roubo, tentaram extorquir as empresas, conseguindo pelo menos 2,5 milhões de dólares em bitcoin de três vítimas. O Departamento de Justiça dos EUA informou que as empresas afetadas sofreram perdas superiores a 9,5 milhões de dólares, impactando mais de 100 milhões de indivíduos. Moucka se declarou culpado de quatro acusações, incluindo fraude e roubo de identidade, e pode enfrentar até 32 anos de prisão. O caso destaca a importância da MFA e da proteção de dados em ambientes de nuvem.

Ciberataque compromete dados de mais de 100 mil policiais no Reino Unido

Um ciberataque ao Banco Nacional de Dados Legais da Polícia do Reino Unido (PNLD) expôs dados de contato de mais de 100 mil policiais e profissionais da justiça criminal. A invasão, detectada em 26 de julho, foi reivindicada pelo grupo de extorsão de dados ExfilSquad, que afirma ter roubado 135 mil registros. O PNLD, que fornece recursos legais online há mais de 30 anos, também opera o site ‘Ask the Police’, que responde a perguntas comuns sobre policiamento e questões legais. Os dados comprometidos incluem nomes, organizações e endereços de e-mail de policiais e usuários do site. Embora a PNLD tenha confirmado a violação, não foram encontrados indícios de que senhas ou credenciais de segurança tenham sido comprometidas. A investigação está em andamento com a ajuda de especialistas em cibersegurança e da Agência Nacional do Crime (NCA). O ExfilSquad, que também atacou a empresa americana Analog Devices, publicou amostras dos dados roubados e exigiu um resgate para não divulgar o restante das informações. A PNLD já notificou as organizações afetadas e o Escritório do Comissário de Informação (ICO).

Aumento de ataques cibernéticos no setor de saúde por ShinyHunters

A Health-ISAC, organização de compartilhamento de informações sobre cibersegurança no setor de saúde, alertou sobre um aumento nos ataques bem-sucedidos do grupo de extorsão ShinyHunters. Este grupo é conhecido por realizar ataques à cadeia de suprimentos e de identidade, visando plataformas SaaS e de armazenamento em nuvem. Nos últimos dois anos, ShinyHunters se destacou por comprometer parceiros de integração de terceiros, obtendo tokens OAuth que permitem acesso a provedores de SaaS como Salesforce e Snowflake. Os ataques frequentemente começam com engenharia social, como vishing e phishing, para manipular funcionários e obter acesso a contas corporativas de SSO (Single Sign-On). Uma vez dentro, os atacantes podem acessar uma variedade de aplicações, como Microsoft 365 e Google Drive, facilitando o roubo de dados. A Health-ISAC recomenda que as organizações de saúde adotem medidas rigorosas de verificação de identidade e implementem autenticação multifator resistente a phishing para proteger contas de alto risco. O alerta destaca a importância de fortalecer a segurança das equipes de suporte e monitorar logs de auditoria para detectar atividades suspeitas.

Gangue de extorsão ShinyHunters assume ataque a Ernst Young

A gangue de extorsão ShinyHunters reivindicou a responsabilidade por uma violação de dados recentemente divulgada pela Ernst & Young (EY), alegando que obteve credenciais de sistemas da empresa por meio de um ataque à cadeia de suprimentos. A EY confirmou a violação no início deste mês, informando que um sistema de tickets de suporte de terceiros utilizado por sua equipe de TI foi comprometido, resultando no roubo de tickets que podem conter informações fiscais de clientes. A empresa detectou atividades incomuns em 23 de abril, identificando que o atacante acessou a plataforma entre 28 de março e 12 de abril, baixando vários documentos. Embora a EY tenha notificado as autoridades e oferecido serviços de monitoramento de identidade aos clientes afetados, não divulgou o nome do sistema comprometido nem quantas pessoas foram impactadas. A ShinyHunters, por sua vez, ameaçou divulgar os dados supostamente roubados caso a EY não entre em contato até 31 de julho de 2026. A gangue afirmou que as credenciais da EY foram obtidas através de um ataque à cadeia de suprimentos, permitindo o acesso a ambientes como Jira, GitHub e Azure. A EY ainda não confirmou a ligação com a ShinyHunters, e a veracidade das alegações não pôde ser verificada de forma independente.

Grupo de extorsão usa dados vazados para ameaçar vítimas com sextorsão

Recentemente, o grupo de extorsão ShinyHunters tem sido associado a uma nova campanha de sextorsão, onde endereços de e-mail expostos em vazamentos de dados são utilizados para enviar mensagens ameaçadoras. Os e-mails, que alegam ser enviados pelo grupo, exigem um pagamento de $2.000 em Bitcoin, sob a ameaça de divulgar vídeos íntimos das vítimas. No entanto, investigações indicam que os remetentes não têm acesso real aos dispositivos das vítimas, mas utilizam informações de vazamentos anteriores para tornar as ameaças mais convincentes. Dados de empresas como Amtrak, Hallmark e Betterment foram mencionados como fontes de informações utilizadas na campanha. Apesar da aparência de legitimidade, não há evidências de que os remetentes tenham comprometido os dispositivos das vítimas ou coletado informações pessoais. Especialistas em segurança recomendam que as vítimas não respondam ou paguem o resgate, pois essas mensagens são parte de um golpe comum de extorsão. A campanha começou em abril e já gerou preocupações entre as empresas afetadas, que alertam seus clientes sobre a natureza fraudulenta dessas comunicações.

Más notícias pagar resgate pode fazer hackers voltarem a pedir mais

Um novo relatório da Proofpoint, intitulado ‘2026 AI-Era Ransomware Report’, revela que 54% das organizações afetadas por ransomware pagaram os atacantes para recuperar o acesso a arquivos bloqueados. Apesar dos avisos das autoridades e especialistas em cibersegurança para não ceder às demandas, a pressão enfrentada pelas empresas em situações de crise muitas vezes leva à decisão de pagar. O estudo, que entrevistou quase 1.000 profissionais de segurança em 12 mercados, também aponta que 37% dos que pagaram enfrentaram novas tentativas de extorsão logo após o pagamento. Além disso, 2% dos entrevistados pagaram e nunca conseguiram recuperar o acesso aos seus dados. Os especialistas recomendam que as empresas adotem medidas preventivas, como a conscientização sobre phishing, a manutenção de backups offline e a implementação de serviços de proteção de endpoint, preferencialmente com suporte de inteligência artificial. O relatório destaca que pagar o resgate não garante a segurança e pode, na verdade, incentivar futuros ataques, uma vez que os criminosos percebem que podem obter lucro com suas ações.

Grupo de ransomware Everest exige resgate de R 12,3 milhões da Stadler Rail

A fabricante suíça de veículos ferroviários Stadler Rail foi alvo de um ataque do grupo de ransomware Everest, que exigiu um resgate de aproximadamente 10 milhões de francos suíços (cerca de R$ 12,3 milhões) após comprometer uma plataforma de troca de dados compartilhada com um de seus fornecedores. Embora o grupo não tenha reivindicado publicamente o ataque, a empresa confirmou ter recebido uma carta de extorsão. A Stadler Rail, que possui 18.000 funcionários e uma receita anual superior a US$ 4,9 bilhões, declarou que não pagará o resgate e já registrou uma queixa criminal junto à polícia cantonal de Thurgau. O incidente ocorreu em julho, mas a empresa assegurou que seus sistemas de TI e operações de produção não foram afetados. Os hackers teriam roubado apenas informações técnicas não relevantes para a segurança, e não houve vazamento de dados pessoais. O grupo Everest, ativo desde 2020, mudou sua estratégia de ataque, focando na extorsão por meio de roubo de dados em vez de criptografia de redes. Este ataque destaca a crescente ameaça de grupos de ransomware e a importância de uma postura de segurança robusta para prevenir tais incidentes.

Abbott investiga incidentes de cibersegurança em sistemas internos

A Abbott Laboratories está investigando dois incidentes de cibersegurança que envolvem acesso não autorizado a sistemas internos da sua divisão de Diagnósticos de Câncer e uma alegação de violação do portal LabCentral. O primeiro incidente foi confirmado após o grupo de extorsão ShinyHunters ameaçar divulgar dados supostamente roubados, caso a empresa não negociasse. A Abbott afirmou que o acesso foi limitado a sistemas legados e que não impactou suas operações ou a segurança dos pacientes. O grupo ShinyHunters alegou ter acessado dados sensíveis através de um ataque de vishing, comprometendo contas de acesso único da Microsoft. No segundo incidente, o grupo ShadowByt3$ afirmou ter invadido o portal LabCentral, mas a Abbott contestou a caracterização dos dados como sensíveis, afirmando que se tratam de documentos públicos. Até o momento, nenhum dado foi divulgado publicamente por ambos os grupos. A empresa ativou procedimentos de resposta a incidentes e notificou as autoridades competentes.

Ex-funcionário de empresa de cibersegurança é condenado por ransomware

Angelo Martino, ex-funcionário da DigitalMint, foi condenado a 70 meses de prisão por sua participação em ataques de ransomware BlackCat (ALPHV) contra empresas nos EUA. O FBI relaciona o grupo BlackCat a mais de 60 violações de segurança entre novembro de 2021 e março de 2022, com um total de pelo menos 300 milhões de dólares em pagamentos de resgate de mais de 1.000 vítimas até setembro de 2023. Martino, junto com outros dois negociadores de ransomware, Kevin Tyler Martin e Ryan Clifford Goldberg, foi acusado de extorquir empresas, ameaçando vazar dados roubados e exigindo pagamentos de resgate. Os três ex-funcionários da DigitalMint e Sygnia pagaram 20% dos lucros dos resgates aos administradores do BlackCat. Entre as vítimas estão organizações financeiras e instituições educacionais que pagaram resgates significativos, como 25,6 milhões e 26,7 milhões de dólares. A DigitalMint condenou as ações de Martino e Martin, afirmando que foram demitidos assim que suas condutas foram descobertas.

Grupo de cibercriminosos usa chamadas para phishing em Microsoft 365

Um grupo de cibercriminosos tem atacado organizações de diversos setores com solicitações de segurança falsas, utilizando chamadas telefônicas para persuadir usuários do Microsoft 365 a se inscreverem em uma nova chave de acesso Entra. Essa técnica, conhecida como vishing, explora uma funcionalidade recém-lançada pela Microsoft que permite campanhas de registro de chaves de acesso. Os atacantes direcionam as vítimas para sites de phishing que imitam o processo legítimo de registro, coletando credenciais e códigos de autenticação multifatorial (MFA). O grupo, identificado como O-UNC-066 e associado à operação de extorsão chamada Pink, tem como alvo setores como alimentos e bebidas, tecnologia, saúde, automotivo, construção e aviação. Após obter acesso às contas, os criminosos rapidamente exfiltram dados de serviços como SharePoint e OneDrive, utilizando um painel PHP controlado pelo operador para guiar as vítimas em tempo real. A Okta recomenda que as organizações implementem métodos de verificação mais rigorosos para a identidade de pessoal de suporte ao cliente e neguem solicitações de locais onde a empresa não opera.

Cidadão dual dos EUA e Estônia extraditado por cibercrime

Peter Stokes, um cidadão dual dos Estados Unidos e da Estônia, foi extraditado para os EUA após ser acusado de ser membro do coletivo de hackers Scattered Spider. O jovem de 19 anos foi preso na Finlândia enquanto tentava embarcar para o Japão e é acusado de extorquir milhões de dólares de várias empresas de renome mundial. Documentos judiciais revelam que Stokes esteve envolvido em pelo menos quatro invasões do Scattered Spider, incluindo um ataque em março de 2023 a uma plataforma de comunicação online, quando tinha apenas 16 anos. Durante um ataque em maio de 2025, os hackers se passaram por funcionários de uma empresa de itens de luxo, solicitando um resgate de 8 milhões de dólares, embora a empresa tenha se recusado a pagar, resultando em perdas de mais de 2 milhões de dólares devido a interrupções operacionais. O grupo Scattered Spider, que surgiu em 2022, é conhecido por usar engenharia social e ataques de phishing para roubar credenciais e documentos sensíveis. O FBI informou que o grupo já esteve envolvido em mais de 100 intrusões, resultando em pagamentos de resgate superiores a 100 milhões de dólares.

Grupo ShinyHunters ataca NAIC e vaza dados de seguros nos EUA

A Associação Nacional de Comissários de Seguros (NAIC) dos EUA confirmou que o grupo de extorsão ShinyHunters acessou seus sistemas explorando uma vulnerabilidade zero-day em um servidor Oracle PeopleSoft. O ataque, identificado em 11 de junho, resultou na divulgação de dados que, segundo a NAIC, eram em sua maioria informações já públicas, como relatórios financeiros e logs desatualizados. O grupo de hackers reivindicou a responsabilidade pelo ataque e vazou dados após a recusa da NAIC em pagar um resgate. A NAIC, por sua vez, afirmou que não houve exposição de informações pessoais identificáveis (PII) ou dados financeiros críticos, contestando as alegações do grupo de que plataformas regulatórias essenciais foram comprometidas. Apesar disso, o incidente causou interrupções operacionais, levando agências de classificação de crédito a suspender temporariamente o fornecimento de dados. O ShinyHunters alegou ter 3,1 TB de dados roubados, incluindo registros de clientes e arquivos de agências de classificação. A NAIC já remediou os sistemas afetados e está implementando defesas adicionais para evitar futuros ataques. Este incidente destaca a vulnerabilidade de sistemas amplamente utilizados e a necessidade de vigilância contínua em cibersegurança.

Hackers acessam dados de clientes da LastPass em ataque à Klue

A LastPass confirmou que hackers conseguiram acessar dados de clientes a partir de sua integração com a plataforma de inteligência de mercado Klue, após o roubo de tokens OAuth durante um ataque à cadeia de suprimentos. O incidente, que ocorreu em 12 de junho, envolveu um ator não autorizado que obteve credenciais da Klue, permitindo acesso a informações de clientes armazenadas no ambiente Salesforce da LastPass. Embora a empresa tenha garantido que seus produtos e serviços não foram comprometidos, dados como nomes, números de telefone, endereços de e-mail e informações de suporte podem ter sido expostos. A LastPass já tomou medidas, como desabilitar o acesso de funcionários à Klue e notificar as autoridades. A situação destaca a importância de os usuários estarem atentos a comunicações não solicitadas, que podem ser tentativas de phishing, e reforça a necessidade de manter a segurança das senhas mestras. O ataque foi reivindicado pelo grupo de extorsão Icarus, que comprometeu a infraestrutura da Klue e lançou uma campanha de extorsão utilizando os dados extraídos.

Nova operação de ransomware Prinz Eugen prioriza arquivos recentes

Uma nova operação de ransomware chamada ‘Prinz Eugen’ tem chamado a atenção por sua abordagem distinta, priorizando a criptografia de arquivos recentemente modificados e não deixando notas de resgate nos sistemas afetados. A investigação da Threatdown, braço de cibersegurança da Malwarebytes, revelou que os hackers utilizam um estilo de ataque manual, empregando softwares legítimos de monitoramento remoto e ferramentas de living-off-the-land. O acesso inicial é provavelmente obtido através de credenciais RDP roubadas, seguido pelo download e execução manual do payload principal, denominado ‘servertool.exe’.

Grupo Icarus rouba dados do Salesforce em ataque à Klue

A plataforma de inteligência de mercado Klue sofreu uma violação de segurança relacionada ao OAuth, permitindo que o grupo de ameaças conhecido como ‘Icarus’ roubasse dados do Salesforce CRM de várias organizações. O ataque foi confirmado por empresas de cibersegurança, como ReliaQuest e Huntress, que relataram que seus dados do Salesforce foram comprometidos. Em resposta, a Salesforce desativou a integração do Klue Battlecards com sua plataforma. Os atacantes acessaram contas de serviço da integração do Klue e utilizaram tokens OAuth para realizar consultas na API REST do Salesforce, resultando em um roubo de dados que incluiu informações críticas como contatos comerciais e comunicações de vendas. O grupo Icarus, que começou a operar em abril de 2026, já começou a enviar e-mails de extorsão para as vítimas do ataque. A Klue desativou as integrações com várias plataformas enquanto investiga o incidente. As organizações afetadas são aconselhadas a revisar logs e revogar tokens OAuth para mitigar riscos futuros.

Kodak investiga violação de segurança após acesso não autorizado a dados

A Kodak confirmou que está colaborando com especialistas externos em cibersegurança para investigar uma violação de segurança que resultou no acesso não autorizado a uma quantidade limitada de dados da empresa. A companhia, fundada em 1880 e com sede em Rochester, Nova York, possui 79.000 patentes e oferece produtos de impressão comercial, materiais avançados e químicos. Um porta-voz da Kodak informou que os atacantes acessaram apenas uma ‘quantidade limitada’ de dados, mas não esclareceu se houve comprometimento da rede interna da empresa. O grupo de extorsão ShinyHunters reivindicou a responsabilidade pelo ataque, alegando ter roubado mais de 2,2 milhões de registros contendo informações pessoais identificáveis (PII) de clientes e dados corporativos internos. O grupo ameaçou vazar os dados exfiltrados, dando um prazo até 18 de junho de 2026 para que a Kodak entre em contato. Embora a Kodak não tenha divulgado como os atacantes conseguiram acesso, o ShinyHunters já foi associado a ataques a centenas de clientes da Salesforce e a outras empresas. A Kodak está trabalhando com as autoridades e acredita que não há ameaça contínua aos seus sistemas ou operações.

Conselho da Europa investiga vazamento de dados por grupo criminoso

O Conselho da Europa, a mais antiga entidade intergovernamental do continente, está investigando alegações de um vazamento de dados feito pelo grupo de extorsão ShinyHunters. O grupo afirma ter roubado mais de 429.000 documentos que contêm informações de recursos humanos e folha de pagamento de diversos departamentos do Conselho. Entre os dados supostamente roubados estão mais de 409.000 contracheques de mais de 10.000 funcionários, além de arquivos pessoais, currículos e informações financeiras sensíveis. O ShinyHunters ameaçou divulgar esses dados na próxima terça-feira, caso o Conselho não entre em contato até o dia 16 de junho de 2026. O grupo também é conhecido por ataques a clientes da Salesforce e por explorar vulnerabilidades em softwares empresariais, como o Oracle PeopleSoft. A situação destaca a crescente ameaça de grupos de cibercrime e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis em organizações governamentais e privadas.

Nacional ucraniano se declara culpado por ataques de ransomware Conti

Oleksii Oleksiyovych Lytvynenko, um cidadão ucraniano extraditado da Irlanda para os Estados Unidos, se declarou culpado por acusações de conspiração relacionadas à operação de ransomware Conti. O Departamento de Justiça dos EUA anunciou que Lytvynenko, de 44 anos, admitiu sua participação em ataques de ransomware que ocorreram entre 2021 e 2022, onde ele e seus cúmplices implantaram o ransomware Conti em redes de vítimas nos EUA e no exterior, roubando dados e criptografando dispositivos para extorquir pagamentos em Bitcoin. Lytvynenko se juntou à conspiração em setembro de 2021 e possuía dados roubados de oito vítimas nos EUA e quatro no exterior. Ele também trabalhou em um grupo que desenvolveu um “loader”, um tipo de malware utilizado para carregar softwares necessários para realizar os ataques. A operação Conti foi uma das mais ativas de grupos de cibercrime, tendo atacado mais de 1.000 vítimas e arrecadado mais de 150 milhões de dólares em resgates. Lytvynenko enfrenta uma pena máxima de 20 anos de prisão após sua extradição em julho de 2023.

Grupo ShinyHunters explora falha crítica no Oracle PeopleSoft

O grupo de extorsão ShinyHunters explorou uma falha não corrigida no Oracle PeopleSoft, resultando em invasões a sistemas empresariais, roubo de dados e exigência de pagamento para manter as informações em sigilo. A vulnerabilidade, identificada como CVE-2026-35273, é uma falha de execução remota de código com uma pontuação de 9.8 em 10, que não requer login ou interação do usuário, apenas acesso à rede via HTTP. A campanha, que ocorreu entre 27 de maio e 9 de junho de 2026, afetou principalmente universidades, com 68% das organizações comprometidas pertencendo ao setor de educação superior. O ataque foi possível devido à exposição do componente de gerenciamento de ambiente do PeopleSoft, que permite que os atacantes acessem e controlem servidores vulneráveis. A Oracle publicou um aviso sobre a falha apenas em 10 de junho, deixando a vulnerabilidade como um zero-day durante o período de exploração. A Mandiant, que rastreia o grupo como UNC6240, notificou mais de 100 organizações sobre a vulnerabilidade, com a Universidade de Nottingham sendo uma das primeiras vítimas confirmadas, resultando no vazamento de dados de aproximadamente 455.000 endereços de e-mail. As recomendações incluem desativar o serviço de gerenciamento de ambiente e restringir o acesso externo aos componentes vulneráveis.

Grupo de ransomware The Gentlemen se destaca no cibercrime

Uma nova análise da operação The Gentlemen revelou que o grupo de cibercriminosos, inicialmente atuando como afiliado em ataques de dupla extorsão, evoluiu para uma operação independente em julho de 2025. Conhecido como Phantom Mantis, o grupo é liderado por LARVA-368, um criminoso cibernético de origem russa. Desde sua formação, The Gentlemen já registrou 478 vítimas, com uma significativa presença em países como Tailândia, Reino Unido, Brasil, Alemanha e Índia. O grupo utiliza inteligência artificial para desenvolver e manter suas ferramentas de ransomware, além de empregar técnicas sofisticadas para obter acesso inicial a sistemas vulneráveis, como dispositivos de rede e serviços expostos à internet. Com um modelo de compartilhamento de lucros agressivo, onde 90% dos ganhos vão para os afiliados, The Gentlemen se destaca como um dos grupos de ransomware mais ativos, representando 10% das atividades de ransomware em abril de 2026. O uso de um esquema criptográfico híbrido e a capacidade de se adaptar rapidamente durante os ataques tornam essa operação uma ameaça significativa para organizações em todo o mundo.

Campanha de extorsão por roubo de dados atinge empresas nos EUA

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma campanha de extorsão financeira que visou diversas organizações nos setores profissional, jurídico e financeiro dos EUA entre janeiro e maio de 2026. A atividade foi atribuída ao grupo de ameaças UNC3753, também conhecido como Chatty Spider e Silent Ransom Group (SRG). Os atacantes utilizam técnicas de engenharia social e vishing para obter acesso remoto a ambientes corporativos, se passando por suporte técnico. Eles convencem as vítimas a compartilhar telas e instalar softwares de monitoramento remoto. Uma vez dentro, os criminosos localizam e exfiltram informações sensíveis, como acordos legais e dados financeiros. Em alguns casos, os atacantes também realizaram intrusões físicas, se passando por técnicos de TI para roubar dados diretamente dos sistemas das vítimas. O grupo tem pressionado as vítimas a pagarem resgates sob a ameaça de divulgar as informações roubadas. A campanha destaca a vulnerabilidade de empresas que lidam com dados sensíveis e a eficácia das táticas de engenharia social em contornar medidas de segurança tradicionais.

Grupo Silent Ransom ataca escritórios de advocacia nos EUA

O grupo de extorsão Silent Ransom está atacando ativamente escritórios de advocacia e organizações de serviços profissionais nos Estados Unidos, conforme um relatório da Mandiant. Os ataques, que incluem engenharia social e roubo de dados, podem resultar em vazamentos de informações sensíveis em questão de horas após o primeiro contato. O FBI já havia emitido um aviso sobre esses ataques, que se caracterizam por e-mails de phishing disfarçados de faturas, seguidos por chamadas telefônicas de atacantes que se passam por funcionários de TI. Durante as sessões de suporte remoto, os atacantes convencem os funcionários a instalar ferramentas de monitoramento, permitindo acesso inicial à rede corporativa. O grupo, que opera desde 2022, não utiliza mais criptografia de ransomware, focando exclusivamente na extorsão de dados. As demandas de resgate são enviadas rapidamente, com prazos curtos para resposta, e ameaças de vazamento de dados são utilizadas para pressionar as vítimas. Para se proteger, Mandiant e o FBI recomendam a implementação de procedimentos rigorosos de verificação para interações de suporte de TI e treinamento de funcionários para reconhecer tentativas de phishing por voz.

Risco cibernético na saúde em 2026 O que os dados revelam

O cenário de cibersegurança na área da saúde em 2026 é marcado por um aumento significativo nas violações de dados e ataques cibernéticos, com 275 milhões de registros comprometidos apenas em 2024, mais que o dobro do ano anterior. Os dados indicam que 88% das perdas materiais são atribuídas a engenharia social, como phishing e comprometimento de e-mails empresariais, além de lacunas nos backups e governança de dados. As demandas de extorsão também cresceram, chegando a até US$ 4 milhões em alguns casos, o que representa um risco não apenas financeiro, mas também clínico, dado o impacto na assistência ao paciente.

Gangue de extorsão ShinyHunters vaza dados de 4,9 milhões de contas

A gangue de extorsão ShinyHunters anunciou ter roubado informações pessoais de 4,9 milhões de contas após invadir a Charter Communications, uma das maiores operadoras de telecomunicações dos EUA, em abril. A empresa, que atende mais de 32 milhões de clientes, confirmou a violação, mas afirmou que dados sensíveis não foram comprometidos. No entanto, a ShinyHunters alegou que obteve acesso a 42 milhões de registros do Salesforce da Charter, incluindo nomes, endereços de e-mail, números de telefone e informações de planos. Após a recusa da Charter em pagar o resgate, os dados foram divulgados em um site da dark web. A análise do Have I Been Pwned confirmou que os dados vazados afetaram 4,9 milhões de contas, expondo informações como nomes, endereços físicos e números de telefone. A gangue tem um histórico de ataques a clientes do Salesforce, e o FBI aconselhou as vítimas a não cederem às exigências de resgate, pois isso não garante a segurança dos dados. A Charter também foi alvo de um ataque por um grupo de ameaças apoiado pelo estado chinês, o Salt Typhoon.

Hackers se disfarçam de suporte técnico para instalar malware, alerta FBI

O FBI emitiu um alerta sobre um novo método de ataque cibernético em que hackers, conhecidos como Silent Ransom Group (SRG), se apresentam como suporte técnico nas empresas para instalar malware e roubar dados. Este grupo, ativo desde 2022, tem como alvo principal escritórios de advocacia nos Estados Unidos. O ataque geralmente começa com uma ligação de ‘vishing’ (phishing por voz), onde tentam convencer a vítima a instalar um software de gerenciamento remoto. Se essa abordagem falhar, os hackers se dirigem fisicamente ao local, portando dispositivos como pen drives e discos externos para realizar a intrusão. Uma vez dentro, eles copiam arquivos sensíveis e instalam malware, escalando privilégios antes de se retirarem. Posteriormente, eles extorquem as vítimas através de e-mails de resgate e chamadas, ameaçando divulgar os dados roubados. O SRG é também conhecido por manter um site de vazamento de dados, onde expõem as vítimas que não pagam o resgate. Este tipo de ataque representa um risco significativo, especialmente para setores que lidam com informações sensíveis, como o jurídico.

FBI alerta sobre grupo de extorsão que ataca escritórios de advocacia nos EUA

O FBI emitiu um alerta sobre o Silent Ransom Group (SRG), uma gangue de extorsão que está atacando escritórios de advocacia nos Estados Unidos por meio de furtos de dados presenciais. Desde a primavera de 2026, os membros do SRG utilizam engenharia social para se passarem por funcionários do departamento de TI das vítimas, fazendo chamadas telefônicas ou enviando e-mails de phishing. Durante as interações, eles convencem os funcionários a conceder acesso remoto aos seus computadores. Se essa abordagem falhar, o grupo envia um agente ao local da vítima para conectar dispositivos de armazenamento, como pen drives, diretamente ao computador. O FBI identificou a instalação não autorizada de dispositivos externos e a presença de indivíduos não identificados como sinais de um ataque do SRG. Os dados roubados são usados para extorquir as vítimas, que recebem e-mails de resgate ameaçando a venda ou divulgação das informações. O SRG, também conhecido como Luna Moth e Chatty Spider, tem estado ativo desde 2022 e tem como alvo organizações legais e financeiras. Este alerta segue um aviso anterior do FBI sobre ataques de phishing e engenharia social direcionados a escritórios de advocacia nos EUA.

Charter Communications confirma vazamento de dados por extorsão

A Charter Communications, uma das maiores operadoras de telecomunicações dos EUA, confirmou ter sofrido um vazamento de dados após o grupo de extorsão ShinyHunters ameaçar divulgar informações roubadas caso um resgate não fosse pago. A empresa, que atende milhões de clientes residenciais e comerciais sob a marca Spectrum, informou que está seguindo seus protocolos de segurança e notificando as autoridades sobre o incidente. Segundo a ShinyHunters, o ataque ocorreu em 1º de abril, por meio de um golpe de phishing por voz (vishing), que comprometeu a conta de um funcionário no Microsoft Entra. Os atacantes alegam ter extraído 40 milhões de registros, incluindo nomes, endereços de e-mail, números de telefone e informações de planos de clientes. Embora a Charter tenha afirmado que nenhuma informação pessoal sensível foi exfiltrada, a situação levanta preocupações sobre a segurança de dados e a eficácia das medidas de proteção em empresas que utilizam plataformas de SaaS, como Salesforce. O grupo ShinyHunters tem se destacado por suas campanhas de engenharia social, visando contas de SSO corporativas, e já realizou ataques a outras empresas, incluindo a Instructure, que também teve que negociar com os extorcionistas para evitar a divulgação de dados roubados.

Gangue de extorsão ShinyHunters ataca 7-Eleven e vaza dados de 185 mil

A gangue de extorsão ShinyHunters comprometeu os sistemas da rede de lojas de conveniência 7-Eleven, resultando no roubo de informações pessoais de mais de 183 mil indivíduos. O ataque ocorreu em abril de 2026, quando um terceiro não autorizado acessou sistemas utilizados para armazenar documentos de franqueados. A 7-Eleven confirmou a violação em cartas enviadas aos clientes afetados em 1º de maio, mas não atribuiu o ataque a um grupo específico. No entanto, os ShinyHunters reivindicaram a responsabilidade em 17 de abril, alegando ter roubado mais de 600 mil registros, incluindo dados corporativos e informações pessoais identificáveis. Após a recusa da empresa em pagar um resgate, os criminosos vazaram um arquivo de 9,4 GB em seu site na dark web. A análise do serviço Have I Been Pwned revelou que os dados expostos incluíam nomes, endereços, datas de nascimento, e-mails e números de telefone. Este incidente destaca a crescente ameaça de grupos de cibercrime que visam grandes empresas e a importância de medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis.

Cadeia de lojas 7-Eleven confirma violação de dados em ciberataque

A rede de lojas 7-Eleven confirmou que seus sistemas foram comprometidos em um ciberataque atribuído ao grupo de extorsão ShinyHunters. O incidente ocorreu em 8 de abril de 2026, quando um terceiro não autorizado acessou sistemas que armazenam documentos de franqueados, resultando na exposição de informações pessoais de um número não divulgado de indivíduos. O grupo criminoso afirma ter roubado mais de 600.000 registros, incluindo dados corporativos e informações pessoais, após invadir o ambiente Salesforce da empresa. Após a recusa da 7-Eleven em pagar um resgate, os atacantes divulgaram um arquivo de 9,4 GB com documentos na dark web. A 7-Eleven, que opera mais de 86.000 lojas globalmente, já havia enfrentado um ataque de ransomware em 2022, que afetou suas operações na Dinamarca. O FBI aconselhou as vítimas a não ceder às demandas dos extorsionários, ressaltando que o pagamento de resgates não garante a segurança futura dos dados. Este incidente destaca a crescente ameaça de grupos de cibercrime que visam empresas de grande porte, especialmente aquelas que utilizam plataformas populares como Salesforce.

Grupo de hackers acessa código-fonte da Grafana Labs

A Grafana Labs, responsável pela popular plataforma de análise e visualização de dados, confirmou que hackers acessaram seu código-fonte após uma violação em seu ambiente do GitHub, utilizando um token de acesso roubado. O grupo de extorsão conhecido como CoinbaseCartel reivindicou a responsabilidade pelo ataque, embora até o momento não tenha vazado dados. A empresa afirmou que não houve exposição de dados de clientes ou informações pessoais, e que os sistemas dos clientes permaneceram inalterados. Após a investigação, a Grafana invalidou as credenciais comprometidas e implementou medidas de segurança adicionais. O grupo de hackers tentou extorquir a empresa, exigindo pagamento para não publicar o código-fonte roubado, mas a Grafana optou por não ceder à demanda, seguindo as orientações do FBI, que desaconselha o pagamento de resgates. O CoinbaseCartel, que começou suas atividades em setembro do ano passado, já anunciou mais de 100 vítimas em seu portal de vazamento de dados, utilizando técnicas como engenharia social e phishing para obter acesso a redes-alvo. A Grafana planeja divulgar mais detalhes sobre o incidente após a conclusão de sua investigação.

Comitê de Segurança Nacional dos EUA investiga ataques cibernéticos à Instructure

O Comitê de Segurança Nacional da Câmara dos EUA convocou executivos da Instructure para depor sobre dois ataques cibernéticos realizados pelo grupo de extorsão ShinyHunters, que afetaram a plataforma Canvas da empresa. Os ataques resultaram no roubo de dados de milhões de estudantes e na interrupção de atividades escolares durante períodos críticos, como as provas finais. A Instructure confirmou que, em 29 de abril, detectou a invasão, que expôs informações como nomes, endereços de e-mail e números de identificação de estudantes, mas não incluiu senhas ou dados financeiros. O ShinyHunters reivindicou a responsabilidade, alegando ter roubado 280 milhões de registros de 8.809 instituições educacionais. Após o segundo ataque, que desfigurou portais de login do Canvas, a Instructure anunciou ter chegado a um acordo com o grupo para interromper a divulgação pública dos dados. O Comitê expressou preocupações sobre a capacidade de resposta da Instructure a incidentes e solicitou uma reunião até 21 de maio para discutir as intrusões e as medidas tomadas. O incidente levanta questões sérias sobre a segurança dos dados armazenados pela empresa e sua responsabilidade em proteger as informações de estudantes e educadores.

Gangue de extorsão ShinyHunters ataca gigante da educação Instructure

A gangue de extorsão ShinyHunters comprometeu novamente a Instructure, empresa de tecnologia educacional, explorando uma vulnerabilidade para alterar os portais de login do Canvas de centenas de instituições de ensino. As defacements, que ficaram visíveis por cerca de 30 minutos, continham uma mensagem da gangue reivindicando a responsabilidade pela violação anterior e ameaçando vazar dados roubados caso um resgate não fosse pago. A mensagem estipula um prazo até 12 de maio para que a Instructure e as instituições afetadas entrem em contato para negociar. A Instructure confirmou que dados de aproximadamente 280 milhões de registros de estudantes e funcionários foram roubados, abrangendo 8.809 escolas e universidades. A empresa está investigando o incidente e tomou medidas para desativar temporariamente o Canvas enquanto responde ao ataque. A vulnerabilidade que permitiu a alteração dos portais de login foi identificada, e a Instructure está trabalhando para mitigar os danos. Este ataque destaca a crescente ameaça de grupos de cibercrime que visam instituições educacionais, que frequentemente lidam com grandes volumes de dados sensíveis.

Lituano é condenado a 8,5 anos por envolvimento em ransomware Karakurt

Deniss Zolotarjovs, um cidadão letão extraditado para os Estados Unidos, foi condenado a 8,5 anos de prisão por seu papel como negociador em casos de extorsão do grupo de ransomware Karakurt. Com 35 anos e residente em Moscou, Zolotarjovs foi preso na Geórgia em dezembro de 2023 e se declarou culpado em julho de 2025 por conspiração para cometer fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. O Departamento de Justiça dos EUA revelou que ele ajudou a gangue a lucrar com ataques a mais de 54 empresas, resultando em perdas superiores a 56 milhões de dólares, incluindo 2,8 milhões em pagamentos de resgate. Zolotarjovs era responsável por reativar negociações com vítimas que haviam interrompido a comunicação, utilizando informações pessoais e de saúde roubadas para aumentar a pressão psicológica. Ele é o primeiro membro do Karakurt a ser processado e condenado nos EUA, o que pode abrir caminho para ações contra outros membros do grupo. O FBI o vinculou a pelo menos seis casos de extorsão entre agosto de 2021 e novembro de 2023, destacando a gravidade e a complexidade das operações de ransomware que afetam organizações americanas e, potencialmente, brasileiras.

Profissionais de cibersegurança são condenados por ataques de ransomware

O Departamento de Justiça dos EUA anunciou a condenação de dois profissionais de cibersegurança, Ryan Goldberg e Kevin Martin, a quatro anos de prisão por sua participação em ataques de ransomware BlackCat em 2023. Ambos, junto com um terceiro cúmplice, Angelo Martino, foram acusados de extorquir vítimas em todo o país, utilizando suas habilidades em cibersegurança para facilitar os ataques. Os criminosos concordaram em pagar 20% dos resgates recebidos aos administradores do BlackCat em troca de acesso à plataforma de extorsão. Em um dos casos, conseguiram extorquir cerca de US$ 1,2 milhão em Bitcoin, que foi posteriormente lavado. O esquema de ransomware como serviço (RaaS) BlackCat já havia atacado mais de 1.000 vítimas globalmente. Martino, que também se declarou culpado, abusou de sua função como negociador para obter pagamentos maiores, revelando informações confidenciais sobre limites de apólices de seguro das vítimas. O caso destaca a grave ameaça que profissionais com conhecimento técnico podem representar quando desviam suas habilidades para atividades criminosas.

Grupos cibercriminosos atacam ambientes SaaS com alta velocidade

Pesquisadores em cibersegurança alertam sobre dois grupos de cibercrime, Cordial Spider e Snarky Spider, que estão realizando ataques rápidos e de alto impacto em ambientes de Software como Serviço (SaaS). Esses grupos, ativos desde pelo menos outubro de 2025, utilizam táticas como phishing por voz (vishing) para direcionar usuários a páginas de login falsas, onde capturam dados de autenticação. Ao operar quase exclusivamente em ambientes SaaS confiáveis, eles minimizam suas pegadas digitais, dificultando a detecção por parte das equipes de segurança. Os ataques têm como alvo principalmente setores de varejo e hospitalidade, e os invasores são conhecidos por registrar novos dispositivos para contornar a autenticação multifatorial (MFA) e suprimir notificações de e-mail sobre registros não autorizados. A exfiltração de dados ocorre rapidamente, geralmente em menos de uma hora, e os atacantes visam contas privilegiadas para acessar informações sensíveis em plataformas como Google Workspace e Salesforce. A combinação de velocidade e precisão torna esses ataques particularmente desafiadores para a defesa.

Ex-funcionários de empresas de cibersegurança são condenados por ransomware

Ryan Clifford Goldberg e Kevin Tyler Martin, ex-funcionários de empresas de resposta a incidentes de cibersegurança, foram condenados a quatro anos de prisão por envolvimento em ataques de ransomware BlackCat (ALPHV) contra empresas nos EUA. Ambos, junto com um terceiro cúmplice, Angelo Martino, atuaram como afiliados do ransomware entre maio e novembro de 2023, comprometendo redes de diversas vítimas, incluindo uma empresa farmacêutica em Maryland e um fabricante de dispositivos médicos em Tampa. Os criminosos exploraram seu conhecimento especializado em cibersegurança para extorquir empresas, exigindo resgates que variavam de $300.000 a $10 milhões. O caso destaca a crescente ameaça de ransomware e a necessidade de vigilância constante nas redes corporativas. O FBI já havia vinculado o grupo BlackCat a mais de 60 violações de segurança, coletando pelo menos $300 milhões em pagamentos de resgate até setembro de 2023. Este incidente ressalta a importância de uma postura proativa em cibersegurança e a necessidade de medidas rigorosas para proteger dados sensíveis.

Grupo de extorsão ShinyHunters vaza dados de 5,5 milhões da ADT

O grupo de cibercriminosos ShinyHunters comprometeu os sistemas da ADT, uma das maiores empresas de segurança residencial dos EUA, e roubou informações pessoais de 5,5 milhões de indivíduos. A ADT, que já havia enfrentado outras violações de dados em 2024, confirmou que a invasão ocorreu em 20 de abril e que os dados expostos incluem nomes, endereços, números de telefone e, em alguns casos, datas de nascimento e os últimos quatro dígitos de números de identificação. Importante ressaltar que informações de pagamento não foram acessadas. O ataque foi realizado através de um golpe de vishing, onde um funcionário teve sua conta de acesso único (SSO) comprometida. Após a falha na extorsão, os cibercriminosos vazaram um arquivo de 11 GB com os dados roubados em um site da dark web. O incidente destaca a crescente ameaça de ataques direcionados a contas SSO corporativas, que têm sido um alvo frequente do grupo ShinyHunters, que também alega ter atacado outras grandes empresas recentemente, como Medtronic e 7-Eleven.

Grupo de hackers BlackFile realiza ataques de extorsão a empresas

Um novo grupo de hackers, conhecido como BlackFile, tem sido associado a uma série de ataques de roubo de dados e extorsão direcionados a organizações de varejo e hospitalidade desde fevereiro de 2026. O grupo, que também é rastreado como CL-CRI-1116 e UNC6671, utiliza técnicas de engenharia social, como o vishing, para se passar por funcionários de suporte técnico e obter credenciais de funcionários. Os ataques começam com ligações de números falsificados, levando os funcionários a páginas de login falsas onde são solicitadas suas credenciais e códigos de acesso temporários.

Negociador de ransomware se declara culpado por ataques nos EUA

Angelo Martino, um negociador de ransomware de 41 anos, se declarou culpado por realizar ataques de ransomware contra empresas nos Estados Unidos em 2023. Ele colaborou com o grupo criminoso BlackCat, fornecendo informações confidenciais sobre as posições de negociação de cinco vítimas, sem o conhecimento ou consentimento delas. Essas informações incluíam limites de apólices de seguro e estratégias internas, o que resultou em resgates mais altos. Martino foi compensado financeiramente por essas informações. Além disso, ele admitiu ter trabalhado com outros dois respondentes a incidentes para implantar o ransomware BlackCat em várias vítimas entre abril e novembro de 2023, extorquindo uma delas em aproximadamente 1,2 milhão de dólares em Bitcoin. As autoridades confiscam 10 milhões de dólares em ativos de Martino, incluindo criptomoedas e veículos. Ele enfrenta uma pena máxima de 20 anos de prisão e está programado para ser sentenciado em julho de 2026. O caso destaca a traição de confiança em um setor que deveria proteger as vítimas de ataques cibernéticos.

Ex-funcionário da DigitalMint se declara culpado por ataques de ransomware

Angelo Martino, ex-funcionário da DigitalMint, admitiu sua culpa em ataques de ransomware BlackCat (ALPHV) direcionados a empresas dos EUA em 2023. Juntamente com outros dois negociadores de resgates, Martino foi acusado de conspiração para interferir no comércio interestadual por extorsão e danos intencionais a computadores protegidos. Durante seu trabalho como negociador, ele compartilhou informações confidenciais sobre as vítimas com os operadores do ransomware, facilitando a extorsão de valores elevados. Entre abril de 2023 e abril de 2025, Martino e seus cúmplices exigiram pagamentos de resgate, ameaçando vazar dados antes de criptografar os sistemas das vítimas. O impacto financeiro foi significativo, com uma empresa de serviços financeiros pagando mais de 25 milhões de dólares e uma organização sem fins lucrativos mais de 26 milhões. A operação BlackCat, associada a mais de 60 violações, arrecadou pelo menos 300 milhões de dólares em pagamentos de resgate até setembro de 2023. A DigitalMint condenou as ações de seus ex-funcionários e os demitiu assim que as irregularidades foram descobertas.

Site da Seiko USA é hackeado e dados de clientes são ameaçados

O site da Seiko USA foi alvo de um ataque cibernético no último fim de semana, resultando em uma deface que exibia uma mensagem de extorsão. Os atacantes alegam ter acessado o banco de dados de clientes da plataforma Shopify da empresa e ameaçam divulgar as informações a menos que um resgate seja pago. A página comprometida, localizada na seção ‘Press Lounge’, substituiu o conteúdo normal por um aviso de violação de dados e uma demanda de resgate. Os hackers afirmam ter obtido dados sensíveis, incluindo nomes, e-mails, números de telefone, histórico de pedidos e detalhes de envio. A mensagem de extorsão também especificava um prazo de 72 horas para que a Seiko USA iniciasse negociações, utilizando um e-mail associado a uma conta de cliente identificada. Até o momento, a Seiko não confirmou publicamente o incidente, mas removeu a mensagem de extorsão do site. A situação levanta preocupações sobre a segurança dos dados de clientes e a eficácia das medidas de proteção em plataformas de e-commerce como o Shopify.

Kraken enfrenta extorsão de grupo cibernético com ameaça de vazamento

A exchange de criptomoedas Kraken revelou que um grupo criminoso está tentando extorquir a empresa, ameaçando divulgar vídeos que mostram sistemas internos que contêm dados de clientes. O Chief Security Officer da Kraken, Nick Percoco, afirmou que o incidente não comprometeu os fundos dos clientes e envolveu uma ameaça interna, com dois casos de acesso inadequado a dados limitados de clientes por funcionários de suporte. A empresa não pretende pagar ou negociar com os extorsionários. A Kraken, que opera em 190 países, iniciou uma investigação após receber uma dica sobre um vídeo que demonstrava acesso aos sistemas de suporte ao cliente. A investigação revelou que um funcionário de suporte foi recrutado pelo grupo criminoso. Embora cerca de 2.000 contas tenham sido afetadas, o acesso exposto se limitou a dados de suporte ao cliente. A Kraken está colaborando com as autoridades federais para processar os envolvidos e reforçou suas medidas de segurança. Este incidente destaca a crescente preocupação com ameaças internas e recrutamento malicioso, um problema que afeta não apenas a Kraken, mas também outras exchanges de criptomoedas, como evidenciado pelo caso da Coinbase, que sofreu um vazamento de dados após suborno de funcionários de uma agência de suporte.