Extensões Maliciosas

Registro Open VSX corrige falha de segurança após vazamento de tokens

O Open VSX Registry e a Eclipse Foundation relataram um incidente de segurança envolvendo o vazamento de tokens de desenvolvedores e a publicação de extensões maliciosas que exploraram essas credenciais. A situação foi identificada por pesquisadores de segurança da Wiz, que encontraram tokens expostos em repositórios de código público. Esses tokens pertenciam a usuários do Open VSX e foram utilizados por atacantes para publicar extensões prejudiciais na plataforma. A Eclipse Foundation esclareceu que a exposição dos tokens foi resultado de descuidos dos desenvolvedores, e não de uma violação de infraestrutura. Após a identificação dos tokens comprometidos, a equipe os revogou imediatamente e implementou melhorias significativas na segurança, incluindo a colaboração com o Microsoft Security Response Center para criar um formato de prefixo de token que facilita a detecção de exposições em repositórios públicos. Embora o ataque tenha sido considerado sério, a equipe do Open VSX afirmou que não se tratava de um verme autônomo, mas sim de um malware que exigia intervenção humana para se propagar. Todas as extensões maliciosas foram removidas rapidamente, e o incidente foi declarado totalmente contido em 21 de outubro de 2025, sem evidências de compromissos em andamento.

Extensões falsas de IA podem roubar senhas enquanto você conversa

Pesquisadores da SquareX alertam sobre um novo vetor de ataque que utiliza extensões maliciosas para criar barras laterais falsas em navegadores. Essas barras laterais imitam assistentes de IA legítimos e podem capturar informações sensíveis, como senhas e tokens de autenticação, sem que o usuário perceba. O ataque se dá através da injeção de JavaScript nas páginas da web, permitindo que a interface falsa sobreponha a verdadeira, dificultando a detecção. Os especialistas destacam que muitas extensões solicitam permissões amplas, como acesso a hosts e armazenamento, o que torna a análise de permissões uma estratégia de detecção menos eficaz. A crescente popularidade de navegadores com assistentes de IA pode aumentar a superfície de ataque, tornando a segurança mais desafiadora. Os usuários são aconselhados a tratar esses assistentes como recursos experimentais e evitar o manuseio de dados sensíveis. As equipes de segurança devem implementar controles mais rigorosos sobre extensões e monitorar atividades anômalas para mitigar riscos. O artigo enfatiza a necessidade de verificações de integridade da interface e uma melhor orientação sobre o uso aceitável dessas ferramentas.

Mais de 130 extensões maliciosas do Chrome expostas em ataque a usuários do WhatsApp

Pesquisadores de cibersegurança da Socket descobriram uma campanha sofisticada de spam que envolve 131 extensões do Chrome, direcionadas a usuários do WhatsApp. Essas extensões, que compartilham códigos e infraestrutura idênticos, afetam pelo menos 20.905 usuários ativos, violando as políticas do Chrome Web Store e do WhatsApp. A operação é conduzida pela DBX Tecnologia, uma empresa brasileira que licencia versões personalizadas das extensões para revendedores, prometendo margens de lucro significativas. Apesar da diversidade de marcas, todas as extensões foram publicadas por apenas duas contas de desenvolvedor. As extensões utilizam métodos técnicos avançados para injetar código malicioso na interface do WhatsApp Web, permitindo o envio automatizado de mensagens em massa, o que contraria as políticas de consentimento do WhatsApp. A Socket já solicitou a remoção das extensões e a suspensão das contas dos desenvolvedores. A empresa recomenda que organizações adotem ferramentas de proteção para extensões do Chrome e monitorem as permissões e atualizações das extensões em uso.

Vazamento de Tokens em Extensões do VS Code Aumenta Risco de Malware

Uma nova pesquisa revelou que mais de 100 extensões do Visual Studio Code (VS Code) vazaram tokens de acesso, permitindo que atacantes atualizassem essas extensões com malware, representando um risco crítico à cadeia de suprimentos de software. Os pesquisadores da Wiz identificaram mais de 550 segredos validados em mais de 500 extensões, incluindo tokens de acesso pessoal do VS Code Marketplace e do Open VSX, que poderiam ser explorados por cibercriminosos. Com uma base de instalação acumulada de 150.000, a possibilidade de distribuição de malware é alarmante. Além disso, um grupo de ameaças conhecido como TigerJack publicou extensões maliciosas que roubam código-fonte e mineram criptomoedas, utilizando uma abordagem de cavalo de Troia para enganar desenvolvedores. A Microsoft respondeu ao problema revogando os tokens vazados e implementando recursos de verificação de segredos. Os usuários do VS Code são aconselhados a limitar o número de extensões instaladas e a revisar cuidadosamente as extensões antes de baixá-las.

Aumento de ataques baseados em navegador o que você precisa saber

Nos últimos anos, os ataques cibernéticos que visam usuários em navegadores da web aumentaram de forma alarmante. Esses ataques, conhecidos como ‘browser-based attacks’, têm como objetivo comprometer aplicativos empresariais e dados, explorando a vulnerabilidade dos usuários. O phishing, por exemplo, evoluiu para um modelo multi e cross-channel, utilizando mensagens instantâneas, redes sociais e até mesmo serviços SaaS para enganar os usuários e coletar credenciais. Além disso, técnicas como ClickFix e consent phishing têm se tornado comuns, onde os atacantes induzem as vítimas a executar comandos maliciosos ou a autorizar integrações com aplicativos controlados por eles. Outro vetor preocupante são as extensões de navegador maliciosas, que podem capturar logins e credenciais. A crescente complexidade do ambiente de trabalho moderno, com a utilização de aplicativos descentralizados, torna a detecção e prevenção desses ataques ainda mais desafiadoras. As organizações precisam estar cientes dessas ameaças e implementar medidas de segurança robustas para proteger seus dados e sistemas.

Anúncios Maliciosos no Facebook Usam Meta Verified para Roubar Contas

Uma nova campanha de malvertising no Facebook está explorando o programa Meta Verified para roubar contas de usuários. Os atacantes, presumivelmente de origem vietnamita, criaram anúncios enganosos que prometem ensinar como obter o selo de verificação azul por meio de uma extensão de navegador maliciosa. Os anúncios, que totalizam pelo menos 37, redirecionam os usuários para um vídeo tutorial e um arquivo .CRX hospedado no Box.com. Após a instalação, a extensão injeta um script nas páginas do Facebook, interceptando cookies de sessão e enviando informações roubadas para um bot no Telegram. Além do roubo de cookies, algumas variantes da extensão conseguem acessar tokens de acesso, permitindo que os atacantes explorem contas comerciais no Facebook, que são vendidas em mercados clandestinos. Essa operação representa um ciclo de receita autossustentável, onde contas comprometidas são reutilizadas para novas campanhas maliciosas. Para se proteger, os usuários devem evitar extensões não verificadas e adotar práticas de segurança como autenticação em duas etapas e monitoramento de alertas de login.

Vulnerabilidade no Marketplace do Visual Studio Code expõe riscos de malware

Pesquisadores de cibersegurança descobriram uma falha no Marketplace do Visual Studio Code que permite a reutilização de nomes de extensões removidas, facilitando a criação de novas extensões maliciosas. A empresa ReversingLabs identificou uma extensão chamada ‘ahbanC.shiba’, que atua como downloader de um payload PowerShell, semelhante a extensões previamente removidas. Essas extensões maliciosas visam criptografar arquivos em pastas específicas e exigem pagamento em tokens Shiba Inu. A reutilização de nomes de extensões deletadas representa um risco significativo, pois qualquer um pode criar uma nova extensão com o mesmo nome de uma popular que foi removida. Além disso, a vulnerabilidade não é exclusiva do Visual Studio Code, já que repositórios como o Python Package Index (PyPI) também permitem essa prática. A situação é alarmante, pois os atacantes estão cada vez mais utilizando repositórios de código aberto como vetores de ataque, o que exige que organizações e desenvolvedores adotem práticas de desenvolvimento seguro e monitorem ativamente essas plataformas para evitar ameaças à cadeia de suprimentos de software.