Exploração Infantil

Dois nigerianos extraditados nos EUA por esquemas de sextorsão

Dois homens nigerianos, Adebola Festus Adekunle, de 26 anos, e Mudasiru Afeez Olawale, de 24 anos, foram extraditados para os Estados Unidos e enfrentam acusações de envolvimento em esquemas de sextorsão que resultaram na morte de dois menores em Mississippi e Carolina do Norte. A sextorsão é uma forma de chantagem online onde criminosos ameaçam vazar imagens íntimas de suas vítimas, obtidas por meio de hacking ou coerção. Os acusados foram presos na Nigéria em agosto de 2023 durante a ‘Operação Artemis’, uma ação internacional que visa desmantelar redes de sextorsão que atacam menores nos EUA. Adekunle enfrenta várias acusações, incluindo exploração sexual de menores e extorsão, enquanto Olawale é acusado de exploração sexual e distribuição de pornografia infantil. O FBI alertou que criminosos estão cada vez mais mirando contas de redes sociais para roubar imagens explícitas e chantagear as vítimas. A crescente incidência de sextorsão tem gerado preocupações, com o FBI recomendando que as vítimas entrem em contato com as autoridades imediatamente. Os acusados podem enfrentar penas severas, incluindo prisão perpétua.

Europol remove 4.340 URLs ligadas a grupos extremistas online

A Europol identificou e sinalizou 4.340 URLs para remoção em uma operação que visou desmantelar o conteúdo online associado a ‘The Com’, uma rede descentralizada de grupos extremistas violentos. A operação, realizada entre junho e julho de 2026, envolveu investigadores de nove países europeus e teve como objetivo interromper a disseminação de conteúdos de extremismo nihilista, que incluem vídeos de violência, autoagressão e exploração sexual de menores. O conteúdo analisado é caracterizado por uma linguagem codificada e emojis, dificultando a compreensão por adultos. A ação faz parte da agenda de contrarresposta ao terrorismo da Comissão Europeia e se conecta ao Projeto Compass, que já resultou em 30 prisões e a identificação de 179 suspeitos. ‘The Com’ é descrito como uma rede sem ideologia unificada, com subgrupos que promovem desde ataques cibernéticos até a exploração sexual de crianças. A operação destaca a crescente preocupação com a radicalização online, especialmente entre jovens, e a necessidade de ações coordenadas para combater esses grupos.

Operação da Europol desmantela rede de cibercrime que visa jovens

A operação ‘Project Compass’, coordenada pela Europol, resultou na prisão de 30 pessoas e na identificação de 179 suspeitos ligados ao coletivo de cibercrime conhecido como ‘The Com’, que tem como alvo crianças e adolescentes. Desde seu lançamento em janeiro de 2025, a operação envolveu agências de segurança de 28 países e conseguiu identificar 62 vítimas, protegendo diretamente quatro delas. ‘The Com’ é descrito como uma rede descentralizada de criminosos cibernéticos que recrutam jovens para atividades de extorsão, violência e produção de material de exploração sexual infantil (CSAM). A rede opera em diversas plataformas digitais, incluindo redes sociais e aplicativos de mensagens, e é dividida em subgrupos, como o ‘Offline Com’, que promove danos físicos, e o ‘Sextortion Com’, que coage menores a cometer crimes sexuais. Dois líderes do subgrupo ‘764’, que se especializa em aliciar jovens para a produção de conteúdo explícito, foram presos e enfrentam acusações graves. A Europol destaca a importância da cooperação internacional para enfrentar essas ameaças, que exploram a vulnerabilidade dos jovens em ambientes digitais.

OpenAI enfrenta mandado do DHS por dados de usuários do ChatGPT

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) emitiu um mandado inédito exigindo que a OpenAI forneça informações detalhadas sobre as conversas de usuários do ChatGPT, em um caso criminal relacionado a material de exploração infantil. O mandado, que foi deslacrado em Maine, representa um marco na interseção entre inteligência artificial e justiça criminal. A investigação, que começou em 2019, revelou que o suspeito mencionou o uso do ChatGPT durante comunicações com agentes infiltrados. Embora os dados da OpenAI não tenham sido necessários para identificar o suspeito, a solicitação levanta questões sobre privacidade e a responsabilidade das empresas de IA em relação a dados de usuários. A OpenAI já processou milhares de conteúdos relacionados a exploração infantil e atendeu a várias solicitações governamentais. Este caso destaca a crescente tendência de as autoridades considerarem plataformas de IA como fontes de evidência, exigindo uma reavaliação das práticas de coleta de dados e proteção de privacidade por parte das empresas de tecnologia.