Exploração Ativa

Vulnerabilidade crítica no NGINX Plus e Open em exploração ativa

Uma nova vulnerabilidade de segurança, identificada como CVE-2026-42945, afeta as versões do NGINX Plus e NGINX Open, com um alto índice de severidade de 9.2 no CVSS. Essa falha, que se trata de um estouro de buffer na memória, permite que atacantes não autenticados possam causar a queda de processos de trabalho ou até executar código remotamente, especialmente em sistemas onde a proteção Address Space Layout Randomization (ASLR) está desativada. A vulnerabilidade foi introduzida em 2008 e, embora a exploração para execução de código remoto (RCE) não seja trivial em configurações padrão, a possibilidade de causar uma negação de serviço (DoS) é considerada uma preocupação urgente. Pesquisadores de segurança já detectaram tentativas de exploração ativas, e recomenda-se que os usuários apliquem as correções mais recentes da F5 para proteger suas redes. Além disso, foram identificadas falhas críticas em openDCIM, que também estão sendo exploradas, destacando a necessidade de atenção redobrada em relação à segurança de aplicações e infraestrutura.

Vulnerabilidade crítica no Apache ActiveMQ Classic em exploração ativa

Uma vulnerabilidade de alta severidade foi recentemente divulgada no Apache ActiveMQ Classic, identificada como CVE-2026-34197, com uma pontuação CVSS de 8.8. A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) alertou que essa falha está sendo explorada ativamente, levando à inclusão no catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV). A vulnerabilidade resulta de uma validação inadequada de entrada, permitindo que atacantes executem código arbitrário em instalações vulneráveis. O especialista Naveen Sunkavally, da Horizon3.ai, destacou que a falha estava ’escondida à vista’ por 13 anos. A exploração pode ocorrer através da API Jolokia do ActiveMQ, onde um invasor pode induzir o broker a buscar um arquivo de configuração remoto e executar comandos do sistema operacional. Embora a vulnerabilidade exija credenciais, as credenciais padrão (admin:admin) são comuns em muitos ambientes, e em algumas versões, a autenticação não é necessária devido a outra vulnerabilidade. As versões afetadas incluem Apache ActiveMQ Broker antes da 5.19.4 e 6.0.0 antes da 6.2.3. A CISA recomenda que as agências federais apliquem as correções até 30 de abril de 2026. A situação ressalta a rapidez com que os atacantes exploram novas vulnerabilidades, destacando a necessidade urgente de atualização e monitoramento das implementações do ActiveMQ.

Vulnerabilidade crítica no Nginx UI permite controle total do servidor

Uma vulnerabilidade crítica no Nginx UI, relacionada ao suporte ao Model Context Protocol (MCP), está sendo explorada ativamente, permitindo que atacantes assumam o controle total do servidor sem necessidade de autenticação. A falha, identificada como CVE-2026-33032, ocorre devido à falta de proteção no endpoint ‘/mcp_message’, que permite a execução de ações privilegiadas do MCP sem credenciais. Isso possibilita que um único pedido não autenticado altere o comportamento do servidor, incluindo a modificação e recarregamento de arquivos de configuração do Nginx.

Vulnerabilidade crítica no nginx-ui permite controle total do serviço

Uma falha de segurança crítica, identificada como CVE-2026-33032, foi recentemente divulgada e está sendo ativamente explorada. Essa vulnerabilidade, com um escore CVSS de 9.8, permite que atacantes contornem a autenticação em nginx-ui, uma ferramenta de gerenciamento baseada na web para Nginx. O problema reside na integração do Model Context Protocol (MCP), que expõe dois endpoints HTTP: /mcp e /mcp_message. Enquanto o primeiro requer autenticação, o segundo apenas aplica uma lista de IPs, que por padrão está vazia, permitindo acesso irrestrito. Isso possibilita que qualquer atacante na rede invoque ferramentas do MCP sem autenticação, podendo reiniciar o Nginx, modificar arquivos de configuração e até interceptar tráfego para roubar credenciais de administradores. A vulnerabilidade foi corrigida na versão 2.3.4, lançada em 15 de março de 2026, e recomenda-se que os usuários atualizem imediatamente ou implementem medidas temporárias de segurança. Dados do Shodan indicam que existem cerca de 2.689 instâncias expostas na internet, principalmente na China, EUA, Indonésia, Alemanha e Hong Kong. A situação é crítica, e organizações que utilizam nginx-ui devem agir rapidamente para evitar compromissos de segurança.

CISA adiciona falhas críticas do Roundcube ao catálogo de vulnerabilidades

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu duas falhas de segurança do software de webmail Roundcube em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV), devido a evidências de exploração ativa. As vulnerabilidades são: CVE-2025-49113, com uma pontuação CVSS de 9.9, que permite a execução remota de código por usuários autenticados devido à falta de validação do parâmetro _from em uma URL; e CVE-2025-68461, com pontuação CVSS de 7.2, que permite a execução de scripts entre sites via a tag animate em documentos SVG. Ambas as falhas foram corrigidas, a primeira em junho de 2025 e a segunda em dezembro do mesmo ano. A empresa de cibersegurança FearsOff, que descobriu a CVE-2025-49113, alertou que a vulnerabilidade foi rapidamente explorada e disponibilizada para venda em um curto espaço de tempo após a divulgação pública. Embora não haja informações sobre os responsáveis pela exploração, o histórico de ataques a software de email sugere que atores de ameaças de nações, como APT28, possam estar envolvidos. As agências do Federal Civilian Executive Branch (FCEB) têm até 13 de março de 2026 para remediar as vulnerabilidades identificadas, a fim de proteger suas redes contra essa ameaça ativa.

Ambientes de Treinamento Expostos Risco Real em Nuvem

Um estudo da Pentera Labs revelou que aplicações de treinamento intencionalmente vulneráveis, como OWASP Juice Shop e DVWA, estão frequentemente expostas à internet em ambientes de nuvem. Essas aplicações, projetadas para fins educacionais e testes, são frequentemente implantadas com configurações padrão e permissões excessivas, permitindo que atacantes acessem identidades de nuvem privilegiadas. A pesquisa identificou quase 2.000 instâncias de aplicações expostas, com 60% delas hospedadas em infraestruturas gerenciadas por clientes em plataformas como AWS, Azure e GCP. Além disso, cerca de 20% dessas instâncias apresentaram evidências de exploração ativa, incluindo atividades de mineração de criptomoedas e shells web. O estudo destaca que ambientes de treinamento são frequentemente considerados de baixo risco e, portanto, não recebem a devida atenção em termos de monitoramento e gestão de segurança. Essa situação é preocupante, pois um único aplicativo exposto pode servir como ponto de entrada para comprometer toda a infraestrutura de nuvem de uma organização. O artigo enfatiza que a rotulagem de um ambiente como ’treinamento’ não diminui seu risco, especialmente quando conectado a identidades privilegiadas na nuvem.

CISA alerta sobre exploração ativa de vulnerabilidades em software

A Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta sobre a exploração ativa de quatro vulnerabilidades em softwares empresariais, incluindo produtos da Versa e Zimbra, além do framework Vite e do formatador de código Prettier. Essas falhas foram adicionadas ao catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV) da CISA, indicando que hackers estão utilizando essas brechas em ataques reais.

Uma das vulnerabilidades, CVE-2025-31125, é uma falha de controle de acesso que pode expor arquivos não permitidos em instâncias de desenvolvimento expostas. Outra, CVE-2025-34026, é uma falha crítica de bypass de autenticação na plataforma Versa Concerto, que permite acesso a endpoints administrativos devido a uma configuração inadequada do proxy reverso Traefik.

CISA adiciona novas vulnerabilidades exploradas ativamente ao KEV

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) incluiu quatro novas vulnerabilidades em seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV), destacando a exploração ativa dessas falhas. Entre elas, a CVE-2025-68645, com uma pontuação CVSS de 8.8, é uma vulnerabilidade de inclusão remota de arquivos no Synacor Zimbra Collaboration Suite, permitindo que atacantes remotos incluam arquivos arbitrários sem autenticação. Outra vulnerabilidade crítica é a CVE-2025-34026, com pontuação 9.2, que permite a bypass de autenticação na plataforma Versa Concerto SD-WAN, possibilitando acesso a endpoints administrativos. A CVE-2025-31125, com pontuação 5.3, refere-se a um controle de acesso inadequado no Vite Vitejs, enquanto a CVE-2025-54313, com pontuação 7.5, envolve um ataque à cadeia de suprimentos que comprometeu o eslint-config-prettier e outros pacotes npm, permitindo a execução de um DLL malicioso. A CISA exige que as agências federais apliquem correções até 12 de fevereiro de 2026 para proteger suas redes contra essas ameaças ativas.

Vulnerabilidade no SmarterMail permite reset de senhas de admin

Uma vulnerabilidade crítica de bypass de autenticação no SmarterMail, ferramenta de e-mail e colaboração da SmarterTools, está sendo ativamente explorada por hackers. Essa falha permite que atacantes não autenticados redefinam senhas de administradores, obtendo assim privilégios totais no sistema. O problema reside no endpoint da API ‘force-reset-password’, que aceita entradas JSON controladas pelo atacante, permitindo que qualquer um que conheça ou adivinhe um nome de usuário de administrador possa definir uma nova senha. Apesar da presença do campo ‘OldPassword’, o sistema não realiza verificações de segurança adequadas. Pesquisadores da watchTowr relataram a vulnerabilidade em 8 de janeiro, e a SmarterTools lançou um patch em 15 de janeiro. No entanto, apenas dois dias após a correção, evidências indicaram que os hackers começaram a explorar a falha, sugerindo que eles conseguiram reverter o patch. A vulnerabilidade afeta apenas contas de nível administrativo, permitindo que atacantes executem comandos do sistema operacional e obtenham execução remota de código. A recomendação é que os usuários do SmarterMail atualizem para a versão mais recente do software, que corrige ambas as falhas identificadas.

Falha de segurança no SmarterMail permite acesso não autorizado

Uma nova vulnerabilidade no software de e-mail SmarterTools SmarterMail está sendo ativamente explorada, apenas dois dias após a liberação de um patch. A falha, que ainda não possui um identificador CVE, é rastreada como WT-2026-0001 pela watchTowr Labs e foi corrigida em 15 de janeiro de 2026. Trata-se de uma falha de bypass de autenticação que permite a qualquer usuário redefinir a senha do administrador do sistema SmarterMail através de uma requisição HTTP manipulada. Os pesquisadores destacam que essa vulnerabilidade não só permite a alteração da senha, mas também possibilita a execução remota de comandos do sistema operacional. O problema reside na função ‘ForceResetPassword’, que pode ser acessada sem autenticação, permitindo que um invasor que conheça o nome de usuário de um administrador altere sua senha. Além disso, a falta de clareza nas notas de versão da SmarterTools sobre as correções realizadas aumenta a preocupação, pois pode ter permitido que atacantes revertessem as correções e explorassem a falha. A situação é crítica, especialmente após um incidente anterior que já havia revelado uma falha severa no SmarterMail, destacando a necessidade de vigilância e ações rápidas por parte dos administradores de sistemas.

CISA atualiza catálogo de vulnerabilidades exploradas ativamente

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) atualizou seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas Exploradas (KEV) para incluir a falha CVE-2021-26829, uma vulnerabilidade de cross-site scripting (XSS) que afeta o software OpenPLC ScadaBR nas versões para Windows e Linux. Essa vulnerabilidade, com um escore CVSS de 5.4, permite que atacantes explorem o sistema através do arquivo system_settings.shtm. A inclusão no catálogo ocorre após um ataque de um grupo hacktivista pro-Rússia, conhecido como TwoNet, que comprometeu um honeypot, acreditando ser uma instalação de tratamento de água. Os atacantes utilizaram credenciais padrão para obter acesso inicial e exploraram a vulnerabilidade para modificar a página de login do HMI, exibindo uma mensagem de ‘Hacked by Barlati’. Além disso, a VulnCheck observou uma operação de exploração em andamento focada no Brasil, com tentativas de exploração de mais de 200 CVEs. A CISA exige que as agências federais apliquem correções até 19 de dezembro de 2025 para garantir proteção adequada.

Falha crítica no Fortra GoAnywhere é explorada ativamente

A empresa de cibersegurança watchTowr Labs revelou que uma vulnerabilidade crítica no software Fortra GoAnywhere Managed File Transfer (MFT), identificada como CVE-2025-10035, está sendo explorada ativamente desde 10 de setembro de 2025, uma semana antes de sua divulgação pública. Essa falha, classificada com CVSS 10.0, permite a injeção de comandos sem autenticação devido a uma vulnerabilidade de desserialização no License Servlet. A exploração envolve o envio de requisições HTTP manipuladas para interagir com o servlet exposto, possibilitando a execução remota de código (RCE). A empresa também identificou uma cadeia de três problemas, incluindo uma falha de controle de acesso conhecida desde 2023. Os atacantes têm utilizado essa vulnerabilidade para criar contas de administrador e carregar cargas adicionais maliciosas. A atividade dos atacantes foi rastreada até um IP associado a ataques de força bruta. Dada a gravidade da situação, é crucial que os usuários do Fortra GoAnywhere apliquem as correções disponíveis imediatamente.

Vulnerabilidade crítica no SAP S4HANA em exploração ativa

Uma vulnerabilidade crítica de segurança, identificada como CVE-2025-42957, está afetando o software SAP S/4HANA, amplamente utilizado para gestão empresarial. Com uma pontuação CVSS de 9.9, essa falha permite a injeção de código ABAP arbitrário por atacantes com privilégios de usuário, comprometendo a confidencialidade, integridade e disponibilidade do sistema. A exploração bem-sucedida pode levar a sérias consequências, como a modificação de bancos de dados, criação de contas de superusuário e instalação de ransomware. A empresa SecurityBridge alertou que a exploração ativa já foi observada, afetando tanto as edições on-premise quanto as de nuvem privada. Embora a exploração em larga escala ainda não tenha sido detectada, a facilidade de engenharia reversa do patch torna a situação alarmante. As organizações são aconselhadas a aplicar os patches imediatamente, monitorar logs em busca de chamadas RFC suspeitas e implementar medidas de segmentação e backup adequadas. Recomenda-se também a implementação do SAP UCON para restringir o uso de RFC e revisar o acesso ao objeto de autorização S_DMIS.

CISA alerta sobre vulnerabilidades em roteadores TP-Link

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) adicionou duas vulnerabilidades críticas que afetam roteadores TP-Link ao seu catálogo de Vulnerabilidades Conhecidas e Exploradas (KEV). As falhas, CVE-2023-50224 e CVE-2025-9377, têm sido exploradas ativamente. A primeira, com um CVSS de 6.5, permite a bypass de autenticação no serviço httpd do modelo TL-WR841N, resultando na exposição de credenciais armazenadas. A segunda, com um CVSS de 8.6, é uma vulnerabilidade de injeção de comandos do sistema operacional que pode levar à execução remota de código em modelos como o Archer C7 e TL-WR841N. Embora a TP-Link tenha lançado atualizações de firmware em novembro de 2024, os modelos afetados já atingiram o status de fim de vida (EoL) e não recebem mais suporte ativo. A CISA recomenda que as agências federais implementem as mitig ações necessárias até 24 de setembro de 2025. A atividade maliciosa associada a essas vulnerabilidades está ligada a um botnet conhecido como Quad7, utilizado por um ator de ameaças vinculado à China. A falta de relatórios públicos sobre a exploração dessas falhas não diminui a urgência de ações corretivas.