Europol

Jogos online manipulam crianças para cometer crimes, alerta Europol

A Europol, agência de inteligência da União Europeia, está investigando como jogos online se tornaram ferramentas para que cibercriminosos manipulem crianças a cometer atos violentos. Catherine De Bolle, diretora-executiva da Europol, expressou sua preocupação com o uso de menores como ‘peões’ em crimes graves, incluindo tortura e assassinato. Em um caso alarmante, um menino foi instruído a matar sua irmã mais nova, o que realmente ocorreu. A Europol identificou que esses recrutamentos ocorrem em chats de jogos multiplayer, onde os criminosos inicialmente estabelecem um vínculo com as crianças por meio de conversas sobre temas inocentes. Após ganhar a confiança dos menores, eles migram para chats privados, onde manipulam as crianças a compartilhar informações pessoais, que são usadas para chantageá-las a cometer atos violentos. Até agora, foram registrados 105 casos, incluindo 10 assassinatos encomendados por crianças. Os criminosos frequentemente oferecem recompensas financeiras, mas também utilizam táticas de intimidação, como ameaçar a vida de familiares, para garantir a obediência das vítimas. A Europol alerta que nenhuma criança está a salvo, dado que os criminosos estão constantemente aprimorando suas táticas de manipulação.

Polícia derruba mais de 6 mil links extremistas escondidos em games

Uma operação da Europol resultou na remoção de mais de 6 mil links que continham conteúdos extremistas em plataformas de jogos, com a colaboração de oito países. Dentre os links removidos, 5.408 estavam relacionados a conteúdos jihadistas, 1.070 a materiais de extrema-direita e 105 a publicações racistas e xenofóbicas. Os especialistas apontam que os criadores desses conteúdos utilizam plataformas de jogos e transmissões ao vivo para disseminar suas mensagens, aproveitando chats em tempo real e fóruns de discussão. A dificuldade em identificar contas extremistas nessas plataformas é um desafio, pois muitas não apresentam ligações visíveis com esse tipo de conteúdo. A ação da Europol visa coibir a propagação de materiais extremistas na internet, especialmente entre jovens, e reflete uma preocupação crescente com a segurança online e a influência de conteúdos nocivos em ambientes populares entre os usuários de jogos.

Megaoperação policial desmantela rede de hackers global

Uma operação coordenada pela Europol e Eurojust, chamada Operação Endgame, resultou no desmantelamento de uma rede criminosa que disseminava malwares como Rhadamanthys Stealer e Venom RAT, além do bot Elysium. A ação, que ocorreu em 10 de novembro de 2025, levou à prisão do principal suspeito na Grécia e à desativação de mais de mil servidores, além da apreensão de cerca de 20 domínios. Segundo a Europol, a rede de malware afetou centenas de milhares de computadores em todo o mundo, resultando no roubo de milhões de credenciais. O Rhadamanthys Stealer, por exemplo, coletava informações de dispositivos sem que as vítimas percebessem, enquanto o Venom RAT estava associado a ataques de ransomware. A operação também revelou que o cibercriminoso investigado havia coletado cerca de 100 mil carteiras de criptomoedas, representando um valor significativo em euros. A investigação continua, especialmente em relação ao bot Elysium, cuja relação com os outros malwares ainda está sendo analisada.

Operação da Europol desmantela botnets e malware em ação global

Entre os dias 10 e 13 de novembro de 2025, uma operação coordenada liderada pela Europol e Eurojust resultou no desmantelamento de famílias de malware, incluindo Rhadamanthys Stealer, Venom RAT e a botnet Elysium. Esta ação faz parte da Operação Endgame, que visa combater infraestruturas criminosas e ransomware em todo o mundo. Durante a operação, mais de 1.025 servidores foram derrubados e 20 domínios foram apreendidos. A Europol informou que a infraestrutura desmantelada continha centenas de milhares de computadores infectados, com milhões de credenciais roubadas. Muitos dos afetados não tinham conhecimento da infecção em seus sistemas. Além disso, o principal suspeito do Venom RAT foi preso na Grécia e tinha acesso a cerca de 100.000 carteiras de criptomoedas, representando um potencial valor de milhões de euros. A análise da Check Point revelou que a versão mais recente do Rhadamanthys agora coleta impressões digitais de dispositivos e navegadores, utilizando mecanismos para evitar detecção. A operação contou com a colaboração de agências de segurança de vários países, incluindo Estados Unidos, Austrália e diversos países europeus.

Desarticulação de plataforma de cibercrime envolvendo SIM Swapping

No dia 19 de outubro de 2025, a Europol anunciou a desarticulação de uma plataforma sofisticada de cibercrime como serviço (CaaS), conhecida como Operation SIMCARTEL. A operação resultou em 26 buscas e na prisão de sete suspeitos, incluindo cinco cidadãos letões. Foram apreendidos 1.200 dispositivos de SIM box, que continham 40.000 cartões SIM ativos, além de cinco servidores e dois sites que promoviam o serviço. A operação envolveu autoridades de países como Áustria, Estônia, Finlândia e Letônia, e revelou que a rede criminosa estava ligada a mais de 1.700 casos de fraudes cibernéticas na Áustria e 1.500 na Letônia, totalizando perdas de cerca de €4,5 milhões e €420.000, respectivamente. A infraestrutura da plataforma permitia a criação de números de telefone registrados em mais de 80 países, facilitando atividades criminosas como phishing, fraudes financeiras e extorsão. Além disso, a plataforma promovia a monetização de cartões SIM, atraindo usuários com promessas de renda passiva. A operação destaca a crescente complexidade e sofisticação das redes de cibercrime, que utilizam tecnologias avançadas para ocultar identidades e realizar fraudes em larga escala.