Espionagem Corporativa

Engenheiros do Google são indiciados por roubo de segredos comerciais

Três indivíduos, incluindo duas ex-engenheiras do Google, foram indiciados nos EUA por roubo de segredos comerciais. Samaneh Ghandali, de 41 anos, e sua irmã Soroor Ghandali, de 32 anos, junto com o marido de Samaneh, Mohammad Khosravi, de 40 anos, são acusados de conspirar para roubar informações confidenciais da gigante da tecnologia e transferi-las para locais não autorizados, incluindo o Irã. O Departamento de Justiça dos EUA informou que os réus usaram suas posições em empresas de tecnologia para acessar dados sensíveis, como segredos relacionados à segurança de processadores e criptografia. Eles teriam transferido centenas de arquivos para plataformas de comunicação de terceiros e dispositivos pessoais. Após a detecção das atividades suspeitas, a Google alertou as autoridades e implementou medidas de segurança adicionais. Se condenados, cada um pode enfrentar até 10 anos de prisão por roubo de segredos comerciais e até 20 anos por obstrução da justiça. Este caso destaca a crescente preocupação com ameaças internas e espionagem corporativa no setor de tecnologia.

Campanhas de malware afetam 2,2 milhões de usuários de navegadores

Um novo relatório da Koi Security revelou que o ator de ameaças por trás das campanhas de extensões de navegador maliciosas ShadyPanda e GhostPoster também está vinculado a uma terceira campanha chamada DarkSpectre, que impactou 2,2 milhões de usuários dos navegadores Google Chrome, Microsoft Edge e Mozilla Firefox. Ao longo de mais de sete anos, essas campanhas afetaram mais de 8,8 milhões de usuários. A ShadyPanda, que visa roubo de dados e fraudes de afiliados, foi identificada como responsável por 5,6 milhões de vítimas, enquanto a GhostPoster foca em usuários do Firefox, injetando códigos maliciosos em ferramentas aparentemente inofensivas. A campanha DarkSpectre, por sua vez, utiliza 18 extensões para coletar informações de reuniões corporativas, como URLs e senhas. As extensões maliciosas foram projetadas para parecer legítimas, acumulando confiança dos usuários antes de ativar comportamentos prejudiciais. A operação está ligada a um ator de ameaças chinês, com indícios de espionagem corporativa e coleta sistemática de inteligência de reuniões.

iFood sofre ataque de espionagem corporativa por engenharia social

O iFood, um dos principais aplicativos de delivery do Brasil, está enfrentando um ataque coordenado de espionagem corporativa, conforme relatado pelo CEO Diego Barreto. Nos últimos meses, mais de 170 mensagens foram enviadas a funcionários da empresa, principalmente executivos das áreas de Negócio, Tecnologia e Comercial, com ofertas de pagamento que variavam de US$ 250 a R$ 5,5 mil em troca de informações sensíveis. As comunicações, que se apresentavam como consultas de mercado, rapidamente se transformaram em solicitações de dados críticos, como faturamento e estratégias de precificação. Barreto enfatizou que essas abordagens são antiéticas e ilegais, levando o iFood a implementar novos protocolos de segurança e a notificar as autoridades. Concorrentes como Ketta e 99Food negaram envolvimento em espionagem, enquanto a Rappi não comentou o caso. O incidente destaca a vulnerabilidade das empresas a ataques de engenharia social e a necessidade de reforço nas medidas de segurança interna.