Espionagem Cibernética

Campanha CRESCENTHARVEST visa roubo de dados de apoiadores de protestos no Irã

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre a campanha CRESCENTHARVEST, que parece ter como alvo apoiadores dos protestos no Irã, visando roubo de informações e espionagem a longo prazo. A Acronis Threat Research Unit (TRU) observou atividades suspeitas a partir de 9 de janeiro, onde ataques foram projetados para entregar um trojan de acesso remoto (RAT) e um ladrão de informações. Os ataques utilizam arquivos .LNK disfarçados como imagens ou vídeos relacionados aos protestos, aumentando a credibilidade para atrair iranianos que falam farsi. Embora a origem da campanha não tenha sido atribuída, acredita-se que seja obra de um grupo de ameaças alinhado ao Irã. O vetor de acesso inicial ainda não é conhecido, mas suspeita-se do uso de spear-phishing e engenharia social. Os arquivos maliciosos contêm código PowerShell que baixa um arquivo ZIP com um executável legítimo da Google, que é utilizado para realizar atividades maliciosas, como roubo de credenciais e dados do sistema. A campanha CRESCENTHARVEST representa uma continuidade de operações de espionagem cibernética de estado-nação, refletindo táticas bem estabelecidas de acesso inicial e coleta de dados.

Grupo ligado à Coreia do Norte usa IA para espionagem cibernética

O Google revelou que o grupo de hackers UNC2970, vinculado à Coreia do Norte, está utilizando seu modelo de inteligência artificial generativa, Gemini, para realizar atividades de reconhecimento em alvos estratégicos. De acordo com o relatório do Google Threat Intelligence Group (GTIG), o grupo tem se concentrado em mapear informações sobre empresas de cibersegurança e defesa, além de perfis de cargos técnicos e dados salariais. Essa prática, que mistura pesquisa profissional com reconhecimento malicioso, permite que o grupo crie personas de phishing personalizadas e identifique alvos vulneráveis para compromissos iniciais.

Campanhas de espionagem cibernética visam setor de defesa da Índia

Organizações do setor de defesa e alinhadas ao governo indiano têm sido alvo de diversas campanhas de espionagem cibernética, que visam comprometer ambientes Windows e Linux por meio de trojans de acesso remoto. Os ataques utilizam famílias de malware como Geta RAT, Ares RAT e DeskRAT, frequentemente atribuídos a grupos de ameaças alinhados ao Paquistão, como SideCopy e APT36. Essas campanhas se caracterizam pelo uso de e-mails de phishing com anexos maliciosos ou links de download que direcionam as vítimas a infraestruturas controladas pelos atacantes. Uma das cadeias de ataque envolve um arquivo LNK malicioso que executa um arquivo HTA para baixar e instalar o malware. O Geta RAT, por exemplo, permite acesso remoto persistente e coleta de dados sensíveis, enquanto o Ares RAT é uma variante para Linux que também executa comandos para roubar informações. A utilização do DeskRAT, entregue via um complemento PowerPoint malicioso, demonstra a evolução das táticas de espionagem, focando em setores estratégicos como defesa, pesquisa e infraestrutura crítica. Essas atividades ressaltam a necessidade de vigilância contínua e medidas de segurança robustas para proteger informações sensíveis.

Grupo de espionagem cibernética UNC3886 ataca telecomunicações de Cingapura

A Agência de Cibersegurança de Cingapura (CSA) revelou que o grupo de espionagem cibernética vinculado à China, conhecido como UNC3886, lançou uma campanha direcionada contra o setor de telecomunicações do país. Todos os quatro principais operadores de telecomunicações de Cingapura – M1, SIMBA Telecom, Singtel e StarHub – foram alvos dos ataques. O grupo, ativo desde pelo menos 2022, utiliza dispositivos de borda e tecnologias de virtualização para obter acesso inicial. Em um incidente, UNC3886 empregou um exploit de zero-day para contornar um firewall e extrair dados técnicos. Além disso, o grupo utilizou rootkits para garantir acesso persistente e ocultar suas atividades. Apesar das invasões, a CSA afirmou que não houve evidências de exfiltração de dados pessoais dos clientes e que as operações de telecomunicações não foram severamente afetadas. Para mitigar a ameaça, a CSA lançou a operação CYBER GUARDIAN, que resultou na implementação de medidas de remediação e no fechamento de pontos de acesso do grupo. A situação destaca a crescente preocupação com a segurança cibernética em setores críticos e a necessidade de vigilância contínua.

Grupo de hackers iraniano Infy evolui táticas para evitar detecção

O grupo de ameaças iraniano conhecido como Infy, também chamado de Príncipe da Pérsia, tem aprimorado suas táticas para ocultar suas atividades maliciosas. Após um apagão de internet imposto pelo governo iraniano em janeiro de 2026, o grupo interrompeu a manutenção de seus servidores de comando e controle (C2) pela primeira vez em anos. No entanto, a atividade foi retomada em 26 de janeiro, com a configuração de novos servidores C2, indicando que o grupo está se adaptando rapidamente às mudanças no ambiente digital. O Infy, ativo desde 2004, é um dos grupos patrocinados pelo estado iraniano que realiza operações de espionagem e sabotagem. Recentemente, foram identificadas novas versões de suas ferramentas de ataque, como Foudre e Tonnerre, que agora utilizam um bot do Telegram para comunicação. A análise revelou que o grupo também explorou uma vulnerabilidade no WinRAR para implantar seu malware. O uso de técnicas como a geração de nomes de domínio por meio de algoritmos DGA e a desofuscação de dados em blockchain demonstra a sofisticação das operações do Infy, que continua a ser uma ameaça significativa no cenário de cibersegurança.

Campanhas de espionagem cibernética da China na Ásia Sudeste

Em 2025, um novo conjunto de campanhas de espionagem cibernética, atribuído a atores de ameaças ligados à China, foi identificado, visando agências governamentais e de segurança na região do Sudeste Asiático. O grupo, denominado Amaranth-Dragon, está associado ao ecossistema APT 41 e tem como alvos países como Camboja, Tailândia, Laos, Indonésia, Cingapura e Filipinas. As campanhas foram estrategicamente sincronizadas com eventos políticos e de segurança locais, aumentando a probabilidade de que as vítimas interagissem com o conteúdo malicioso. Os ataques, que demonstram um alto grau de furtividade, exploraram uma vulnerabilidade específica (CVE-2025-8088) no WinRAR, permitindo a execução de código arbitrário. Os invasores utilizaram arquivos RAR maliciosos distribuídos via e-mails de spear-phishing, hospedados em plataformas de nuvem conhecidas para evitar detecções. O Amaranth Loader, um componente central dos ataques, foi projetado para estabelecer uma comunicação com servidores externos e executar cargas úteis de forma discreta. A infraestrutura de comando e controle (C2) é protegida e configurada para aceitar tráfego apenas de IPs dos países-alvo, evidenciando a sofisticação dos atacantes. Este cenário destaca a necessidade de vigilância contínua e de ações proativas por parte das organizações na região.

Grupo de Ameaça Chinês Utiliza Malware COOLCLIENT em Espionagem

Um grupo de cibercriminosos com vínculos à China, conhecido como Mustang Panda, tem utilizado uma versão atualizada de um backdoor chamado COOLCLIENT em ataques de espionagem cibernética. Esses ataques, que ocorreram em 2025, visaram principalmente entidades governamentais em países como Mianmar, Mongólia, Malásia e Rússia, resultando em um roubo abrangente de dados de endpoints infectados. O malware é frequentemente implantado como um backdoor secundário, em conjunto com outras infecções como PlugX e LuminousMoth. O COOLCLIENT é entregue por meio de arquivos carregadores criptografados e utiliza técnicas de DLL side-loading, o que exige um executável legítimo para carregar a DLL maliciosa. O malware é capaz de coletar informações do sistema e do usuário, como pressionamentos de tecla, conteúdos da área de transferência e credenciais de proxy HTTP. Além disso, o grupo tem explorado softwares legítimos para facilitar suas operações, incluindo produtos da Sangfor. As campanhas de Mustang Panda também incluem o uso de programas de roubo de credenciais para navegadores populares, ampliando suas atividades de pós-exploração. Com capacidades que vão além da simples espionagem, como monitoramento ativo de usuários, os ataques representam uma ameaça significativa para a segurança cibernética.

Campanha de espionagem cibernética mira usuários indianos com malware

Pesquisadores de cibersegurança identificaram uma campanha em andamento que visa usuários indianos, utilizando um backdoor em múltiplas etapas como parte de uma suspeita de espionagem cibernética. Segundo a eSentire Threat Response Unit (TRU), os atacantes estão enviando e-mails de phishing que se disfarçam como notificações do Departamento de Imposto de Renda da Índia, induzindo as vítimas a baixar um arquivo ZIP malicioso. Este arquivo contém um executável que, ao ser executado, instala um trojan bancário conhecido como Blackmoon e uma ferramenta legítima chamada SyncFuture TSM, que foi reconfigurada para fins de espionagem.

Campanha de Espionagem Cibernética da Coreia do Norte Alvo de Empresas Globais

Uma nova campanha de espionagem cibernética, conhecida como Contagious Interview, foi identificada, envolvendo 3.136 endereços IP associados a 20 organizações-alvo em setores como inteligência artificial, criptomoedas e serviços financeiros. A pesquisa, realizada pelo Insikt Group da Recorded Future, revela que a atividade ocorreu entre agosto de 2024 e setembro de 2025, com alvos localizados na Europa, Sul da Ásia, Oriente Médio e América Central. Os atacantes, associados ao grupo PurpleBravo, utilizam táticas como a criação de perfis falsos no LinkedIn e a distribuição de projetos maliciosos no GitHub para infiltrar sistemas corporativos. A campanha destaca a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos de software, onde candidatos a emprego podem inadvertidamente comprometer dispositivos corporativos ao executar códigos maliciosos. Além disso, a PurpleBravo opera em conjunto com outra campanha chamada Wagemole, que busca emprego não autorizado por meio de identidades fraudulentas. A utilização de servidores de comando e controle (C2) gerenciados via VPN e a exploração de fluxos de trabalho de desenvolvedores confiáveis são preocupações crescentes para a segurança cibernética global.

Grupo de hackers russo usa Viber para atacar entidades ucranianas

O grupo de hackers alinhado à Rússia, conhecido como UAC-0184 ou Hive0156, tem intensificado suas atividades de espionagem cibernética contra entidades militares e governamentais da Ucrânia, utilizando a plataforma de mensagens Viber para disseminar arquivos ZIP maliciosos. Segundo o 360 Threat Intelligence Center, em 2025, a organização continuou a realizar campanhas de coleta de inteligência em alta intensidade. Os ataques frequentemente empregam iscas temáticas de guerra em e-mails de phishing para entregar o malware Hijack Loader, que posteriormente facilita infecções por Remcos RAT.

Grupo APT ligado à China realiza campanha de espionagem cibernética

Um grupo de ameaça persistente avançada (APT) vinculado à China, conhecido como Evasive Panda, está por trás de uma campanha de espionagem cibernética altamente direcionada, que utiliza envenenamento de DNS para implantar o backdoor MgBot. Os ataques, que ocorreram entre novembro de 2022 e novembro de 2024, visaram principalmente vítimas na Turquia, China e Índia. A técnica de ataque envolve a manipulação de respostas DNS para redirecionar usuários a servidores controlados pelos atacantes, onde são entregues atualizações maliciosas disfarçadas de softwares legítimos, como o SohuVA.

Grupo de ameaças LongNosedGoblin ataca governos na Ásia

Um novo grupo de ameaças cibernéticas, conhecido como LongNosedGoblin, foi identificado como responsável por uma série de ataques direcionados a entidades governamentais no Sudeste Asiático e no Japão. O objetivo principal dessas ações é a espionagem cibernética, conforme relatado pela empresa de cibersegurança ESET. As atividades do grupo foram detectadas desde setembro de 2023 e utilizam o mecanismo de Group Policy para implantar malware em redes comprometidas, além de serviços de nuvem como Microsoft OneDrive e Google Drive como servidores de comando e controle.

Novo backdoor para Windows usa Google Drive para controle remoto

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre um novo backdoor para Windows chamado NANOREMOTE, que utiliza a API do Google Drive para suas operações de comando e controle (C2). De acordo com o Elastic Security Labs, o malware apresenta semelhanças de código com outro implante conhecido como FINALDRAFT, que utiliza a API do Microsoft Graph. O NANOREMOTE é projetado para facilitar o roubo de dados e a transferência de arquivos de forma discreta, utilizando um sistema de gerenciamento de tarefas que permite pausar, retomar e cancelar transferências de arquivos. Acredita-se que o grupo por trás do NANOREMOTE, conhecido como REF7707, esteja vinculado a atividades de espionagem cibernética, com alvos em setores como governo, defesa e telecomunicações na Ásia e América do Sul. O vetor de acesso inicial para o NANOREMOTE ainda não é conhecido, mas um loader chamado WMLOADER foi identificado como parte da cadeia de ataque. O malware é escrito em C++ e possui funcionalidades que incluem execução de arquivos e coleta de informações do host. A utilização de uma chave de criptografia comum entre NANOREMOTE e FINALDRAFT sugere uma possível conexão entre os dois malwares, indicando um ambiente de desenvolvimento compartilhado.

Grupo de espionagem iraniano ataca setores de defesa no Oriente Médio

Um grupo de ameaças cibernéticas suspeito de espionagem, atribuído ao Irã, tem utilizado backdoors como TWOSTROKE e DEEPROOT para atacar indústrias de defesa e aviação no Oriente Médio. O grupo, identificado como UNC1549, foi monitorado entre 2023 e 2025, empregando técnicas sofisticadas para obter acesso inicial, como o abuso de relacionamentos com terceiros e campanhas de phishing direcionadas. Recentemente, a empresa PRODAFT associou o grupo a uma campanha que comprometeu 11 empresas de telecomunicações na Europa, utilizando engenharia social via LinkedIn. As cadeias de infecção incluem phishing para roubo de credenciais e exploração de vulnerabilidades em serviços como Citrix e Azure. Após a infiltração, as atividades dos atacantes incluem reconhecimento, movimentação lateral e roubo de informações sensíveis. Ferramentas personalizadas, como MINIBIKE e TWOSTROKE, são utilizadas para coletar dados do sistema e manter a persistência na rede alvo. O grupo se destaca por sua capacidade de evitar detecções e garantir acesso contínuo, utilizando técnicas como shells reversos SSH e domínios que imitam a indústria das vítimas.

Exploração de falha no Chrome resulta em espionagem cibernética

Uma falha de segurança no Google Chrome, identificada como CVE-2025-2783, foi explorada em uma campanha de espionagem chamada Operation ForumTroll, que visou organizações na Rússia. A vulnerabilidade, que possui um CVSS de 8.3, permitiu que atacantes enviassem e-mails de phishing com links maliciosos que, ao serem clicados, ativavam um exploit para escapar do sandbox do navegador. Isso possibilitou a entrega de um spyware desenvolvido pela Memento Labs, chamado LeetAgent, que se conecta a um servidor de comando e controle para executar uma variedade de tarefas, incluindo a coleta de dados sensíveis. Os ataques foram direcionados a instituições de mídia, universidades e órgãos governamentais, com o objetivo de espionagem. A Memento Labs, formada pela fusão de empresas com histórico de venda de ferramentas de vigilância, tem suas operações ligadas a um grupo APT conhecido como ForumTroll. A exploração da falha foi documentada desde fevereiro de 2024, e a Kaspersky observou que a operação é caracterizada por um alto nível de sofisticação e direcionamento específico, com indícios de que os atacantes não são nativos russos. A situação destaca a necessidade urgente de atenção à segurança cibernética, especialmente em relação a vulnerabilidades em softwares amplamente utilizados.

Grupos de Ameaça Chineses Exploraram Vulnerabilidade do SharePoint

Recentemente, grupos de ameaças ligados à China exploraram a vulnerabilidade ToolShell no Microsoft SharePoint para invadir uma empresa de telecomunicações no Oriente Médio, após a falha ter sido divulgada e corrigida em julho de 2025. Além da telecomunicação, alvos incluíram departamentos governamentais em um país africano, agências governamentais na América do Sul, uma universidade nos EUA e uma empresa de finanças na Europa. A vulnerabilidade CVE-2025-53770 permitiu a execução remota de código e foi utilizada por diversos grupos, como Linen Typhoon e Violet Typhoon, além do Salt Typhoon, que implementaram ferramentas como Zingdoor e ShadowPad. Os ataques também envolveram a exploração de servidores SQL e Apache, utilizando técnicas de side-loading de DLLs. A análise da Symantec indica que os atacantes estavam interessados em roubar credenciais e estabelecer acesso persistente às redes das vítimas, sugerindo um objetivo de espionagem. A situação destaca a necessidade de vigilância contínua e atualização de sistemas para mitigar riscos semelhantes.

Grupo de hackers chineses invade provedor de TI russo

Um grupo de hackers com vínculos à China, identificado como Jewelbug, foi responsável por uma invasão que durou cinco meses, visando um provedor de serviços de TI na Rússia. A atividade ocorreu entre janeiro e maio de 2025 e foi atribuída pela Symantec, que observou que o grupo também está relacionado a outras ameaças cibernéticas conhecidas. A invasão permitiu acesso a repositórios de código e sistemas de construção de software, possibilitando ataques à cadeia de suprimentos que poderiam afetar clientes na Rússia. Os atacantes utilizaram uma versão renomeada do Microsoft Console Debugger para executar código malicioso e contornar medidas de segurança. Além disso, foram observados esforços para exfiltrar dados para o Yandex Cloud. A atividade do Jewelbug destaca a continuidade das operações de espionagem cibernética da China, mesmo com o fortalecimento das relações entre Moscou e Pequim. O grupo também foi associado a uma intrusão em uma organização governamental na América do Sul, utilizando uma nova backdoor em desenvolvimento, o que demonstra suas capacidades em evolução. O uso de ferramentas legítimas e serviços em nuvem para ocultar suas atividades torna a detecção e resposta a esses ataques ainda mais desafiadoras.

Grupo Phantom Taurus Espionagem Cibernética Alinhada à China

Nos últimos dois anos e meio, organizações governamentais e de telecomunicações na África, Oriente Médio e Ásia têm sido alvo de um ator de ameaças de estado-nacional alinhado à China, conhecido como Phantom Taurus. O foco principal do grupo inclui ministérios das relações exteriores, embaixadas e operações militares, com o objetivo de coletar informações confidenciais e realizar espionagem. O grupo, que foi inicialmente identificado como CL-STA-0043, demonstrou uma capacidade notável de adaptação em suas táticas e técnicas, utilizando ferramentas personalizadas, como um malware chamado NET-STAR, desenvolvido em .NET para atacar servidores web IIS. As operações do Phantom Taurus frequentemente coincidem com eventos geopolíticos significativos, refletindo um interesse estratégico por informações de defesa e comunicações diplomáticas. A abordagem do grupo inclui a exploração de vulnerabilidades conhecidas, como ProxyLogon e ProxyShell, em servidores Microsoft Exchange e IIS, além de um método inovador que permite a extração de dados diretamente de bancos de dados SQL. A complexidade e a sofisticação das técnicas empregadas pelo Phantom Taurus representam uma ameaça significativa para servidores expostos à internet, exigindo atenção redobrada de profissionais de segurança cibernética.

Grupo de espionagem cibernética da China ataca setores nos EUA

Um grupo de espionagem cibernética suspeito de estar vinculado à China, identificado como UNC5221, tem como alvo empresas dos setores de serviços jurídicos, provedores de software como serviço (SaaS), terceirização de processos de negócios (BPOs) e tecnologia nos Estados Unidos. O grupo utiliza um backdoor conhecido como BRICKSTORM, que permite acesso persistente às organizações atacadas por mais de um ano. O objetivo principal é acessar dados de clientes e informações relacionadas à segurança nacional e propriedade intelectual. O BRICKSTORM, documentado pela primeira vez no ano passado, explora vulnerabilidades zero-day em dispositivos Ivanti Connect Secure e tem sido utilizado em ambientes Windows na Europa desde novembro de 2022. Este malware, desenvolvido em Go, possui funcionalidades avançadas, como manipulação de arquivos e execução de comandos shell, e se comunica com um servidor de comando e controle via WebSockets. A campanha é caracterizada por sua capacidade de permanecer indetectável, com um tempo médio de permanência nas redes das vítimas de 393 dias. A Google desenvolveu um scanner para ajudar potenciais vítimas a identificar a presença do BRICKSTORM em seus sistemas. A complexidade e a furtividade dessa campanha representam uma ameaça significativa para organizações que utilizam tecnologias vulneráveis.

Grupo de espionagem cibernética iraniano ataca telecomunicações na Europa

Um grupo de espionagem cibernética vinculado ao Irã, conhecido como UNC1549, está por trás de uma nova campanha que visa empresas de telecomunicações na Europa. A empresa suíça de cibersegurança PRODAFT identificou que o grupo infiltrou 34 dispositivos em 11 organizações localizadas em países como Canadá, França, Emirados Árabes Unidos, Reino Unido e Estados Unidos. Os atacantes se disfarçam como representantes de recursos humanos em plataformas como o LinkedIn, utilizando uma abordagem de recrutamento falsa para enganar funcionários e instalar um backdoor chamado MINIBIKE. Este malware permite a coleta de dados sensíveis, como credenciais do Outlook e informações de navegação. A campanha é caracterizada por um planejamento meticuloso, onde os atacantes realizam reconhecimento extensivo para identificar alvos com acesso elevado a sistemas críticos. Além disso, a operação é apoiada por técnicas avançadas de ofuscação e comunicação, utilizando serviços legítimos de nuvem para evitar detecções. O grupo UNC1549, ativo desde pelo menos junho de 2022, é associado à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã e tem como objetivo a coleta de dados estratégicos para espionagem de longo prazo.

Campanhas de espionagem cibernética da China visam EUA durante negociações comerciais

O Comitê Selecionado da Câmara dos EUA sobre a China emitiu um alerta sobre uma série de campanhas de espionagem cibernética altamente direcionadas, supostamente ligadas à República Popular da China (RPC), em meio a negociações comerciais tensas entre os EUA e a China. As campanhas têm como alvo organizações e indivíduos envolvidos na política comercial e diplomática entre os dois países, incluindo agências governamentais dos EUA, empresas, escritórios de advocacia em Washington e grupos de reflexão. Os atacantes, identificados como APT41, usaram e-mails de phishing se passando pelo congressista republicano John Robert Moolenaar para enganar os destinatários e obter acesso não autorizado a sistemas e informações sensíveis. O objetivo final era roubar dados valiosos, utilizando serviços de software e nuvem para ocultar suas atividades. O ataque mais recente envolveu um e-mail que continha um anexo malicioso que, ao ser aberto, implantava malware para coletar dados sensíveis. O comitê acredita que essas ações são parte de uma operação de espionagem cibernética apoiada pelo estado chinês, visando influenciar as deliberações políticas dos EUA e obter vantagens nas negociações comerciais.

Novo backdoor MystRodX representa ameaça significativa à segurança

Pesquisadores de cibersegurança revelaram um novo backdoor chamado MystRodX, que se destaca por suas características furtivas e flexíveis, permitindo a captura de dados sensíveis de sistemas comprometidos. Desenvolvido em C++, o MystRodX, também conhecido como ChronosRAT, possui funcionalidades como gerenciamento de arquivos, redirecionamento de portas e shell reverso. A sua capacidade de se ocultar é aprimorada pelo uso de múltiplos níveis de criptografia, enquanto a flexibilidade permite a escolha entre diferentes protocolos de comunicação e métodos de criptografia para proteger o tráfego de rede.

Campanha de espionagem utiliza servidor de atualização abandonado

Uma campanha de espionagem cibernética, identificada como TAOTH, foi revelada por pesquisadores da Trend Micro, destacando o uso de um servidor de atualização abandonado do software Sogou Zhuyin para disseminar diversas famílias de malware, como C6DOOR e GTELAM. Os alvos principais incluem dissidentes, jornalistas e líderes de tecnologia na China, Taiwan, Hong Kong, Japão e Coreia do Sul. Os atacantes se apropriaram de um domínio que não recebia atualizações desde 2019, utilizando-o para distribuir atualizações maliciosas a partir de outubro de 2024. A cadeia de infecção começa quando usuários baixam o instalador legítimo do Sogou Zhuyin, que, após a instalação, busca atualizações maliciosas. As famílias de malware implantadas têm funções variadas, como acesso remoto e roubo de informações, utilizando serviços de nuvem para ocultar suas atividades. A Trend Micro recomenda que organizações realizem auditorias regulares em seus ambientes e revisem as permissões de aplicativos em nuvem para mitigar esses riscos.

Convites em PDF se tornam letais - Exploits do UAC-0057 ativam execução de shell

Uma campanha de espionagem cibernética sofisticada, atribuída ao grupo UAC-0057, vinculado ao governo da Bielorrússia, tem como alvo organizações na Ucrânia e na Polônia desde abril de 2025. Os atacantes utilizam arquivos comprimidos armados que contêm convites em PDF que parecem legítimos e planilhas Excel maliciosas. Os documentos de disfarce são projetados para parecer autênticos, como um convite oficial para uma assembleia geral da União de Municípios Rurais da Polônia e um documento sobre serviços do Ministério da Transformação Digital da Ucrânia. Após a execução de macros ofuscadas em arquivos XLS, os atacantes conseguem instalar DLLs maliciosas que coletam informações do sistema. A infraestrutura de suporte do UAC-0057 demonstra técnicas de imitação sofisticadas, registrando domínios que se assemelham a sites legítimos. A persistente mira na Ucrânia e na Polônia reflete os interesses geopolíticos do grupo, alinhados com o governo bielorrusso.

Campanha de espionagem cibernética da Coreia do Norte atinge embaixadas

Entre março e julho de 2025, atores de ameaças da Coreia do Norte realizaram uma campanha coordenada de espionagem cibernética, visando missões diplomáticas na Coreia do Sul. Os ataques foram realizados por meio de pelo menos 19 e-mails de spear-phishing que se faziam passar por contatos diplomáticos confiáveis, com o intuito de enganar funcionários de embaixadas e do ministério das relações exteriores. Os pesquisadores da Trellix identificaram que os atacantes utilizaram o GitHub como um canal de comando e controle, além de serviços de armazenamento em nuvem como Dropbox e Daum Cloud para distribuir um trojan de acesso remoto chamado Xeno RAT. Este malware permite que os atacantes assumam o controle dos sistemas comprometidos. Os e-mails, escritos em vários idiomas, incluíam assinaturas oficiais e referências a eventos reais, aumentando sua credibilidade. A análise sugere que a campanha pode ter ligações com operativos baseados na China, levantando a possibilidade de uma colaboração entre grupos de hackers. A situação é preocupante, especialmente considerando o aumento de atividades de espionagem cibernética e fraudes envolvendo trabalhadores de TI norte-coreanos em empresas ao redor do mundo.