Engenharia Social

SuperDAE O hacker que desafiou Microsoft e FBI e fugiu para contar sua história

Em 2012, Dylan Wheeler, um adolescente australiano conhecido como SuperDAE, invadiu a Microsoft e vazou informações sobre o Xbox One antes de seu lançamento. Utilizando engenharia social, ele obteve credenciais de desenvolvedores da empresa e requisitou um kit de desenvolvimento do console, que tentou revender por US$ 15.000 no eBay. O vazamento das especificações técnicas do Xbox One gerou uma forte reação negativa do público, levando a Microsoft a reavaliar sua estratégia de marketing e segurança. Após a descoberta de suas ações, Dylan teve seus equipamentos confiscados e enfrentou a possibilidade de décadas de prisão. Temendo a extradição, ele fugiu para a República Tcheca, onde vive atualmente, trabalhando na área de tecnologia e segurança, e educando jovens sobre os riscos do hacking malicioso. Este caso destaca a vulnerabilidade das grandes empresas de tecnologia e a importância da segurança da informação em um mundo digital cada vez mais complexo.

Europol prende 34 hackers da Black Axe que roubaram R 37 milhões

Na última sexta-feira, a Europol anunciou a prisão de 34 indivíduos na Espanha, supostamente ligados à organização criminosa internacional Black Axe. Esta operação foi coordenada pela Polícia Nacional da Espanha, em colaboração com o Escritório de Polícia Criminal da Bavária e a Europol, resultando em 28 prisões em Sevilha, três em Madrid, duas em Málaga e uma em Barcelona. A Black Axe é conhecida por uma variedade de crimes, incluindo fraudes cibernéticas, tráfico de drogas, tráfico humano e sequestros, com prejuízos estimados em €5,93 milhões (mais de R$ 37 milhões). Além das prisões, as autoridades congelaram €119.352 (R$ 748 mil) em contas bancárias e apreenderam €66.403 (R$ 416 mil) em dinheiro. O grupo, que teve origem na Nigéria em 1977, possui cerca de 30.000 membros registrados e é envolvido em atividades como lavagem de dinheiro e fraudes de engenharia social. Em julho de 2024, a Interpol já havia confiscado R$ 26 milhões em criptomoedas e itens de luxo em operações relacionadas, resultando em mais de 400 prisões.

O que são golpes de spear phishing?

O spear phishing é uma forma sofisticada de phishing que visa indivíduos específicos, utilizando informações pessoais e profissionais para enganar as vítimas. Diferente do phishing tradicional, que envia e-mails genéricos, o spear phishing é um ataque direcionado, onde os cibercriminosos realizam um trabalho de inteligência para coletar dados sobre a vítima, como cargo, empresa e até detalhes pessoais, geralmente através de redes sociais e vazamentos de dados. Segundo o relatório da Verizon, 68% das violações de dados têm o elemento humano como fator, e o spear phishing é uma das principais portas de entrada para esses ataques. Os golpistas podem se passar por figuras de autoridade, como um diretor de TI, ou por fornecedores legítimos, utilizando técnicas como spoofing de e-mail e domínios similares aos reais para enganar os filtros de segurança. O impacto financeiro é significativo, com perdas globais superiores a US$ 50 bilhões, afetando não apenas o setor financeiro, mas também áreas como Recursos Humanos e Cadeia de Suprimentos. Para se proteger, é essencial ter uma cultura de confirmação, verificar remetentes e utilizar autenticação de dois fatores, além de estar atento a sinais de urgência nas comunicações.

Cuidado com o Boto novo golpe no WhatsApp seduz vítimas

Uma nova campanha de malware, chamada ‘Boto Cor-de-Rosa’, foi identificada por especialistas da Acronis, utilizando o WhatsApp como meio para disseminar um software malicioso com foco em roubo de dados financeiros. O golpe se inicia quando a vítima recebe uma mensagem com um arquivo ZIP infectado, disfarçado de solicitação amigável. A mensagem é elaborada com uma linguagem casual e adaptada ao horário local, aumentando a probabilidade de que a vítima clique no arquivo. Uma vez extraído, o malware instala um payload bancário e um módulo de propagação que coleta automaticamente os contatos da vítima, enviando o mesmo arquivo malicioso para eles. O malware também monitora seu desempenho em tempo real, registrando estatísticas sobre a disseminação. Embora a ameaça tenha sido bloqueada, especialistas alertam para a necessidade de cautela ao abrir arquivos não solicitados, mesmo que enviados por contatos conhecidos, pois podem ser a porta de entrada para o roubo de informações sigilosas.

Ataque ClickFix usa tela azul falsa do Windows para espalhar malware

Uma nova campanha de phishing, identificada em dezembro de 2025, está atacando o setor de hotelaria na Europa, utilizando uma falsa tela azul da morte do Windows para disseminar malware. Especialistas da Securonix alertam que os criminosos se disfarçam como hóspedes do Booking, enviando e-mails que simulam cancelamentos de reservas. Esses e-mails geram pânico nas vítimas ao prometer reembolsos altos, levando-as a clicar em links que direcionam a páginas fraudulentas. Uma vez na página falsa, um erro de carregamento é apresentado, incentivando o usuário a clicar em um botão de atualização. Nesse momento, a tela azul do Windows aparece, fazendo com que a vítima acredite que seu sistema está com problemas. O ataque ClickFix se concretiza quando a vítima é instruída a abrir a janela de ‘Executar’ e colar um comando malicioso, que instala um trojan de acesso remoto. Esse malware permite que os hackers controlem o dispositivo da vítima, roubando dados e comprometendo sistemas sem que a pessoa perceba. A falta de conhecimento sobre a tela azul da morte torna os usuários mais vulneráveis a esse tipo de golpe.

Hacker de Power Ranger Rosa deleta site supremacista ao vivo

Durante o 39º Congresso de Comunicação do Caos (CCC) em Hamburgo, a pesquisadora de segurança conhecida pelo pseudônimo Martha Root realizou uma invasão ao site supremacista WhiteDate, deletando-o ao vivo. A ação, que também afetou outras plataformas associadas, como WhiteChild e WhiteDeal, expôs dados de mais de 8.000 perfis, totalizando cerca de 100GB de informações, incluindo fotos de perfil e metadados que revelavam a localização dos usuários. Root utilizou um chatbot de IA para coletar dados de forma automatizada, explorando vulnerabilidades na segurança do site. A invasão foi uma resposta direta a uma plataforma que promovia valores de extrema direita e se opunha à cultura woke. Os dados vazados foram publicados em um site satírico, okstupid.lol, e arquivados na plataforma DDoSecrets. A ação levanta questões sobre a segurança de dados em plataformas de encontros e o potencial de ataques semelhantes em outros serviços. A situação é particularmente relevante na Alemanha, onde discursos de ódio são severamente punidos, o que pode dificultar a reativação do site.

O que são ataques de ATO (account takeover)?

Os ataques de ATO, ou ‘account takeover’, ocorrem quando um cibercriminoso obtém acesso não autorizado a uma conta online, como e-mails ou contas bancárias. Esses ataques podem resultar em fraudes financeiras e danos à reputação da vítima. Historicamente, os ATOs começaram com táticas de engenharia social, mas evoluíram para métodos mais sofisticados, como o uso de bots e inteligência artificial. Os hackers frequentemente utilizam técnicas como ‘credential stuffing’, onde testam senhas vazadas, e phishing, que envolve enganar usuários para que revelem suas credenciais. Os sinais de que uma pessoa pode ter sido vítima de um ATO incluem e-mails suspeitos sobre tentativas de login não solicitadas e atividades estranhas em contas. A conscientização sobre esses ataques é crucial, pois qualquer conta pode ser alvo, e a proteção deve ser uma prioridade tanto para indivíduos quanto para empresas.

Engenharia Social Reversa Quando a vítima procura o criminoso

A engenharia social reversa é uma técnica de cibercrime onde o criminoso cria um cenário que leva a vítima a buscar ajuda, ao contrário da abordagem direta comum. O hacker, em uma postura passiva, gera um problema fictício, como um alerta de vírus, e oferece uma solução que, na verdade, é uma armadilha. Essa abordagem manipula a psicologia humana, criando uma sensação de confiança e dependência, o que pode ser extremamente prejudicial. O processo se divide em três etapas: a criação do problema, a promoção da solução e a captura da vítima, que, ao buscar ajuda, acaba fornecendo informações sensíveis. Essa técnica é especialmente perigosa em ambientes corporativos, onde a urgência para resolver problemas pode levar funcionários a confiar em falsos especialistas. Para se proteger, é essencial adotar o princípio de ‘confiança zero’, verificando sempre a autenticidade dos contatos e evitando agir por impulso. O artigo destaca a importância de desconfiar de soluções fáceis e convenientes, que são frequentemente utilizadas por cibercriminosos para manipular suas vítimas.

A origem do phishing como a AOL e seus clientes foram afetados

O phishing, uma das fraudes digitais mais conhecidas atualmente, tem raízes que remontam à década de 1990, quando a AOL (America Online) se destacou como um dos principais provedores de internet. Naquela época, muitos usuários buscavam maneiras de acessar a internet sem pagar, levando a um aumento de atividades ilegais, como a troca de softwares piratas. Os hackers adolescentes, em busca de mais tempo online, desenvolveram o programa AOHell, que automatizou o roubo de contas, marcando o início do phishing como o conhecemos hoje. A técnica envolvia enganar usuários leigos por meio de mensagens que simulavam comunicações legítimas da AOL, criando um senso de urgência para roubar credenciais de acesso. Apesar dos esforços da AOL para combater esses crimes, como alertas sobre a segurança das senhas, o phishing evoluiu e se sofisticou, aproveitando-se da psicologia humana e das novas tecnologias. Atualmente, o phishing continua a ser uma ameaça significativa, com métodos mais elaborados, impulsionados pelo avanço da inteligência artificial e pela diversidade de dispositivos utilizados pelos criminosos.

Campanha engana usuários com alerta falso de extensão no navegador

Uma nova campanha de malware, identificada como parte da operação ClickFix, está enganando usuários com alertas falsos de extensão no navegador. Especialistas da Point Wild alertam que o ataque utiliza engenharia social para induzir as vítimas a instalar manualmente um software malicioso chamado DarkGate. O golpe simula o desaparecimento de uma extensão do Word, levando o usuário a clicar em um botão de ‘como corrigir’, que promete restaurar o acesso ao documento. Ao clicar, um comando do PowerShell é inserido na área de transferência do navegador, permitindo que os hackers conduzam o ataque sem que a vítima perceba. Uma vez instalado, o DarkGate pode baixar arquivos maliciosos e se camuflar em scripts codificados, tornando-se persistente mesmo após reinicializações do sistema. O malware coleta informações sensíveis e as envia para os servidores dos criminosos, explorando a confiança do usuário e a falta de atenção para os riscos online. Este tipo de ataque representa um desafio significativo para a segurança cibernética, pois pode passar despercebido até mesmo por sistemas de antivírus.

Hackers atacam folha de pagamento com engenharia social nesta temporada

Durante a temporada de festas, hackers estão intensificando ataques direcionados a sistemas de folha de pagamento, utilizando táticas de engenharia social e chamadas telefônicas para enganar equipes de suporte técnico. De acordo com a Okta Threat Intelligence, esses atacantes estão menos focados em invadir infraestruturas e mais em explorar processos humanos relacionados ao acesso à folha de pagamento. Eles se passam por funcionários legítimos, solicitando redefinições de senha ou alterações de conta, e, uma vez que obtêm acesso, alteram os dados bancários para redirecionar os salários para contas controladas por eles. Essa abordagem permite que os ataques permaneçam sob o radar das autoridades e das empresas, uma vez que os valores desviados parecem pequenos quando analisados individualmente. A tendência crescente de ataques a sistemas de folha de pagamento, especialmente durante períodos de bônus e pagamentos de fim de ano, destaca a necessidade de medidas rigorosas de verificação de identidade para o pessoal de suporte. As organizações devem implementar procedimentos que limitem o acesso a aplicativos sensíveis e aumentar a vigilância sobre solicitações incomuns, a fim de mitigar esses riscos.

Análise das Ameaças Cibernéticas da Semana Novas Táticas e Incidentes

O boletim semanal de ameaças cibernéticas destaca a evolução das táticas de ataque, com um foco em um esquema de fraude internacional desmantelado na Ucrânia, onde mais de 400 vítimas perderam mais de €10 milhões. As autoridades europeias, em colaboração com a Eurojust, prenderam 12 suspeitos envolvidos em call centers que enganavam vítimas, utilizando técnicas como a simulação de policiais para obter informações bancárias. Além disso, o governo do Reino Unido está pressionando a Apple e o Google a implementar sistemas de bloqueio de nudez em dispositivos móveis, visando proteger crianças. Outra ameaça emergente é o malware SantaStealer, que coleta dados sensíveis e opera de forma modular, dificultando a detecção. O artigo também menciona a resiliência de provedores de Bulletproof Hosting, que permitem que criminosos cibernéticos operem com agilidade. Por fim, novas técnicas de engenharia social, como o ataque GhostPairing, estão sendo utilizadas para sequestrar contas do WhatsApp, destacando a necessidade de vigilância constante. O cenário cibernético continua a se transformar rapidamente, exigindo atenção das organizações para mitigar riscos.

Hackers se passando por autoridades enganam empresas de tecnologia

Cibercriminosos estão utilizando táticas de engenharia social para se passar por autoridades policiais e obter acesso a dados pessoais de usuários de grandes empresas de tecnologia, como Apple e Google. Esses ataques incluem a criação de e-mails e sites que imitam endereços oficiais da polícia, com pequenas variações que podem passar despercebidas. Além disso, os criminosos também têm utilizado a técnica de Business Email Compromise (BEC), invadindo caixas de entrada de agentes e oficiais para enviar solicitações de dados que parecem legítimas. Embora as empresas de tecnologia estejam implementando portais de solicitação de dados mais rigorosos para verificar a autenticidade das solicitações, a vulnerabilidade ainda persiste, uma vez que os criminosos estão constantemente adaptando suas abordagens. A situação é preocupante, pois a entrega inadvertida de dados pessoais pode resultar em roubo de identidade e fraudes, colocando em risco a privacidade dos usuários e a conformidade com legislações como a LGPD no Brasil.

Malware evolui e usa IA para atacar via WhatsApp Web no Brasil

Uma análise da Trend Micro revelou a evolução da campanha maliciosa Water Saci, que utiliza o malware SORVEPOTEL para se propagar através do WhatsApp Web, especialmente entre usuários brasileiros. Os hackers mudaram suas táticas, substituindo o código PowerShell por Python, o que aumentou a compatibilidade com navegadores e a eficiência na automação do ataque. A campanha se baseia em engenharia social, induzindo os usuários a interagir com conteúdos maliciosos, como arquivos ZIP e PDF, além de mensagens fraudulentas que simulam atualizações do Adobe Acrobat.

Grupo Storm-0249 muda táticas para ataques de ransomware

O grupo de cibercriminosos conhecido como Storm-0249 está mudando sua abordagem, deixando de ser apenas um corretor de acesso inicial para adotar táticas mais sofisticadas, como spoofing de domínio, side-loading de DLL e execução de PowerShell sem arquivo, visando facilitar ataques de ransomware. Segundo um relatório da ReliaQuest, essas técnicas permitem que o grupo contorne defesas, infiltre redes e opere de forma indetectável, o que representa uma preocupação significativa para as equipes de segurança. O Storm-0249, que já foi identificado pela Microsoft como um corretor de acesso inicial, tem colaborado com outros grupos de ransomware, como o Storm-0501, vendendo acesso a redes corporativas. Recentemente, o grupo utilizou uma campanha de phishing com temas relacionados a impostos para infectar usuários nos EUA. Uma das táticas mais recentes envolve o uso de engenharia social para induzir as vítimas a executar comandos maliciosos, utilizando o utilitário legítimo “curl.exe” para baixar scripts PowerShell de domínios falsificados que imitam a Microsoft. Isso resulta na execução de pacotes MSI maliciosos com privilégios de sistema, permitindo que o grupo mantenha comunicação com servidores de comando e controle de forma furtiva. A mudança para ataques mais precisos, que exploram a confiança em processos assinados, aumenta o risco de ataques de ransomware direcionados, especialmente em um cenário onde grupos como LockBit e ALPHV utilizam identificadores de sistema únicos para criptografar dados de forma eficaz.

Fotos no Instagram podem ser usadas para sequestro virtual

O FBI emitiu um alerta sobre um novo golpe que utiliza fotos e vídeos de redes sociais, como o Instagram, para realizar sequestros virtuais e extorsões. Os cibercriminosos alteram imagens de vítimas para criar cenários convincentes e, em seguida, entram em contato com as famílias, alegando que sequestraram um membro da família. Para a liberação do suposto refém, exigem um pagamento de resgate. Os golpistas também podem usar informações reais de pessoas desaparecidas, aumentando a credibilidade do golpe. A técnica de engenharia social é utilizada para provocar medo e urgência, levando as vítimas a agir impulsivamente. O FBI recomenda que as pessoas verifiquem a veracidade das alegações antes de tomar qualquer ação e que evitem compartilhar informações pessoais nas redes sociais. Além disso, é importante que as famílias tentem contatar a suposta vítima antes de realizar qualquer pagamento. O uso de inteligência artificial para modificar imagens é uma preocupação crescente, tornando os golpes mais sofisticados e difíceis de detectar.

Anatomia do phishing Como identificar um e-mail falso

O phishing é uma técnica de cibercrime que visa enganar usuários para coletar dados sensíveis, como senhas e informações bancárias. Desde sua origem nos anos 1990, essa prática evoluiu, utilizando engenharia social e tecnologias avançadas, como inteligência artificial, para criar ataques mais sofisticados. Os cibercriminosos manipulam as vítimas por meio de mensagens que geram urgência ou curiosidade, como alertas de contas bloqueadas ou ofertas imperdíveis. Para se proteger, é essencial saber identificar e-mails falsos. Sinais básicos incluem verificar o remetente, usar o teste do mouseover para checar links e desconfiar de saudações genéricas. Além disso, técnicas mais avançadas, como spoofing de domínio e ataques homográficos, são frequentemente utilizadas para enganar os usuários. Para evitar ser enganado, recomenda-se não interagir com mensagens suspeitas, não clicar em links e utilizar ferramentas de análise para verificar a segurança de links. A desconfiança é a melhor defesa contra esses ataques.

Recebeu um link suspeito? Veja como verificar se ele é legítimo

Com o aumento das tecnologias de inteligência artificial, o phishing se tornou uma ameaça ainda mais comum na internet. Essa técnica de engenharia social manipula usuários para que acreditem que estão acessando serviços legítimos, levando-os a clicar em links maliciosos. Para se proteger, o artigo sugere algumas estratégias. A primeira é verificar a URL no VirusTotal, uma ferramenta que analisa links e arquivos em busca de malwares. Embora útil, essa abordagem não é infalível, já que domínios de phishing podem mudar rapidamente. Outra dica é passar o cursor sobre o link antes de clicar, permitindo que o usuário veja o endereço real. Se o link parecer suspeito, é importante compará-lo com o site oficial da empresa. Para uma investigação mais profunda, o artigo recomenda usar o ICANN para verificar a infraestrutura do domínio. Além disso, o uso de gerenciadores de senhas e autenticação em dois fatores pode aumentar a segurança. O artigo enfatiza a importância de não clicar em links recebidos por mensagens, preferindo acessar sites diretamente por meio de buscadores. Essas práticas são essenciais para evitar cair em golpes de phishing.

Grupo de cibercriminosos GoldFactory ataca usuários móveis na Ásia

Um novo ataque cibernético, atribuído ao grupo GoldFactory, está afetando usuários móveis na Indonésia, Tailândia e Vietnã. Desde outubro de 2024, os criminosos têm distribuído aplicativos bancários modificados que atuam como vetores para malware no sistema Android. O grupo, que opera desde junho de 2023, utiliza táticas de engenharia social, como se passar por serviços governamentais, para induzir as vítimas a instalar o malware. Mais de 300 amostras de aplicativos alterados foram identificadas, resultando em cerca de 11.000 infecções. Os atacantes utilizam chamadas telefônicas para persuadir as vítimas a baixar aplicativos maliciosos através de links enviados por aplicativos de mensagens. O malware injetado permite o controle remoto dos dispositivos, ocultando funcionalidades e contornando medidas de segurança. Além disso, uma nova variante de malware, chamada Gigaflower, foi descoberta, prometendo funcionalidades ainda mais sofisticadas. A mudança na abordagem do grupo, que agora orienta as vítimas a usar dispositivos Android emprestados, sugere uma adaptação às rigorosas medidas de segurança da Apple. Este cenário destaca a necessidade urgente de vigilância e proteção contra ameaças emergentes no setor financeiro.

Novo malware Albiriox ameaça dispositivos Android com fraudes

Um novo malware para Android, chamado Albiriox, foi identificado como parte de um modelo de malware-as-a-service (MaaS), oferecendo uma gama completa de funcionalidades para facilitar fraudes em dispositivos. O malware contém uma lista codificada de mais de 400 aplicativos, incluindo bancos e plataformas de criptomoedas. Os pesquisadores da Cleafy relataram que o Albiriox é distribuído por meio de aplicativos dropper, utilizando técnicas de engenharia social para enganar os usuários. Uma vez instalado, o malware solicita permissões para instalar outros aplicativos, permitindo o controle remoto do dispositivo. O Albiriox utiliza uma conexão TCP não criptografada para comunicação com o comando e controle (C2), permitindo que os atacantes executem comandos remotamente e capturem informações sensíveis. Além disso, o malware é capaz de realizar ataques de sobreposição em aplicativos bancários, roubando credenciais sem que os usuários percebam. A ameaça é particularmente relevante para usuários na Áustria, onde campanhas específicas foram observadas. A disseminação de ferramentas de cibercrime como o Albiriox representa um risco crescente para a segurança dos dispositivos móveis, especialmente em um cenário onde a fraude em dispositivos está se tornando cada vez mais sofisticada.

Grupo Bloody Wolf ataca Cazaquistão e Uzbequistão com malware

O grupo de hackers conhecido como Bloody Wolf tem sido responsável por uma campanha de ataques cibernéticos que visa o Quirguistão desde junho de 2025, com a intenção de implantar o NetSupport RAT, um software de acesso remoto. De acordo com um relatório da Group-IB, a atividade do grupo se expandiu para o Uzbequistão, afetando setores como finanças, governo e tecnologia da informação. Os atacantes utilizam engenharia social, se passando pelo Ministério da Justiça do Quirguistão, enviando documentos PDF que contêm links maliciosos para arquivos Java Archive (JAR). Esses arquivos são projetados para instalar o NetSupport RAT, permitindo que os hackers mantenham controle sobre os sistemas comprometidos. A campanha no Uzbequistão é notável por implementar restrições geográficas, redirecionando solicitações de fora do país para um site legítimo, enquanto usuários internos são direcionados para o download do malware. A utilização de ferramentas de baixo custo e a exploração da confiança em instituições governamentais têm permitido ao Bloody Wolf operar com eficácia na região da Ásia Central.

Falsa atualização do Windows oculta malware ClickFix em imagens

Pesquisadores de segurança da Huntress identificaram uma nova tática do malware ClickFix, que utiliza esteganografia para esconder códigos maliciosos em imagens PNG. Os cibercriminosos imitam atualizações críticas do Windows para enganar os usuários, que precisam copiar e colar comandos no prompt de comando para ativar o malware. Essa variante do ClickFix, que também inclui infostealers como LummaC2 e Rhadamantys, foi observada pela primeira vez em outubro de 2025. O ataque envolve a execução de código JavaScript através do binário nativo do Windows, mshta, e utiliza PowerShell e assembly .NET para extrair o payload malicioso. Apesar de parte da infraestrutura hacker ter sido desmantelada em uma operação em novembro, domínios falsos de atualização do Windows ainda estão ativos. Para se proteger, a Huntress recomenda monitorar processos suspeitos e desconfiar de comandos desconhecidos. A situação destaca a necessidade de vigilância constante contra técnicas de engenharia social cada vez mais sofisticadas.

Norton revela ameaças baseadas em IA no Brasil e suas contramedidas

Em um recente evento, a Norton apresentou dados alarmantes sobre o aumento de ciberataques no Brasil, destacando o uso crescente de inteligência artificial (IA) em golpes de engenharia social. A pesquisa revelou que 68% dos brasileiros estão mais preocupados com fraudes online do que no ano anterior, e 74% temem pela segurança de seus dados pessoais. A sofisticação dos ataques inclui a combinação de SMS, e-mails e redes sociais, utilizando conteúdos gerados por IA, como deepfakes, para enganar as vítimas. A Norton, em resposta, atualizou suas ferramentas de segurança, como o Norton Scam Protection, que agora conta com o Norton Genie AI, capaz de identificar e bloquear golpes em tempo real, especialmente em mensagens SMS. A empresa bloqueia cerca de 110 tentativas de golpe relacionadas à engenharia social por segundo, evidenciando a gravidade da situação. Com 65% dos brasileiros incapazes de identificar golpes gerados por IA, a necessidade de soluções eficazes de cibersegurança se torna ainda mais urgente.

FBI alerta sobre fraudes de roubo de contas financeiras nos EUA

O FBI alertou sobre um aumento significativo em fraudes de roubo de contas (ATO) nos Estados Unidos, onde cibercriminosos estão se passando por instituições financeiras para roubar dinheiro e informações sensíveis. Desde o início do ano, mais de 5.100 queixas foram registradas, resultando em perdas superiores a US$ 262 milhões. Os ataques geralmente envolvem técnicas de engenharia social, como mensagens de texto, chamadas e e-mails que exploram o medo dos usuários, além de sites falsos que imitam instituições financeiras. Os criminosos manipulam as vítimas a fornecerem suas credenciais de login, incluindo códigos de autenticação de múltiplos fatores. O FBI também destacou o uso de SEO para direcionar usuários a sites fraudulentos. Para se proteger, recomenda-se que os usuários sejam cautelosos ao compartilhar informações online, monitorem suas contas regularmente e utilizem senhas complexas e únicas. O aumento das fraudes coincide com o uso de ferramentas de inteligência artificial por atacantes, que facilitam a criação de e-mails de phishing e sites falsos mais convincentes. Além disso, a exploração de vulnerabilidades em plataformas de e-commerce também foi observada, aumentando o risco de fraudes durante a temporada de compras.

Novo golpe usa notificações do navegador para espalhar malware

Cibercriminosos estão utilizando uma nova técnica para disseminar malware através de notificações push em navegadores, sem a necessidade de downloads. A campanha, identificada pela BlackFrog, utiliza uma plataforma chamada Matrix Push C2, que engana os usuários ao fazer parecer que estão aceitando notificações legítimas. Uma vez que a vítima se inscreve, os hackers conseguem monitorar suas atividades no navegador e redirecioná-las para sites maliciosos que imitam interfaces de empresas conhecidas, como Netflix e PayPal. O ataque é particularmente preocupante porque não requer a presença de arquivos maliciosos inicialmente, tornando-o mais difícil de detectar. O Matrix Push C2 é capaz de operar em diversos sistemas operacionais, incluindo Windows, Linux e Android, e permite que os criminosos tenham acesso em tempo real às informações sensíveis das vítimas. Essa abordagem direta ao navegador torna o ataque mais eficaz, já que não depende de e-mails de phishing aleatórios. Especialistas alertam que essa nova estratégia representa um risco significativo para a segurança dos usuários na internet.

CISA alerta sobre uso de spyware em aplicativos de mensagens móveis

A Agência de Segurança Cibernética e Infraestrutura dos EUA (CISA) emitiu um alerta sobre o uso crescente de spyware e trojans de acesso remoto (RATs) por atores maliciosos que visam usuários de aplicativos de mensagens móveis. Esses ataques utilizam técnicas avançadas de engenharia social e direcionamento para comprometer dispositivos móveis, permitindo o acesso não autorizado a aplicativos de mensagens e a instalação de cargas maliciosas adicionais. Entre os exemplos citados estão campanhas que visam o aplicativo Signal, além de spyware para Android que se disfarça como aplicativos populares, como WhatsApp e TikTok, para roubar dados. A CISA recomenda que indivíduos em risco adotem práticas de segurança, como o uso de comunicações criptografadas de ponta a ponta, autenticação resistente a phishing e a atualização periódica de software. O alerta destaca a importância de proteger informações sensíveis, especialmente para indivíduos de alto valor, como oficiais do governo e organizações da sociedade civil, em regiões como os EUA, Oriente Médio e Europa.

Campanha de Hacking do WhatsApp Alerta Usuários no Brasil

A CTM360 identificou uma campanha de hacking de contas do WhatsApp, chamada HackOnChat, que está se espalhando rapidamente pelo mundo. Os atacantes utilizam portais de autenticação enganosos e páginas de impersonação para enganar os usuários e comprometer suas contas. A campanha se destaca pelo uso de URLs maliciosas hospedadas em domínios de baixo custo, geradas por plataformas modernas de criação de sites, permitindo que os hackers criem novas páginas em grande escala. As técnicas de ataque incluem o sequestro de sessão, onde os criminosos aproveitam a funcionalidade de dispositivos vinculados para assumir sessões ativas do WhatsApp Web, e a tomada de conta, que envolve enganar as vítimas para que entreguem chaves de autenticação. Uma vez que os atacantes controlam uma conta, eles a utilizam para atingir os contatos da vítima, solicitando dinheiro ou informações sensíveis. A campanha tem mostrado um aumento significativo de atividades, especialmente no Oriente Médio e na Ásia, e destaca a eficácia das táticas de engenharia social, que exploram interfaces familiares e a confiança humana.

Campanha de malvertising usa instaladores falsos para espalhar malware

A campanha de malvertising chamada TamperedChef está em andamento, utilizando instaladores falsos que se disfarçam como softwares populares para enganar usuários e instalar malware. O objetivo principal é estabelecer persistência e entregar um malware em JavaScript que permite acesso remoto e controle. Os atacantes empregam engenharia social, utilizando nomes de aplicativos comuns, malvertising e certificados digitais abusados para aumentar a confiança do usuário e evitar a detecção de segurança. Os instaladores falsos são assinados com certificados de empresas de fachada registradas em países como EUA, Panamá e Malásia. A campanha, que faz parte de um conjunto mais amplo de ataques denominado EvilAI, tem como alvo usuários que buscam editores de PDF ou manuais de produtos, levando-os a domínios maliciosos. Após a instalação, um backdoor em JavaScript é ativado, conectando-se a servidores externos e enviando informações básicas sobre o sistema infectado. A campanha já afetou setores como saúde, construção e manufatura, com uma concentração significativa de infecções nos EUA e em menor grau em países como Israel e Alemanha. Os dados indicam que os atacantes podem estar buscando monetizar o acesso a outros cibercriminosos ou coletar dados sensíveis para venda em fóruns clandestinos.

Golpistas usam videochamada do WhatsApp para roubar contas bancárias

Um novo golpe de cibersegurança está se espalhando, onde criminosos utilizam a funcionalidade de compartilhamento de tela do WhatsApp para roubar dados pessoais e dinheiro de vítimas. Segundo uma pesquisa da ESET, os golpistas iniciam o ataque com uma videochamada inesperada de um número desconhecido, alegando ser de um banco ou suporte da Meta. Eles criam um clima de pânico, informando que a conta da vítima pode estar comprometida. Para resolver a situação, os golpistas pedem que a vítima compartilhe a tela ou instale aplicativos de acesso remoto, como AnyDesk ou TeamViewer. Essa técnica de engenharia social se baseia em confiança, urgência e controle, levando as vítimas a revelarem informações sensíveis, como senhas e dados bancários. A Meta já tomou medidas para combater essa ameaça, banindo milhões de contas fraudulentas e alertando os usuários sobre os riscos de compartilhar a tela com desconhecidos. O golpe já causou perdas significativas, como um caso em Hong Kong onde uma vítima perdeu R$ 3,69 milhões. É crucial que os usuários estejam cientes desses riscos e adotem práticas seguras ao utilizar plataformas de comunicação.

Campanha de malware no Brasil usa engenharia social e WhatsApp

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova campanha que utiliza engenharia social e sequestro de contas do WhatsApp para disseminar um trojan bancário chamado Eternidade Stealer, visando usuários no Brasil. O malware, desenvolvido em Delphi, se destaca por sua capacidade de atualizar endereços de comando e controle (C2) via IMAP, permitindo que os atacantes mantenham controle sobre a infecção. A distribuição ocorre através de um worm no WhatsApp, utilizando um script em Python para automatizar o envio de mensagens maliciosas. O ataque começa com um script em Visual Basic ofuscado que, ao ser executado, entrega dois payloads: um script Python que propaga o malware e um instalador MSI que ativa o Eternidade Stealer. Este último verifica se o sistema está em português brasileiro antes de prosseguir, indicando um foco local. O Eternidade Stealer monitora janelas ativas e processos em busca de informações de credenciais bancárias, capturando dados de serviços como Bradesco e Binance. A campanha reflete uma tendência crescente de uso de malware baseado em Delphi na América Latina, aproveitando a popularidade do WhatsApp para realizar ataques em larga escala contra instituições brasileiras. Os especialistas alertam para a necessidade de vigilância em atividades suspeitas no WhatsApp e execuções inesperadas de scripts.

Ataque norte-coreano usa JSON Keeper para entregar malware sem ser notado

Pesquisadores da NVISO identificaram uma nova tática do grupo de hackers norte-coreano Contagious Interview, que utiliza serviços de armazenamento JSON para disseminar malware. O ataque visa principalmente plataformas de networking profissional, como o LinkedIn, onde os criminosos se passam por recrutadores ou colaboradores. O malware, denominado BeaverTail, é um trojan que pode roubar dados sensíveis e instalar uma backdoor Python chamada InvisibleFerret. Um dos métodos utilizados envolve a ofuscação de um arquivo que parece conter uma chave de API, mas na verdade redireciona para uma URL de armazenamento JSON. Além disso, um novo payload chamado TsunamiKit foi introduzido, permitindo que os hackers coletem dados e baixem mais malwares de endereços .onion. Essa abordagem disfarçada, utilizando serviços legítimos, demonstra a evolução das táticas de ciberataque, tornando a detecção mais difícil e aumentando o risco para usuários e empresas.

Ataque cibernético a empresa imobiliária dos EUA utiliza novo framework

Pesquisadores de cibersegurança revelaram detalhes sobre um ataque cibernético que visou uma grande empresa imobiliária dos EUA, utilizando um novo framework de comando e controle (C2) chamado Tuoni. O ataque ocorreu em meados de outubro de 2025 e, segundo a Morphisec, os invasores provavelmente usaram engenharia social por meio de uma imitação no Microsoft Teams para obter acesso inicial. Os atacantes se passaram por fornecedores ou colegas de confiança para induzir um funcionário a executar um comando PowerShell. Esse comando baixou um segundo script PowerShell de um servidor externo, que utilizou técnicas de esteganografia para ocultar um payload dentro de uma imagem bitmap. O objetivo principal era extrair e executar shellcode diretamente na memória, resultando na execução do ‘TuoniAgent.dll’, que permitiu o controle remoto da máquina alvo. Embora o ataque tenha sido frustrado, ele evidencia o uso indevido de ferramentas de red teaming para fins maliciosos. A Morphisec também observou que o mecanismo de entrega do ataque apresentava indícios de assistência de inteligência artificial na geração de código, refletindo uma tendência preocupante no uso de tecnologias emergentes para atividades ilícitas.

Campanhas de malware utilizam tática ClickFix para ataques cibernéticos

Pesquisadores de cibersegurança identificaram campanhas de malware que utilizam a tática de engenharia social ClickFix para implantar o Amatera Stealer e o NetSupport RAT. O Amatera, uma evolução do ACR Stealer, foi observado pela primeira vez em junho de 2025 e está disponível por meio de planos de assinatura que variam de $199 a $1.499 por ano. Este malware é projetado para exfiltrar dados sensíveis de carteiras de criptomoedas, navegadores e aplicativos de mensagens, utilizando técnicas avançadas para evitar detecções por soluções de segurança.

Por que nossos próprios cliques são aliados do cibercrime

No combate ao cibercrime, muitas vezes pensamos em hackers sofisticados e códigos complexos, mas o relatório da Verizon Business 2025 revela que quase 60% das violações de dados envolvem o fator humano. Técnicas de engenharia social, como phishing e pretexting, continuam a ser as mais comuns, utilizando elementos do nosso cotidiano digital, como notificações de entrega e solicitações de redefinição de senha, para enganar os usuários. Os criminosos cibernéticos estão se aproveitando da confiança que depositamos em plataformas digitais, criando armadilhas que se disfarçam como atualizações legítimas ou links de newsletters confiáveis. Além disso, novas táticas, como induzir usuários a copiar e colar comandos maliciosos, estão transformando ferramentas comuns em cúmplices involuntários. Mesmo a autenticação multifatorial (MFA), considerada uma defesa robusta, está sendo explorada por criminosos através de plataformas de phishing. A defesa mais eficaz contra essas ameaças não é apenas software, mas sim indivíduos informados e vigilantes. A cibersegurança deve ser uma preocupação coletiva, exigindo pensamento crítico e ceticismo em cada interação online.

Grupo APT42 do Irã intensifica campanha de espionagem

O grupo de ameaças patrocinado pelo Estado iraniano, conhecido como APT42, está em uma nova campanha de espionagem, chamada SpearSpecter, que visa indivíduos e organizações de interesse do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC). Detectada em setembro de 2025, a campanha utiliza táticas de engenharia social personalizadas, como convites para conferências de prestígio, visando principalmente altos funcionários do governo e da defesa. O grupo é conhecido por sua habilidade em criar campanhas de engenharia social convincentes, muitas vezes se passando por contatos conhecidos para ganhar a confiança das vítimas antes de enviar links maliciosos. A campanha também se estende a familiares dos alvos, ampliando a superfície de ataque. O ataque envolve o uso de um backdoor em PowerShell chamado TAMECAT, que permite acesso persistente e exfiltração de dados. O TAMECAT se comunica através de canais como HTTPS, Discord e Telegram, aumentando a resiliência do ataque. A infraestrutura da campanha combina serviços de nuvem legítimos com recursos controlados pelos atacantes, refletindo um alto nível de sofisticação e segurança operacional.

Técnica ClickFix impulsiona campanha SmartApeSG para implantar NetSupport RAT

Pesquisadores identificaram a continuidade da campanha SmartApeSG, que agora utiliza um vetor de ataque do tipo CAPTCHA falso, conhecido como ClickFix, para entregar cargas maliciosas do NetSupport RAT. Essa campanha, que surgiu em meados de 2024, inicialmente distribuía malware por meio de páginas de atualização de navegador falsificadas. Na sua evolução mais recente, a SmartApeSG adotou uma enganação mais convincente, abusando da confiança do usuário para acionar a execução do malware manualmente.

Campanha de phishing afeta mais de 5 mil empresas via Facebook

Uma nova campanha de phishing, identificada pela Check Point Research, impactou mais de 5 mil empresas que utilizam o Facebook para publicidade. Os cibercriminosos enviaram cerca de 40 mil e-mails contendo links maliciosos, utilizando o domínio oficial da Meta para dar a impressão de legitimidade. A tática visa roubar credenciais e dados sigilosos, afetando especialmente setores como automotivo, educacional, imobiliário, hoteleiro e financeiro. Os e-mails fraudulentos foram elaborados para parecerem notificações reais do Meta Business Suite, o que aumentou a probabilidade de que os funcionários das empresas caíssem no golpe. A engenharia social foi utilizada para criar um senso de urgência, levando as vítimas a agir impulsivamente. A pesquisa destaca a gravidade do problema, pois os ataques foram realizados sob a aparência da própria plataforma da Meta, tornando-os mais perigosos do que tentativas comuns de phishing. Especialistas alertam que a credibilidade do domínio do remetente torna essas tentativas de phishing especialmente preocupantes, exigindo atenção redobrada das empresas.

O COM Centro de Cibercrime em Inglês Orquestra Ataques Globais

Nos últimos dez anos, a comunidade de cibercriminosos de língua inglesa conhecida como “The COM” evoluiu de um nicho focado na troca de nomes de usuário raros em redes sociais para uma economia subterrânea ágil que orquestra uma ampla gama de ataques globais. Com a queda de fóruns de alto perfil, como o RaidForums, a COM se adaptou, combinando habilidades de manipulação social com a expertise técnica de hackers focados em vazamentos de dados. As táticas incluem engenharia social, phishing, SIM swapping e recrutamento de insiders, com grupos como Lapsus$, ShinyHunters e Scattered Spider exemplificando essa nova abordagem. A COM opera como uma cadeia de suprimentos profissionalizada, onde papéis especializados colaboram em um modelo modular, facilitando a escalabilidade e inovação. A colaboração entre especialistas de língua inglesa e sindicatos de cibercrime de língua russa intensifica a ameaça, tornando a defesa mais desafiadora. Para se proteger, as organizações devem adotar defesas centradas na identidade, autenticação multifatorial resistente a phishing e monitoramento contínuo de ameaças internas, reconhecendo que a cibercriminalidade é tanto um negócio quanto uma performance, visando não apenas sistemas, mas também pessoas.

Novo malware ClickFix usa vídeos para guiar vítimas em golpes

O malware ClickFix evoluiu e agora utiliza vídeos tutoriais para auxiliar os usuários no processo de infecção, aumentando a eficácia de ataques baseados em engenharia social. Pesquisadores da Push Security identificaram que o malware consegue detectar o sistema operacional da vítima e apresenta um contador que pressiona o usuário a agir rapidamente. A infecção geralmente promete soluções para problemas de computador ou falsas verificações de identidade, mas resulta na instalação de malwares, como ladrões de informação. A nova versão do ClickFix é capaz de esconder comandos maliciosos e copiá-los automaticamente para a Área de Transferência da vítima, reduzindo as chances de erro humano. Além disso, a campanha utiliza páginas falsas de verificação de CAPTCHA e malvertising em pesquisas Google para disseminar o malware. A evolução do ClickFix representa um risco significativo, pois pode escapar de proteções antivírus tradicionais, funcionando totalmente no navegador. Especialistas alertam que a ameaça pode se expandir para outros sistemas operacionais, como Linux e macOS, aumentando a necessidade de vigilância e proteção.

Cibercriminosos Alvo do Outlook e Gmail, Evitando Segurança Padrão

O relatório de tendências de ameaças por e-mail do terceiro trimestre de 2025 da VIPRE revela um aumento alarmante de 13% nos e-mails maliciosos detectados em relação ao ano anterior. Analisando 1,8 bilhão de e-mails, os pesquisadores identificaram mais de 234 milhões de mensagens de spam, com 26 milhões sendo ativamente prejudiciais. As campanhas de coleta de credenciais e táticas avançadas de engenharia social foram os principais responsáveis por esse crescimento. O relatório destaca que o Outlook e o Gmail são os principais alvos, com mais de 90% das campanhas de phishing focadas nessas plataformas. Os atacantes utilizam links maliciosos em 65% dos casos, enquanto 31% envolvem anexos, principalmente PDFs. A engenharia social, especialmente a impersonificação de executivos, é uma tática comum, com 63% das tentativas de comprometimento de e-mail empresarial (BEC) focadas em CEOs. O uso de e-mails gerados por IA também aumentou, representando 57% das amostras de BEC. O relatório conclui que as defesas tradicionais não são mais suficientes, e as organizações devem investir em análise comportamental avançada e detecção baseada em IA para se proteger contra essas ameaças em evolução.

Campanha de phishing atinge setor hoteleiro com malware PureRAT

Pesquisadores em cibersegurança alertaram sobre uma grande campanha de phishing que visa o setor hoteleiro, utilizando e-mails maliciosos que se disfarçam como comunicações do Booking.com. O ataque, que começou em abril de 2025, utiliza a técnica de engenharia social conhecida como ClickFix para redirecionar os gerentes de hotéis a páginas fraudulentas, onde suas credenciais são coletadas. O malware PureRAT é implantado através de comandos PowerShell, permitindo acesso remoto e controle total sobre os sistemas comprometidos. Além disso, os atacantes também se comunicam com clientes de hotéis via WhatsApp ou e-mail, solicitando a confirmação de dados bancários por meio de links falsos. A informação obtida é frequentemente vendida em fóruns de cibercrime, refletindo a profissionalização das operações criminosas. A campanha é considerada ativa e sofisticada, com novas técnicas sendo constantemente desenvolvidas para enganar as vítimas.

Aplicativos Android maliciosos atingem 42 milhões de downloads

Um novo relatório da Zscaler revela que 239 aplicativos maliciosos para Android disponíveis no Google Play foram baixados 42 milhões de vezes, expondo milhões de usuários a riscos financeiros. Esses aplicativos, frequentemente disfarçados como ferramentas de produtividade, têm facilitado fraudes por meio de pagamentos móveis, utilizando técnicas de engenharia social como phishing e smishing. A pesquisa indica um aumento de 67% nas transações de malware para Android em relação ao ano anterior, com o adware representando 69% das detecções. O setor de energia foi o mais afetado, com um aumento de 387% nas tentativas de ataque. Além disso, os ataques a dispositivos IoT e roteadores também cresceram, com os Estados Unidos sendo o país mais visado. O relatório destaca a necessidade urgente de uma abordagem de segurança em camadas, como o modelo Zero Trust, para mitigar esses riscos. Para proteger os dispositivos, recomenda-se manter o software atualizado, usar aplicativos antivírus confiáveis e revisar cuidadosamente as permissões dos aplicativos.

Nova campanha ClickFix usa vídeos maliciosos para auto-infeção

Uma nova campanha de engenharia social chamada ClickFix está utilizando vídeos maliciosos para induzir os usuários a se infectarem. Essa variante sofisticada imita o sistema de verificação de bots da Cloudflare com um realismo sem precedentes, apresentando um tutorial em vídeo que orienta as vítimas a executar comandos maliciosos. A página falsa de verificação inclui elementos de manipulação psicológica, como contadores em tempo real e instruções específicas para o sistema operacional da vítima. Em 90% dos casos observados, o código malicioso é copiado automaticamente para a área de transferência do usuário, exigindo apenas que a vítima cole e execute o comando. A campanha se destaca por direcionar usuários através do Google Search, ao invés de e-mails, com 80% das páginas ClickFix interceptadas acessadas via resultados de busca comprometidos. A evolução técnica inclui o uso de ‘cache smuggling’, que permite a execução local de arquivos maliciosos disfarçados como imagens JPG. A natureza auto-iniciada dos ataques ClickFix apresenta desafios únicos de detecção, pois a cópia do código ocorre dentro do sandbox do navegador, onde ferramentas de segurança tradicionais têm pouca visibilidade. Especialistas recomendam a implementação de capacidades de detecção baseadas em navegador para bloquear operações de cópia e colagem maliciosas antes da execução do payload.

Golpe do falso advogado causa prejuízo de R 8 milhões a vítimas

Uma operação conjunta da Polícia Civil do Distrito Federal e de São Paulo resultou na prisão de seis pessoas envolvidas no golpe do ‘falso advogado’, que já causou um prejuízo superior a R$ 8 milhões a cerca de 100 vítimas em diferentes estados brasileiros, incluindo São Paulo, Brasília e Minas Gerais. O golpe consiste na abordagem de criminosos que se passam por advogados, alegando que a vítima ganhou uma ação judicial e solicitando transferências bancárias urgentes para cobrir custos fictícios. A investigação, que durou seis meses, revelou que a quadrilha utilizava ferramentas tecnológicas para selecionar alvos e aplicar suas fraudes. Além disso, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ) entrou com uma ação civil contra a Meta, responsável pelo WhatsApp, devido a falhas na desativação de contas, que permitem que criminosos continuem utilizando perfis mesmo após o cancelamento do número. Para evitar cair nesse tipo de golpe, especialistas recomendam desconfiar de mensagens urgentes e verificar informações diretamente com órgãos oficiais antes de realizar qualquer pagamento.

Previsão de Cibersegurança 2026 Google prevê aumento de ataques impulsionados por IA

O relatório ‘Cybersecurity Forecast 2026’ do Google Cloud destaca uma mudança significativa no cenário de cibersegurança, com a adoção crescente de inteligência artificial (IA) tanto por atacantes quanto por defensores. O documento, que se baseia em análises de especialistas em segurança do Google, prevê que o próximo ano será marcado por uma evolução tecnológica rápida e técnicas de ataque cada vez mais sofisticadas. Um dos principais achados é a normalização do uso de IA por cibercriminosos, que estão integrando essa tecnologia em todos os ciclos de ataque, permitindo campanhas mais rápidas e ágeis. A vulnerabilidade de injeção de prompt, onde atacantes manipulam sistemas de IA para executar comandos ocultos, é uma preocupação crescente. Além disso, a engenharia social habilitada por IA, como campanhas de vishing com clonagem de voz, está se tornando mais comum, dificultando a detecção de ataques de phishing. O relatório também menciona que o ransomware e a extorsão continuarão a ser as categorias mais disruptivas e financeiramente prejudiciais, com foco em provedores terceirizados e vulnerabilidades críticas. A previsão sugere que as equipes de segurança devem se adaptar rapidamente, utilizando metodologias de IA para fortalecer suas defesas e preparar-se para um aumento nas atividades de engenharia social e operações de estados-nação.

Grupo cibercriminoso Scattered LAPSUS Hunters se expande no Telegram

Um novo coletivo cibercriminoso, formado por grupos como Scattered Spider, LAPSUS$ e ShinyHunters, tem se destacado por sua atividade no Telegram, onde já criou 16 canais desde agosto de 2025. O grupo, denominado Scattered LAPSUS$ Hunters (SLH), tem se envolvido em ataques de extorsão de dados, visando empresas que utilizam plataformas como Salesforce. O SLH oferece um serviço de extorsão como serviço (EaaS), permitindo que afiliados se unam para exigir pagamentos em troca do uso de sua marca. Além disso, o grupo tem se posicionado como uma entidade organizada, utilizando uma estrutura administrativa que confere legitimidade a suas operações. As atividades incluem campanhas de pressão contra executivos de alto escalão e a promoção de uma nova família de ransomware chamada Sh1nySp1d3r, que pode rivalizar com grupos estabelecidos como LockBit. A análise da Trustwave sugere que o SLH combina motivações financeiras com elementos de hacktivismo, utilizando técnicas de engenharia social e desenvolvimento de exploits para realizar suas operações. O uso do Telegram como plataforma central para coordenação e visibilidade reflete uma estratégia de comunicação eficaz entre os membros do grupo.

Vulnerabilidades no Microsoft Teams expõem usuários a ataques de engenharia social

Pesquisadores de cibersegurança revelaram quatro falhas de segurança no Microsoft Teams que podem ter exposto usuários a ataques de impersonificação e engenharia social. As vulnerabilidades permitiram que atacantes manipulassem conversas, se passassem por colegas e explorassem notificações. Após a divulgação responsável em março de 2024, a Microsoft abordou algumas dessas questões em agosto de 2024, com patches subsequentes lançados em setembro de 2024 e outubro de 2025. As falhas possibilitam a alteração do conteúdo das mensagens sem deixar o rótulo de ‘Editado’ e a modificação de notificações para alterar o remetente aparente, permitindo que atacantes enganem vítimas a abrirem mensagens maliciosas. Além disso, os atacantes podiam alterar nomes de exibição em conversas privadas e durante chamadas, forjando identidades de remetentes. A Check Point destacou que essas vulnerabilidades minam a confiança essencial nas ferramentas de colaboração, transformando o Teams em um vetor de engano. A Microsoft classificou uma das falhas, CVE-2024-38197, como um problema de spoofing de severidade média, afetando o Teams para iOS, o que pode permitir que atacantes enganem usuários a revelarem informações sensíveis. Com a crescente adoção do Teams, a segurança dessas plataformas se torna crítica para a proteção de dados corporativos.

Prejuízo médio com golpes digitais aumentou em 2025, revela pesquisa

A pesquisa ‘Golpes com Pix’, realizada pela Silverguard, revelou um aumento alarmante nos prejuízos causados por golpes digitais em 2025, com um crescimento médio de 21% em relação ao ano anterior. O estudo, que analisou 12.197 denúncias na Central SOS Golpe, mostrou que os golpes de engenharia social, que enganam as vítimas para que realizem pagamentos, resultaram em perdas de R$ 51 bilhões. Além disso, fraudes com cartão de crédito e golpes em contas-correntes e poupanças somaram R$ 23 bilhões e R$ 38 bilhões, respectivamente, totalizando mais de R$ 100 bilhões em prejuízos relacionados a golpes digitais no Brasil. A pesquisa também destacou uma mudança no perfil dos alvos, com 65% dos golpes direcionados a contas jurídicas, indicando uma profissionalização do crime digital. Os estados de Alagoas, Espírito Santo e Roraima lideram em termos de prejuízo médio por golpe. A análise aponta que as plataformas sociais, especialmente as da Meta, são os principais locais onde esses golpes ocorrem, com o uso crescente de inteligência artificial para tornar as fraudes mais convincentes. O cenário é preocupante, especialmente para pessoas acima de 60 anos, que são as mais afetadas por esses crimes.

Golpe de compartilhamento de tela no WhatsApp rouba senhas ao vivo

Golpistas estão utilizando uma nova tática de engenharia social para roubar senhas e dados pessoais de usuários do WhatsApp e Facebook Messenger. A estratégia envolve a criação de contas falsas que se passam por suporte de empresas conhecidas. Os criminosos aguardam que usuários relatem problemas nas redes sociais e, em seguida, entram em contato oferecendo ajuda. Durante uma chamada de vídeo, eles solicitam que a vítima compartilhe a tela do celular. Embora não consigam acessar a senha diretamente, conseguem visualizar informações como nome de usuário e e-mail, além do código de verificação enviado para login, facilitando o roubo de contas. Para combater essa prática, a Meta implementará avisos quando usuários tentarem compartilhar a tela com contatos desconhecidos e monitorará conversas em busca de sinais de golpes. A empresa também destaca que a população idosa é a mais afetada por esses crimes virtuais e recomenda que os usuários verifiquem a autenticidade das comunicações recebidas.

Descarte inadequado de etiquetas de encomendas abre portas para golpes

O descarte incorreto de etiquetas de encomendas pode ser uma vulnerabilidade significativa em cibersegurança, conforme alerta Daniel Barbosa, pesquisador da ESET. Informações sensíveis, como nome completo, endereço e detalhes da compra, podem ser exploradas por criminosos para aplicar golpes, como engenharia social e phishing. Os golpistas podem se passar por representantes de empresas para coletar mais dados ou enviar arquivos maliciosos disfarçados de documentos legítimos. Para evitar esses riscos, é essencial descartar adequadamente documentos que contenham informações pessoais. Barbosa sugere técnicas como borrar informações em papel comum ou utilizar calor em papel térmico para torná-las ilegíveis. A conscientização sobre a segurança das mídias físicas é crucial, pois elas podem facilitar o acesso a dados que, se expostos na internet, seriam considerados críticos. Portanto, a proteção deve ser abrangente, considerando tanto o ambiente digital quanto o físico.