Engenharia Social

Grupo de hackers iraniano invade redes de empresas dos EUA

Uma nova pesquisa da Symantec e Carbon Black revelou que um grupo de hackers iraniano, conhecido como MuddyWater, está infiltrando-se em redes de várias empresas dos Estados Unidos, incluindo bancos e aeroportos. A campanha, que começou em fevereiro de 2026, coincide com ataques militares dos EUA e de Israel ao Irã. Os hackers estão utilizando uma nova backdoor chamada Dindoor, que opera com o runtime JavaScript Deno, e tentaram exfiltrar dados de uma empresa de software que fornece serviços para a indústria de defesa. Além disso, uma backdoor em Python chamada Fakeset foi encontrada em redes de um aeroporto e de uma organização sem fins lucrativos. O uso de certificados digitais comuns entre diferentes malwares sugere que o mesmo grupo está por trás dessas atividades. A pesquisa destaca a crescente sofisticação dos atores de ameaças iranianos, que têm demonstrado habilidades avançadas em engenharia social e ataques cibernéticos. O contexto de conflito militar no Oriente Médio tem intensificado as operações cibernéticas, com grupos hacktivistas pro-Palestina também realizando ataques. As organizações são aconselhadas a reforçar suas posturas de cibersegurança, implementando autenticação multifator e segmentação de rede.

Campanha ClickFix usa Windows Terminal para distribuir malware

A Microsoft revelou detalhes sobre uma nova campanha de engenharia social chamada ClickFix, que utiliza o aplicativo Windows Terminal para ativar uma cadeia de ataques sofisticados e implantar o malware Lumma Stealer. Observada em fevereiro de 2026, a campanha orienta os usuários a abrir o Windows Terminal através do atalho Windows + X → I, criando um ambiente de execução de comandos que parece legítimo e confiável. Essa abordagem contorna detecções que normalmente sinalizariam abusos do diálogo de execução do Windows.

Grupo de ameaças iraniano ataca autoridades do Iraque com malware inédito

Um grupo de ameaças ligado ao Irã, identificado como Dust Specter, está sendo responsabilizado por uma campanha de ciberataques direcionada a autoridades governamentais do Iraque. A campanha, observada pela Zscaler ThreatLabz em janeiro de 2026, utiliza técnicas de engenharia social para se passar pelo Ministério das Relações Exteriores do Iraque e distribuir um conjunto de malwares inéditos, incluindo SPLITDROP, TWINTASK, TWINTALK e GHOSTFORM.

Os ataques começam com um arquivo RAR protegido por senha, que contém um dropper .NET chamado SPLITDROP. Este dropper carrega o módulo TWINTASK, que é um DLL malicioso que se infiltra em um processo legítimo do VLC Media Player para executar comandos a partir de um arquivo de texto. O módulo TWINTALK, por sua vez, atua como um orquestrador de comando e controle (C2), permitindo a comunicação com o servidor C2.

LastPass alerta usuários sobre campanha de phishing

A LastPass, fornecedora de software de gerenciamento de senhas, emitiu um alerta sobre uma campanha de phishing que visa seus usuários. Os atacantes estão enviando e-mails que imitam representantes da LastPass, utilizando nomes de exibição falsificados e linhas de assunto que simulam conversas internas sobre solicitações de alteração de e-mail. Os e-mails contêm links que direcionam os usuários a uma página de login falsa, hospedada no domínio ‘verify-lastpass[.]com’, onde as credenciais dos usuários são coletadas. A LastPass esclareceu que sua infraestrutura não foi comprometida e que seus agentes de suporte nunca solicitarão a senha mestra dos usuários. A empresa está colaborando com parceiros para desativar os sites falsos e recomenda que os usuários relatem comunicações suspeitas. Este não é o primeiro incidente desse tipo; a LastPass já havia alertado anteriormente sobre campanhas de phishing semelhantes. A popularidade da LastPass a torna um alvo frequente para esses ataques, que frequentemente utilizam táticas de engenharia social para induzir os usuários a agir rapidamente e fornecer suas informações pessoais.

Campanha de ciberataque usa suporte falso para disseminar malware Havoc

Recentemente, pesquisadores da Huntress identificaram uma nova campanha de ciberataque onde criminosos se passam por suporte técnico para implantar o framework de comando e controle (C2) Havoc, visando a exfiltração de dados ou ataques de ransomware. A intrusão foi observada em cinco organizações parceiras, onde os atacantes utilizaram e-mails de spam como iscas, seguidos de ligações telefônicas que ativaram um complexo pipeline de entrega de malware.

Em uma das organizações, os atacantes conseguiram se mover lateralmente para nove endpoints em apenas 11 horas, utilizando uma combinação de payloads personalizados do Havoc e ferramentas legítimas de gerenciamento remoto (RMM) para garantir persistência. A técnica de engenharia social, que inclui a criação de páginas falsas que imitam serviços da Microsoft, foi fundamental para o sucesso do ataque, permitindo que os criminosos coletassem credenciais dos usuários.

Grupo de hackers brasileiros usa engenharia social para roubo de iPhones

Um grupo de hackers brasileiros, conhecido como Tropa do Arranca, está utilizando táticas de engenharia social para roubar e desbloquear iPhones, além de acessar dados sensíveis das vítimas. A abordagem combina o roubo físico de dispositivos com técnicas digitais, como phishing. Os criminosos imitam a interface da ferramenta ‘Encontre meu iPhone’, fazendo com que as vítimas acreditem que estão rastreando seus aparelhos perdidos. Ao clicar em links fraudulentos, as vítimas inserem suas credenciais do iCloud, permitindo que os hackers acessem suas contas. Pesquisadores de segurança identificaram um código suspeito em páginas de login do iCloud, que inclui uma assinatura digital do grupo. Os hackers não apenas desbloqueiam os iPhones, mas também os revendem em mercados clandestinos e acessam informações bancárias. Para se proteger, especialistas recomendam que os usuários nunca insiram suas credenciais em links recebidos por mensagens e que utilizem autenticação em dois fatores. A Tropa do Arranca, embora não seja uma rede global, demonstra uma organização crescente e pode expandir suas atividades em outras regiões do Brasil.

Cibercriminosos contratam mulheres para golpes por voz, prometendo até R 5 mil

O grupo de hackers conhecido como Scattered Lapsus$ Hunters (SLSH) está recrutando mulheres para aprimorar suas operações de engenharia social, especialmente em helpdesks de TI. De acordo com postagens no Telegram, as participantes podem receber entre R$ 2.500 e R$ 5.000 por ligação, dependendo do sucesso na obtenção de credenciais de acesso. O processo de recrutamento envolve a resposta a perguntas de triagem e a adesão a um roteiro durante as chamadas. O objetivo é enganar os funcionários de suporte técnico para que forneçam informações sensíveis, como senhas, que podem ser usadas para acessar redes corporativas. Especialistas em cibersegurança observam que essa tática representa uma evolução calculada nas estratégias do grupo, que busca explorar vozes femininas para evitar perfis de atacantes que os funcionários de TI estão acostumados a identificar. Além disso, a crescente comercialização da engenharia social, com pagamentos baseados em desempenho, indica uma dependência maior de manipulação humana em vez de intrusões técnicas. As organizações são aconselhadas a reforçar a verificação de identidade e a implementar controles de proteção contra roubo de identidade para mitigar esses riscos.

Homem de Alabama se declara culpado por extorsão e cibercrime

Um homem de 22 anos do Alabama, Jamarcus Mosley, se declarou culpado por extorsão, ciberstalking e fraudes computacionais após sequestrar contas de redes sociais de centenas de mulheres jovens, incluindo menores. Entre abril de 2022 e maio de 2025, Mosley se passou por amigos das vítimas e utilizou táticas de engenharia social para obter códigos de recuperação de contas e senhas. Com as credenciais roubadas, ele tomou controle de contas do Snapchat, Instagram e outras redes sociais. Após o sequestro, Mosley ameaçou divulgar imagens e vídeos íntimos das vítimas ou bloqueá-las de suas contas, a menos que elas atendessem suas exigências, que incluíam o envio de conteúdo sexual explícito ou pagamento em dinheiro. O promotor dos EUA, Theodore S. Hertzberg, destacou que Mosley explorou a confiança de adolescentes e jovens adultos, resultando em um esquema cruel e calculado. O caso inclui exemplos específicos, como o de uma mulher da Geórgia que foi enganada a compartilhar seu código de recuperação do Snapchat, e outra da Flórida que teve suas fotos íntimas publicadas online após recusar os pedidos de Mosley. Ele deve ser sentenciado em 27 de maio. Este caso é um alerta sobre os riscos de interação online e a necessidade de cautela.

Novo golpe usa IA para gerar comprovante falso de Pix bancos não devolvem valor

Um novo golpe envolvendo o sistema de pagamentos Pix está em circulação, onde criminosos utilizam inteligência artificial para gerar comprovantes falsos de transferências. O golpe se baseia na engenharia social, onde os golpistas enviam um comprovante que aparenta ser legítimo, contendo informações corretas como nome, valor e status de ‘concluído’. No entanto, a transferência nunca ocorre, pois o comprovante é gerado por bots que imitam os documentos enviados por bancos. Quando a vítima tenta recuperar o valor através do Mecanismo Especial de Devolução (MED) do Banco Central, a operação é bloqueada, pois não houve uma transferência real. Para se proteger, os usuários devem desconfiar de comprovantes recebidos de desconhecidos, verificar diretamente no aplicativo do banco e estar atentos a sinais como a presença da palavra ‘Agendado’ nos comprovantes. Além disso, é recomendado ativar notificações do banco e evitar chaves ou QR Codes desconhecidos.

Hackers a jato IA reduz tempo de ataque digital para apenas 4 minutos

Um relatório da empresa de cibersegurança ReliaQuest revela que o tempo médio para iniciar um ataque digital caiu para apenas 34 minutos em 2025, uma redução de 29% em relação ao ano anterior. O dado mais alarmante é que o tempo mínimo registrado para o início de um ataque foi de apenas quatro minutos, uma velocidade 85% maior do que em 2024. Essa aceleração nos ataques é atribuída ao uso crescente de ferramentas de inteligência artificial (IA) pelos cibercriminosos, que agora conseguem automatizar processos como reconhecimento de perfis em redes sociais e criação de roteiros mais convincentes para engenharia social. Grupos de ransomware são os principais usuários dessas tecnologias, com 80% deles utilizando IA para potencializar suas operações. Apesar desse cenário preocupante, especialistas em cibersegurança também podem se beneficiar da IA para detectar e mitigar ameaças rapidamente, adaptando informações às realidades específicas de suas organizações. O relatório destaca a importância de as empresas se prepararem para essa nova realidade, onde a velocidade e sofisticação dos ataques estão em constante evolução.

Grupo Scattered LAPSUS Hunters recruta mulheres para ataques de engenharia social

O coletivo de cibercrime Scattered LAPSUS$ Hunters (SLH) está recrutando mulheres para realizar ataques de engenharia social, especificamente campanhas de vishing (voice phishing) direcionadas a help desks de TI. Segundo a empresa de inteligência de ameaças Dataminr, o grupo oferece entre US$ 500 e US$ 1.000 por chamada, além de fornecer roteiros pré-escritos para facilitar a execução dos ataques. Essa estratégia visa aumentar a taxa de sucesso nas tentativas de se passar por funcionários, uma vez que as vozes femininas podem ser menos suspeitas para os atendentes. O SLH, que inclui outros grupos como LAPSUS$ e Scattered Spider, é conhecido por suas táticas avançadas que burlam a autenticação multifator (MFA) através de técnicas como SIM swapping e MFA prompt bombing. Os ataques frequentemente envolvem a obtenção de acesso inicial por meio de chamadas para help desks, onde os criminosos convencem os atendentes a redefinir senhas ou instalar ferramentas de gerenciamento remoto. A empresa Palo Alto Networks também destacou que o SLH é habilidoso em explorar a psicologia humana, utilizando ferramentas legítimas para se misturar e evitar detecções. Diante desse cenário, as organizações devem treinar suas equipes de suporte para identificar scripts pré-escritos e reforçar políticas de verificação de identidade.

Grupo cibernético russo ataca instituição financeira na Europa

Um ator de ameaça alinhado à Rússia foi identificado atacando uma instituição financeira europeia, utilizando engenharia social para potencialmente coletar informações ou realizar roubo financeiro. O ataque, atribuído ao grupo de cibercrime UAC-0050 (também conhecido como DaVinci Group), foi descrito como uma tentativa de expandir o foco das operações além da Ucrânia, atingindo entidades que apoiam o país em guerra.

O ataque começou com um e-mail de spear-phishing que simulava um domínio judicial ucraniano, levando o destinatário a baixar um arquivo malicioso. Este arquivo ZIP continha um arquivo RAR protegido por senha, que, por sua vez, continha um executável disfarçado de documento PDF. A execução do arquivo resultou na instalação de um software de acesso remoto, o Remote Manipulator System (RMS), que permite controle remoto e compartilhamento de arquivos.

Campanha de Cryptojacking Usa Software Pirata para Espalhar Malware

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova campanha de cryptojacking que utiliza pacotes de software pirata como iscas para implantar um programa minerador XMRig em sistemas comprometidos. A análise do malware indica uma infecção sofisticada em múltiplas etapas, priorizando a maximização da taxa de hash de mineração de criptomoedas, o que pode desestabilizar o sistema da vítima. O ataque começa com engenharia social, onde usuários são enganados a baixar executáveis maliciosos disfarçados de softwares legítimos. O malware possui capacidades semelhantes a vermes, espalhando-se por dispositivos de armazenamento externo e permitindo movimento lateral, mesmo em ambientes isolados. Além disso, ele utiliza um driver vulnerável para escalar privilégios e garantir persistência. A campanha foi projetada para operar até uma data limite específica, 23 de dezembro de 2025, sugerindo um planejamento estratégico por parte dos atacantes. A atividade de mineração foi observada em novembro de 2025, com um pico em dezembro. Este caso destaca a inovação contínua do malware comercial, combinando engenharia social, disfarces de software legítimo e exploração de vulnerabilidades de kernel.

Remetente legítimo, conteúdo falso como identificar golpes no Teams

Recentemente, o Brasil tem enfrentado um aumento alarmante de golpes digitais que se disfarçam como comunicações legítimas do Microsoft Teams. Esses ataques, que utilizam engenharia social, frequentemente envolvem convites falsos para reuniões, mensagens de cobrança e solicitações de transferências bancárias. Os criminosos se aproveitam da reputação da Microsoft para enganar os usuários, ocultando suas intenções maliciosas por meio de endereços de e-mail que parecem autênticos. Para ajudar os usuários a se protegerem, o artigo apresenta um checklist com quatro dicas essenciais: verificar a etiqueta de ’externo’ ao lado do nome do remetente, observar o domínio do e-mail, desconfiar de solicitações de ligação e sempre usar canais oficiais para verificar notificações. A Microsoft está implementando medidas para combater esses golpes, mas a conscientização dos usuários é fundamental para evitar fraudes.

Novas ameaças cibernéticas e evolução de ransomware em 2026

O cenário de cibersegurança continua a evoluir rapidamente, com novas ameaças e táticas emergindo constantemente. O Google lançou a versão beta do Android 17, que inclui melhorias significativas em privacidade e segurança, como a descontinuação do tráfego em texto claro e suporte à criptografia híbrida HPKE. Por outro lado, o ransomware LockBit 5.0 se destaca por suas técnicas avançadas de evasão e suporte a múltiplas plataformas, incluindo Proxmox, um alvo crescente entre empresas. Além disso, novas campanhas de engenharia social, como ClickFix, estão explorando usuários de macOS através de técnicas de obfuscação, levando à instalação de malware e roubo de credenciais. A detenção de um suspeito na Polônia, ligado ao grupo de ransomware Phobos, e o aumento de ataques a organizações industriais, com um crescimento de 49% em grupos de ransomware focados nesse setor, destacam a gravidade da situação. A Microsoft também enfrentou um problema de segurança com o Copilot, que resumiu e-mails confidenciais sem permissão, violando políticas de proteção de dados. Esses eventos ressaltam a necessidade urgente de que as organizações reavaliem suas estratégias de segurança e resposta a incidentes.

IA ajuda hackers a criar malware mais rápido e complexo

A ascensão da Inteligência Artificial Generativa (GenAI) está transformando o cenário da cibersegurança, permitindo que hackers desenvolvam malware de forma mais rápida e complexa. Um relatório da Palo Alto, intitulado ‘Unit 42 Global Incident Response Report’, revela que o tempo necessário para exfiltração de dados caiu de cinco horas para apenas 72 minutos, um aumento significativo na eficiência dos ataques. O navegador continua sendo o principal alvo, com 48% dos incidentes ocorrendo nesse ambiente, mas a complexidade dos ataques está crescendo, com 87% das intrusões abrangendo múltiplas superfícies de ataque. Além disso, fraquezas de identidade e ataques à cadeia de suprimentos estão se tornando comuns, com 65% dos acessos iniciais resultantes de engenharia social. Os ataques a aplicações SaaS aumentaram quase quatro vezes desde 2022, representando 23% de todos os ataques. Os operadores de ransomware estão mudando seu foco de criptografia para a extração de dados, o que torna a detecção mais difícil para os defensores. Essa evolução no uso da IA pelos atacantes representa um desafio crescente para a comunidade de cibersegurança, exigindo uma resposta mais robusta e ágil das organizações.

Hackers roubam dados de quase 1 milhão de contas da Figure Technology

A Figure Technology Solutions, uma empresa de tecnologia financeira baseada em blockchain, sofreu uma violação de dados que resultou no roubo de informações pessoais de aproximadamente 1 milhão de contas. O incidente, que não foi divulgado publicamente pela empresa, foi confirmado por um porta-voz em uma declaração ao TechCrunch, que mencionou que os atacantes obtiveram acesso a um número limitado de arquivos por meio de um ataque de engenharia social. A plataforma de empréstimos fintech teve dados de 967.200 contas expostos, incluindo endereços de e-mail, nomes, números de telefone, endereços físicos e datas de nascimento. O grupo de extorsão ShinyHunters assumiu a responsabilidade pelo ataque, publicando 2,5 GB de dados supostamente roubados de candidatos a empréstimos. O ataque se insere em uma série de violações recentes que afetaram outras empresas de destaque, como Canada Goose e Match Group, muitas das quais foram alvo de campanhas de phishing por voz (vishing) que visavam contas de login de acesso único (SSO). A situação destaca a crescente ameaça de ataques de engenharia social e a importância de medidas de segurança robustas para proteger dados sensíveis.

Santander, Ticketmaster e Tinder quem é o grupo ShinyHunters?

O grupo hacker ShinyHunters, ativo desde 2020, tem se destacado por uma série de ataques cibernéticos a grandes empresas, incluindo Santander, Ticketmaster e Tinder. Recentemente, o grupo invadiu o Match Group, resultando no vazamento de 1,7 GB de dados de clientes, afetando até 10 milhões de usuários. O ShinyHunters se diferencia por sua abordagem sutil, focando no roubo de credenciais armazenadas em nuvem, ao invés de utilizar métodos tradicionais de ransomware. Eles utilizam táticas de engenharia social, como vishing, para enganar funcionários e obter informações sensíveis. A presença do grupo na dark web, especialmente no BreachForums, facilita a venda de dados vazados e a orquestração de novos ataques. A evolução das táticas do ShinyHunters torna suas ações mais sofisticadas e perigosas, representando uma ameaça significativa para a segurança digital das empresas. Especialistas alertam que a combinação de ataques direcionados e a exploração de vulnerabilidades humanas pode resultar em prejuízos financeiros e danos à reputação das organizações.

Microsoft alerta sobre nova tática de engenharia social ClickFix

A Microsoft revelou uma nova versão da tática de engenharia social chamada ClickFix, onde atacantes induzem usuários a executar comandos que realizam consultas DNS para obter um payload malicioso. O ataque utiliza o comando ’nslookup’ através do diálogo de execução do Windows, permitindo que os criminosos contornem controles de segurança. O ClickFix é frequentemente disseminado por meio de phishing, malvertising ou downloads automáticos, redirecionando as vítimas para páginas falsas que simulam verificações de CAPTCHA ou instruções para resolver problemas inexistentes. Essa técnica tem se tornado comum nos últimos dois anos, levando os usuários a infectarem suas próprias máquinas. A nova variante usa DNS como um canal leve de sinalização, reduzindo a dependência de requisições web tradicionais e misturando atividades maliciosas ao tráfego normal da rede. O payload baixado inicia uma cadeia de ataque que resulta na execução de um trojan de acesso remoto, ModeloRAT. Além disso, a Bitdefender reportou um aumento na atividade do Lumma Stealer, impulsionado por campanhas de ClickFix que utilizam verificações de CAPTCHA falsas. O artigo destaca a resiliência das operações de Lumma Stealer, que continuam a evoluir apesar de esforços de interrupção por parte das autoridades.

Infostealers A Nova Fronteira da Cibercriminalidade

Os infostealers, como o Atomic MacOS Stealer (AMOS), são mais do que simples malwares; eles são componentes fundamentais de uma economia de cibercrime que se concentra na coleta e comercialização de identidades digitais roubadas. Esses malwares atuam como motores de coleta de dados em larga escala, alimentando mercados subterrâneos onde credenciais, sessões e dados financeiros são comprados e vendidos, facilitando fraudes e invasões subsequentes. A eficácia dessas campanhas se deve à sua abordagem oportunista de engenharia social, que se adapta constantemente às tendências tecnológicas e explora plataformas confiáveis e softwares populares para enganar os usuários. O relatório de 2026 sobre a exposição de identidade de infostealers destaca o crescente domínio desses malwares na economia do cibercrime e seu impacto nas organizações. O AMOS, que apareceu pela primeira vez em maio de 2023, utiliza técnicas de disseminação sofisticadas, como campanhas de phishing e a exploração de assistentes pessoais de IA, para infectar usuários e roubar dados sensíveis. A pesquisa revela que a distribuição de AMOS se aproveita da popularidade de softwares como o OpenClaw, demonstrando como a engenharia social e a monetização de dados se entrelaçam para criar um ambiente de cibercrime altamente eficaz.

Ameaças cibernéticas ataques se intensificam e evoluem

A atividade de ameaças cibernéticas nesta semana revela um padrão preocupante: os atacantes estão se concentrando em métodos já conhecidos, utilizando ferramentas confiáveis e explorando vulnerabilidades negligenciadas. A entrada inicial em sistemas está se tornando mais simples, enquanto as atividades pós-comprometimento estão mais estruturadas e persistentes, com o objetivo de permanecer infiltrado e extrair valor. Um exemplo é a falha de injeção de comando no Notepad da Microsoft (CVE-2026-20841), que permite a execução remota de código. Além disso, Taiwan se tornou um alvo frequente de ataques APT, com 173 operações registradas em 2025, refletindo sua importância geopolítica. Novos malwares, como LTX Stealer e Marco Stealer, estão sendo usados para roubo de credenciais e dados sensíveis. Uma campanha de engenharia social também está em andamento, visando contas do Telegram através do abuso de fluxos de autenticação. Por fim, a Discord anunciou um novo sistema de verificação de idade, levantando preocupações sobre a privacidade dos usuários após um incidente anterior que resultou no vazamento de dados de 70 mil usuários. Esses eventos destacam a necessidade urgente de vigilância e atualização das defesas cibernéticas.

Grupo ligado à Coreia do Norte ataca setor de criptomoedas

O grupo de ameaças conhecido como UNC1069, vinculado à Coreia do Norte, tem se concentrado em atacar o setor de criptomoedas, visando roubar dados sensíveis de sistemas Windows e macOS para facilitar o furto financeiro. A intrusão utiliza uma sofisticada engenharia social, que envolve uma conta do Telegram comprometida, reuniões falsas no Zoom, e vetores de infecção como ClickFix. Pesquisadores da Google Mandiant relataram que o grupo tem utilizado ferramentas de inteligência artificial, como o Gemini, para criar materiais de isca e mensagens relacionadas a criptomoedas. Desde 2023, UNC1069 tem mudado seu foco de técnicas de spear-phishing tradicionais para a indústria Web3, atacando exchanges centralizadas, desenvolvedores de software e empresas de capital de risco. A última campanha documentada revelou o uso de até sete famílias únicas de malware, incluindo SILENCELIFT e DEEPBREATH, que são projetados para roubar credenciais e dados de navegadores. O ataque começa com uma abordagem no Telegram, onde o ator se passa por investidores, e leva a vítima a um site falso do Zoom, onde um vídeo enganoso é apresentado. A complexidade e a variedade de ferramentas utilizadas indicam um esforço determinado para coletar dados e facilitar o roubo financeiro.

Hackers norte-coreanos usam IA para atacar setor de criptomoedas

Hackers da Coreia do Norte estão realizando campanhas direcionadas utilizando vídeos gerados por IA e a técnica ClickFix para distribuir malware em sistemas macOS e Windows, visando alvos no setor de criptomoedas. O objetivo financeiro das ações foi evidenciado em um ataque a uma empresa fintech, conforme investigado pela Mandiant, que identificou sete famílias distintas de malware para macOS atribuídas ao grupo UNC1069, ativo desde 2018.

O ataque começou com engenharia social, onde a vítima foi contatada via Telegram por uma conta comprometida de um executivo de uma empresa de criptomoedas. Após estabelecer um relacionamento, os hackers enviaram um link para uma reunião falsa no Zoom, onde apresentaram um vídeo deepfake de um CEO de outra empresa do setor. Durante a ‘reunião’, os hackers induziram a vítima a executar comandos que iniciaram a cadeia de infecção.

Trabalhadores de TI da Coreia do Norte usam perfis falsos no LinkedIn

Recentemente, trabalhadores de TI associados à Coreia do Norte têm utilizado contas reais do LinkedIn de indivíduos que estão imitando para se candidatar a vagas remotas, representando uma escalada nas fraudes. Esses perfis frequentemente possuem e-mails de trabalho verificados e crachás de identidade, o que torna as aplicações fraudulentas mais convincentes. O objetivo é gerar receita para financiar programas de armamento e realizar espionagem ao roubar dados sensíveis. A empresa de cibersegurança Silent Push descreveu o programa de trabalhadores remotos da Coreia do Norte como uma ‘máquina de receita de alto volume’. Os trabalhadores transferem criptomoedas através de técnicas de lavagem de dinheiro, como a troca de tokens, para ocultar a origem dos fundos. Para se proteger, indivíduos que suspeitam de roubo de identidade devem alertar suas redes sociais e validar contas de candidatos. A Polícia de Segurança da Noruega também emitiu um alerta sobre casos em que empresas norueguesas foram enganadas a contratar esses trabalhadores. Além disso, uma campanha de engenharia social chamada ‘Contagious Interview’ tem sido usada para atrair alvos para entrevistas falsas, levando à execução de código malicioso. O cenário é alarmante, pois a Coreia do Norte continua a desenvolver suas capacidades cibernéticas e a explorar vulnerabilidades em empresas ocidentais.

Hackers usam QR Code para espionar políticos e militares na Europa

Especialistas de segurança cibernética na Alemanha emitiram um alerta sobre uma nova onda de ataques digitais direcionados a líderes políticos, militares, diplomatas e jornalistas europeus, utilizando o aplicativo de mensagens Signal. Os hackers estão empregando uma técnica de engenharia social conhecida como ‘golpe do falso suporte’, onde se passam pela equipe de suporte do Signal para enganar suas vítimas.

Os criminosos enviam mensagens automatizadas que alertam sobre supostas violações de segurança, levando os alvos a fornecer informações sensíveis, como PINs de segurança. Além disso, eles solicitam que as vítimas escaneiem um QR Code que, na verdade, vincula o dispositivo da vítima ao servidor do hacker, permitindo o acesso ao histórico de conversas e mensagens em tempo real.

Agência de Inteligência da Alemanha alerta sobre ataques de phishing

A agência de inteligência doméstica da Alemanha emitiu um alerta sobre ataques de phishing direcionados a indivíduos de alto escalão, como políticos e jornalistas, utilizando aplicativos de mensagens como o Signal. Esses ataques, supostamente patrocinados por estados, combinam engenharia social com recursos legítimos para roubar dados. O Federal Office for the Protection of the Constitution (BfV) e o Federal Office for Information Security (BSI) informaram que os atacantes se passam por equipes de suporte do aplicativo, criando um senso de urgência para que as vítimas compartilhem informações sensíveis, como códigos de verificação. Existem duas variantes dos ataques: uma que realiza a tomada total da conta e outra que emparelha a conta com um dispositivo do atacante, permitindo monitorar conversas sem levantar suspeitas. Embora o Signal tenha mecanismos de segurança, como a opção de ‘Registro de Bloqueio’, muitos usuários não revisam regularmente os dispositivos vinculados à sua conta, o que aumenta o risco. O alerta também menciona que o WhatsApp pode ser vulnerável a ataques semelhantes, destacando a necessidade de vigilância constante por parte dos usuários.

Plataforma de investimentos Betterment sofre vazamento de dados

A plataforma de investimentos Betterment confirmou que um vazamento de dados afetou 1.435.174 contas, conforme verificado pelo serviço Have I Been Pwned?. O incidente, ocorrido em janeiro de 2026, foi resultado de um ataque de engenharia social que levou um funcionário a compartilhar credenciais de acesso a um software de terceiros. Os atacantes utilizaram essa brecha para enviar e-mails de phishing fraudulentos, disfarçados como comunicações da Betterment, visando um subconjunto de clientes. Embora os dados expostos incluam informações de contato, como nomes e endereços de e-mail, a investigação da CrowdStrike, contratada pela empresa, não encontrou evidências de que contas de usuários ou credenciais tenham sido comprometidas. A Betterment alertou seus clientes para ficarem atentos a possíveis ataques de phishing e engenharia social, reforçando a importância da vigilância em relação a comunicações suspeitas.

Homem de Illinois se declara culpado por hackeamento de contas do Snapchat

Kyle Svara, um homem de 26 anos de Illinois, se declarou culpado por invadir quase 600 contas do Snapchat de mulheres para roubar fotos nuas, que ele mantinha, vendia ou trocava online. Entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, Svara utilizou táticas de engenharia social para obter códigos de acesso de centenas de vítimas, acessando pelo menos 59 contas sem permissão. Ele enviou mensagens a mais de 4.500 alvos, se passando por representantes do Snapchat, e conseguiu coletar credenciais de aproximadamente 570 vítimas. Svara também ofereceu seus “serviços” em várias plataformas online, negociando conteúdo roubado e hackeando contas a pedido de um ex-treinador da universidade, que foi condenado por sextortion. Agora, ele enfrenta várias acusações, incluindo roubo de identidade agravado e fraude eletrônica, com penas que podem somar até 20 anos de prisão. O caso destaca a crescente preocupação com a segurança digital e a privacidade, especialmente em plataformas populares entre jovens. O julgamento de Svara está agendado para 18 de maio de 2024.

A crescente ameaça de ataques no navegador e a segurança empresarial

O artigo destaca que, atualmente, a maior parte do trabalho nas empresas ocorre no navegador, com aplicações SaaS e ferramentas de IA se tornando interfaces primárias para acesso a dados. No entanto, a segurança cibernética ainda não integra adequadamente o navegador em suas arquiteturas, resultando em uma lacuna significativa na detecção de ameaças. Os ataques baseados em navegador, como engenharia social, extensões maliciosas e ataques Man-in-the-Browser, estão se tornando comuns e difíceis de rastrear, pois muitas vezes não deixam evidências tradicionais. Ferramentas de segurança, como EDR e SASE, não conseguem monitorar interações dentro do navegador, o que limita a eficácia na prevenção e resposta a incidentes. A pesquisa da Keep Aware revela que, embora existam políticas de segurança, falta visibilidade sobre o comportamento real dos usuários. Com o aumento do uso de ferramentas de IA, essa lacuna se amplia, tornando a detecção e prevenção de riscos ainda mais desafiadoras. O artigo conclui que a observabilidade das interações no navegador é crucial para melhorar a segurança e a resposta a incidentes, permitindo que as equipes de segurança ajustem suas políticas com base em dados reais.

Hackers roubam dados de 1,4 milhão de contas da Betterment

Em janeiro, hackers invadiram a plataforma de investimentos automatizados Betterment, comprometendo dados pessoais de aproximadamente 1,4 milhão de contas. A Betterment, que gerencia cerca de 65 bilhões de dólares em ativos, não revelou o número exato de clientes afetados, mas a análise do serviço Have I Been Pwned confirmou a exposição de informações como endereços de e-mail, nomes, locais geográficos, datas de nascimento, endereços físicos e números de telefone. Após a invasão, os atacantes enviaram e-mails fraudulentos disfarçados de promoções da empresa, tentando enganar clientes com uma falsa oferta de recompensas em criptomoedas. A Betterment assegurou que não houve comprometimento das contas dos clientes e que o acesso não autorizado foi removido. Além disso, a empresa confirmou que a interrupção em seu site e aplicativo móvel foi causada por um ataque de negação de serviço (DDoS). Uma investigação forense, realizada em parceria com a CrowdStrike, não encontrou evidências de que informações sensíveis, como senhas ou dados de login, foram acessadas. O incidente destaca a importância da segurança cibernética em plataformas financeiras e a necessidade de vigilância constante contra ataques de engenharia social.

Sua senha é o elo mais fraco 38 dos ciberataques exploram credenciais simples

Um estudo da KnowBe4 revelou que 38% das informações expostas em violações de segurança são resultado do roubo de senhas, destacando a vulnerabilidade desse método de autenticação. Apesar da implementação de medidas como a autenticação multifator (MFA), os cibercriminosos continuam a encontrar formas de contornar essas proteções. O ambiente corporativo é especialmente suscetível, com 98,4% das mensagens de phishing focadas em temas como remuneração e políticas internas, o que aumenta a confiança dos usuários nas armadilhas. Além disso, os hackers utilizam diversas táticas para obter senhas, incluindo engenharia social, adivinhação e exploração de falhas técnicas. Para mitigar esses riscos, especialistas recomendam o uso de senhas longas e complexas, a adoção de gerenciadores de senhas e a não reutilização de credenciais em diferentes contas. O artigo alerta que a segurança das senhas deve ser uma prioridade tanto para usuários individuais quanto para empresas, dada a crescente sofisticação das ameaças digitais.

Microsoft alerta sobre malware infostealer que atinge dispositivos Mac

A Microsoft emitiu um alerta sobre a crescente ameaça de malware infostealer que agora se expande além das campanhas tradicionais focadas em Windows, atingindo também dispositivos macOS. Segundo um relatório da empresa, os cibercriminosos estão utilizando técnicas de engenharia social e anúncios maliciosos para distribuir instaladores DMG que contêm variantes como DigitStealer, MacSync e AMOS (Atomic macOS Stealer). Esses malwares visam roubar dados sensíveis, incluindo sessões de navegador, credenciais de desenvolvedor e tokens de nuvem, facilitando ataques como sequestro de contas e ransomware.

Microsoft alerta sobre ataques de roubo de informações em macOS

A Microsoft alertou que ataques de roubo de informações estão se expandindo rapidamente para ambientes macOS, utilizando linguagens de programação multiplataforma como Python e explorando plataformas confiáveis para distribuição em larga escala. Desde o final de 2025, campanhas de infostealers direcionadas ao macOS têm utilizado técnicas de engenharia social, como o ClickFix, para distribuir instaladores maliciosos que implantam famílias de malware como Atomic macOS Stealer (AMOS) e DigitStealer. Esses ataques frequentemente começam com anúncios maliciosos, muitas vezes veiculados pelo Google Ads, que redirecionam usuários em busca de ferramentas populares para sites falsos, levando-os a infectar suas próprias máquinas. Os atacantes têm utilizado execução sem arquivos e automação via AppleScript para facilitar o roubo de dados, incluindo credenciais de navegadores e informações financeiras. A Microsoft identificou campanhas específicas, como a do PXA Stealer, que coleta dados sensíveis através de e-mails de phishing. Para mitigar esses riscos, as organizações devem educar seus usuários sobre ataques de engenharia social e monitorar atividades suspeitas.

Malware se disfarça de Tinder Grátis para roubar dados

Pesquisadores da ESET identificaram uma nova campanha de spyware no Android, que se disfarça como um aplicativo de relacionamento chamado GhostChat. Este malware, que não está disponível na Google Play Store, é distribuído clandestinamente e se apresenta como uma plataforma de chat de relacionamento sem custos. O golpe utiliza perfis falsos de mulheres, que ficam ‘bloqueados’ até que a vítima forneça um código, gerando uma sensação de exclusividade. Durante a interação, o GhostChat opera em segundo plano, roubando documentos, fotos, contatos e informações do dispositivo da vítima. Além disso, o malware utiliza uma técnica chamada ClickFix, que simula falhas para enganar o usuário a interagir e permitir acesso a mais dados. Os pesquisadores alertam que o ataque é sofisticado e utiliza engenharia social, QR Codes e spoofing de autoridades para aumentar sua eficácia. A campanha tem como alvo principal usuários no Paquistão, mas a técnica pode ser replicada em outros contextos, incluindo o Brasil, onde aplicativos de relacionamento são populares.

O que é OSINT? Como dados públicos revelam sua vida para hackers

O artigo explora o conceito de OSINT (Inteligência de Código Aberto), que se refere à coleta e análise de dados disponíveis publicamente na internet, como redes sociais e sites governamentais. Embora essa prática possa ser utilizada para fins legítimos, como investigações e segurança cibernética, também apresenta riscos significativos, especialmente quando informações pessoais são expostas. O doxing, por exemplo, é uma prática criminosa que envolve a divulgação de dados privados sem consentimento, podendo levar a situações de chantagem e humilhação. O compartilhamento excessivo de informações pessoais, como fotos de viagens ou crachás de trabalho, pode facilitar ataques cibernéticos, pois criminosos podem usar esses dados para realizar engenharia social e fraudes. O artigo alerta para a necessidade de cautela ao compartilhar informações online, destacando que a intersecção de dados pode revelar muito mais do que o esperado. A privacidade na era digital é um paradoxo, pois, ao mesmo tempo em que os usuários desejam compartilhar suas vidas, eles abrem portas para potenciais ameaças. Portanto, é essencial que os indivíduos e empresas estejam cientes dos riscos associados ao OSINT e adotem práticas de segurança para proteger suas informações.

Aumento de ataques de extorsão por engenharia social afeta SaaS

A Mandiant, empresa de cibersegurança pertencente ao Google, identificou um aumento nas atividades de grupos de hackers, como o ShinyHunters, que utilizam táticas de engenharia social para realizar ataques de extorsão. Esses ataques envolvem phishing por voz (vishing) e sites falsos de coleta de credenciais, visando obter acesso não autorizado a ambientes de empresas, especialmente em aplicações de software como serviço (SaaS). O objetivo final é roubar dados sensíveis e extorquir as vítimas. Os grupos estão sendo monitorados sob diferentes clusters, como UNC6661 e UNC6671, que têm se mostrado adaptáveis em suas táticas. A Mandiant recomenda que as empresas adotem medidas de segurança, como a implementação de autenticação multifatorial resistente a phishing e melhorias nos processos de suporte técnico. A situação destaca a eficácia da engenharia social e a necessidade de as organizações se protegerem contra essas ameaças emergentes.

França multa agência de emprego em 5 milhões por vazamento de dados

A Comissão Nacional de Informática e Liberdade (CNIL) da França impôs uma multa de €5 milhões à agência nacional de emprego, France Travail, devido a uma falha na segurança que resultou no vazamento de dados pessoais de 43 milhões de pessoas. O incidente ocorreu no início de 2024 e expôs informações sensíveis, como nomes, datas de nascimento, números de seguro social, endereços de e-mail e números de telefone, abrangendo um período de 20 anos. Embora os dados bancários e senhas não tenham sido comprometidos, a CNIL destacou que os hackers utilizaram técnicas de engenharia social para invadir o sistema, especificamente ao sequestrar contas de conselheiros do CAP EMPLOI, que assistem pessoas com deficiência. Além da multa, a CNIL exigiu que a France Travail apresentasse um cronograma detalhado de medidas corretivas, sob pena de multas diárias de €5.000. Este incidente segue um vazamento anterior em agosto de 2023, que afetou cerca de 10 milhões de indivíduos. A situação levanta preocupações sobre a proteção de dados e a conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR).

Polícia desmantela central de cobranças falsas na Faria Lima

Na última quinta-feira (22), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo desmantelou uma central de cobranças fraudulentas localizada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista. A operação resultou na prisão de quatro mulheres, que ocupavam cargos de gerência e supervisão, além de outros dez suspeitos que foram levados para depor. A investigação revelou que o grupo utilizava dados de vítimas, especialmente idosos e pessoas vulneráveis, para realizar cobranças de créditos inexistentes, ameaçando-as com bloqueios de CPF e benefícios. Os criminosos operavam de forma híbrida, realizando tanto cobranças legítimas quanto fraudulentas. Documentos e dispositivos eletrônicos foram apreendidos durante a operação, que também se estendeu a um segundo local em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Essa ação faz parte da Operação Título Sombrio, focada em investigações sobre lavagem e ocultação de ativos ilícitos por meios eletrônicos.

Hackers usam Microsoft Teams para roubar credenciais de e-mail

Pesquisadores da CheckPoint alertam sobre uma nova técnica de hackers que utilizam o Microsoft Teams para roubar credenciais de e-mail. A estratégia envolve a criação de equipes com nomes relacionados a finanças ou cobranças urgentes, utilizando caracteres ofuscados para evitar a detecção automática. Após a criação da equipe, os atacantes enviam convites que parecem legítimos, levando os usuários a acreditar que precisam resolver problemas de cobrança. Durante chamadas para um número de suporte fraudulento, os hackers tentam extrair informações sensíveis, como senhas. Essa abordagem de engenharia social é mais eficaz do que métodos tradicionais de phishing, pois combina mensagens oficiais da Microsoft com uma linguagem que gera urgência e confiança. O ataque tem afetado organizações em diversos setores, com a maioria dos incidentes ocorrendo nos Estados Unidos, seguido pela Europa e América Latina, onde Brasil e México concentram a maior parte das ocorrências. A conscientização dos usuários e o treinamento para identificar sinais de alerta são essenciais para mitigar esses riscos.

Campanha de Malware Usa CAPTCHAs Falsos para Distribuir Amatera

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova campanha que combina CAPTCHAs falsos com um script assinado da Microsoft para distribuir um ladrão de informações chamado Amatera. O ataque começa com um prompt de verificação CAPTCHA falso que engana os usuários a colar e executar um comando malicioso no diálogo de execução do Windows. Em vez de invocar o PowerShell diretamente, o atacante utiliza o script ‘SyncAppvPublishingServer.vbs’, associado ao Microsoft Application Virtualization (App-V), para executar um carregador na memória a partir de um servidor externo. Essa técnica, que já foi observada em ataques anteriores, é usada para contornar restrições de execução do PowerShell, tornando a detecção mais difícil. O script malicioso busca dados de configuração em um arquivo de calendário público do Google, permitindo que o atacante ajuste rapidamente a infraestrutura sem precisar redistribuir as etapas anteriores do ataque. A campanha, que tem como alvo principalmente sistemas gerenciados por empresas, destaca a evolução das técnicas de engenharia social, como o ClickFix, que se tornou uma das principais formas de acesso inicial em ataques recentes. Com 47% dos ataques observados pela Microsoft utilizando essa técnica, a necessidade de vigilância e defesa eficaz se torna ainda mais crítica para as organizações.

Kits de vishing imitam sites e logins em tempo real

Pesquisadores da Okta alertam sobre a crescente sofisticação dos kits de vishing, uma variante de phishing que utiliza chamadas de voz para enganar as vítimas. Esses kits são capazes de criar sites falsos personalizados que imitam serviços populares, como Google e Microsoft, e coletar credenciais de login e códigos de autenticação em tempo real. O processo começa com o perfilamento da vítima, seguido pela construção de um site de phishing que é apresentado durante uma ligação feita por um número falsificado ou roubado. Os golpistas orientam a vítima a inserir suas informações, que são imediatamente utilizadas para tentar acessar as contas reais. A capacidade de atualizar o site em tempo real para capturar códigos de autenticação de dois fatores torna esse ataque particularmente perigoso. Para se proteger, a Okta recomenda o uso de autenticação avançada e chaves de acesso, além de medidas anti-phishing. Essa evolução no vishing representa um risco significativo para usuários e empresas, especialmente em um cenário onde a segurança digital é cada vez mais crítica.

Metadados O perigo invisível escondido nas suas fotos

O artigo aborda os riscos associados aos metadados presentes em fotos e documentos digitais, que podem comprometer a privacidade dos usuários. Metadados são informações ocultas que acompanham arquivos, como data, hora, modelo da câmera e até coordenadas de GPS. Esses dados podem ser utilizados por pessoas mal-intencionadas para rastrear a localização de indivíduos, facilitando casos de stalking e engenharia social. Embora plataformas como Instagram e Facebook removam metadados durante a publicação, o compartilhamento de arquivos originais via e-mail ou serviços de armazenamento pode expor informações sensíveis. O texto também oferece orientações sobre como visualizar e remover metadados em diferentes sistemas operacionais, destacando a importância de gerenciar essas informações para proteger a privacidade. Apesar de serem úteis para organizar arquivos, os metadados podem se tornar uma ameaça se não forem tratados com cautela.

Campanha de phishing multifásica ataca usuários na Rússia com ransomware

Uma nova campanha de phishing multifásica foi identificada, visando usuários na Rússia com ransomware e um trojan de acesso remoto chamado Amnesia RAT. O ataque começa com documentos de aparência rotineira que utilizam engenharia social para enganar as vítimas. Esses documentos contêm scripts maliciosos que operam em segundo plano, enquanto distraem o usuário com tarefas falsas. A campanha se destaca pelo uso de serviços de nuvem públicos, como GitHub e Dropbox, para distribuir diferentes tipos de cargas úteis, dificultando a remoção. Além disso, um recurso chamado defendnot é utilizado para desativar o Microsoft Defender, permitindo que o malware opere sem ser detectado. O ataque utiliza arquivos de atalho maliciosos que, ao serem executados, baixam scripts adicionais que estabelecem um ponto de controle no sistema. O Amnesia RAT, uma das cargas finais, é capaz de roubar dados sensíveis e controlar remotamente o sistema, enquanto um ransomware derivado da família Hakuna Matata criptografa arquivos e altera endereços de carteiras de criptomoedas. A campanha evidencia como ataques modernos podem comprometer sistemas sem explorar vulnerabilidades de software, utilizando recursos nativos do Windows para desativar defesas e implantar ferramentas de vigilância e cargas destrutivas.

Microsoft Teams adiciona alerta contra falsificação de identidade em chamadas

A Microsoft anunciou a implementação de um novo recurso de segurança no Microsoft Teams, chamado “Brand Impersonation Protection” (Proteção contra Falsificação de Marca), que visa proteger os usuários contra fraudes em chamadas VoIP. A partir de fevereiro, a ferramenta começará a ser disponibilizada em um canal de distribuição selecionado. O objetivo principal é alertar os usuários sobre chamadas externas que possam utilizar engenharia social para roubar dados. O sistema realiza uma verificação das chamadas recebidas de contatos externos pela primeira vez, identificando possíveis fraudes antes mesmo que a ligação seja atendida. Caso o usuário aceite uma chamada sinalizada como suspeita, os avisos continuarão durante a conversa, caso os sinais de fraude persistam. A Microsoft destaca que essa medida é crucial para proteger informações confidenciais, especialmente em um ambiente corporativo onde o Teams é amplamente utilizado. A expectativa é que essa nova funcionalidade ajude a mitigar ataques de engenharia social, que podem resultar em prejuízos significativos para as empresas, especialmente em fraudes bancárias.

Microsoft adiciona proteção contra fraudes em chamadas do Teams

A Microsoft anunciou a implementação de uma nova funcionalidade de segurança chamada ‘Proteção contra Impersonação de Marca’ para chamadas no Teams. Essa ferramenta, que será ativada automaticamente em meados de fevereiro, visa alertar os usuários sobre chamadas VoIP de contatos externos que tentam se passar por organizações confiáveis, um método comum em ataques de engenharia social. Ao receber uma chamada de um contato externo pela primeira vez, o sistema verificará sinais de impersonação de marca e emitirá avisos de alto risco antes que a chamada seja atendida. Os usuários terão a opção de aceitar, bloquear ou encerrar chamadas sinalizadas, e os alertas poderão persistir durante a conversa se sinais suspeitos continuarem. Essa atualização é parte do esforço contínuo da Microsoft para melhorar a segurança da identidade do chamador e a colaboração segura. Além disso, a empresa recomenda que os departamentos de TI atualizem seus materiais de treinamento e preparem suas equipes de suporte para responder a perguntas sobre esses novos avisos. Com mais de 320 milhões de usuários mensais, a segurança no Teams se torna uma prioridade, especialmente em um cenário onde fraudes e ataques cibernéticos estão em ascensão.

Okta alerta sobre kits de phishing para ataques vishing

A Okta, provedora de identidade em nuvem, emitiu um alerta sobre kits de phishing personalizados que estão sendo utilizados em ataques de engenharia social por voz, conhecidos como vishing. Esses kits, vendidos como parte de um modelo ‘as a service’, são utilizados por grupos de hackers para roubar credenciais de SSO (Single Sign-On) da Okta, Google e Microsoft, além de plataformas de criptomoedas. Diferente das páginas de phishing estáticas, esses kits permitem interação em tempo real, onde os atacantes podem manipular o conteúdo da página enquanto a vítima está em uma chamada. Ao inserir suas credenciais, essas informações são enviadas diretamente ao atacante, que tenta logar na conta da vítima enquanto ainda está na ligação. O ataque é altamente planejado, com os criminosos realizando reconhecimento sobre os alvos e utilizando números de telefone falsificados para se passar por suporte técnico. A Okta recomenda o uso de MFA resistente a phishing, como chaves de segurança FIDO2 e Okta FastPass, para mitigar esses riscos. Este tipo de ataque representa uma ameaça significativa, especialmente para empresas que dependem de serviços de SSO, pois pode levar ao roubo de dados sensíveis e extorsão.

LastPass alerta sobre nova campanha de phishing disfarçada

A LastPass emitiu um alerta sobre uma nova campanha de phishing que se apresenta como uma notificação de manutenção do serviço, solicitando que os usuários façam backup de seus cofres em um prazo de 24 horas. Os e-mails maliciosos contêm links que supostamente direcionam os usuários para um site onde poderiam criar um backup criptografado, mas na verdade visam roubar senhas mestras e sequestrar contas. A empresa enfatiza que não está solicitando backups e que essa tática é comum em ataques de engenharia social. A campanha foi identificada pela equipe de Inteligência de Ameaças da LastPass e começou em 19 de janeiro, com mensagens enviadas de endereços como ‘support@lastpass[.]server8’ e ‘support@sr22vegas[.]com’. Os e-mails, que imitam comunicações legítimas da LastPass, criam um senso de urgência para enganar os usuários. A LastPass recomenda que os usuários nunca compartilhem suas senhas mestras e que relatem incidentes suspeitos. A campanha foi lançada durante um feriado nos EUA, visando uma resposta menos ágil dos usuários. O site de phishing, ‘mail-lastpass[.]com’, estava fora do ar no momento da reportagem.

Phishing A Ameaça que Pode Atingir Qualquer Um

O phishing é uma técnica de engenharia social que visa enganar usuários para que revelem informações sensíveis, como dados de pagamento e credenciais. O artigo destaca que mesmo profissionais experientes em cibersegurança podem ser vítimas desse tipo de ataque, especialmente em momentos de distração ou estresse emocional. As mensagens de phishing, que podem chegar por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens, frequentemente imitam interações digitais comuns, como notificações de pacotes ou alertas de segurança, tornando-se cada vez mais convincentes. Além disso, a pesquisa revela que o phishing se transformou em uma economia industrializada, com plataformas de phishing como serviço (PhaaS) que permitem a qualquer pessoa, independentemente de habilidade técnica, realizar ataques sofisticados. O uso de inteligência artificial para gerar mensagens personalizadas e contextuais aumenta ainda mais a eficácia desses ataques. A urgência e a distração são fatores críticos que facilitam a ação dos atacantes, tornando a conscientização e a vigilância hábitos essenciais para todos os usuários.

Ataques de Ransomware Usam Novo Malware PDFSider em Empresa Financeira

Recentemente, um ataque de ransomware direcionado a uma empresa do setor financeiro da Fortune 100 utilizou uma nova variante de malware chamada PDFSider. Os atacantes empregaram engenharia social para se passar por trabalhadores de suporte técnico, induzindo funcionários a instalar a ferramenta Quick Assist da Microsoft. A Resecurity, empresa de cibersegurança, identificou o PDFSider como uma backdoor furtiva que permite acesso a longo prazo, com características associadas a técnicas de APT (Advanced Persistent Threat). O malware é distribuído por e-mails de spearphishing que contêm um arquivo ZIP com um executável legítimo e uma versão maliciosa de uma DLL necessária para o funcionamento do software. Ao ser executado, o malware carrega a DLL maliciosa, permitindo a execução de comandos no sistema. O PDFSider opera de forma discreta, utilizando criptografia avançada para proteger suas comunicações e mecanismos de anti-análise para evitar detecções. A Resecurity alerta que o PDFSider é mais próximo de um malware de espionagem do que de um ataque motivado financeiramente, destacando a crescente facilidade com que cibercriminosos exploram vulnerabilidades em softwares devido ao uso de IA na programação.

Campanha usa falsa extensão de bloqueio de anúncios no Chrome para roubar dados

Especialistas em cibersegurança da Huntress alertaram sobre uma nova campanha maliciosa chamada KongTuke, que utiliza uma extensão falsa de bloqueio de anúncios no Google Chrome para roubar dados dos usuários. A extensão, denominada ‘NexShield – Advanced Web Guardian’, se apresenta como uma ferramenta de proteção contra anúncios e malwares, mas na verdade distribui um trojan de acesso remoto chamado ModeloRAT. Ao instalar a extensão, os usuários são enganados por um aviso de segurança falso que os leva a executar um comando no Windows, causando um travamento do navegador e permitindo que os hackers monitorem suas atividades. A extensão foi baixada mais de 5 mil vezes antes de ser desativada. O ataque é especialmente preocupante para ambientes corporativos, onde informações sensíveis podem ser comprometidas através da engenharia social. A campanha destaca a importância de se ter cautela ao instalar extensões e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger dados pessoais e corporativos.