Engenharia Social

Hackers usam QR Code para espionar políticos e militares na Europa

Especialistas de segurança cibernética na Alemanha emitiram um alerta sobre uma nova onda de ataques digitais direcionados a líderes políticos, militares, diplomatas e jornalistas europeus, utilizando o aplicativo de mensagens Signal. Os hackers estão empregando uma técnica de engenharia social conhecida como ‘golpe do falso suporte’, onde se passam pela equipe de suporte do Signal para enganar suas vítimas.

Os criminosos enviam mensagens automatizadas que alertam sobre supostas violações de segurança, levando os alvos a fornecer informações sensíveis, como PINs de segurança. Além disso, eles solicitam que as vítimas escaneiem um QR Code que, na verdade, vincula o dispositivo da vítima ao servidor do hacker, permitindo o acesso ao histórico de conversas e mensagens em tempo real.

Agência de Inteligência da Alemanha alerta sobre ataques de phishing

A agência de inteligência doméstica da Alemanha emitiu um alerta sobre ataques de phishing direcionados a indivíduos de alto escalão, como políticos e jornalistas, utilizando aplicativos de mensagens como o Signal. Esses ataques, supostamente patrocinados por estados, combinam engenharia social com recursos legítimos para roubar dados. O Federal Office for the Protection of the Constitution (BfV) e o Federal Office for Information Security (BSI) informaram que os atacantes se passam por equipes de suporte do aplicativo, criando um senso de urgência para que as vítimas compartilhem informações sensíveis, como códigos de verificação. Existem duas variantes dos ataques: uma que realiza a tomada total da conta e outra que emparelha a conta com um dispositivo do atacante, permitindo monitorar conversas sem levantar suspeitas. Embora o Signal tenha mecanismos de segurança, como a opção de ‘Registro de Bloqueio’, muitos usuários não revisam regularmente os dispositivos vinculados à sua conta, o que aumenta o risco. O alerta também menciona que o WhatsApp pode ser vulnerável a ataques semelhantes, destacando a necessidade de vigilância constante por parte dos usuários.

Plataforma de investimentos Betterment sofre vazamento de dados

A plataforma de investimentos Betterment confirmou que um vazamento de dados afetou 1.435.174 contas, conforme verificado pelo serviço Have I Been Pwned?. O incidente, ocorrido em janeiro de 2026, foi resultado de um ataque de engenharia social que levou um funcionário a compartilhar credenciais de acesso a um software de terceiros. Os atacantes utilizaram essa brecha para enviar e-mails de phishing fraudulentos, disfarçados como comunicações da Betterment, visando um subconjunto de clientes. Embora os dados expostos incluam informações de contato, como nomes e endereços de e-mail, a investigação da CrowdStrike, contratada pela empresa, não encontrou evidências de que contas de usuários ou credenciais tenham sido comprometidas. A Betterment alertou seus clientes para ficarem atentos a possíveis ataques de phishing e engenharia social, reforçando a importância da vigilância em relação a comunicações suspeitas.

Homem de Illinois se declara culpado por hackeamento de contas do Snapchat

Kyle Svara, um homem de 26 anos de Illinois, se declarou culpado por invadir quase 600 contas do Snapchat de mulheres para roubar fotos nuas, que ele mantinha, vendia ou trocava online. Entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, Svara utilizou táticas de engenharia social para obter códigos de acesso de centenas de vítimas, acessando pelo menos 59 contas sem permissão. Ele enviou mensagens a mais de 4.500 alvos, se passando por representantes do Snapchat, e conseguiu coletar credenciais de aproximadamente 570 vítimas. Svara também ofereceu seus “serviços” em várias plataformas online, negociando conteúdo roubado e hackeando contas a pedido de um ex-treinador da universidade, que foi condenado por sextortion. Agora, ele enfrenta várias acusações, incluindo roubo de identidade agravado e fraude eletrônica, com penas que podem somar até 20 anos de prisão. O caso destaca a crescente preocupação com a segurança digital e a privacidade, especialmente em plataformas populares entre jovens. O julgamento de Svara está agendado para 18 de maio de 2024.

A crescente ameaça de ataques no navegador e a segurança empresarial

O artigo destaca que, atualmente, a maior parte do trabalho nas empresas ocorre no navegador, com aplicações SaaS e ferramentas de IA se tornando interfaces primárias para acesso a dados. No entanto, a segurança cibernética ainda não integra adequadamente o navegador em suas arquiteturas, resultando em uma lacuna significativa na detecção de ameaças. Os ataques baseados em navegador, como engenharia social, extensões maliciosas e ataques Man-in-the-Browser, estão se tornando comuns e difíceis de rastrear, pois muitas vezes não deixam evidências tradicionais. Ferramentas de segurança, como EDR e SASE, não conseguem monitorar interações dentro do navegador, o que limita a eficácia na prevenção e resposta a incidentes. A pesquisa da Keep Aware revela que, embora existam políticas de segurança, falta visibilidade sobre o comportamento real dos usuários. Com o aumento do uso de ferramentas de IA, essa lacuna se amplia, tornando a detecção e prevenção de riscos ainda mais desafiadoras. O artigo conclui que a observabilidade das interações no navegador é crucial para melhorar a segurança e a resposta a incidentes, permitindo que as equipes de segurança ajustem suas políticas com base em dados reais.

Hackers roubam dados de 1,4 milhão de contas da Betterment

Em janeiro, hackers invadiram a plataforma de investimentos automatizados Betterment, comprometendo dados pessoais de aproximadamente 1,4 milhão de contas. A Betterment, que gerencia cerca de 65 bilhões de dólares em ativos, não revelou o número exato de clientes afetados, mas a análise do serviço Have I Been Pwned confirmou a exposição de informações como endereços de e-mail, nomes, locais geográficos, datas de nascimento, endereços físicos e números de telefone. Após a invasão, os atacantes enviaram e-mails fraudulentos disfarçados de promoções da empresa, tentando enganar clientes com uma falsa oferta de recompensas em criptomoedas. A Betterment assegurou que não houve comprometimento das contas dos clientes e que o acesso não autorizado foi removido. Além disso, a empresa confirmou que a interrupção em seu site e aplicativo móvel foi causada por um ataque de negação de serviço (DDoS). Uma investigação forense, realizada em parceria com a CrowdStrike, não encontrou evidências de que informações sensíveis, como senhas ou dados de login, foram acessadas. O incidente destaca a importância da segurança cibernética em plataformas financeiras e a necessidade de vigilância constante contra ataques de engenharia social.

Sua senha é o elo mais fraco 38 dos ciberataques exploram credenciais simples

Um estudo da KnowBe4 revelou que 38% das informações expostas em violações de segurança são resultado do roubo de senhas, destacando a vulnerabilidade desse método de autenticação. Apesar da implementação de medidas como a autenticação multifator (MFA), os cibercriminosos continuam a encontrar formas de contornar essas proteções. O ambiente corporativo é especialmente suscetível, com 98,4% das mensagens de phishing focadas em temas como remuneração e políticas internas, o que aumenta a confiança dos usuários nas armadilhas. Além disso, os hackers utilizam diversas táticas para obter senhas, incluindo engenharia social, adivinhação e exploração de falhas técnicas. Para mitigar esses riscos, especialistas recomendam o uso de senhas longas e complexas, a adoção de gerenciadores de senhas e a não reutilização de credenciais em diferentes contas. O artigo alerta que a segurança das senhas deve ser uma prioridade tanto para usuários individuais quanto para empresas, dada a crescente sofisticação das ameaças digitais.

Microsoft alerta sobre malware infostealer que atinge dispositivos Mac

A Microsoft emitiu um alerta sobre a crescente ameaça de malware infostealer que agora se expande além das campanhas tradicionais focadas em Windows, atingindo também dispositivos macOS. Segundo um relatório da empresa, os cibercriminosos estão utilizando técnicas de engenharia social e anúncios maliciosos para distribuir instaladores DMG que contêm variantes como DigitStealer, MacSync e AMOS (Atomic macOS Stealer). Esses malwares visam roubar dados sensíveis, incluindo sessões de navegador, credenciais de desenvolvedor e tokens de nuvem, facilitando ataques como sequestro de contas e ransomware.

Microsoft alerta sobre ataques de roubo de informações em macOS

A Microsoft alertou que ataques de roubo de informações estão se expandindo rapidamente para ambientes macOS, utilizando linguagens de programação multiplataforma como Python e explorando plataformas confiáveis para distribuição em larga escala. Desde o final de 2025, campanhas de infostealers direcionadas ao macOS têm utilizado técnicas de engenharia social, como o ClickFix, para distribuir instaladores maliciosos que implantam famílias de malware como Atomic macOS Stealer (AMOS) e DigitStealer. Esses ataques frequentemente começam com anúncios maliciosos, muitas vezes veiculados pelo Google Ads, que redirecionam usuários em busca de ferramentas populares para sites falsos, levando-os a infectar suas próprias máquinas. Os atacantes têm utilizado execução sem arquivos e automação via AppleScript para facilitar o roubo de dados, incluindo credenciais de navegadores e informações financeiras. A Microsoft identificou campanhas específicas, como a do PXA Stealer, que coleta dados sensíveis através de e-mails de phishing. Para mitigar esses riscos, as organizações devem educar seus usuários sobre ataques de engenharia social e monitorar atividades suspeitas.

Malware se disfarça de Tinder Grátis para roubar dados

Pesquisadores da ESET identificaram uma nova campanha de spyware no Android, que se disfarça como um aplicativo de relacionamento chamado GhostChat. Este malware, que não está disponível na Google Play Store, é distribuído clandestinamente e se apresenta como uma plataforma de chat de relacionamento sem custos. O golpe utiliza perfis falsos de mulheres, que ficam ‘bloqueados’ até que a vítima forneça um código, gerando uma sensação de exclusividade. Durante a interação, o GhostChat opera em segundo plano, roubando documentos, fotos, contatos e informações do dispositivo da vítima. Além disso, o malware utiliza uma técnica chamada ClickFix, que simula falhas para enganar o usuário a interagir e permitir acesso a mais dados. Os pesquisadores alertam que o ataque é sofisticado e utiliza engenharia social, QR Codes e spoofing de autoridades para aumentar sua eficácia. A campanha tem como alvo principal usuários no Paquistão, mas a técnica pode ser replicada em outros contextos, incluindo o Brasil, onde aplicativos de relacionamento são populares.

O que é OSINT? Como dados públicos revelam sua vida para hackers

O artigo explora o conceito de OSINT (Inteligência de Código Aberto), que se refere à coleta e análise de dados disponíveis publicamente na internet, como redes sociais e sites governamentais. Embora essa prática possa ser utilizada para fins legítimos, como investigações e segurança cibernética, também apresenta riscos significativos, especialmente quando informações pessoais são expostas. O doxing, por exemplo, é uma prática criminosa que envolve a divulgação de dados privados sem consentimento, podendo levar a situações de chantagem e humilhação. O compartilhamento excessivo de informações pessoais, como fotos de viagens ou crachás de trabalho, pode facilitar ataques cibernéticos, pois criminosos podem usar esses dados para realizar engenharia social e fraudes. O artigo alerta para a necessidade de cautela ao compartilhar informações online, destacando que a intersecção de dados pode revelar muito mais do que o esperado. A privacidade na era digital é um paradoxo, pois, ao mesmo tempo em que os usuários desejam compartilhar suas vidas, eles abrem portas para potenciais ameaças. Portanto, é essencial que os indivíduos e empresas estejam cientes dos riscos associados ao OSINT e adotem práticas de segurança para proteger suas informações.

Aumento de ataques de extorsão por engenharia social afeta SaaS

A Mandiant, empresa de cibersegurança pertencente ao Google, identificou um aumento nas atividades de grupos de hackers, como o ShinyHunters, que utilizam táticas de engenharia social para realizar ataques de extorsão. Esses ataques envolvem phishing por voz (vishing) e sites falsos de coleta de credenciais, visando obter acesso não autorizado a ambientes de empresas, especialmente em aplicações de software como serviço (SaaS). O objetivo final é roubar dados sensíveis e extorquir as vítimas. Os grupos estão sendo monitorados sob diferentes clusters, como UNC6661 e UNC6671, que têm se mostrado adaptáveis em suas táticas. A Mandiant recomenda que as empresas adotem medidas de segurança, como a implementação de autenticação multifatorial resistente a phishing e melhorias nos processos de suporte técnico. A situação destaca a eficácia da engenharia social e a necessidade de as organizações se protegerem contra essas ameaças emergentes.

França multa agência de emprego em 5 milhões por vazamento de dados

A Comissão Nacional de Informática e Liberdade (CNIL) da França impôs uma multa de €5 milhões à agência nacional de emprego, France Travail, devido a uma falha na segurança que resultou no vazamento de dados pessoais de 43 milhões de pessoas. O incidente ocorreu no início de 2024 e expôs informações sensíveis, como nomes, datas de nascimento, números de seguro social, endereços de e-mail e números de telefone, abrangendo um período de 20 anos. Embora os dados bancários e senhas não tenham sido comprometidos, a CNIL destacou que os hackers utilizaram técnicas de engenharia social para invadir o sistema, especificamente ao sequestrar contas de conselheiros do CAP EMPLOI, que assistem pessoas com deficiência. Além da multa, a CNIL exigiu que a France Travail apresentasse um cronograma detalhado de medidas corretivas, sob pena de multas diárias de €5.000. Este incidente segue um vazamento anterior em agosto de 2023, que afetou cerca de 10 milhões de indivíduos. A situação levanta preocupações sobre a proteção de dados e a conformidade com o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR).

Polícia desmantela central de cobranças falsas na Faria Lima

Na última quinta-feira (22), o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de São Paulo desmantelou uma central de cobranças fraudulentas localizada na Avenida Brigadeiro Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista. A operação resultou na prisão de quatro mulheres, que ocupavam cargos de gerência e supervisão, além de outros dez suspeitos que foram levados para depor. A investigação revelou que o grupo utilizava dados de vítimas, especialmente idosos e pessoas vulneráveis, para realizar cobranças de créditos inexistentes, ameaçando-as com bloqueios de CPF e benefícios. Os criminosos operavam de forma híbrida, realizando tanto cobranças legítimas quanto fraudulentas. Documentos e dispositivos eletrônicos foram apreendidos durante a operação, que também se estendeu a um segundo local em Carapicuíba, na Grande São Paulo. Essa ação faz parte da Operação Título Sombrio, focada em investigações sobre lavagem e ocultação de ativos ilícitos por meios eletrônicos.

Hackers usam Microsoft Teams para roubar credenciais de e-mail

Pesquisadores da CheckPoint alertam sobre uma nova técnica de hackers que utilizam o Microsoft Teams para roubar credenciais de e-mail. A estratégia envolve a criação de equipes com nomes relacionados a finanças ou cobranças urgentes, utilizando caracteres ofuscados para evitar a detecção automática. Após a criação da equipe, os atacantes enviam convites que parecem legítimos, levando os usuários a acreditar que precisam resolver problemas de cobrança. Durante chamadas para um número de suporte fraudulento, os hackers tentam extrair informações sensíveis, como senhas. Essa abordagem de engenharia social é mais eficaz do que métodos tradicionais de phishing, pois combina mensagens oficiais da Microsoft com uma linguagem que gera urgência e confiança. O ataque tem afetado organizações em diversos setores, com a maioria dos incidentes ocorrendo nos Estados Unidos, seguido pela Europa e América Latina, onde Brasil e México concentram a maior parte das ocorrências. A conscientização dos usuários e o treinamento para identificar sinais de alerta são essenciais para mitigar esses riscos.

Campanha de Malware Usa CAPTCHAs Falsos para Distribuir Amatera

Pesquisadores de cibersegurança revelaram uma nova campanha que combina CAPTCHAs falsos com um script assinado da Microsoft para distribuir um ladrão de informações chamado Amatera. O ataque começa com um prompt de verificação CAPTCHA falso que engana os usuários a colar e executar um comando malicioso no diálogo de execução do Windows. Em vez de invocar o PowerShell diretamente, o atacante utiliza o script ‘SyncAppvPublishingServer.vbs’, associado ao Microsoft Application Virtualization (App-V), para executar um carregador na memória a partir de um servidor externo. Essa técnica, que já foi observada em ataques anteriores, é usada para contornar restrições de execução do PowerShell, tornando a detecção mais difícil. O script malicioso busca dados de configuração em um arquivo de calendário público do Google, permitindo que o atacante ajuste rapidamente a infraestrutura sem precisar redistribuir as etapas anteriores do ataque. A campanha, que tem como alvo principalmente sistemas gerenciados por empresas, destaca a evolução das técnicas de engenharia social, como o ClickFix, que se tornou uma das principais formas de acesso inicial em ataques recentes. Com 47% dos ataques observados pela Microsoft utilizando essa técnica, a necessidade de vigilância e defesa eficaz se torna ainda mais crítica para as organizações.

Kits de vishing imitam sites e logins em tempo real

Pesquisadores da Okta alertam sobre a crescente sofisticação dos kits de vishing, uma variante de phishing que utiliza chamadas de voz para enganar as vítimas. Esses kits são capazes de criar sites falsos personalizados que imitam serviços populares, como Google e Microsoft, e coletar credenciais de login e códigos de autenticação em tempo real. O processo começa com o perfilamento da vítima, seguido pela construção de um site de phishing que é apresentado durante uma ligação feita por um número falsificado ou roubado. Os golpistas orientam a vítima a inserir suas informações, que são imediatamente utilizadas para tentar acessar as contas reais. A capacidade de atualizar o site em tempo real para capturar códigos de autenticação de dois fatores torna esse ataque particularmente perigoso. Para se proteger, a Okta recomenda o uso de autenticação avançada e chaves de acesso, além de medidas anti-phishing. Essa evolução no vishing representa um risco significativo para usuários e empresas, especialmente em um cenário onde a segurança digital é cada vez mais crítica.

Metadados O perigo invisível escondido nas suas fotos

O artigo aborda os riscos associados aos metadados presentes em fotos e documentos digitais, que podem comprometer a privacidade dos usuários. Metadados são informações ocultas que acompanham arquivos, como data, hora, modelo da câmera e até coordenadas de GPS. Esses dados podem ser utilizados por pessoas mal-intencionadas para rastrear a localização de indivíduos, facilitando casos de stalking e engenharia social. Embora plataformas como Instagram e Facebook removam metadados durante a publicação, o compartilhamento de arquivos originais via e-mail ou serviços de armazenamento pode expor informações sensíveis. O texto também oferece orientações sobre como visualizar e remover metadados em diferentes sistemas operacionais, destacando a importância de gerenciar essas informações para proteger a privacidade. Apesar de serem úteis para organizar arquivos, os metadados podem se tornar uma ameaça se não forem tratados com cautela.

Campanha de phishing multifásica ataca usuários na Rússia com ransomware

Uma nova campanha de phishing multifásica foi identificada, visando usuários na Rússia com ransomware e um trojan de acesso remoto chamado Amnesia RAT. O ataque começa com documentos de aparência rotineira que utilizam engenharia social para enganar as vítimas. Esses documentos contêm scripts maliciosos que operam em segundo plano, enquanto distraem o usuário com tarefas falsas. A campanha se destaca pelo uso de serviços de nuvem públicos, como GitHub e Dropbox, para distribuir diferentes tipos de cargas úteis, dificultando a remoção. Além disso, um recurso chamado defendnot é utilizado para desativar o Microsoft Defender, permitindo que o malware opere sem ser detectado. O ataque utiliza arquivos de atalho maliciosos que, ao serem executados, baixam scripts adicionais que estabelecem um ponto de controle no sistema. O Amnesia RAT, uma das cargas finais, é capaz de roubar dados sensíveis e controlar remotamente o sistema, enquanto um ransomware derivado da família Hakuna Matata criptografa arquivos e altera endereços de carteiras de criptomoedas. A campanha evidencia como ataques modernos podem comprometer sistemas sem explorar vulnerabilidades de software, utilizando recursos nativos do Windows para desativar defesas e implantar ferramentas de vigilância e cargas destrutivas.

Microsoft Teams adiciona alerta contra falsificação de identidade em chamadas

A Microsoft anunciou a implementação de um novo recurso de segurança no Microsoft Teams, chamado “Brand Impersonation Protection” (Proteção contra Falsificação de Marca), que visa proteger os usuários contra fraudes em chamadas VoIP. A partir de fevereiro, a ferramenta começará a ser disponibilizada em um canal de distribuição selecionado. O objetivo principal é alertar os usuários sobre chamadas externas que possam utilizar engenharia social para roubar dados. O sistema realiza uma verificação das chamadas recebidas de contatos externos pela primeira vez, identificando possíveis fraudes antes mesmo que a ligação seja atendida. Caso o usuário aceite uma chamada sinalizada como suspeita, os avisos continuarão durante a conversa, caso os sinais de fraude persistam. A Microsoft destaca que essa medida é crucial para proteger informações confidenciais, especialmente em um ambiente corporativo onde o Teams é amplamente utilizado. A expectativa é que essa nova funcionalidade ajude a mitigar ataques de engenharia social, que podem resultar em prejuízos significativos para as empresas, especialmente em fraudes bancárias.

Microsoft adiciona proteção contra fraudes em chamadas do Teams

A Microsoft anunciou a implementação de uma nova funcionalidade de segurança chamada ‘Proteção contra Impersonação de Marca’ para chamadas no Teams. Essa ferramenta, que será ativada automaticamente em meados de fevereiro, visa alertar os usuários sobre chamadas VoIP de contatos externos que tentam se passar por organizações confiáveis, um método comum em ataques de engenharia social. Ao receber uma chamada de um contato externo pela primeira vez, o sistema verificará sinais de impersonação de marca e emitirá avisos de alto risco antes que a chamada seja atendida. Os usuários terão a opção de aceitar, bloquear ou encerrar chamadas sinalizadas, e os alertas poderão persistir durante a conversa se sinais suspeitos continuarem. Essa atualização é parte do esforço contínuo da Microsoft para melhorar a segurança da identidade do chamador e a colaboração segura. Além disso, a empresa recomenda que os departamentos de TI atualizem seus materiais de treinamento e preparem suas equipes de suporte para responder a perguntas sobre esses novos avisos. Com mais de 320 milhões de usuários mensais, a segurança no Teams se torna uma prioridade, especialmente em um cenário onde fraudes e ataques cibernéticos estão em ascensão.

Okta alerta sobre kits de phishing para ataques vishing

A Okta, provedora de identidade em nuvem, emitiu um alerta sobre kits de phishing personalizados que estão sendo utilizados em ataques de engenharia social por voz, conhecidos como vishing. Esses kits, vendidos como parte de um modelo ‘as a service’, são utilizados por grupos de hackers para roubar credenciais de SSO (Single Sign-On) da Okta, Google e Microsoft, além de plataformas de criptomoedas. Diferente das páginas de phishing estáticas, esses kits permitem interação em tempo real, onde os atacantes podem manipular o conteúdo da página enquanto a vítima está em uma chamada. Ao inserir suas credenciais, essas informações são enviadas diretamente ao atacante, que tenta logar na conta da vítima enquanto ainda está na ligação. O ataque é altamente planejado, com os criminosos realizando reconhecimento sobre os alvos e utilizando números de telefone falsificados para se passar por suporte técnico. A Okta recomenda o uso de MFA resistente a phishing, como chaves de segurança FIDO2 e Okta FastPass, para mitigar esses riscos. Este tipo de ataque representa uma ameaça significativa, especialmente para empresas que dependem de serviços de SSO, pois pode levar ao roubo de dados sensíveis e extorsão.

LastPass alerta sobre nova campanha de phishing disfarçada

A LastPass emitiu um alerta sobre uma nova campanha de phishing que se apresenta como uma notificação de manutenção do serviço, solicitando que os usuários façam backup de seus cofres em um prazo de 24 horas. Os e-mails maliciosos contêm links que supostamente direcionam os usuários para um site onde poderiam criar um backup criptografado, mas na verdade visam roubar senhas mestras e sequestrar contas. A empresa enfatiza que não está solicitando backups e que essa tática é comum em ataques de engenharia social. A campanha foi identificada pela equipe de Inteligência de Ameaças da LastPass e começou em 19 de janeiro, com mensagens enviadas de endereços como ‘support@lastpass[.]server8’ e ‘support@sr22vegas[.]com’. Os e-mails, que imitam comunicações legítimas da LastPass, criam um senso de urgência para enganar os usuários. A LastPass recomenda que os usuários nunca compartilhem suas senhas mestras e que relatem incidentes suspeitos. A campanha foi lançada durante um feriado nos EUA, visando uma resposta menos ágil dos usuários. O site de phishing, ‘mail-lastpass[.]com’, estava fora do ar no momento da reportagem.

Phishing A Ameaça que Pode Atingir Qualquer Um

O phishing é uma técnica de engenharia social que visa enganar usuários para que revelem informações sensíveis, como dados de pagamento e credenciais. O artigo destaca que mesmo profissionais experientes em cibersegurança podem ser vítimas desse tipo de ataque, especialmente em momentos de distração ou estresse emocional. As mensagens de phishing, que podem chegar por e-mail, SMS ou aplicativos de mensagens, frequentemente imitam interações digitais comuns, como notificações de pacotes ou alertas de segurança, tornando-se cada vez mais convincentes. Além disso, a pesquisa revela que o phishing se transformou em uma economia industrializada, com plataformas de phishing como serviço (PhaaS) que permitem a qualquer pessoa, independentemente de habilidade técnica, realizar ataques sofisticados. O uso de inteligência artificial para gerar mensagens personalizadas e contextuais aumenta ainda mais a eficácia desses ataques. A urgência e a distração são fatores críticos que facilitam a ação dos atacantes, tornando a conscientização e a vigilância hábitos essenciais para todos os usuários.

Ataques de Ransomware Usam Novo Malware PDFSider em Empresa Financeira

Recentemente, um ataque de ransomware direcionado a uma empresa do setor financeiro da Fortune 100 utilizou uma nova variante de malware chamada PDFSider. Os atacantes empregaram engenharia social para se passar por trabalhadores de suporte técnico, induzindo funcionários a instalar a ferramenta Quick Assist da Microsoft. A Resecurity, empresa de cibersegurança, identificou o PDFSider como uma backdoor furtiva que permite acesso a longo prazo, com características associadas a técnicas de APT (Advanced Persistent Threat). O malware é distribuído por e-mails de spearphishing que contêm um arquivo ZIP com um executável legítimo e uma versão maliciosa de uma DLL necessária para o funcionamento do software. Ao ser executado, o malware carrega a DLL maliciosa, permitindo a execução de comandos no sistema. O PDFSider opera de forma discreta, utilizando criptografia avançada para proteger suas comunicações e mecanismos de anti-análise para evitar detecções. A Resecurity alerta que o PDFSider é mais próximo de um malware de espionagem do que de um ataque motivado financeiramente, destacando a crescente facilidade com que cibercriminosos exploram vulnerabilidades em softwares devido ao uso de IA na programação.

Campanha usa falsa extensão de bloqueio de anúncios no Chrome para roubar dados

Especialistas em cibersegurança da Huntress alertaram sobre uma nova campanha maliciosa chamada KongTuke, que utiliza uma extensão falsa de bloqueio de anúncios no Google Chrome para roubar dados dos usuários. A extensão, denominada ‘NexShield – Advanced Web Guardian’, se apresenta como uma ferramenta de proteção contra anúncios e malwares, mas na verdade distribui um trojan de acesso remoto chamado ModeloRAT. Ao instalar a extensão, os usuários são enganados por um aviso de segurança falso que os leva a executar um comando no Windows, causando um travamento do navegador e permitindo que os hackers monitorem suas atividades. A extensão foi baixada mais de 5 mil vezes antes de ser desativada. O ataque é especialmente preocupante para ambientes corporativos, onde informações sensíveis podem ser comprometidas através da engenharia social. A campanha destaca a importância de se ter cautela ao instalar extensões e a necessidade de medidas de segurança robustas para proteger dados pessoais e corporativos.

SuperDAE O hacker que desafiou Microsoft e FBI e fugiu para contar sua história

Em 2012, Dylan Wheeler, um adolescente australiano conhecido como SuperDAE, invadiu a Microsoft e vazou informações sobre o Xbox One antes de seu lançamento. Utilizando engenharia social, ele obteve credenciais de desenvolvedores da empresa e requisitou um kit de desenvolvimento do console, que tentou revender por US$ 15.000 no eBay. O vazamento das especificações técnicas do Xbox One gerou uma forte reação negativa do público, levando a Microsoft a reavaliar sua estratégia de marketing e segurança. Após a descoberta de suas ações, Dylan teve seus equipamentos confiscados e enfrentou a possibilidade de décadas de prisão. Temendo a extradição, ele fugiu para a República Tcheca, onde vive atualmente, trabalhando na área de tecnologia e segurança, e educando jovens sobre os riscos do hacking malicioso. Este caso destaca a vulnerabilidade das grandes empresas de tecnologia e a importância da segurança da informação em um mundo digital cada vez mais complexo.

Europol prende 34 hackers da Black Axe que roubaram R 37 milhões

Na última sexta-feira, a Europol anunciou a prisão de 34 indivíduos na Espanha, supostamente ligados à organização criminosa internacional Black Axe. Esta operação foi coordenada pela Polícia Nacional da Espanha, em colaboração com o Escritório de Polícia Criminal da Bavária e a Europol, resultando em 28 prisões em Sevilha, três em Madrid, duas em Málaga e uma em Barcelona. A Black Axe é conhecida por uma variedade de crimes, incluindo fraudes cibernéticas, tráfico de drogas, tráfico humano e sequestros, com prejuízos estimados em €5,93 milhões (mais de R$ 37 milhões). Além das prisões, as autoridades congelaram €119.352 (R$ 748 mil) em contas bancárias e apreenderam €66.403 (R$ 416 mil) em dinheiro. O grupo, que teve origem na Nigéria em 1977, possui cerca de 30.000 membros registrados e é envolvido em atividades como lavagem de dinheiro e fraudes de engenharia social. Em julho de 2024, a Interpol já havia confiscado R$ 26 milhões em criptomoedas e itens de luxo em operações relacionadas, resultando em mais de 400 prisões.

O que são golpes de spear phishing?

O spear phishing é uma forma sofisticada de phishing que visa indivíduos específicos, utilizando informações pessoais e profissionais para enganar as vítimas. Diferente do phishing tradicional, que envia e-mails genéricos, o spear phishing é um ataque direcionado, onde os cibercriminosos realizam um trabalho de inteligência para coletar dados sobre a vítima, como cargo, empresa e até detalhes pessoais, geralmente através de redes sociais e vazamentos de dados. Segundo o relatório da Verizon, 68% das violações de dados têm o elemento humano como fator, e o spear phishing é uma das principais portas de entrada para esses ataques. Os golpistas podem se passar por figuras de autoridade, como um diretor de TI, ou por fornecedores legítimos, utilizando técnicas como spoofing de e-mail e domínios similares aos reais para enganar os filtros de segurança. O impacto financeiro é significativo, com perdas globais superiores a US$ 50 bilhões, afetando não apenas o setor financeiro, mas também áreas como Recursos Humanos e Cadeia de Suprimentos. Para se proteger, é essencial ter uma cultura de confirmação, verificar remetentes e utilizar autenticação de dois fatores, além de estar atento a sinais de urgência nas comunicações.

Cuidado com o Boto novo golpe no WhatsApp seduz vítimas

Uma nova campanha de malware, chamada ‘Boto Cor-de-Rosa’, foi identificada por especialistas da Acronis, utilizando o WhatsApp como meio para disseminar um software malicioso com foco em roubo de dados financeiros. O golpe se inicia quando a vítima recebe uma mensagem com um arquivo ZIP infectado, disfarçado de solicitação amigável. A mensagem é elaborada com uma linguagem casual e adaptada ao horário local, aumentando a probabilidade de que a vítima clique no arquivo. Uma vez extraído, o malware instala um payload bancário e um módulo de propagação que coleta automaticamente os contatos da vítima, enviando o mesmo arquivo malicioso para eles. O malware também monitora seu desempenho em tempo real, registrando estatísticas sobre a disseminação. Embora a ameaça tenha sido bloqueada, especialistas alertam para a necessidade de cautela ao abrir arquivos não solicitados, mesmo que enviados por contatos conhecidos, pois podem ser a porta de entrada para o roubo de informações sigilosas.

Ataque ClickFix usa tela azul falsa do Windows para espalhar malware

Uma nova campanha de phishing, identificada em dezembro de 2025, está atacando o setor de hotelaria na Europa, utilizando uma falsa tela azul da morte do Windows para disseminar malware. Especialistas da Securonix alertam que os criminosos se disfarçam como hóspedes do Booking, enviando e-mails que simulam cancelamentos de reservas. Esses e-mails geram pânico nas vítimas ao prometer reembolsos altos, levando-as a clicar em links que direcionam a páginas fraudulentas. Uma vez na página falsa, um erro de carregamento é apresentado, incentivando o usuário a clicar em um botão de atualização. Nesse momento, a tela azul do Windows aparece, fazendo com que a vítima acredite que seu sistema está com problemas. O ataque ClickFix se concretiza quando a vítima é instruída a abrir a janela de ‘Executar’ e colar um comando malicioso, que instala um trojan de acesso remoto. Esse malware permite que os hackers controlem o dispositivo da vítima, roubando dados e comprometendo sistemas sem que a pessoa perceba. A falta de conhecimento sobre a tela azul da morte torna os usuários mais vulneráveis a esse tipo de golpe.

Hacker de Power Ranger Rosa deleta site supremacista ao vivo

Durante o 39º Congresso de Comunicação do Caos (CCC) em Hamburgo, a pesquisadora de segurança conhecida pelo pseudônimo Martha Root realizou uma invasão ao site supremacista WhiteDate, deletando-o ao vivo. A ação, que também afetou outras plataformas associadas, como WhiteChild e WhiteDeal, expôs dados de mais de 8.000 perfis, totalizando cerca de 100GB de informações, incluindo fotos de perfil e metadados que revelavam a localização dos usuários. Root utilizou um chatbot de IA para coletar dados de forma automatizada, explorando vulnerabilidades na segurança do site. A invasão foi uma resposta direta a uma plataforma que promovia valores de extrema direita e se opunha à cultura woke. Os dados vazados foram publicados em um site satírico, okstupid.lol, e arquivados na plataforma DDoSecrets. A ação levanta questões sobre a segurança de dados em plataformas de encontros e o potencial de ataques semelhantes em outros serviços. A situação é particularmente relevante na Alemanha, onde discursos de ódio são severamente punidos, o que pode dificultar a reativação do site.

O que são ataques de ATO (account takeover)?

Os ataques de ATO, ou ‘account takeover’, ocorrem quando um cibercriminoso obtém acesso não autorizado a uma conta online, como e-mails ou contas bancárias. Esses ataques podem resultar em fraudes financeiras e danos à reputação da vítima. Historicamente, os ATOs começaram com táticas de engenharia social, mas evoluíram para métodos mais sofisticados, como o uso de bots e inteligência artificial. Os hackers frequentemente utilizam técnicas como ‘credential stuffing’, onde testam senhas vazadas, e phishing, que envolve enganar usuários para que revelem suas credenciais. Os sinais de que uma pessoa pode ter sido vítima de um ATO incluem e-mails suspeitos sobre tentativas de login não solicitadas e atividades estranhas em contas. A conscientização sobre esses ataques é crucial, pois qualquer conta pode ser alvo, e a proteção deve ser uma prioridade tanto para indivíduos quanto para empresas.

Engenharia Social Reversa Quando a vítima procura o criminoso

A engenharia social reversa é uma técnica de cibercrime onde o criminoso cria um cenário que leva a vítima a buscar ajuda, ao contrário da abordagem direta comum. O hacker, em uma postura passiva, gera um problema fictício, como um alerta de vírus, e oferece uma solução que, na verdade, é uma armadilha. Essa abordagem manipula a psicologia humana, criando uma sensação de confiança e dependência, o que pode ser extremamente prejudicial. O processo se divide em três etapas: a criação do problema, a promoção da solução e a captura da vítima, que, ao buscar ajuda, acaba fornecendo informações sensíveis. Essa técnica é especialmente perigosa em ambientes corporativos, onde a urgência para resolver problemas pode levar funcionários a confiar em falsos especialistas. Para se proteger, é essencial adotar o princípio de ‘confiança zero’, verificando sempre a autenticidade dos contatos e evitando agir por impulso. O artigo destaca a importância de desconfiar de soluções fáceis e convenientes, que são frequentemente utilizadas por cibercriminosos para manipular suas vítimas.

A origem do phishing como a AOL e seus clientes foram afetados

O phishing, uma das fraudes digitais mais conhecidas atualmente, tem raízes que remontam à década de 1990, quando a AOL (America Online) se destacou como um dos principais provedores de internet. Naquela época, muitos usuários buscavam maneiras de acessar a internet sem pagar, levando a um aumento de atividades ilegais, como a troca de softwares piratas. Os hackers adolescentes, em busca de mais tempo online, desenvolveram o programa AOHell, que automatizou o roubo de contas, marcando o início do phishing como o conhecemos hoje. A técnica envolvia enganar usuários leigos por meio de mensagens que simulavam comunicações legítimas da AOL, criando um senso de urgência para roubar credenciais de acesso. Apesar dos esforços da AOL para combater esses crimes, como alertas sobre a segurança das senhas, o phishing evoluiu e se sofisticou, aproveitando-se da psicologia humana e das novas tecnologias. Atualmente, o phishing continua a ser uma ameaça significativa, com métodos mais elaborados, impulsionados pelo avanço da inteligência artificial e pela diversidade de dispositivos utilizados pelos criminosos.

Campanha engana usuários com alerta falso de extensão no navegador

Uma nova campanha de malware, identificada como parte da operação ClickFix, está enganando usuários com alertas falsos de extensão no navegador. Especialistas da Point Wild alertam que o ataque utiliza engenharia social para induzir as vítimas a instalar manualmente um software malicioso chamado DarkGate. O golpe simula o desaparecimento de uma extensão do Word, levando o usuário a clicar em um botão de ‘como corrigir’, que promete restaurar o acesso ao documento. Ao clicar, um comando do PowerShell é inserido na área de transferência do navegador, permitindo que os hackers conduzam o ataque sem que a vítima perceba. Uma vez instalado, o DarkGate pode baixar arquivos maliciosos e se camuflar em scripts codificados, tornando-se persistente mesmo após reinicializações do sistema. O malware coleta informações sensíveis e as envia para os servidores dos criminosos, explorando a confiança do usuário e a falta de atenção para os riscos online. Este tipo de ataque representa um desafio significativo para a segurança cibernética, pois pode passar despercebido até mesmo por sistemas de antivírus.

Hackers atacam folha de pagamento com engenharia social nesta temporada

Durante a temporada de festas, hackers estão intensificando ataques direcionados a sistemas de folha de pagamento, utilizando táticas de engenharia social e chamadas telefônicas para enganar equipes de suporte técnico. De acordo com a Okta Threat Intelligence, esses atacantes estão menos focados em invadir infraestruturas e mais em explorar processos humanos relacionados ao acesso à folha de pagamento. Eles se passam por funcionários legítimos, solicitando redefinições de senha ou alterações de conta, e, uma vez que obtêm acesso, alteram os dados bancários para redirecionar os salários para contas controladas por eles. Essa abordagem permite que os ataques permaneçam sob o radar das autoridades e das empresas, uma vez que os valores desviados parecem pequenos quando analisados individualmente. A tendência crescente de ataques a sistemas de folha de pagamento, especialmente durante períodos de bônus e pagamentos de fim de ano, destaca a necessidade de medidas rigorosas de verificação de identidade para o pessoal de suporte. As organizações devem implementar procedimentos que limitem o acesso a aplicativos sensíveis e aumentar a vigilância sobre solicitações incomuns, a fim de mitigar esses riscos.

Análise das Ameaças Cibernéticas da Semana Novas Táticas e Incidentes

O boletim semanal de ameaças cibernéticas destaca a evolução das táticas de ataque, com um foco em um esquema de fraude internacional desmantelado na Ucrânia, onde mais de 400 vítimas perderam mais de €10 milhões. As autoridades europeias, em colaboração com a Eurojust, prenderam 12 suspeitos envolvidos em call centers que enganavam vítimas, utilizando técnicas como a simulação de policiais para obter informações bancárias. Além disso, o governo do Reino Unido está pressionando a Apple e o Google a implementar sistemas de bloqueio de nudez em dispositivos móveis, visando proteger crianças. Outra ameaça emergente é o malware SantaStealer, que coleta dados sensíveis e opera de forma modular, dificultando a detecção. O artigo também menciona a resiliência de provedores de Bulletproof Hosting, que permitem que criminosos cibernéticos operem com agilidade. Por fim, novas técnicas de engenharia social, como o ataque GhostPairing, estão sendo utilizadas para sequestrar contas do WhatsApp, destacando a necessidade de vigilância constante. O cenário cibernético continua a se transformar rapidamente, exigindo atenção das organizações para mitigar riscos.

Hackers se passando por autoridades enganam empresas de tecnologia

Cibercriminosos estão utilizando táticas de engenharia social para se passar por autoridades policiais e obter acesso a dados pessoais de usuários de grandes empresas de tecnologia, como Apple e Google. Esses ataques incluem a criação de e-mails e sites que imitam endereços oficiais da polícia, com pequenas variações que podem passar despercebidas. Além disso, os criminosos também têm utilizado a técnica de Business Email Compromise (BEC), invadindo caixas de entrada de agentes e oficiais para enviar solicitações de dados que parecem legítimas. Embora as empresas de tecnologia estejam implementando portais de solicitação de dados mais rigorosos para verificar a autenticidade das solicitações, a vulnerabilidade ainda persiste, uma vez que os criminosos estão constantemente adaptando suas abordagens. A situação é preocupante, pois a entrega inadvertida de dados pessoais pode resultar em roubo de identidade e fraudes, colocando em risco a privacidade dos usuários e a conformidade com legislações como a LGPD no Brasil.

Malware evolui e usa IA para atacar via WhatsApp Web no Brasil

Uma análise da Trend Micro revelou a evolução da campanha maliciosa Water Saci, que utiliza o malware SORVEPOTEL para se propagar através do WhatsApp Web, especialmente entre usuários brasileiros. Os hackers mudaram suas táticas, substituindo o código PowerShell por Python, o que aumentou a compatibilidade com navegadores e a eficiência na automação do ataque. A campanha se baseia em engenharia social, induzindo os usuários a interagir com conteúdos maliciosos, como arquivos ZIP e PDF, além de mensagens fraudulentas que simulam atualizações do Adobe Acrobat.

Grupo Storm-0249 muda táticas para ataques de ransomware

O grupo de cibercriminosos conhecido como Storm-0249 está mudando sua abordagem, deixando de ser apenas um corretor de acesso inicial para adotar táticas mais sofisticadas, como spoofing de domínio, side-loading de DLL e execução de PowerShell sem arquivo, visando facilitar ataques de ransomware. Segundo um relatório da ReliaQuest, essas técnicas permitem que o grupo contorne defesas, infiltre redes e opere de forma indetectável, o que representa uma preocupação significativa para as equipes de segurança. O Storm-0249, que já foi identificado pela Microsoft como um corretor de acesso inicial, tem colaborado com outros grupos de ransomware, como o Storm-0501, vendendo acesso a redes corporativas. Recentemente, o grupo utilizou uma campanha de phishing com temas relacionados a impostos para infectar usuários nos EUA. Uma das táticas mais recentes envolve o uso de engenharia social para induzir as vítimas a executar comandos maliciosos, utilizando o utilitário legítimo “curl.exe” para baixar scripts PowerShell de domínios falsificados que imitam a Microsoft. Isso resulta na execução de pacotes MSI maliciosos com privilégios de sistema, permitindo que o grupo mantenha comunicação com servidores de comando e controle de forma furtiva. A mudança para ataques mais precisos, que exploram a confiança em processos assinados, aumenta o risco de ataques de ransomware direcionados, especialmente em um cenário onde grupos como LockBit e ALPHV utilizam identificadores de sistema únicos para criptografar dados de forma eficaz.

Fotos no Instagram podem ser usadas para sequestro virtual

O FBI emitiu um alerta sobre um novo golpe que utiliza fotos e vídeos de redes sociais, como o Instagram, para realizar sequestros virtuais e extorsões. Os cibercriminosos alteram imagens de vítimas para criar cenários convincentes e, em seguida, entram em contato com as famílias, alegando que sequestraram um membro da família. Para a liberação do suposto refém, exigem um pagamento de resgate. Os golpistas também podem usar informações reais de pessoas desaparecidas, aumentando a credibilidade do golpe. A técnica de engenharia social é utilizada para provocar medo e urgência, levando as vítimas a agir impulsivamente. O FBI recomenda que as pessoas verifiquem a veracidade das alegações antes de tomar qualquer ação e que evitem compartilhar informações pessoais nas redes sociais. Além disso, é importante que as famílias tentem contatar a suposta vítima antes de realizar qualquer pagamento. O uso de inteligência artificial para modificar imagens é uma preocupação crescente, tornando os golpes mais sofisticados e difíceis de detectar.

Anatomia do phishing Como identificar um e-mail falso

O phishing é uma técnica de cibercrime que visa enganar usuários para coletar dados sensíveis, como senhas e informações bancárias. Desde sua origem nos anos 1990, essa prática evoluiu, utilizando engenharia social e tecnologias avançadas, como inteligência artificial, para criar ataques mais sofisticados. Os cibercriminosos manipulam as vítimas por meio de mensagens que geram urgência ou curiosidade, como alertas de contas bloqueadas ou ofertas imperdíveis. Para se proteger, é essencial saber identificar e-mails falsos. Sinais básicos incluem verificar o remetente, usar o teste do mouseover para checar links e desconfiar de saudações genéricas. Além disso, técnicas mais avançadas, como spoofing de domínio e ataques homográficos, são frequentemente utilizadas para enganar os usuários. Para evitar ser enganado, recomenda-se não interagir com mensagens suspeitas, não clicar em links e utilizar ferramentas de análise para verificar a segurança de links. A desconfiança é a melhor defesa contra esses ataques.

Recebeu um link suspeito? Veja como verificar se ele é legítimo

Com o aumento das tecnologias de inteligência artificial, o phishing se tornou uma ameaça ainda mais comum na internet. Essa técnica de engenharia social manipula usuários para que acreditem que estão acessando serviços legítimos, levando-os a clicar em links maliciosos. Para se proteger, o artigo sugere algumas estratégias. A primeira é verificar a URL no VirusTotal, uma ferramenta que analisa links e arquivos em busca de malwares. Embora útil, essa abordagem não é infalível, já que domínios de phishing podem mudar rapidamente. Outra dica é passar o cursor sobre o link antes de clicar, permitindo que o usuário veja o endereço real. Se o link parecer suspeito, é importante compará-lo com o site oficial da empresa. Para uma investigação mais profunda, o artigo recomenda usar o ICANN para verificar a infraestrutura do domínio. Além disso, o uso de gerenciadores de senhas e autenticação em dois fatores pode aumentar a segurança. O artigo enfatiza a importância de não clicar em links recebidos por mensagens, preferindo acessar sites diretamente por meio de buscadores. Essas práticas são essenciais para evitar cair em golpes de phishing.

Grupo de cibercriminosos GoldFactory ataca usuários móveis na Ásia

Um novo ataque cibernético, atribuído ao grupo GoldFactory, está afetando usuários móveis na Indonésia, Tailândia e Vietnã. Desde outubro de 2024, os criminosos têm distribuído aplicativos bancários modificados que atuam como vetores para malware no sistema Android. O grupo, que opera desde junho de 2023, utiliza táticas de engenharia social, como se passar por serviços governamentais, para induzir as vítimas a instalar o malware. Mais de 300 amostras de aplicativos alterados foram identificadas, resultando em cerca de 11.000 infecções. Os atacantes utilizam chamadas telefônicas para persuadir as vítimas a baixar aplicativos maliciosos através de links enviados por aplicativos de mensagens. O malware injetado permite o controle remoto dos dispositivos, ocultando funcionalidades e contornando medidas de segurança. Além disso, uma nova variante de malware, chamada Gigaflower, foi descoberta, prometendo funcionalidades ainda mais sofisticadas. A mudança na abordagem do grupo, que agora orienta as vítimas a usar dispositivos Android emprestados, sugere uma adaptação às rigorosas medidas de segurança da Apple. Este cenário destaca a necessidade urgente de vigilância e proteção contra ameaças emergentes no setor financeiro.

Novo malware Albiriox ameaça dispositivos Android com fraudes

Um novo malware para Android, chamado Albiriox, foi identificado como parte de um modelo de malware-as-a-service (MaaS), oferecendo uma gama completa de funcionalidades para facilitar fraudes em dispositivos. O malware contém uma lista codificada de mais de 400 aplicativos, incluindo bancos e plataformas de criptomoedas. Os pesquisadores da Cleafy relataram que o Albiriox é distribuído por meio de aplicativos dropper, utilizando técnicas de engenharia social para enganar os usuários. Uma vez instalado, o malware solicita permissões para instalar outros aplicativos, permitindo o controle remoto do dispositivo. O Albiriox utiliza uma conexão TCP não criptografada para comunicação com o comando e controle (C2), permitindo que os atacantes executem comandos remotamente e capturem informações sensíveis. Além disso, o malware é capaz de realizar ataques de sobreposição em aplicativos bancários, roubando credenciais sem que os usuários percebam. A ameaça é particularmente relevante para usuários na Áustria, onde campanhas específicas foram observadas. A disseminação de ferramentas de cibercrime como o Albiriox representa um risco crescente para a segurança dos dispositivos móveis, especialmente em um cenário onde a fraude em dispositivos está se tornando cada vez mais sofisticada.

Grupo Bloody Wolf ataca Cazaquistão e Uzbequistão com malware

O grupo de hackers conhecido como Bloody Wolf tem sido responsável por uma campanha de ataques cibernéticos que visa o Quirguistão desde junho de 2025, com a intenção de implantar o NetSupport RAT, um software de acesso remoto. De acordo com um relatório da Group-IB, a atividade do grupo se expandiu para o Uzbequistão, afetando setores como finanças, governo e tecnologia da informação. Os atacantes utilizam engenharia social, se passando pelo Ministério da Justiça do Quirguistão, enviando documentos PDF que contêm links maliciosos para arquivos Java Archive (JAR). Esses arquivos são projetados para instalar o NetSupport RAT, permitindo que os hackers mantenham controle sobre os sistemas comprometidos. A campanha no Uzbequistão é notável por implementar restrições geográficas, redirecionando solicitações de fora do país para um site legítimo, enquanto usuários internos são direcionados para o download do malware. A utilização de ferramentas de baixo custo e a exploração da confiança em instituições governamentais têm permitido ao Bloody Wolf operar com eficácia na região da Ásia Central.

Falsa atualização do Windows oculta malware ClickFix em imagens

Pesquisadores de segurança da Huntress identificaram uma nova tática do malware ClickFix, que utiliza esteganografia para esconder códigos maliciosos em imagens PNG. Os cibercriminosos imitam atualizações críticas do Windows para enganar os usuários, que precisam copiar e colar comandos no prompt de comando para ativar o malware. Essa variante do ClickFix, que também inclui infostealers como LummaC2 e Rhadamantys, foi observada pela primeira vez em outubro de 2025. O ataque envolve a execução de código JavaScript através do binário nativo do Windows, mshta, e utiliza PowerShell e assembly .NET para extrair o payload malicioso. Apesar de parte da infraestrutura hacker ter sido desmantelada em uma operação em novembro, domínios falsos de atualização do Windows ainda estão ativos. Para se proteger, a Huntress recomenda monitorar processos suspeitos e desconfiar de comandos desconhecidos. A situação destaca a necessidade de vigilância constante contra técnicas de engenharia social cada vez mais sofisticadas.

Norton revela ameaças baseadas em IA no Brasil e suas contramedidas

Em um recente evento, a Norton apresentou dados alarmantes sobre o aumento de ciberataques no Brasil, destacando o uso crescente de inteligência artificial (IA) em golpes de engenharia social. A pesquisa revelou que 68% dos brasileiros estão mais preocupados com fraudes online do que no ano anterior, e 74% temem pela segurança de seus dados pessoais. A sofisticação dos ataques inclui a combinação de SMS, e-mails e redes sociais, utilizando conteúdos gerados por IA, como deepfakes, para enganar as vítimas. A Norton, em resposta, atualizou suas ferramentas de segurança, como o Norton Scam Protection, que agora conta com o Norton Genie AI, capaz de identificar e bloquear golpes em tempo real, especialmente em mensagens SMS. A empresa bloqueia cerca de 110 tentativas de golpe relacionadas à engenharia social por segundo, evidenciando a gravidade da situação. Com 65% dos brasileiros incapazes de identificar golpes gerados por IA, a necessidade de soluções eficazes de cibersegurança se torna ainda mais urgente.

FBI alerta sobre fraudes de roubo de contas financeiras nos EUA

O FBI alertou sobre um aumento significativo em fraudes de roubo de contas (ATO) nos Estados Unidos, onde cibercriminosos estão se passando por instituições financeiras para roubar dinheiro e informações sensíveis. Desde o início do ano, mais de 5.100 queixas foram registradas, resultando em perdas superiores a US$ 262 milhões. Os ataques geralmente envolvem técnicas de engenharia social, como mensagens de texto, chamadas e e-mails que exploram o medo dos usuários, além de sites falsos que imitam instituições financeiras. Os criminosos manipulam as vítimas a fornecerem suas credenciais de login, incluindo códigos de autenticação de múltiplos fatores. O FBI também destacou o uso de SEO para direcionar usuários a sites fraudulentos. Para se proteger, recomenda-se que os usuários sejam cautelosos ao compartilhar informações online, monitorem suas contas regularmente e utilizem senhas complexas e únicas. O aumento das fraudes coincide com o uso de ferramentas de inteligência artificial por atacantes, que facilitam a criação de e-mails de phishing e sites falsos mais convincentes. Além disso, a exploração de vulnerabilidades em plataformas de e-commerce também foi observada, aumentando o risco de fraudes durante a temporada de compras.