Emprego

CEO da Nvidia Falar que IA reduz empregos é um absurdo

O CEO da Nvidia, Jensen Huang, defendeu a ideia de que a inteligência artificial (IA) não resultará na redução de empregos, mas sim na criação de novas oportunidades de trabalho. Em sua fala durante a GTC 2026, Huang argumentou que a demanda por engenheiros de software está aumentando, pois as empresas que utilizam IA como ferramenta de produtividade tendem a crescer e, consequentemente, contratar mais profissionais. Ele destacou que, se uma empresa pode gerar trilhões de dólares em produtividade, é lógico que ela busque expandir sua equipe de engenheiros. Huang também mencionou que tecnologias emergentes, como a IA agente, exigirão grandes equipes para sua gestão e operação. Apesar do otimismo de Huang, o cenário atual do mercado de trabalho apresenta uma realidade mais complexa, com a IA sendo apontada como um fator de demissões e reestruturações, especialmente em cargos de nível inicial. A discussão sobre o impacto da IA no emprego remete à Revolução Industrial, quando os Luditas também temiam a perda de empregos devido à automação. Embora haja uma expectativa de que a IA possa criar mais empregos no futuro, a transição pode ser desafiadora para muitos trabalhadores.

Especialistas revelam rede de fraude de trabalhadores de TI da Coreia do Norte

Um relatório da Nisos revelou uma operação de fraude de emprego em larga escala, patrocinada pelo governo da Coreia do Norte, que visa infiltrar agentes em empresas de tecnologia dos Estados Unidos. Entre dezembro de 2024 e setembro de 2025, 22 operativos submeteram mais de 166 mil candidaturas, resultando em mais de 21 mil entrevistas e 76 ofertas de emprego. A operação utilizou identidades roubadas, ferramentas de inteligência artificial (IA) e até mesmo representantes locais para aumentar a legitimidade das candidaturas. Os fraudadores focaram principalmente em cargos de engenharia de software e dados, com salários variando de US$ 55 mil a US$ 230 mil. A Nisos destacou que essa abordagem combina engano humano com táticas técnicas e recursos de IA, permitindo que esses agentes não apenas recebam salários, mas também acessem sistemas e dados, gerando receita para o regime norte-coreano. O uso de IA para criar currículos, treinar para entrevistas e gerar respostas em tempo real foi fundamental para o sucesso da operação, que representa uma evolução significativa nas táticas de cibercrime.