Drones

Força Aérea dos EUA busca drones baratos que imitem caças furtivos

A Força Aérea dos Estados Unidos está em busca de propostas da indústria para desenvolver drones que possam simular uma variedade de ameaças aéreas, desde drones de hobby até caças furtivos de quinta geração. A solicitação, que tem como prazo final o dia 28 de setembro de 2026, visa criar uma série de drones que imitem diferentes categorias de aeronaves, incluindo bombardeiros e plataformas de reconhecimento. Os drones devem ser capazes de voar a velocidades superiores a Mach 1.6 em altitudes elevadas, com assinaturas de radar e emissões infravermelhas que se assemelhem a aeronaves de combate reais. A Força Aérea enfatiza a necessidade de que esses sistemas sejam acessíveis e simples, permitindo que sejam tratados como descartáveis durante os testes. Essa abordagem surge após a perda de aproximadamente 45 drones MQ-9 Reaper em confrontos no Irã, o que gerou preocupações sobre os altos custos envolvidos em operações militares. O desenvolvimento de drones que possam simular caças furtivos a um custo reduzido representa um desafio significativo para a indústria, mas é visto como uma necessidade estratégica para a Força Aérea.

Exército dos EUA investe US 447 milhões em balões de vigilância

O Exército dos Estados Unidos firmou um contrato de até US$ 447 milhões com a TCOM LP para a produção e suporte de seu sistema de balões de vigilância Persistent Surveillance Systems-Tethered. Apesar da eficácia histórica desses balões em identificar ameaças em conflitos passados, como no Iraque e no Afeganistão, analistas levantam preocupações sobre sua vulnerabilidade em cenários modernos, especialmente diante do uso crescente de drones baratos por adversários. O recente ataque do Hezbollah, que utilizou uma frota de drones para atingir tropas israelenses, exemplifica como plataformas de vigilância fixas podem ser alvos fáceis. Embora os balões possam operar a altitudes de até 4.880 metros e monitorar áreas por longos períodos, sua visibilidade e imobilidade os tornam suscetíveis a ataques. O Exército, no entanto, continua a investir em balões, ao mesmo tempo em que busca alternativas mais baratas e distribuídas, como drones e satélites. A decisão de manter os balões levanta questões sobre a eficácia e a viabilidade de sistemas de vigilância tradicionais em um campo de batalha em rápida evolução.

Interceptor de drones da Ucrânia destrói 5.500 UAVs russos

A SkyFall, fabricante ucraniana de drones, apresentou o P1-SUN Jetkiller, um interceptor atualizado projetado para combater drones de ataque Shahed, que agora possuem motores a jato. Com uma velocidade máxima de 370 km/h, o Jetkiller é uma resposta à crescente ameaça representada por esses drones, que podem alcançar até 500 km/h. Desde sua introdução, o modelo original P1-SUN já destruiu mais de 5.500 drones russos. O desenvolvimento do Jetkiller começou três meses antes de sua estreia no Farnborough International Airshow, onde demonstrou sua eficácia ao derrubar vários drones Shahed durante testes de combate. A produção em série do Jetkiller está prevista para começar em agosto de 2026, com uma capacidade de até 50.000 interceptores por mês. A competição no setor de interceptores está aumentando, com outras empresas, como a General Cherry e a Firebolt Engineering, também desenvolvendo modelos mais rápidos. A rápida evolução dos drones de ataque e a necessidade de interceptores mais ágeis refletem a pressão crescente sobre as defesas aéreas ucranianas.

Drone de alta altitude atua como o pássaro mais rápido do mundo

A Ucrânia lançou o drone interceptor Tsyklop, inspirado no falcão-peregrino, que realiza ataques suicidas em drones inimigos através de um mergulho assistido pela gravidade. Este veículo aéreo não tripulado (VANT) é projetado para combater drones de reconhecimento e ataques, como os drones Shahed, e possui duas variantes operacionais. O Tsyklop pode operar acima do teto de voo de muitos UAVs russos, com uma envergadura de pouco mais de um metro e autonomia de voo de até 1,5 horas. A versão V2 do Tsyklop já destruiu mais de 100 alvos aéreos, incluindo drones russos, e se destaca por sua capacidade de interceptação em alta velocidade. A introdução do Tsyklop faz parte de um esforço mais amplo da Ucrânia para expandir a produção de drones e desenvolver novas tecnologias para enfrentar as ameaças aéreas russas, com planos de fabricar entre 10 e 30 milhões de drones anualmente. O Ministério da Defesa da Ucrânia formalizou o uso do Tsyklop após anos de testes em combate, destacando sua eficácia em missões de defesa.

Porta-voz do Anonymous Wild Hornets critica enxames de drones

O porta-voz do grupo Anonymous Wild Hornets descreveu os enxames de drones como ‘uma lenda divertida e um mecanismo de fraude’ enquanto defende a importância das impressoras 3D na guerra moderna. A empresa, que fabrica drones na Ucrânia, está expandindo seu uso de impressão 3D para reduzir custos e aumentar a produção. Utilizando impressoras de mesa FDM, como as da Bambu Lab e Elegoo, a Wild Hornets consegue produzir componentes plásticos de drones em grande volume, o que permite uma rápida iteração de design em resposta às táticas do inimigo. Além disso, a fabricação interna abrange também baterias e controladores de voo, diminuindo a dependência de fornecedores externos. Apesar do crescente interesse em inteligência artificial para drones, a empresa alerta que a implementação dessa tecnologia pode aumentar significativamente os custos. O porta-voz também expressou ceticismo sobre a viabilidade dos enxames de drones, afirmando que, por enquanto, eles não representam uma ameaça real. A Wild Hornets, que começou como uma iniciativa voluntária, agora produz cerca de 100 drones por dia e planeja focar em pesquisa e desenvolvimento após o término do conflito.

FCC proíbe drones estrangeiros por preocupações de segurança nacional

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) anunciou uma proibição de drones e componentes críticos fabricados em países estrangeiros, especialmente da China, devido a preocupações com a segurança nacional. A medida, que se alinha ao Ato de Autorização de Defesa Nacional de 2025, visa proteger o espaço aéreo americano e prevenir o uso indevido de drones por criminosos e agentes hostis. A FCC destacou que drones e componentes como sistemas de comunicação e controle de voo, se produzidos fora dos EUA, podem facilitar vigilância não autorizada e operações destrutivas. A proibição não afeta drones já adquiridos pelos consumidores, nem impede a venda de modelos aprovados anteriormente. Essa decisão é especialmente relevante à medida que os EUA se preparam para eventos de grande escala, como a Copa do Mundo de 2026 e as Olimpíadas de 2028. A FCC também indicou que componentes poderiam ser isentos se o Departamento de Segurança Interna dos EUA determinasse que não representam riscos. A medida reflete uma crescente preocupação com a segurança cibernética e a proteção de dados sensíveis em um cenário global cada vez mais complexo.