Drones

Exército dos EUA investe US 447 milhões em balões de vigilância

O Exército dos Estados Unidos firmou um contrato de até US$ 447 milhões com a TCOM LP para a produção e suporte de seu sistema de balões de vigilância Persistent Surveillance Systems-Tethered. Apesar da eficácia histórica desses balões em identificar ameaças em conflitos passados, como no Iraque e no Afeganistão, analistas levantam preocupações sobre sua vulnerabilidade em cenários modernos, especialmente diante do uso crescente de drones baratos por adversários. O recente ataque do Hezbollah, que utilizou uma frota de drones para atingir tropas israelenses, exemplifica como plataformas de vigilância fixas podem ser alvos fáceis. Embora os balões possam operar a altitudes de até 4.880 metros e monitorar áreas por longos períodos, sua visibilidade e imobilidade os tornam suscetíveis a ataques. O Exército, no entanto, continua a investir em balões, ao mesmo tempo em que busca alternativas mais baratas e distribuídas, como drones e satélites. A decisão de manter os balões levanta questões sobre a eficácia e a viabilidade de sistemas de vigilância tradicionais em um campo de batalha em rápida evolução.

Interceptor de drones da Ucrânia destrói 5.500 UAVs russos

A SkyFall, fabricante ucraniana de drones, apresentou o P1-SUN Jetkiller, um interceptor atualizado projetado para combater drones de ataque Shahed, que agora possuem motores a jato. Com uma velocidade máxima de 370 km/h, o Jetkiller é uma resposta à crescente ameaça representada por esses drones, que podem alcançar até 500 km/h. Desde sua introdução, o modelo original P1-SUN já destruiu mais de 5.500 drones russos. O desenvolvimento do Jetkiller começou três meses antes de sua estreia no Farnborough International Airshow, onde demonstrou sua eficácia ao derrubar vários drones Shahed durante testes de combate. A produção em série do Jetkiller está prevista para começar em agosto de 2026, com uma capacidade de até 50.000 interceptores por mês. A competição no setor de interceptores está aumentando, com outras empresas, como a General Cherry e a Firebolt Engineering, também desenvolvendo modelos mais rápidos. A rápida evolução dos drones de ataque e a necessidade de interceptores mais ágeis refletem a pressão crescente sobre as defesas aéreas ucranianas.

Drone de alta altitude atua como o pássaro mais rápido do mundo

A Ucrânia lançou o drone interceptor Tsyklop, inspirado no falcão-peregrino, que realiza ataques suicidas em drones inimigos através de um mergulho assistido pela gravidade. Este veículo aéreo não tripulado (VANT) é projetado para combater drones de reconhecimento e ataques, como os drones Shahed, e possui duas variantes operacionais. O Tsyklop pode operar acima do teto de voo de muitos UAVs russos, com uma envergadura de pouco mais de um metro e autonomia de voo de até 1,5 horas. A versão V2 do Tsyklop já destruiu mais de 100 alvos aéreos, incluindo drones russos, e se destaca por sua capacidade de interceptação em alta velocidade. A introdução do Tsyklop faz parte de um esforço mais amplo da Ucrânia para expandir a produção de drones e desenvolver novas tecnologias para enfrentar as ameaças aéreas russas, com planos de fabricar entre 10 e 30 milhões de drones anualmente. O Ministério da Defesa da Ucrânia formalizou o uso do Tsyklop após anos de testes em combate, destacando sua eficácia em missões de defesa.

Porta-voz do Anonymous Wild Hornets critica enxames de drones

O porta-voz do grupo Anonymous Wild Hornets descreveu os enxames de drones como ‘uma lenda divertida e um mecanismo de fraude’ enquanto defende a importância das impressoras 3D na guerra moderna. A empresa, que fabrica drones na Ucrânia, está expandindo seu uso de impressão 3D para reduzir custos e aumentar a produção. Utilizando impressoras de mesa FDM, como as da Bambu Lab e Elegoo, a Wild Hornets consegue produzir componentes plásticos de drones em grande volume, o que permite uma rápida iteração de design em resposta às táticas do inimigo. Além disso, a fabricação interna abrange também baterias e controladores de voo, diminuindo a dependência de fornecedores externos. Apesar do crescente interesse em inteligência artificial para drones, a empresa alerta que a implementação dessa tecnologia pode aumentar significativamente os custos. O porta-voz também expressou ceticismo sobre a viabilidade dos enxames de drones, afirmando que, por enquanto, eles não representam uma ameaça real. A Wild Hornets, que começou como uma iniciativa voluntária, agora produz cerca de 100 drones por dia e planeja focar em pesquisa e desenvolvimento após o término do conflito.

FCC proíbe drones estrangeiros por preocupações de segurança nacional

A Comissão Federal de Comunicações dos EUA (FCC) anunciou uma proibição de drones e componentes críticos fabricados em países estrangeiros, especialmente da China, devido a preocupações com a segurança nacional. A medida, que se alinha ao Ato de Autorização de Defesa Nacional de 2025, visa proteger o espaço aéreo americano e prevenir o uso indevido de drones por criminosos e agentes hostis. A FCC destacou que drones e componentes como sistemas de comunicação e controle de voo, se produzidos fora dos EUA, podem facilitar vigilância não autorizada e operações destrutivas. A proibição não afeta drones já adquiridos pelos consumidores, nem impede a venda de modelos aprovados anteriormente. Essa decisão é especialmente relevante à medida que os EUA se preparam para eventos de grande escala, como a Copa do Mundo de 2026 e as Olimpíadas de 2028. A FCC também indicou que componentes poderiam ser isentos se o Departamento de Segurança Interna dos EUA determinasse que não representam riscos. A medida reflete uma crescente preocupação com a segurança cibernética e a proteção de dados sensíveis em um cenário global cada vez mais complexo.