Direitos Digitais

Homem de Nova York enfrenta acusações de ciberstalking com IA

Anthony Belford, um homem de 21 anos de Nova York, foi indiciado por ciberstalking após supostamente compartilhar imagens nuas geradas por IA e mensagens racistas fabricadas para assediar uma estudante universitária da Geórgia. Belford e a vítima frequentaram a mesma faculdade durante o ano acadêmico de 2023-2024. Após a transferência da vítima para uma instituição na Geórgia em agosto de 2024, Belford começou a persegui-la online. Entre janeiro e março de 2025, ele criou perfis falsos em diversas redes sociais, como Instagram e LinkedIn, para se passar pela vítima e disseminar imagens nuas geradas por IA, além de alegações falsas sobre comentários racistas atribuídos à estudante. O Departamento de Justiça dos EUA enfatizou que a lei federal proíbe a divulgação de imagens íntimas sem consentimento, incluindo aquelas geradas por IA, e encorajou as vítimas a reportarem tais violações ao FBI. Este caso destaca a crescente preocupação com o uso de tecnologias de IA para facilitar o assédio online e a importância de medidas de proteção e denúncia para as vítimas.

Sorteio de contas vitalícias da Proton arrecada R 6,5 milhões para direitos digitais

A Proton, conhecida por seus serviços de VPN e e-mail seguro, arrecadou um recorde de R$ 6,5 milhões (US$ 1,27 milhão) em sua campanha de arrecadação de fundos de 2025, destinada a organizações que defendem os direitos digitais. O evento, que contou com a participação de mais de 50 mil pessoas e a venda de mais de 100 mil ingressos, premiou 10 contas vitalícias exclusivas da Proton. A Proton Foundation também contribuiu com R$ 1 milhão (US$ 200 mil) de suas reservas, totalizando um montante significativo para ser dividido entre dez grupos escolhidos pela comunidade, que atuam em diversas frentes, como proteção à privacidade, liberdade de expressão e infraestrutura de internet segura. Entre os beneficiários estão organizações como European Digital Rights (EDRi) e NLnet Foundation, que trabalham em advocacy e segurança técnica, respectivamente. Além de financiar essas iniciativas, a Proton oferece ferramentas gratuitas, como Proton VPN Free e Proton Mail, para garantir acesso à internet sem censura, especialmente em regimes repressivos. A empresa também se envolve em ações legais para promover mudanças regulatórias e defender a competitividade no setor tecnológico.

Usuários de VPN sob ataque em Jammu e Caxemira com proibição de 2 meses

As autoridades de Jammu e Caxemira impuseram uma proibição de dois meses ao uso de VPNs não autorizadas, citando a necessidade de combater atividades maliciosas. Desde a implementação da medida, cerca de 800 usuários foram identificados e penalizados por acessar aplicativos de VPN. A proibição foi justificada com base na Seção 163 do código de processo penal indiano, permitindo que a polícia realize buscas em dispositivos móveis para verificar a presença de aplicativos ilegais. Especialistas em direitos digitais consideram a ordem ’legalmente impermissível’, argumentando que a proibição geral de uma tecnologia não deve ser permitida sob poderes de emergência. A situação é preocupante, pois as VPNs são ferramentas essenciais para os cidadãos que buscam contornar a censura e proteger suas comunicações. A proibição atual pode ser uma formalidade, mas há riscos de extensão. A pressão sobre o uso de VPNs não é nova na região, que já enfrentou um shutdown de internet prolongado em 2019. Embora a situação seja crítica, especialistas recomendam o uso de protocolos ofuscados para tentar contornar a proibição, mas alertam sobre os riscos legais envolvidos.

Dinamarca quer proibir VPNs para desbloquear streams ilegais

O governo dinamarquês propôs uma nova legislação que visa proibir o uso de VPNs para acessar conteúdos de streaming geoblocados ou contornar restrições em sites ilegais. A proposta, parte de um esforço mais amplo para combater a pirataria online, gerou preocupações entre defensores dos direitos digitais, que consideram a redação do projeto como excessivamente ampla e com um ’toque totalitário’. O ministro da Cultura da Dinamarca, Jakob Engel-Schmidt, defendeu a proposta, afirmando que o objetivo é combater a pirataria, não tornar as VPNs ilegais. Atualmente, cerca de 9% da população dinamarquesa utiliza VPNs para acessar bibliotecas de streaming de outros países, como o Netflix americano. Se aprovada, a lei entrará em vigor em 1º de julho de 2026, e os infratores poderão enfrentar multas. A proposta se insere em um contexto mais amplo de legislação que tem sido criticada por especialistas em privacidade, incluindo tentativas de implementar o polêmico projeto de ‘Chat Control’ na UE, que visa monitorar mensagens digitais privadas. A proposta dinamarquesa representa uma escalada significativa, transferindo a responsabilidade legal dos provedores para os usuários finais.