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DHS investiga ataque cibernético à rede de informações de segurança

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) está investigando um ataque cibernético que comprometeu a Homeland Security Information Network (HSIN), uma plataforma sensível de compartilhamento de informações utilizada por parceiros do governo e do setor privado. O ataque, realizado por um ator de ameaça desconhecido, ocorreu entre o final de maio e início de junho de 2023. A investigação ainda não atribuiu a responsabilidade a nenhum ator específico ou governo estrangeiro, e não está claro se documentos foram roubados do sistema. Os invasores miraram servidores do HSIN e um sistema SharePoint usado para colaboração. O HSIN é crucial para a comunicação em tempo real e a gestão de incidentes, especialmente em um momento em que os EUA estão supervisionando a segurança de eventos como a Copa do Mundo. O DHS confirmou que sistemas classificados não foram afetados e que ações imediatas foram tomadas para isolar os sistemas comprometidos e mitigar a vulnerabilidade. Este incidente segue um problema anterior em 2023, onde uma configuração inadequada expôs dados restritos dentro do HSIN-Intel, a seção de inteligência da plataforma.

Departamento de Segurança dos EUA exige dados de críticos ao ICE

O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) solicitou que grandes empresas de tecnologia, como Google e Meta, revelassem informações pessoais de cidadãos norte-americanos que criticam o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE). A ordem inclui nomes, endereços de e-mail e números de telefone de usuários que monitoram as atividades do ICE, especialmente em um contexto de crescente protestos contra a polícia migratória. A ação do DHS gerou controvérsia, pois especialistas afirmam que isso pode ameaçar a liberdade de expressão. Algumas empresas atenderam à solicitação, enquanto outras optaram por notificar os usuários e permitir que contestassem judicialmente o pedido. A ACLU (União Americana pelas Liberdades Civis) já entrou com um processo contra o DHS, argumentando que a intimação viola direitos constitucionais. O DHS defende que a medida visa proteger seus agentes de possíveis ameaças durante suas operações. Essa situação levanta questões sobre o equilíbrio entre segurança e direitos civis, especialmente em um cenário onde a privacidade e a liberdade de expressão estão em constante debate.

OpenAI enfrenta mandado do DHS por dados de usuários do ChatGPT

O Departamento de Segurança Interna dos EUA (DHS) emitiu um mandado inédito exigindo que a OpenAI forneça informações detalhadas sobre as conversas de usuários do ChatGPT, em um caso criminal relacionado a material de exploração infantil. O mandado, que foi deslacrado em Maine, representa um marco na interseção entre inteligência artificial e justiça criminal. A investigação, que começou em 2019, revelou que o suspeito mencionou o uso do ChatGPT durante comunicações com agentes infiltrados. Embora os dados da OpenAI não tenham sido necessários para identificar o suspeito, a solicitação levanta questões sobre privacidade e a responsabilidade das empresas de IA em relação a dados de usuários. A OpenAI já processou milhares de conteúdos relacionados a exploração infantil e atendeu a várias solicitações governamentais. Este caso destaca a crescente tendência de as autoridades considerarem plataformas de IA como fontes de evidência, exigindo uma reavaliação das práticas de coleta de dados e proteção de privacidade por parte das empresas de tecnologia.